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Adubação e calagem

Adubação e calagem

Para uma recomendação correta de calagem e adubação para bananeira, objetivando otimização da produtividade com viabilidade econômica e ambientalmente correta, é fundamental a realização da análise química do solo em laboratório, a qual avalia a disponibilidade de nutrientes e/ou o excesso de elementos tóxicos no solo para a planta.

Calagem

Calagem

A calagem consiste na aplicação de calcário e/ou outros compostos para corrigir a acidez e aumentar o pH do solo, deixando o ambiente mais adequado para o cultivo.

Quando recomendada, deve ser a primeira prática a ser realizada, com antecedência mínima de 30 dias do plantio. O calcário deve ser aplicado a lanço em toda a área. Aplica-se primeiro a dose recomendada para a profundidade de 20 a 40 cm. Para incorporar o calcário, deve-se realizar uma escarificação com hastes retas para atingir 30 cm de profundidade. Embora o escarificador não revolva o solo como o arado, a água das chuvas ajuda a conduzir/transportar o calcário aplicado para a macroporosidade do solo ampliada pelo escarificador, atingindo assim uma maior profundidade.

Adubação

Adubação

O nitrogênio (N) mineral, de maneira geral, deve ser suprido a partir de 30 dias até 360 dias após o plantio. A ureia (44% de N) e o sulfato de amônio (20% de N e 23% de S) são as fontes mais utilizadas.

As quantidades de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) recomendadas para a bananeira na fase de produção são baseadas na produtividade esperada, e, apenas para P e K, levam em consideração também os teores desses nutrientes no solo. Além disso, a cada seis meses sugere-se aplicar 20 litros de esterco de curral curtido por touceira em solos argilosos, e a cada quatro meses em solos de textura arenosa.

 

Como adubar

  • Nas mudas novas: As adubações em cobertura devem ser feitas em círculo, numa faixa de 10 a 20 cm de largura e de 20 a 40 cm distante da muda, aumentando-se essa distância com a idade da planta, podendo-se aplicar sobre a palhada.
  • No bananal adulto: os adubos são distribuídos em meia-lua, em frente às plantas filha e neta.

Em terrenos inclinados, a adubação deve ser feita em meia-lua, do lado de cima da cova e ligeiramente incorporada ao solo.

 

Nutrição e adubação das plantas

 

Exigências nutricionais: o cultivo da banana demanda grandes quantidades de nutrientes para manter um bom desenvolvimento e obtenção de altos rendimentos, pois produz bastante massa vegetativa, absorve e exporta elevada quantidade de nutrientes. O potássio (K) e o nitrogênio (N) são os nutrientes mais absorvidos e necessários para o crescimento e produção da bananeira.

 

Sintomas de deficiências: quando falta algum nutriente, aparecem alterações nas folhas, como coloração e tamanho, uma vez que este é o órgão da planta em plena atividade fisiológica e química. Além das folhas, podem ocorrer sintomas também nos cachos e frutos. Olhar para o bananal e perceber essas mudanças ajuda muito, mas a diagnose visual é apenas uma das ferramentas para estabelecer as deficiências nutricionais, devendo ser complementada pelas análises químicas de solos e folhas, que confirmam ou não a deficiência nutricional.

 

Em ordem decrescente, a bananeira absorve os seguintes nutrientes:

  • macronutrientes: K > N > Ca > Mg > S > P
  • micronutrientes: Cl > Mn > Fe > Zn > B > Cu

 

Em média, um bananal retira, por tonelada de frutos:

  • 1,9 kg de N;
  • 0,23 kg de P;
  • 5,2 kg de K;
  • 0,22 kg de Ca e
  • 0,30 kg de Mg.

 

As quantidades de nutrientes que retornam ao solo (pseudocaules, folhas e rizomas) após a colheita, em um plantio de banana, são consideráveis, podendo chegar a valores máximos aproximados, na época da colheita:

  • 170 kg de N/ha/ciclo
  • 9,6 kg de P/ha/ciclo
  • 311 kg de K/ha/ciclo
  • 126 kg de Ca/ha/ciclo
  • 187 kg de Mg/ha/ciclo
  • 21 kg de S/ha/ciclo

 

Análise foliar

 

Análise foliar

 

  • A hora certa de coletar a folha: quando o cacho sair, mostrando todas as pencas de banana (a parte feminina) e o "coração" (as flores masculinas), e tiver, no máximo, três pencas.
  • A folha certa: terceira folha, contada de cima para baixo.
  • Como cortar: deve ser retirado um pedaço de 10 a 25 centímetros bem no meio da folha. A nervura central deve ser jogada fora e mandada para o laboratório apenas a "palha" da folha.
  • O envio: o pedaço de folha deve ser colocado num saco de papel limpo e enviado o mais rápido possível para o laboratório.


Para interpretação dos resultados da análise foliar, podem ser utilizados os teores-padrão de nutrientes estabelecidos para 'Prata Anã':

Macronutrientes (em g/kg)
N 26 - 30
P 1,7 - 2,2
K 28 - 33
Ca 3,5 - 7,0
Mg 3,0 - 4,0
S 1,8 - 2,0

 

Micronutrientes (em g/kg)
B 29 - 34
Cu 5 - 10
Fe 90 - 125
Mn  250 - 500
Zn  15 -25

 

O sistema integrado de diagnose e recomendação (DRIS) é outra maneira de interpretar o resultado da análise foliar. Este sistema tem a vantagem de identificar aqueles nutrientes que estão limitando o crescimento e a produção, quer pelo excesso ou pela falta do nutriente. Ele avalia a relação entre eles, usando como padrão aquelas relações obtidas em plantios bem nutridos e com alta produtividade. Por estas razões, recomenda-se que assim que as normas estiverem estabelecidas, o sistema passe a ser utilizado para as recomendações de adubação.

 

Para a variedade 'Prata-Anã’, os valores ideais que mostram que a planta está saudável são:

  • Nitrogênio (N): 26 a 30 g/kg
  • Fósforo (P): 1,7 a 2,2 g/kg
  • Potássio (K): 28 a 33 g/kg
  • Cálcio (Ca): 3,5 a 7,0 g/kg
  • Magnésio (Mg): 3,0 a 4,0 g/kg
  • Enxofre (S): 1,8 a 2,0 g/kg
  • E quantidades menores de boro, cobre, ferro, manganês e zinco.

 

Atenção: Como esses padrões de g/kg variam regionalmente, é melhor o produtor procurar o técnico da extensão rural ou assistência técnica de sua região para uma recomendação mais adequada à região.

 

Publicações

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