No Brasil, ocorrem o vírus das estrias da bananeira e o vírus do mosaico do pepino.
Estrias da bananeira – BSV (Banana streak virus)
Agente causal: na natureza, ele é transmitido de bananeira para bananeira pela cochonilha Planococcus citri, mas essa forma de transmissão é pouco eficiente.
Sintomas: inicialmente estrias amareladas nas folhas, que, posteriormente, ficam escurecidas ou necrosadas. Pode ocorrer a deformação dos frutos e a produção de cachos menores. As plantas apresentam menor vigor, podendo em alguns casos ocorrer a morte do topo da planta, assim como a necrose interna do pseudocaule. Geralmente, os sintomas são percebidos apenas em alguns períodos do ano.
Mosaico, clorose infecciosa ou “heart rot” – CMV (Cucumber mosaic virus)
Está presente nas principais áreas produtoras de bananeira, podendo provocar perdas elevadas em plantios novos, especialmente quando eles são estabelecidos em áreas com elevada incidência de trapoeraba, alta população de pulgões e próximas a culturas hospedeiras da virose, como as hortaliças.
Agente causal: transmitido na natureza por várias espécies de afídeos e pelo uso de mudas infectadas. A fonte de inóculo para a infecção de novos plantios de bananeira provém, geralmente, de outras culturas próximas aos plantios ou de plantas infestantes presentes no bananal ou na sua proximidade, especialmente trapoeraba ou maria-mole (Commelina diffusa).
Sintomas: variam de estrias amareladas, mosaico, redução de porte, folhas lanceoladas, necrose do topo, assim como pode haver distorção dos frutos com o surgimento de estrias cloróticas ou necrose interna. A necrose da folha vela e do pseudocaule pode acontecer devido a temperaturas abaixo de 24ºC.
Controle:
- Usar mudas livres de vírus. A normatização do Ministério da Agricultura e Pecuária determina que as mudas de bananeira devem estar livres de CMV e BSV, assim como as condições nas quais elas precisam ser produzidas;
- Evitar a instalação de bananais próximos a plantios de hortaliças e cucurbitáceas (hospedeiras de CMV);
- Controlar o mato (principalmente a trapoeraba) dentro e fora do bananal.
- Erradicar as plantas com sintomas nos plantios já estabelecidos; e
- Manter o bananal com suprimento adequado de água, adubação e controle de pragas, para evitar estresse;
- Mudas micropropagadas devem ser mantidas em viveiro à prova de pulgões até atingirem cerca de 1 metro de altura, pois se tornam menos atrativas para os pulgões vetores do CMV.