Tecnologia Alho Livre de Vírus
A tecnologia alho livre de vírus (ALV) é de extrema importância para a cadeia produtiva do alho no Brasil. Na cultura do alho, como na maioria das espécies de propagação vegetativa, a multiplicação e disseminação de vírus de um ciclo para o outro, é facilitada pelo material utilizado para propagação, no caso bulbos e bulbilhos. Na presença de um complexo viral formado pelos gêneros Allexivirus, Carlavirus e Potyvirus observa-se diminuição drástica do vigor vegetativo e da produtividade com o passar do tempo, levando à perda de qualidade das cultivares. A obtenção de plantas livres de vírus, tem por consequência a recuperação do vigor e produtividade.
A adoção de tecnologia ampliou em quase 150% a capacidade produtiva do país para algumas cultivares, grandes produtores do Cerrado, por exemplo, que ao fim dos anos 90 produziam cerca de 8 toneladas por hectare, hoje conseguem produzir até 25 toneladas. O desenvolvimento da tecnologia foi um longo processo, que já conta com mais de 30 anos de pesquisa e dedicação.
A adoção de tecnologia ampliou em quase 150% a capacidade produtiva do país para algumas cultivares, grandes produtores do Cerrado, por exemplo, que ao fim dos anos 90 produziam cerca de 8 toneladas por hectare, hoje conseguem produzir até 25 toneladas. O desenvolvimento da tecnologia foi um longo processo, que já conta com mais de 30 anos de pesquisa e dedicação.
Na primeira década, a Embrapa concentrou os esforços em aprimorar o protocolo de limpeza, identificar viroses, desenvolver protocolos de indexação e avaliar como as plantas livre de vírus se comportam no campo de produção comercial, se atentando para a curva de reinfecção viral para estabelecer por quanto tempo era possível utilizar o alho-semente sem perder a qualidade fitossanitária e fisiológica. Posteriormente, a empresa se concentrou em levar a tecnologia para o agricultor, garantir a manutenção deste alho nas regiões produtoras, reduzindo a dependência da instituição geradora do material.
Hoje a produção de ALV é bastante acessível para pequenos e grandes produtores, o impacto para as menores produções é ainda mais perceptível, já que por muitos anos os pequenos produtores reproduziam alho-semente de baixa qualidade de variedades já intensamente degeneradas e infectadas. Com a tecnologia tornou-se comum que esses produtores dobrem sua produtividade.
Hoje a produção de ALV é bastante acessível para pequenos e grandes produtores, o impacto para as menores produções é ainda mais perceptível, já que por muitos anos os pequenos produtores reproduziam alho-semente de baixa qualidade de variedades já intensamente degeneradas e infectadas. Com a tecnologia tornou-se comum que esses produtores dobrem sua produtividade.
Origem
O alho (Allium sativum L.) é uma das espécies mais antigas do mundo. É plantado há mais de 5 mil anos pelos hindus, árabes e egípcios. Originário da Ásia Central, foi introduzido na costa do Mar Mediterrâneo, se expandindo por todo o ocidente. No Brasil, o alho foi trazido pelos portugueses, dada sua característica de armazenamento e conservação era parte da alimentação das tripulações das caravelas.
Por mais de quatro séculos o alho ficou restrito ao cultivo de fundo de quintal, sendo produzido em pequena quantidade para suprir a demanda das famílias. Somente no século XX começou a se expandir e ganhar importância econômica. Além do uso na culinária, o alho possui grandes propriedades fitoterápicas, podendo ser usado para tratar verminoses, desconfortos gastrointestinais, colesterol alto, hipertensão, doenças cardiovasculares, dentre outras.
Por mais de quatro séculos o alho ficou restrito ao cultivo de fundo de quintal, sendo produzido em pequena quantidade para suprir a demanda das famílias. Somente no século XX começou a se expandir e ganhar importância econômica. Além do uso na culinária, o alho possui grandes propriedades fitoterápicas, podendo ser usado para tratar verminoses, desconfortos gastrointestinais, colesterol alto, hipertensão, doenças cardiovasculares, dentre outras.