Manejo da adubação
Para adubação das plantas, os nutrientes podem ser aplicados a lanço sobre o solo, em pulverizações foliares ou por meio da água de irrigação (fertirrigação), e devem ser parcelados de acordo com a demanda em cada fase de desenvolvimento.
A amostragem de solo em parreirais já estabelecidos deve ser feita após a colheita e antes de efetuar a adubação de fundação.
Para a análise foliar, a época adequada para a amostragem é o período de florescimento. Para compor a amostra, devem ser coletadas apenas folhas inteias e sadias, da mesma cultivar, com a mesma idade e que representem a média da plantação. Não devem ser coletadas amostras após adubação no solo ou foliar, aplicação de defensivos ou em períodos de chuvas.
O manejo de adubação da videira envolve três fases: adubação de plantio, adubação de crescimento e adubação de produção.
Adubação de plantio
Deve ser realizada com base nos resultados da análise de solo, cuja distribuição dos fertilizantes minerais e orgânicos deve levar em consideração a sua forma de incorporação no solo.Os fertilizantes minerais e orgânicos são colocados na cova e misturados com a terra da própria cova, antes do transplante das mudas.
A quantidade de matéria orgânica situar-se-á em torno de 20 a 40 litros de esterco de curral curtido ou outro similar por cova, enquanto a dos fertilizantes minerais dependerá dos resultados da análise de solo correlacionados com os níveis apresentados na tabela abaixo. No caso de a análise indicar teores baixos de zinco e de boro, deve-se adicionar, ainda, 4,5 g de zinco e 1,0 g de boro por cova.
Adubação de crescimento
Constitui-se de aplicações de N e K, utilizando fertilizantes minerais. ON deve ser aplicado a partir de 30 dias após o transplante das mudanças até o oitavo mês de crescimento. As doses de N serão definidas em função do teor de matéria orgânica do solo e das quantidades de esterco de curral aplicadas. Nos solos que apresentam teor de matéria orgânica abaixo de 20 g.kg -1 e que receberam doses de esterco de curral ou material equivalente inferior a 20 m3.ha-1, a dose de N deve ser equivalente a 260 kg.ha -1 .
Nos solos cuja quantidade de esterco de curral aplicada for superior a 40 m3.ha -1 , a dose de N deve ser inferior a 260 kg.ha -1 . A adubação potássica pode ser realizada com base nos teores de K disponíveis ou na saturação de K em relação ao CTC. Embora a adubação potássica seja recomendada quando a saturação de K para superior a 15% no solo, não deve ser aplicada, tanto na fase de crescimento, como na fase de produção, se a condutividade elétrica do extrato de saturação estiver acima de 2 dS. m -1 .
Adubação de produção
Realizada após a primeira dose de frutificação e a cada ciclo vegetativo, deve fornecer os nutrientes de forma balanceada, respeitando as necessidades nutricionais de cada fase fenológica. A recomendação de adubação deve ser feita com base na produtividade esperada e nos resultados da análise de solo realizada antes da poda de produção, bem como associada aos resultados da análise foliar e ao desenvolvimento da cultura.
Nutrição mineral
A nutrição mineral é um componente chave do manejo do vinhedo e tem o potencial de influenciar vários aspectos da produção da videira. Independentemente dos outros fatores de produção, tais como irrigação, manejo da cultura e tratos fitossanitários, as adubações devem ser realizadas com base em uma análise criteriosa das condições de solo e das exigências da cultura da videira, para que se obtenham produtividades elevadas e uvas com excelente qualidade.
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Trilha de Aprendizagem - Viticultura Tropical no Semiárido
A trilha de aprendizagem sobre Viticultura Tropical no Semiárido tem como objetivo capacitar os participantes sobre as as características que diferenciam a viticultura tropical no semiárido brasileiro e as tecnologias para o cultivo da videira considerando os diferentes aspectos do sistema de produção. A capacitação é on-line e gratuita.
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Carga horária: 40