A escolha da variedade a ser utilizada na implantação do bananal é algo que deve ser feito de forma criteriosa para evitar a perda de investimento e o fracasso do agronegócio. Antes de comprar as mudas, pode-se ir à feira da região ou conversar com atravessadores para saber qual tipo de banana pode dar mais lucro e ter mais saída.
Deve-se dar preferência às plantas de porte baixo, que facilitam o manejo e a colheita e sofrem menos com os ventos, produtivas, resistentes a doenças e pragas e que tenham boa aceitação no mercado consumidor.
- Prata: as mais plantadas hoje são a 'Prata-Anã', 'Pacovan', 'Prata Gorutuba', 'Prata Catarina' e 'Prata Rio'.
- Cavendish (D'Água ou Caturra): destacam-se a 'Nanica', 'Nanicão', 'Williams' e 'Grande Naine'.
- Terra: muito usadas na culinária, as principais são a 'Terra Maranhão', a 'Terrinha' e a 'D’Angola'.
- Maçã: as preferidas são a 'Maçã' tradicional e a 'BRS Princesa'.
Variedades melhoradas da Embrapa:
O Programa de Melhoramento Genético da Bananeira da Embrapa seleciona as melhores plantas da coleção e cria, por meio de cruzamentos em laboratório e campo, variedades mais resistentes a doenças e pragas.
Conheça opções para o pequeno produtor:
- BRS Platina (tipo Prata): resistente à murcha de Fusarium e às sigatokas amarela e negra;
- BRS Princesa (tipo Maçã): resistente à murcha de Fusarium e às sigatokas amarela e negra;
- Terra-Anã (tipo Terra): porte da planta mais baixo, que facilita o corte do cacho e evita que o vento derrube a planta.
- Nova variedade (tipo Prata): resistente à murcha de Fusarium e às sigatokas amarela e negra, deve ser lançada em 2027.
Características
BRS Caprichosa (AAAB)
A cv. BRS Prata Caprichosa resultante do cruzamento do diplóide (AA) M-53 com plantas da cultivar Prata Comum (AAB) foi avaliada durante dois ciclos produtivos consecutivos em relação à sigatoka-negra e durante três ciclos de seleção clonal com relação ao mal-do-panamá.
Tipo de fruto: banana tipo ‘prata’
Porte: 3,0 – 4,5 m
Peso médio do cacho: 23 - 28 kg (primeiro ciclo)
Produtividade: 25 – 35 ton/ha. Potencial para chegar a mais de 50ton/ha.
Número de dias até colheita: 300 - 335
Resistência à Sigatoka-negra: Resistente
Resistência à Sigatoka-amarela: Resistente
Resistência ao mal-do-Panamá: Resistente
Características específicas: Moderadamente resistente à nematoides e à broca do rizoma. Elevada qualidade dos frutos, rusticidade semelhante à cv.
Genealogia: Prata comum (AAB) x M53 (AA)
Região de adaptação: AM.
BRS Japira (AAAB)
A bananeira cultivar BRS Japira é um híbrido tetraploide (AAAB), gerado pelo Programa de Melhoramento Genético da Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, em Cruz das Almas, BA. É uma banana “grupo prata”, resultante do cruzamento da variedade Pacovan (AAB) com o diploide M53 (AA), que inicialmente foi identificada como PV 42-142.
Tipo de fruto: banana tipo ‘pacovan’
Porte: 3,5 – 4,0 m
Peso médio do cacho: 20- 23 kg (segundo ciclo)
Produtividade: 20 – 30 ton/ha. Potencial para chegar a 40ton/ha.
Número de dias até colheita: 330
Resistência à Sigatoka-negra: Resistente
Resistência à Sigatoka-amarela: Resistente
Resistência ao mal-do-Panamá: Resistente
Características específicas: Moderadamente resistente à nematoides e à broca do rizoma. Alta resistência ao despencamento.
Genealogia: Pacovan (AAB) x M53 (AA)
Região de adaptação: BA, PE, ES e AM.
BRS Garantida (AAAB)
A BRS - Prata Garantida (ST 4208) é um híbrido Atetraplóide do grupo genômico AAAB, obtido pela Embrapa Mandioca e Fruticultura, resultante do cruzamento da cultivar Prata São Tomé (AAB) com o híbrido diplóide M-53 (AA), e avaliado com relação à resistência à sigatoka-negra na Embrapa Amazônia Ocidental.
Tipo de fruto: banana tipo ‘prata’
Porte: 3,5 – 4,0 m
Peso médio do cacho: 16- 23 kg (primeiro ciclo)
Produtividade: 21 – 29 ton/ha. Potencial para chegar a mais de 30ton/ha.
Número de dias até colheita: 290 - 330
Resistência à Sigatoka-negra: Resistente
Resistência à Sigatoka-amarela: Resistente
Resistência ao mal-do-Panamá: Resistente
Características específicas: Moderadamente resistente à nematoides e à broca do rizoma. Alta resistência ao despencamento. Frutos mais adocicados que a Prata São Tomé
Genealogia: Prata São Tomé (AAB) x M53 (AA)
Região de adaptação: AM.
BRS Pacoua (AAAB)
A BRS Pacuoa é uma variedade de bananeira tipo Pacovan, gerada pelo Programa de Melhoramento Genético de Bananas e Plátanos da Embrapa Mandioca e Fruticultura.
Tipo de fruto: banana tipo ‘pacovan’
Porte: alto (3,0 – 3,5 m)
Peso médio do cacho: média de 25 - 42kg após o primeiro ciclo
Produtividade: média de 30 ton/ha.
Número de dias até colheita: 335 - 365
Resistência à Sigatoka-negra: medianamente resistente
Resistência à Sigatoka-amarela: resistente
Resistência ao mal-do-Panamá: resistente
Características específicas: Frutos de conformação reta, o que facilita a arrumação nas caixas. Não despenca e tem excelente aceitação comercial.
Genealogia: ‘Pacovan’ (AAB) x Calcutá (AA)
Região de adaptação: Norte do Brasil.
BRS Platina (AAAB)
A variedade BRS Platina é um híbrido tetraploide (AAAB), gerado na Embrapa Mandioca e Fruticultura, resultante do cruzamento da cultivar Prata-Anã (AAB) com o diploide M53 (AA). Este cruzamento foi realizado em 1993, na área experimental da Embrapa, em Cruz das Almas (BA) e identificado pelo código PA42-44.
Tipo de fruto: banana tipo ‘prata’
Porte: médio (3,0 – 4,0 m)
Peso médio do cacho: média de 25 - 35kg após o primeiro ciclo
Produtividade: média de 35 ton/ha. Tem potencial para 40 ton/ha
Número de dias até colheita: 315 dias em latitudes baixas como CE e Petrolina – PE. 340 dias para Bahia
Resistência à Sigatoka-negra: moderada resistência
Resistência à Sigatoka-amarela: resistente
Resistência ao mal-do-Panamá: resistente
Características específicas: cacho cilíndrico, com 90% a 95% dos frutos classificados como de primeira qualidade, tolerância ao ataque de broca do rizoma.
BRS Princesa (AAAB)
A BRS Princesa (AAAB) é uma variedade de banana híbrida tetraplóide, resultante do cruzamento entre a cultivar Yanganbi n° 2 (AAB) e o diplóide M53 (AA). Foi gerada na Embrapa Mandioca e Fruticultura Tropical, em Cruz das Almas, Bahia.
Tipo de fruto: banana tipo ‘maçã’
Porte: alto (3,9 – 4,5m)
Peso médio do cacho: média de 15 - 25kg após o primeiro ciclo
Produtividade: 25 – 35 ton/ha
Número de dias até colheita do primeiro cacho: 370
Resistência à Sigatoka-negra: elevada resistência
Resistência à Sigatoka-amarela: elevada resistência
Resistência ao mal-do-Panamá: resistente
Tolerância ao frio: alta
Tolerância ao déficit hídrico: alta
Características específicas: tolera o chilling
Genealogia: Diplóide M53 (AA) x Yangambi n° 2 (AAB)
Regiões de adaptação: NE e SE do Brasil.
BRS SCS Belluna (AAA)
A BRS SCS Belluna é uma cultivar de banana com qualidades nutricionais diferenciadas. Os frutos são ricos em fibras e apresentam menores conteúdos de carboidratos e de valores calóricos quando comparados aos frutos dos subgrupos mais comercializados no país, Prata e Cavendish.
Tipo de fruto: banana tipo baby
Porte: alto (3,0 – 3,2 m)
Peso médio do cacho: 17 kg no segundo ciclo
Produtividade: 27 ton/ha
Número de dias até colheita: 565
Resistência à Sigatoka-negra: Moderadamente resistente
Resistência à Sigatoka-amarela: Resistente
Resistência ao mal-do-Panamá: Resistente
Características específicas: Rica em fibras e com menor conteúdo de carboidratos e valor calórico que as cultivares comerciais. Possui quatro vezes mais amido resistente que a Grande Naine e duas vezes mais que a Prata-Anã.
Genealogia: Coleta de germoplasma. Origem Tailândia
Região de adaptação: Sul do Brasil. Estado de SC
BRS Tropical (AAAB)
A banana 'BRS Tropical' é uma variedade tipo 'Maçã' tolerante ao mal do Panamá. Apresenta a maioria de suas características, tanto de desenvolvimento quanto de rendimento, semelhantes às da cultivar Maçã.
Tipo de fruto: banana tipo ‘maçã’
Porte: 3,0 – 3,9 m
Peso médio do cacho: 18,66 kg (segundo ciclo)
Produtividade: 20 – 30 ton/ha
Número de dias até colheita: 430 - 530
Resistência à Sigatoka-negra: Suscetível
Resistência à Sigatoka-amarela: Resistente
Resistência ao mal-do-Panamá: Resistente
Características específicas: Medianamente resistente à nematoides, moderadamente resistente ao frio e a geada. Tem aptidão para regimes orgânicos e agroecológicos de produção sustentável.
Genealogia: Yangambi no. 2 (AAB) x M53 (AA)
Região de adaptação: BA, MG, CE, ES e SC.
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