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Mercado

Informações sobre regiões produtoras, comércio e formação de preços para apoiar a tomada de decisão no negócio.

Mercado

A banana lidera o mercado mundial de frutas. É a mais consumida no País e a segunda maior em produção, ficando atrás apenas da laranja. Mudar a realidade do produtor depende muito de entender como o mercado funciona.

O Brasil no mundo: muito consumo, pouca exportação

O Brasil no mundo: muito consumo, pouca exportação

Veja como o Brasil se posiciona:

Quinto maior produtor do mundo: O Brasil produz cerca de 5% de todas as bananas do planeta, ficando atrás apenas da Índia, China, Indonésia e Equador. É o quinto produtor mundial, colhendo pouco mais de 7 milhões de toneladas e gerando cerca de 500 mil empregos diretos. O País exporta de 1 a 2% do volume total colhido. Existem pouco mais de 200 mil produtores (IBGE, 2017) e mais de 200 milhões de consumidores potenciais no País.

Consumo interno forte: Quase tudo o que o Brasil planta (cerca de 98%) alimenta os brasileiros. O consumo médio do brasileiro é de, aproximadamente, 26 kg de bananas por ano.

Variedades preferidas: No mundo, a banana mais vendida é a Nanica (Cavendish). Já a banana Prata é uma grande paixão quase exclusiva do mercado brasileiro. Apesar disso, o consumo é heterogêneo entre as regiões. Enquanto Norte e Nordeste preferem a banana do tipo Prata e Terra, as outras regiões possuem um consumo equilibrado entre a Prata e a Nanica. 

Formas de comercialização:

  1. banana verde, em cachos a granel ou pencas em caixas;
  2. banana madura no atacado, em caixas ou em cachos e;
  3. banana madura vendida no varejo, em dúzias ou no peso.

A falta de cuidados na fase de comercialização é responsável por aproximadamente 40% de perdas do total de banana produzida no Brasil. As perdas são maiores nas regiões Norte e Nordeste, onde a atividade comercial é menos organizada. Nas regiões Sul e Sudeste, perdem-se menos frutos na comercialização. As perdas estão assim distribuídas: na lavoura (em torno de 5%); no processo de embalagem (aproximadamente 2%); no atacado (6 a 10%); no varejo (10 a 15%); e no consumidor (5 a 8%).

 

Principais produtores

Principais produtores

A banana é produzida em todo o País, mas duas regiões produzem, juntas, quase 70%: o Sudeste e o Nordeste.

Sudeste: Destacam-se o Norte de Minas Gerais (com grandes polos irrigados em Janaúba e Jaíba) e o Vale do Ribeira (SP). Ambos os polos conquistaram o selo de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Indicação de Procedência (IP) para as variedades Cavendish (Nanica) e Prata in natura. 

Nordeste: É um pilar central na produção, com polos relevantes no baixo sul da Bahia, no São Francisco Pernambucano e em Jaguaribe (CE), sobretudo. Além disso, a banana produzida no polo irrigado de Bom de Jesus da Lapa/BA recebeu o selo de IG na modalidade Indicação de Procedência (IP) em fevereiro de 2026.

Sul: Santa Catarina é o estado que mais exporta banana no Brasil, principalmente para o Mercosul. Destaque para o município de Corupá, que tem o selo de IG na modalidade Denominação de Origem por produzir a banana mais doce do país. O estado produz a variedade Nanica.

O principal destino das exportações do Brasil são os países vizinhos como o Uruguai (45% do volume) e Argentina (40%), embora se observe um fluxo de comércio em direção a países europeus como a Holanda (5%) e a Espanha (4%).

 

Como funcionam o preço e a venda

Como funcionam o preço e a venda

A caminhada até a mesa do consumidor tem três figuras principais:

  • Intermediários (atravessadores): ajudam a buscar as bananas nas propriedades dos pequenos produtores que ficam mais isolados.
  • Atacadistas (Ceasas): compram em grande quantidade, fazem o amadurecimento controlado (climatização) e distribuem.
  • Varejo: supermercados, sacolões e feiras livres. A venda do produto em feiras livres e pequenos varejistas (como por exemplo, quitandas) é praticada principalmente por pequenos e médios produtores.

 

Pesquisa de preços (referência: julho a setembro de 2026)

Valor de preço da banana nas principais capitais (preço por quilo no atacado/Ceasa) nos meses de julho a setembro de 2026:

 

Banana Prata (Preço médio mensal em R$/kg)

Ceasa/Localidade Estado Julho 2026 Agosto 2026 Setembro 2026

AMA Juazeiro

BA

R$ 1,65

R$ 1,58

R$ 1,54

Ceasa Recife

PE R$ 2,10 R$ 2,00 R$ 1,95

Ceasa Vitória

ES R$ 2,45 R$ 2,38 R$ 2,31

Ceasa (BH)

MG R$ 3,55 R$ 3,42 R$ 3,38

Ceasa Curitiba

PR R$ 3,95 R$ 3,85 R$ 3,80

Ceasa Rio de Janeiro

RJ R$ 4,25 R$ 4,12 R$ 4,00

Ceagesp (São Paulo)

SP R$ 4,60 R$ 4,50 R$ 4,45

Ceasa Campinas

SP R$ 4,70 R$ 4,60 R$ 4,50

Ceasa Campo Grande

MS R$ 8,10 R$ 7,95 R$ 7,80

 

Banana Cavendish / Nanica (Preço médio mensal em R$/kg)

Ceasa/Localidade Estado Julho 2026 Agosto 2026 Setembro 2026

CeasaMinas (BH)

MG

R$ 1,98

R$ 1,92

R$ 1,88

Ceasa Recife

PE R$ 2,25 R$ 2,18 R$ 2,15

Ceasa Curitiba

PR R$ 2,60 R$ 2,45 R$ 2,25

Ceasa Vitória

ES R$ 2,48 R$ 2,40 R$ 2,36

AMA Juazeiro

BA R$ 2,45 R$ 2,40 R$ 2,36

Ceasa Rio de Janeiro

RJ R$ 3,30 R$ 3,15 R$ 3,00

Ceagesp (São Paulo)

SP R$ 3,45 R$ 3,28 R$ 3,13

Ceasa Campinas

SP R$ 3,80 R$ 3,65 R$ 3,50

Ceasa Campo Grande

MS R$ 4,15 R$ 4,00 R$ 3,90

 

Fonte: Prohort/Conab: média dos boletins mensais do Programa de Modernização do Mercado Hortigranjeiro referente a julho, agosto e setembro de 2026. Cotações de stacado das Ceasas: Dados oficiais consolidados das centrais Ceasa/RJ, Ceasa Campinas, Ceagesp, CeasaMinas, Ceasa/ES, Ceasa /PR, Ceasa /MS, Ceasa /PE e AMA Juazeiro.

 

Dinâmica regional de preços

  • Banana Prata: Apresenta menor custo na região Nordeste e no norte de Minas Gerais devido à concentração das áreas irrigadas de produção. O valor encarece à medida que é transportada para os grandes centros urbanos do Sul e Sudeste.
  • Banana Cavendish (Nanica): Mantém cotações mais baixas em praças do Sul e Sudeste próximo aos cinturões produtores como o Vale do Ribeira (SP) e o litoral norte de SC), onde o volume colhido reduz os custos logísticos no atacado.

 

Destaques no período de julho a setembro de 2026

  • Banana Prata: Queda de preços nas praças do Nordeste (redução de aproximadamente 19% no trimestre no Vale do São Francisco) impulsionada pelo pico de colheita irrigada. Em praças de distribuição distantes (como Campo Grande/MS), a menor oferta regional manteve os preços no patamar mais elevado do país. 
  • Banana Cavendish (Nanica): Preços mais baixos e estáveis nas praças do Sudeste e Sul (como Minas Gerais e Espírito Santo), oscilando cerca de -3% no trimestre. Setembro marca o início da sazonalidade de maior valorização para a variedade.

 

Análise do comportamento mensal

  • Julho de 2026: Registro dos maiores patamares de preço no trimestre. As temperaturas mais baixas do inverno reduziram o ritmo de maturação nos bananais do Sul e Sudeste, limitando a oferta de entrada nas centrais. 
  • Agosto de 2026: Início do alívio nas cotações de atacado. O aumento das colheitas irrigadas no Vale do São Francisco (BA/PE) ampliou o abastecimento nas Ceasas do Nordeste, enquanto praças como a Ceagesp registraram maior volume disponível. 
  • Setembro de 2026: Consolidação da trajetória de queda (redução de 3% a 10% dependendo do entreposto). O aumento gradual das temperaturas acelerou o ciclo das frutas, ampliando a oferta diária comercializada. 

 

Publicação

Publicador de Conteúdos e Mídias

Canais de comercialização de banana in natura no Brasil

Canais de comercialização de banana in natura no Brasil

Esta publicação da Embrapa Mandioca e Fruticultura analisa a estrutura de distribuição e os caminhos de mercado da banana no país, oferecendo dados estratégicos para ajudar produtores e agentes do setor a identificarem as melhores oportunidades de comercialização do fruto in natura.