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    Café: beneficiamento e industrialização (Capítulo de Livro)

    Café: beneficiamento e industrialização (Capítulo de Livro)

    Esta publicação da Embrapa (disponível no repositório) é um capítulo de livro que descreve as etapas industriais. O "beneficiamento" é apresentado como o passo que antecede a "industrialização" (torra).

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    Publicado: 22/12/2025

    Encontrado na página: Beneficiamento

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    Publicado: 10/10/2023

  • Cafés especiais

    O termo "café especial" é definido por padrões técnicos rigorosos estabelecidos internacionalmente. Tecnicamente, o que define um café como "especial" é a sua pontuação sensorial e a ausência de defeitos graves nos grãos. O detalhamento dos critérios técnicos são os seguintes:

     

    A Pontuação (O Padrão Ouro)

    A definição mais importante vem da Specialty Coffee Association (SCA), a principal autoridade global no assunto.

    • Um café é considerado "especial" se atingir 80 pontos ou mais em uma escala de avaliação sensorial que vai até 100

     


     

    • Essa pontuação só pode ser dada por um degustador profissional certificado, conhecido como Q-Grader.

    • Avaliação é feita em um processo padronizado chamado cupping (prova de xícara).

    Durante o cupping, o Q-Grader avalia dez atributos-chave do café:

    1. Fragrância/Aroma: O cheiro do pó seco e do café após a infusão.

    2. Sabor: A impressão principal do café na boca.

    3. Finalização: O sabor que permanece após engolir.

    4. Acidez: A "vivacidade" do café (não confundir com azedo). Em cafés especiais, é uma característica desejável e agradável (ex: cítrica, frutada).

    5. Corpo: A sensação de peso e textura do café na língua.

    6. Equilíbrio: A harmonia entre sabor, acidez, corpo e finalização.

    7. Uniformidade: A consistência de sabor entre as diferentes xícaras provadas do mesmo lote.

    8. Xícara Limpa: A ausência de sabores negativos ou "sujos".

    9. Doçura: A presença de doçura natural, resultante da maturação do fruto.

    10. Impressão Geral: A avaliação holística do provador.

     

    A Qualidade do Grão Cru (Verde)

    O café precisa atender a um padrão físico rigoroso. Para ser classificado como "especial" pela SCA, uma amostra de 350 gramas de grãos verdes (crus) deve ter:

    • Zero Defeitos Primários: São defeitos graves que arruínam o sabor.

      • Exemplos: Grão preto, grão azedo, cereja seca (casca), presença de fungosfungado, dano por inseto severo.

    • Máximo de Cinco Defeitos Secundários: São defeitos menores, que afetam menos a bebida.

      • Exemplos: Grão quebrado, grão chocho (imaturo), casca, grão levemente danificado por inseto.

     

    A Cadeia Produtiva

    Embora a pontuação e os defeitos sejam a definição técnica central, o conceito de "café especial" engloba toda a cadeia, exigindo excelência em cada etapa:

    • Rastreabilidade (Traceability): Um café especial deve ter sua origem conhecida, muitas vezes até o nível do microlote dentro de uma fazenda específica. Isso garante a transparência e a procedência.

    • Processamento Pós-Colheita: A forma como o café é seco (natural, lavado, honey, etc.) deve ser executada com precisão para evitar fermentações indesejadas e realçar os atributos do grão.

    • Torra: A torra de cafés especiais é tratada como uma arte e ciência. O Mmestre de Ttorra deve desenvolver um perfil que destaque as melhores características daquele grão específico (acidez, doçura, corpo), sem queimar o café.

    • Preparo: A extração final (seja em casa ou na cafeteria) também deve seguir padrões para honrar a qualidade do grão.

     

     

     

     

    Encontrado na página: Cafés especiais