Ácaro Eriophyes tulipae
Prevenção
Tripes
Prevenção
Uso de armadilhas para monitoramento
Controle
Pulgões
Os pulgões são insetos diminutos, de 1 a 3mm de comprimento, pertencentes à família Aphididae, de hábito sugador, que vivem em colônias numerosas na base das plantas de alho. As três espécies de tripes (Aphis gossypii, Neotoxoptera formosana e Myzus persicae) são consideradas pragas importantes para a cultura do alho, por atuarem como vetores de vírus dos gêneros Potyvirus e Carlavirus.
O controle biológico natural dos pulgões, embora importante, não é suficiente para evitar a transmissão de vírus, já que mesmo pequenas populações podem infectar a lavoura. A cobertura do solo com palha de arroz, capim seco ou plástico ajuda a proteger as plantas e reduzir a chegada de pulgões alados, diminuindo a contaminação e a transmissão de viroses. No entanto, apesar de eficiente, essa prática é limitada, pois torna-se inviável em grandes áreas devido à dificuldade de aplicação em larga escala.
Traças do alho
Essas espécies de traça apresentam hábitos semelhantes. As lagartas recém-eclodidas penetram nos bulbilhos, alimentando-se da massa e formando galerias, danificando-os totalmente, causando prejuízos na ordem de 10%.
O controle é feito por meio da limpeza periódica do ambiente de armazenamento, evitando-se a entrada e a proliferação de insetos.
Cadra cautella: de lagarta à pupa
Monitoramento e controle
O monitoramento das traças no armazenamento de alho pode ser feito com armadilhas luminosas (luz negra) ou com armadilhas contendo feromônio sexual sintético. No caso das iscadas com feromônio, recomenda-se 1 armadilha para cada 300 m², instalada nas paredes do armazém a 1,5–2 m de altura. A avaliação deve ser semanal, e as pastilhas de feromônio precisam ser trocadas a cada 30 dias.
Para reduzir infestação, os armazéns devem permanecer limpos, iluminados, bem ventilados e livres de restos de safras anteriores, já que ambientes escuros e abafados favorecem traças. O produtor deve utilizar apenas alho-semente proveniente de locais sem histórico de infestação. Além disso, o período total de armazenamento não deve ultrapassar seis meses, evitando maiores danos aos bulbos.