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Fibra

Processamento das fibras

Depois da colheita do cacho, o tronco (pseudocaule) que sobra no campo não precisa ser visto apenas como resto de lavoura, mas como um meio de aumentar a renda da família. Dele, é possível extrair uma fibra muito forte, que serve tanto para fazer artesanato — bolsas, tapetes, cordas, chapéus, cestos e papéis — quanto para uso na indústria.

Retirar os troncos da área de plantio para aproveitar a fibra também promove a limpeza do bananal, deixando o espaço livre para novas mudas crescerem e diminuindo o esconderijo de insetos que possam prejudicar a plantação.

A técnica de retirar fios do tronco da bananeira é muito antiga e tradicional, sendo usada há gerações por comunidades quilombolas e ribeirinhas (como em Ivaporunduva, no Vale do Ribeira, SP).

 

Etapas do beneficiamento

  • Coleta: o tronco é cortado após a colheita da banana e dividido em "capas" ou cascas (as bainhas);
  • Separação: as cascas de fora (externas) dão fibras mais grossas e escuras. As cascas de dentro (internas) dão fibras mais finas, claras e macias.
  • Melhoria da textura: para que a fibra fique bem macia e fácil de trabalhar, em podem ser usados enzimas naturais, como a celulase e a pectinase, que amaciam os fios sem estragar a sua força.

 

Características da fibra

Rica em celulose: a parte exterior da fibra da bananeira tem cerca de 61% de celulose e a parte inferior chega a 72%, o que significa que é muito firme e não arrebenta fácil.

Parecida com sisal e abacaxi: a forma de trabalhar com o fio da bananeira e a força empregada pelo trabalhador são muito parecidas com as usadas com as fibras do sisal e da coroa do abacaxi.

 

Impacto social

O artesanato feito com fibra de bananeira é muito valorizado em feiras e cidades turísticas. A atividade é bastante exercida, principalmente, por mulheres, jovens e agricultores familiares.