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  • Adubação orgânica

    Adubação orgânica

    A adubação orgânica fornece nutrientes para a batata-doce e aumenta a aeração do solo, facilitando o crescimento lateral das raízes tuberosas e diminuindo a formação de raízes tortuosas. Além disso, a adubação orgânica libera os nutrientes no solo de forma gradual a medida que o composto orgânico vai sendo degradado no solo.

    Diversos resíduos orgânicos podem ser utilizados como adubo orgânico, tais como esterco bovino, esterco de aves, esterco de porco, torta de mamona, entre outros. Esses resíduos podem ser aplicados diretamente na área a ser cultivada com batata-doce antes do preparo do solo e serem incorporados logo em seguida com as operações de aração e gradagem. Entretanto, para que os resíduos orgânicos sejam utilizados de forma mais eficiente no cultivo da batata-doce o ideal é que eles tenham sido “curtidos” ou compostados, pois assim, eliminam-se problemas com a germinação de sementes de plantas daninhas e a presença de alguns patógenos. Para compostar o material orgânico deve-se formar pilhas com ele no chão, manter essas pilhas de resíduos úmidas, fazer o revolvimento delas a cada dois ou três dias, sendo que ao final de aproximadamente 30 dias será obtido o composto orgânico (esterco curtido) pronto para uso. Esse composto pode ser misturado ao solo das leiras durante a sua confecção ou ser aplicado em filete contínuo sob as leiras com equipamento tratorizado que realiza as operações de aplicação do composto e levantamento da leira simultâneamente. Em solos arenosos e pobres em matéria orgânica pode-se utilizar entre 10 t/ha e 30 t/ha de esterco bovino curtido (Casali, 1999; Silva et al., 2002; Oliveira et al., 2005). No caso do esterco de aves curtido pode-se utilizar a dose de 2,5 t/ha. Quando se utilizada essas doses de esterco, a dose de N mineral deve ser reduzida pela metade, ou mesmo não ser incluída na adubação da cultura, principalmente em solos com teores mais elevados de matéria orgânica.

    A adubação orgânica utilizando adubos verdes também é uma opção interessante. A adubação verde com mucuna-preta (Mucuna aterrima), crotalária (Crotalaria juncea), feijão de porco (Canavalia ensiformis) e guandu (Cajanus cajan) têm proporcionado resultados satisfatórios para a batata-doce cultivada em sucessão. Nesse sistema, os adubos verdes podem ser semeados no início da estação chuvosa e quando atingirem a fase de florescimento devem ser incorporados ao solo para que a batata-doce possa ser plantada logo em seguida. A incorporação dos adubos verdes pode ser realizada de diversas formas a depender a disponibilidade de equipamentos que o agricultor tem em sua propriedade. Como exemplo, pode-se fazer a roçagem da biomassa vegetal, seguida da incorporação com grade e posterior levantamento das leiras para o plantio da batata-doce. Em solo arenoso do estado de São Paulo o cultivo de batata-doce em sucessão ao cultivo de mucuna-preta e crotalária (Crotalaria spectabilis), entre os meses de setembro e dezembro, reduziu em 37,5% a necessidade de aplicação de N mineral na batata-doce (Fernandes et al., 2018), demonstrando que além dos benefícios para o solo, a adubação verde é uma opção interessante para economizar fertilizantes minerais.

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    Sistema de produção de batata-doce

    Sistema de produção de batata-doce

    Embrapa Hortaliças
    Sistema de Produção, 9
    ISSN 1678-880X
    Fev/2021

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    Publicado: 22/12/2023

  • Irrigação

    Irrigação

    Sistemas de irrigação
     No Brasil, a maioria dos produtores de batata-doce adota sistemas de irrigação por aspersão. Na região do Cerrado já há produtores utilizando o sistema por pivô-central com bastante sucesso tanto em qualidade como em produtividade de raízes, que normalmente supera 50 t/ha (Figuras 1 e 2).

    Manejo de irrigação
    O período crítico para áreas implantadas por meio de ramas ocorre na primeira semana após o plantio, quando o solo deve ser mantido úmido, realizando-se irrigações leves e frequentes, para evitar a desidratação do material vegetal até que se formem as raízes. Nesse período deve-se trabalhar com tensões de água no solo próximas à capacidade de campo. Após o pleno estabelecimento das ramas, cerca de 10 a 20 dias após o plantio, recomenda-se efetuar as irrigações quando a tensão de água no solo estiver entre 15 kPa e 25 kPa. Após o início das brotações, as irrigações podem ser mais espaçadas e devem prosseguir pelo menos até os 40 dias após o plantio (DAP), para promover um bom desenvolvimento vegetativo, com tensões de água entre 25 kPa e 40 kPa em solos de textura mediana e profundos.

     A batata-doce possui um sistema radicular que varia de 75 cm a 90 cm, além de ser ramificado, o que lhe possibilita explorar maior volume de solo e absorver água em camadas mais profundas Assim aplicações de água podem ser realizadas com menor frequência, ou seja, maior turno de rega. Porém, para efeito de manejo de irrigação considera-se a profundidade efetiva radicular em torno de 30 cm de profundidade. Recomenda-se como método prártico irrigar duas vezes por semana, até os 20 dias; uma vez por semana, dos 20 aos 40 dias; e a cada duas semanas, após os 40 dias até a colheita.

    A depender da localidade e da época de plantio a mesma cultivar poderá demandar mais ou menos água durante o ciclo de produção. Para a estimativa da lâmina de água a ser aplicada pode-se usar dados agroclimáticos para estimativa da evapotranspiração da cultura (ETc) baseado em valores de coeficientes de cultura (Kc). Para a batata-doce pode-se utilizar para o estádio inicial o Kc de 0,50, nos estádios vegetativo e de floração Kc de 1,05 e na maturação/produção Kc de 0,65.

     Em Viçosa, MG, foram utilizados valores de Kcs de 0,55 - 0,70; 1,1-1,2 e 0,8 para as fases de estabelecimento, intermediária e final de ciclo, com a obtenção de boas produtividades das cultivares ‘Amanda’ e ‘Duda’. As maiores produtividades foram obtidas quando se aplicou de 95% a 100% da ETc. Para essa região foram recomendadas lâminas de irrigação de 301,8 mm e 332,4 mm, por ciclo de produção, para as respectivas cultivares.

    Um fator importante no manejo de irrigação da batata-doce é a não tolerância da cultura a solos encharcados, principalmente, quando da fase de formação das raízes e colheita. Pode ocorrer apodrecimento das raízes por doenças de solo, especialmente as bacterianas. Assim, nessas fases recomenda-se irrigar repondo até 70% da capacidade de retenção de água no solo e suspender a irrigação alguns dias antes da colheita das raízes.

  • Elsinoë batatas (Sphaceloma batatas)

    Elsinoë batatas (Sphaceloma batatas)

    A sarna é uma das doenças mais destrutivas da batata-doce nas regiões subtropicais e tropicais do mundo. O patógeno causa pequenas lesões circulares a elípticas ou alongadas de cor marrom no caule. Em condições climáticas favoráveis, os sintomas podem chegar a folhas superiores, e causar o retorcimento dos brotos.