Amarelão do alho
A doença “Amarelão do alho” é causada pelo nematoide Ditylenchus dipsaci, nematoide de maior importância no Brasil para a cultura do alho. Provoca o amarelecimento da parte aérea das plantas. Os principais sintomas são o nanismo da planta, quando as folhas ficam curtas e espessas (inchaço) e apresentam manchas marrons ou amareladas. A planta apresenta um formato de charuto já que o pseudocaule fica inchado, causando também a queda das folhas e bulbos chochos.
Com o progresso da doença, pode ocorrer podridão mole que geralmente completa o processo de destruição, sendo esta acompanhada por um odor característico e o fácil desprendimento das plantas ao serem puxadas, ficando o ‘prato’ no solo e saindo apenas a parte aérea. Outro sintoma observado é a presença desse nematoide, em altos níveis populacionais no solo e raízes das plantas infectadas.
Com o progresso da doença, pode ocorrer podridão mole que geralmente completa o processo de destruição, sendo esta acompanhada por um odor característico e o fácil desprendimento das plantas ao serem puxadas, ficando o ‘prato’ no solo e saindo apenas a parte aérea. Outro sintoma observado é a presença desse nematoide, em altos níveis populacionais no solo e raízes das plantas infectadas.
Os nematoides se disseminam mais rapidamente através da água da chuva ou da irrigação, em maquinários agrícolas e também são transportados em resíduos do beneficiamento da cultura. Porém a principal forma de disseminação é por meio de tecidos vegetais (sementes, bulbos e bulbilhos infectados), além de pequenas partículas de solo que podem acompanhar materiais de alho.
Manejo
A melhor forma de manejo para o nematoide Ditylenchus dipsaci bem como para qualquer outra espécie de nematoide é a prevenção, pois uma vez presentes em áreas de cultivo sua erradicação torna-se praticamente impossível, podendo inviabilizar áreas de plantio dependendo dos níveis populacionais presentes, bem como o abandono de áreas por parte dos produtores.
Para isso, seguem as principais orientações para prevenir a disseminação dos nematoides em áreas de produção. De início, utilize alho-semente certificado, isentos do nematoide, preferencialmente plante em solos não infectados, plante em paralelo plantas que combatem nematoides, como crotalária (Crotalaria spectabilis, C. juncea, C. breviflora); cravo-de-defunto (Tagetes patula, T. minuta, T. erecta); mucunas (Estizolobium spp.); e, mucuna-preta (Mucuna aterrima); elimine restos de culturas e plantas hospedeiras; adote a solarização; e além disso pode-se utilizar a manipueira para o controle de nematoides, algo bastante relevante.
A manipueira é um líquido extraído do processo industrial da mandioca durante a produção de farinha e tapioca. É conhecida por seu potencial como adubo orgânico e também pode ser utilizada no controle de pragas, mas requer cuidados devido à presença de ácido cianídrico, que é tóxico.
Para isso, seguem as principais orientações para prevenir a disseminação dos nematoides em áreas de produção. De início, utilize alho-semente certificado, isentos do nematoide, preferencialmente plante em solos não infectados, plante em paralelo plantas que combatem nematoides, como crotalária (Crotalaria spectabilis, C. juncea, C. breviflora); cravo-de-defunto (Tagetes patula, T. minuta, T. erecta); mucunas (Estizolobium spp.); e, mucuna-preta (Mucuna aterrima); elimine restos de culturas e plantas hospedeiras; adote a solarização; e além disso pode-se utilizar a manipueira para o controle de nematoides, algo bastante relevante.
A manipueira é um líquido extraído do processo industrial da mandioca durante a produção de farinha e tapioca. É conhecida por seu potencial como adubo orgânico e também pode ser utilizada no controle de pragas, mas requer cuidados devido à presença de ácido cianídrico, que é tóxico.