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BRS Cuia
A cultivar é excelente para o consumo humano, devido aos altos teores de amido e glicose, ou seja, é uma valiosa fonte de energia, proteínas e antocianinas. Esta variedade possui um tamanho grande, o que faz com que seja bem adequada a processos industriais, podendo ser utilizada na produção de etanol e álcool medicinal.
As batatas apresentam boa uniformidade, de formato arredondado com tamanho que varia de 15 a 20 centímetros. Sua produtividade média é de 40t/ha, com período de cultivo de 120 a 140 dias.
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Brazlândia Roxa
Obtida em Brazlândia, Distrito Federal, a cultivar possui película externa roxa e polpa creme que é bem seca, com um sabor adocicado e baixo teor de fibras. A raiz é de formato alongado, bastante uniforme, com boa aparência para a comercialização. As ramas são de desenvolvimento lento, de comprimento médio e diâmetro médio de 6 milímetros, de cor verde. As folhas são verdes, tanto as velhas quanto as novas e podem medir até 15 centímetros de comprimento e largura na base. Geralmente não produz batatas graúdas e sua produtividade normal é 25 t/ha, com ciclo médio de até 150 dias.
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Tratos Culturais
Os tratos culturais na produção de batata-doce visam melhorar as condições de crescimento e desenvolvimento das plantas, buscando ganhos em produtividade e qualidade das raízes. Embora a batata-doce seja pouco exigente em tratos culturais, o controle de plantas daninhas e a mobilização do solo são práticas essenciais.
A eliminação manual ou mecânica de plantas daninhas, realizada com cuidado para não danificar as plantas e raízes, é crucial para reduzir a competição por água, nutrientes, luz e espaço. O período crítico de competição geralmente vai de 15 a 45 dias após o plantio, podendo se estender até 60 dias. Após esse intervalo, a cobertura da batata-doce supera as plantas daninhas. Em condições de temperatura elevada, a batata-doce cresce rapidamente, cobrindo o solo. Em temperaturas amenas ou baixas, o controle de plantas daninhas pode ser necessário em duas etapas.
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A capina manual com enxada preserva as leiras, sendo recomendada a reforma quando necessário. A última capina ocorre quando as extremidades das ramas mais longas alcançam a base das leiras vizinhas. Essa operação é cuidadosa, podendo ser realizada manualmente ou mecanicamente com um sulcador acoplado ao trator, antes do entrelaçamento das ramas entre as linhas.
Em locais com alta densidade de plantas daninhas, o preparo do solo pode ser feito algumas semanas antes do plantio. A rotação de culturas com espécies supressoras é crucial para o manejo do banco de sementes de plantas daninhas. Entre os preparos mecânicos, a irrigação pode estimular a emergência de gramíneas, controladas com herbicidas específicos.
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A reforma das leiras, conhecida como amontoa, consiste em mobilizar o solo para vedar rachaduras. Essa prática impede a postura de insetos-praga diretamente nas raízes. Um intervalo entre a primeira capina e a reforma das leiras é necessário para a desidratação e morte das plantas daninhas. O não cumprimento dessa prática pode expor as raízes à ação direta dos raios solares, afetando a qualidade e coloração das raízes.
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Coquinho
Originária da Paraíba, a cultivar foi introduzida no Distrito Federal em 1972 e mantida no quintal da casa de um operário da Fazenda Tamanduá, hoje sede da Embrapa Hortaliças. Foi registrada pela Embrapa no ano 2000. A raiz é delicada, de película externa e polpa brancas, saborosa e doce, com baixo teor em fibras. Seu formato é arredondado e não uniforme, variando de acordo com o tipo de solo. As plantas são rasteiras e as ramas apresentam crescimento rápido na primavera/verão e lento no outono, nas condições climáticas do DF. As folhas são de cor verde a verde-clara, de tamanho de médio a grande, podendo chegar a 16 centímetros de comprimento e 13 centímetros de largura. A produtividade média é de 22 t/ha, com ciclo médio de 150 dias.