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  • BRS Amélia

    BRS Amélia

    BRS Amélia: Suas raízes possuem película externa rosa e polpa amarela (Figura 6), com formato fusiforme. No planalto central do País a sua produtividade normal é de 20 t/ha de raízes comerciais em uma densidade de plantio de 33.000 plantas por hectare. Seu ciclo médio é de 150 dias.

    Foto: Paulo Lanzetta.

  • BRS Rubissol

    BRS Rubissol

    BRS Rubissol: Suas raízes possuem película externa roxa, polpa branca (Figura 8), com formato longo e cheio. No planalto central do Brasil, sua produtividade normal é de 25 t/ha de raízes comerciais em uma densidade de plantio de 33.000 plantas por hectare. Seu ciclo médio é de 150 dias.

     

  • Correção e adubação

    A batata-doce possui alta demanda por nutrientes, portanto a adubação química é importante para fornecer ou restituir as substâncias necessárias. Para atingir alta produtividade, a calagem e o uso de fertilizantes são fundamentais...

    Nutrição

    A absorção de nutrientes em hortaliças segue um padrão de crescimento ou acúmulo de matéria seca (raiz fibrosa, raiz tuberosa, ramas e folhas) em três fases: inicialmente, a absorção é lenta, seguida por uma fase intensa até atingir o pico, seguida por um pequeno declínio...

    Plantio

    No Brasil a batata-doce é cultivada em diferentes sistemas de plantio, em leiras/camalhões, canteiros ou montículos. A partir da seleção ou aquisição de ramas de qualidade, de preferência as que passaram pela cultura de tecidos e limpeza viral...

    Tratos Culturais

    Os tratos culturais são práticas que proporcionam melhores condições para o crescimento e desenvolvimento das plantas. Na produção de batata-doce visam ganhos em produtividade e qualidade das raízes...

    Irrigação

    A maioria dos produtores de batata-doce no Brasil utiliza sistemas de irrigação por aspersão, sendo o sistema por pivô-central também adotado com sucesso, especialmente na região do Cerrado...

    Colheita

    A batata-doce não possui um estágio específico de maturação para colheita, podendo as raízes serem colhidas quando atingem o tamanho comercializável, evitando danos ao seu interior.

    Encontrado na página: Produção

  • Plantio

    Plantio

    Marcha de absorção de nutrientes

    A absorção de nutrientes em hortaliças segue um padrão de crescimento ou acúmulo de matéria seca, apresentando geralmente, três fases distintas: na primeira fase a absorção é lenta, seguida de intensa absorção até atingir o ponto máximo, a partir do qual ocorre um pequeno declínio. Em batata-doce, o acúmulo de massa de matéria seca é similar entre folhas, ramas e as raízes tuberosas até os 55 dias do transplantio (DAT), porém a partir dos 85 DAT as raízes tuberosas apresentam-se como o dreno mais forte da planta (Figura 1).

    Figura 1. Distribuição da massa de matéria seca entre órgãos de batata-doce.
    Fonte: Adaptado de Echer et. al. (2009).

     

    A absorção de nutrientes acompanha o acúmulo de massa de matéria seca e nos casos dos macronutrientes, o N, o K e o Ca são os absorvidos em maior quantidade. Já o Mn, o B e o Zn são os micronutrientes mais extraídos pela planta (Figura 2). 

     

    Figura 2. Marcha de absorção de macro e micronutrientes pela planta de batata-doce do clone Canandense.   
    Fonte: Adaptado de Echer et al. (2009).

     

    A quantidade de nutrientes absorvida pela batata-doce relatada na literatura apresenta grande diversidade de valores (Tabela 1) e isso é explicado em parte pelo diferente potencial produtivo dos ambientes de produção do local do estudo; cultivares; fertilidade e tipo de solo, entre outros. A Tabela 2 apresenta a quantidade de nutriente absorvida e exportada pela batata-doce cultivada em solos arenosos de baixa fertilidade, porém com investimento em fertilidade do solo.
     

     

     

    Extração de nutrientes (kg/ha)

    Fonte

    Produtividade
    (t ha-1)

    N

    P

    K

    Ca

    MG

    Silva et al., (2002)

    13 a 15

    60 a 113

    20 a 47

    100 a 236

    31 a 35

    11 a 13

    Miranda et al., (1987)

    30

    129

    50

    257

    -

    -

    Malavolta (1981)

    16,5

    45

    7

    58

    6

    3

    O´Sullivan et al. (1997)

    20

    87

    8 a 40

    100

    -

    -

    Lorenzi et al. (1997)

    20

    60

    6

    60

    -

    -

     

     

     

     

     

     

     

      

     

     

     

    Tabela 1. Quantidade de macronutrientes extraída pela colheita das raízes tuberosas de batata-doce do clone Canadense.

     

     

    Órgão

    t ha-1

    N (kg/ha)

    P

    (kg/ha)

    K

    (kg/ha)

    Ca

    (kg/ha)

    Mg

    (kg/ha)

    S

    (kg/ha)

    B

    (g/ha)

    Cu

    (g/ha)

    Fe

    (g/ha)

    Mn

    (g/ha)

    Zn

    (g/ha)

    Folhas

    3,52

    124

    11

    83

    52

    17

    15

    162

    41

    48

    380

    87

    Ramas

    4,87

    85

    12

    56

    75

    16

    13

    114

    41

    65

    162

    57

    Raíz

    0,74

    12

    1,5

    6

    24

    1,5

    1,2

    18

    9

    10

    35

    11

    Raíz tuberosa**

    6,29

    129

    16

    81

    23

    7,5

    9,8

    84

    52

    61

    136

    82

    Total

    15,42

    350

    40,5

    226

    174

    42

    39

    378

    143

    184

    713

    237

     ** Exportado pela colheita (corresponde 24 t/ha de raízes tuberosas)

    Tabela 2. Marcha de absorção de nutrientes e produção de massa de matéria seca em batata-doce, da cultivar Canadense, por ocasião da colheita.

    Fonte: Echer et al. (2009a).

     

    A Tabela 3 apresenta a quantidade de cada macro e micronutriente exportada pela colheita das raízes tuberosas tanto para a finalidade de mesa quanto para a produção de etanol a partir de batata-doce. Nota-se que os valores são muito próximos e a diferença existente é atribuída à produtividade. Portanto, se a finalidade da produção for mesa ou produção de etanol, o fator a ser considerado é a expectativa de produtividade. Isso não significa que para obter 30 t/ha de raízes tuberosas o produtor deva adubar a área com 130 kg/ha de N. Há de se considerar o potencial de resposta a adubação com cada nutriente (ex. cultura anterior; fertilidade do solo; disponibilidade hídrica etc.).

     

    Fonte

    Finalidade da produção

    Produti-

    dade

    t/ha

    N

    (kg t-1)

    P

    (kg t-1)

    K

    (kg t-1)

    Ca

    (kg t-1)

    Mg

    (kg t-1)

    S

    (kg t-1)

    B

    (g

    t-1)

    Cu

    (g t-1)

    Fe

    (g

    t-1)

    Mn

    (g

    t-1)

    Zn

    (g

    t-1)

    Echer et al. (2015)

    Etanol

    21

    4,38

    0,6

    4,12

    0,51

    0,29

    0,17

    2,2

    5,9

    17,4

    3,9

    3,3

    Echer et al. (2009a)

    Mesa

    24

    3,38

    0,67

    3,38

    0,96

    0,31

    0,40

    3,5

    2,1

    2,54

    5,67

    3,42

    Tabela 3. Quantidade de nutrientes exportada pela colheita de uma tonelada de raízes tuberosas de

    batata-doce da cultivar Canadense para produção de etanol ou de mesa.

     

    O acúmulo diário de N em plantas de batata-doce é de menos de 1,0 kg/ha aos 50 dias após o transplantio (DAT) com crescimento exponencial até o momento da colheita, cujo acúmulo diário é de cerca de 3,5 kg/ha de N aos 145 DAT (Figura 3). A curva de acúmulo de K é semelhante ao N, porém em quantidade inferior, cerca de 2,6 kg/ha ao dia de K. Quanto ao P, o acúmulo máximo atingido foi de 0,5 kg/ha ao dia. Por ser habitualmente uma planta de ciclo perene, a batata-doce continua vegetando e absorvendo nutrientes do solo, e isso explica as curvas obtidas na Figura 3.

    Figura 3. Acúmulo diário de nutrientes na planta de batata-doce (parte aérea + raiz tuberosa). 

     

    Uma prática de manejo importante a ser considerada, observando-se a Figura 3 é o momento da colheita, pois se o produtor mantiver a cultura no campo após o momento ideal de colheita, haverá acúmulo e exportação desnecessários, principalmente de N e K, e em solos pobres, onde geralmente é cultivada a batata-doce, isso pode contribuir para a redução da fertilidade do solo, o que acarretará na elevação dos custos de produção na próxima safra.

    Encontrado na página: Produção