Atualmente, o sistema mais utilizado é a aspersão, presente em mais de 95% das áreas de cultivo no Brasil, por oferecer boa distribuição da água e ainda auxiliar no controle de pragas como ácaros e tripes. Pequenos produtores também recorrem à microaspersão e ao uso de mangueiras microperfuradas, que são alternativas de baixo custo e fácil manuseio. Já nas áreas de grandes produtores predomina o uso do pivô central que tem sido empregado pela maior eficiência.
Durante o ciclo da cultura, a necessidade total de água varia de 400 a 850 mm, dependendo do clima, da cultivar e do tipo de solo. No início, até 30 dias após o plantio, as irrigações devem ser leves e frequentes. Na fase de crescimento vegetativo e formação dos bulbos, a exigência de água é maior, sendo necessárias irrigações mais pesadas e espaçadas. Já no período de maturação, a irrigação deve ser reduzida em 25 a 35%, e completamente suspensa entre 5 e 15 dias antes da colheita, conforme o tipo de solo. Essa prática melhora a qualidade final dos bulbos, aumentando o teor de sólidos solúveis, a pungência e a capacidade de armazenamento.