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Calendário de plantas para abelhas-sem-ferrão: Submédio do Vale do São Francisco
Pólen e néctar são os principais alimentos das abelhas, com ou sem ferrão. A instalação de apiários ou meliponários produtivos exige que as colônias sejam mantidas em locais próximos a plantas que floresçam em diferentes épocas do ano, de tal forma que possam dispor de recursos alimentares de forma ininterrupta. Assim, um produtor interessado na criação de abelhas sem ferrão precisa se inteirar acerca de quais plantas e os períodos que emitem flores. Este Calendário contém indicações de variadas espécies de plantas que são fundamentais como forrageiras para as abelhas. Suas informações são fruto de estudos realizados com algumas espécies nativas da região: a mandaçaia (Melipona mandacaia), abelha-branca (Frieseomelitta doedrleini) e mosquito (Plebeia aff. flavocincta). A presença de plantas exóticas (subespontâneas ou cultivadas) nesta lista não busca estimular o plantio, mas apenas demonstrar que se, eventualmente, já existirem na propriedade, também podem ser úteis para as abelhas. Por outro lado, reforçar o pasto com plantas nativas, contribui para a alimentação dos animais e preserva a biodiversidade do bioma Caatinga.
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Aspectos físicos e ecológicos a serem considerados para a correta localização de apiários e instalação das colméias para a apicultura sustentável na região Sul do Brasil.
Para uma apicultura sustentável na região Sul do Brasil, vários aspectos físicos e ecológicos precisam ser considerados para a correta localização dos apiários e para os detalhes da instalação das colméias. Tais aspectos são apresentados e discutidos nesta publicação, de forma clara e sucinta, dirigida a extensionistas, técnicos, multiplicadores, agricultores familiares, apicultores e apicultoras.
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Espécies melíferas
A região Nordeste tem uma produção significativa de mel. Em 2015, ficou em segundo lugar no ranking nacional, com 32,6% do mel brasileiro, atrás apenas da região Sul. Este fato possibilitou ao país ocupar uma posição entre os maiores exportadores mundiais de mel. Mesmo assim, a produtividade média no Brasil está muito abaixo do seu potencial, com rendimento médio de 15 kg/colmeia/ano.
O Brasil tem grande vantagem, em relação aos demais países, por possuir abelhas mais resistentes a doenças, o que torna desnecessária a utilização de defensivos, antibióticos e acaricidas, agradando, sobretudo, ao mercado que tem preferência pelo mel orgânico. -
Tecnologia de produção de vinagre de mel
Com a perspectiva de diversificação dos produtos derivados do mel, este trabalho teve como finalidade avaliar a produção de vinagre de mel de abelhas africanizadas (Apis mellifera L.). A produção do vinagre foi realizada através da fermentação acética de hidromel com teor alcoólico de 8% (v/v), obtido a partir de um mosto com 17,11% (m/v) de açúcares totais. A fermentação acética foi realizada pelo método rápido, em fermentador vertical com capacidade de 15 litros, utilizando vinagre forte não pasteurizado como inóculo, por 72 horas. Durante esta fermentação foram monitoradas as temperaturas interna (fermentador) e ambiente. O vinagre obtido apresentou acidez em torno de 9% e teor alcoólico em torno de 1% (v/v). O rendimento da fermentação acética foi entre 91,2 e 97,17%. O produto final foi diluído de acordo com a legislação brasileira (4,0% de acidez) e analisado sensorialmente, demonstrando ser de boa aceitabilidade Os teores de álcool etílico, ácido acético, resíduo mineral fixo e resíduo seco a 105oC foram de 0,32%; 4,2%; 0,05% e 1,76%, respectivamente. A análise microscópica revelou ausência de sujidades, larvas e parasitas.
