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Pragas

Ácaro Eriophyes tulipae

O ataque do ácaro Eriophyes tulipae às plantas de alho provoca deformações nas folhas, que não se abrem completamente, permanecendo com as extremidades presas e arqueadas, dando um aspecto espiralado como de um chicote. Provoca, ainda, retorcimento, estrias cloróticas e posterior secamento das folhas, causando nanismo acentuado nas plantas. Afeta o desenvolvimento dos bulbos e, quando a infestação é severa, as plantas murcham e morrem. O ácaro ataca os bulbos tanto no campo, quanto no armazenamento, provocando o seu chochamento total.

Prevenção

O ataque do ácaro Eriophyes tulipae às plantas de alho provoca deformações nas folhas, que não se abrem completamente, permanecendo com as extremidades presas e arqueadas, dando um aspecto espiralado como de um chicote. Provoca, ainda, retorcimento, estrias cloróticas e posterior secamento das folhas, causando nanismo acentuado nas plantas. Afeta o desenvolvimento dos bulbos e, quando a infestação é severa, as plantas murcham e morrem. O ácaro ataca os bulbos tanto no campo, quanto no armazenamento, provocando o seu chochamento total.

Tripes

Considerada a principal praga do alho, o Thrips tabaci são insetos pequenos, medindo de 1 a 1,2 mm de comprimento. As fêmeas fazem a postura na face inferior das folhas e, quando eclodem, as ninfas de coloração amarelo-esverdeada, se alojam no interior das bainhas, principalmente nas folhas centrais. Tanto os adultos quanto as ninfas dos tripes raspam e sugam constantemente a seiva das folhas. O sintoma característico do ataque é o surgimento de manchas e estrias esbranquiçadas ou prateadas com posterior amarelecimento e secamento prematuro das folhas.
Os tripes são os principais causadores de injúrias nas folhas do alho, limitando a produção dessa hortaliça em algumas regiões brasileiras, podendo surgir em condições de baixas temperaturas associadas à estiagem. Em razão do ataque de tripes, o tamanho dos bulbos é reduzido, com perdas no peso e na qualidade, comprometendo também seu tempo de armazenamento.

Prevenção

Por ser muito pequeno e se instalar nas bainhas das folhas do alho, o tripes é de difícil detecção no início da infestação. O controle mais eficaz é a inspeção periódica da lavoura, de preferência semanalmente. Observar por dentro das folhas, na terceira folha das plantas mais novas, faça esse monitoramento em 10 pontos por hectare, avaliando plantas em ziguezague, buscando cobrir toda a área de plantio, tanto as bordas quanto o centro da lavoura. 

Uso de armadilhas para monitoramento

Pode-se realizar o monitoramento de tripes com armadilhas adesivas de coloração azul, que atraem esses insetos durante o voo, ficando estes grudados na parte adesiva. A utilização de armadilhas facilita o processo de monitoramento populacional da praga ao longo da estação de cultivo, permitindo a detecção dos focos de infestação e a análise se há necessidade de controle da praga.

Controle

Uma das medidas de controle mais eficazes é a implantação de barreiras vivas ou faixas de cultivos, por meio do plantio de sorgo, de capim-elefante, de milheto ou de crotalária ao redor da área de cultivo, com antecedência de 30 dias em relação ao plantio do alho, juntamente com a rotação de cultura com plantas não hospedeiras dessa espécie de tripes. 

Pulgões

Uma das medidas de controle mais eficazes é a implantação de barreiras vivas ou faixas de cultivos, por meio do plantio de sorgo, de capim-elefante, de milheto ou de crotalária ao redor da área de cultivo, com antecedência de 30 dias em relação ao plantio do alho, juntamente com a rotação de cultura com plantas não hospedeiras dessa espécie de tripes. 
Os pulgões são insetos diminutos, de 1 a 3mm de comprimento, pertencentes à família Aphididae, de hábito sugador, que vivem em colônias numerosas na base das plantas de alho. As três espécies de tripes (Aphis gossypii, Neotoxoptera formosana e Myzus persicae) são consideradas pragas importantes para a cultura do alho, por atuarem como vetores de vírus dos gêneros Potyvirus e Carlavirus.
A inspeção periódica da lavoura é essencial para o controle dos pulgões no alho. A amostragem deve ser feita observando-se cinco plantas por ponto, em 20 pontos por talhão, totalizando 100 plantas avaliadas. Como esses insetos são vetores de fitovírus, recomenda-se iniciar o controle ao detectar os primeiros adultos nas plantas. Outra alternativa de monitoramento é o uso de armadilhas adesivas amarelas, que atraem e capturam pulgões alados migrantes.
O controle biológico natural dos pulgões, embora importante, não é suficiente para evitar a transmissão de vírus, já que mesmo pequenas populações podem infectar a lavoura. A cobertura do solo com palha de arroz, capim seco ou plástico ajuda a proteger as plantas e reduzir a chegada de pulgões alados, diminuindo a contaminação e a transmissão de viroses. No entanto, apesar de eficiente, essa prática é limitada, pois torna-se inviável em grandes áreas devido à dificuldade de aplicação em larga escala.

Traças do alho

Consideradas pragas do armazenamento, as espécies Ephestia elutella, Cadra cautella e Plodia interpunctella causam sérios danos nos bulbos, com perdas de qualidade, tornando-os impróprios para o consumo e comprometendo aqueles destinados ao uso como alho-semente.
Essas espécies de traça apresentam hábitos semelhantes. As lagartas recém-eclodidas penetram nos bulbilhos, alimentando-se da massa e formando galerias, danificando-os totalmente, causando prejuízos na ordem de 10%.
O controle é feito por meio da limpeza periódica do ambiente de armazenamento, evitando-se a entrada e a proliferação de insetos.  

Cadra cautella: de lagarta à pupa

As traças adultas de C. cautella medem cerca de 10 mm, têm coloração acinzentada e asas anteriores com três estrias transversais, enquanto as posteriores são mais largas e transparentes. Cada fêmea pode colocar até 300 ovos sobre os bulbos armazenados, dando origem às lagartas que perfuram e danificam os bulbos, deixando fezes e fios de seda que formam cordões sobre os bulbilhos. Após completarem o desenvolvimento, as lagartas migram para locais escuros do armazém, onde se transformam em pupas. Em condições favoráveis, o ciclo completo dura cerca de 25 dias, e o adulto vive aproximadamente 14 dias.
P. interpunctella é uma praga amplamente distribuída e que ataca diversos produtos armazenados, incluindo bulbos de alho, grãos, farinhas, nozes e frutas secas. A mariposa adulta mede de 18 a 20 mm de envergadura, possui cabeça e tórax pardo-avermelhados, asas anteriores com terço basal acinzentado e pontos escuros, e os dois terços distais avermelhados; apresenta ainda um tufo de escamas em forma de chifre na cabeça. Cada fêmea deposita 100 a 400 ovos, isolados ou em grupos, sobre o alho armazenado. As lagartas, de coloração branca com tonalidade rosada e até 13 mm de comprimento, alimentam-se dos bulbilhos e deixam fios de seda com resíduos. Ao final do ciclo, procuram frestas e fendas para formar o casulo branco e empupar. Em condições favoráveis (cerca de 30 °C e 70% UR), o ciclo completo dura aproximadamente 26 dias.

Monitoramento e controle

O monitoramento das traças no armazenamento de alho pode ser feito com armadilhas luminosas (luz negra) ou com armadilhas contendo feromônio sexual sintético. No caso das iscadas com feromônio, recomenda-se 1 armadilha para cada 300 m², instalada nas paredes do armazém a 1,5–2 m de altura. A avaliação deve ser semanal, e as pastilhas de feromônio precisam ser trocadas a cada 30 dias.

Para reduzir infestação, os armazéns devem permanecer limpos, iluminados, bem ventilados e livres de restos de safras anteriores, já que ambientes escuros e abafados favorecem traças. O produtor deve utilizar apenas alho-semente proveniente de locais sem histórico de infestação. Além disso, o período total de armazenamento não deve ultrapassar seis meses, evitando maiores danos aos bulbos.