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Sistemas de Plantio

No Brasil predomina o plantio manual do alho em sulcos ou mini-covas, com ou sem canteiros. Em grandes áreas utiliza-se o plantio semi-mecanizado por meio de rodas dentadas que deixa o leito de plantio marcado facilitando a operação de plantio manual. Em pequenas propriedades, predominam o plantio em sulcos em canteiros elevados para facilitar drenagem e os tratos culturais nessas áreas que são menos mecanizadas.

O espaçamento de plantio do alho pode variar em função do método de plantio, manejo e tratos culturais, tecnificação das lavouras, tamanho do alho semente. O plantio pode ser feito em sulcos ou covas, no sentido do canteiro ou em curvas de nível, quando não há canteiros. A prática ainda é majoritariamente manual, mas alguns produtores já testam o plantio mecanizado para reduzir custos e a dependência de mão de obra especializada.

Em pequenas áreas predomina o uso de canteiros e fileiras simples e os espaçamentos mais tradicionalmente utilizados variam de 8 a 10 cm entre plantas e 20 a 25 cm entre linhas. Em áreas de grandes produtores é mais comum e em sistemas mais tecnificados, o plantio em fileiras duplas se tornou o mais comum. Desta forma, o plantio é feito em canteiros largos com quatro linhas duplas, utilizando entre 30 a 40 cm entre fileiras duplas, 10 a 12 cm entre fileiras simples e 8 a 10 cm entre plantas, com profundidade de 2 a 3 cm. O estande final varia de 350 a 400 mil plantas por hectare, dependendo do espaçamento, independente do plantio em linhas simples ou duplas.

Embora não seja obrigatório posicionar os bulbilhos com o ápice para cima no plantio, a maioria dos agricultores preferem esse método, pois facilita e acelera a emergência da planta, melhora a qualidade dos bulbos e o rendimento da cultura.

Sistemas conservacionistas, como plantio direto sobre palhada, têm sido estudados por instituições, como a Embrapa, para melhorar o manejo do solo, reduzir erosão e otimizar o uso de água.