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A farinha de feno de aguapé não tem apresentado bons resultados na alimentação de suínos, em função de seu baixo conteúdo de energia e baixa palatabilidade. Quando a planta é colhida na primavera até a metade do verão, seu valor nutritivo é melhor, por ser menor o conteúdo de cinza e de frações indigestíveis de fibra do que nos demais períodos do ano.
Dessa forma, a farinha-de-feno de aguapé pode ser utilizada em até 5% da dieta de suínos em crescimento e terminação, desde que a planta seja colhida na primavera ou, no máximo, até a metade do verão.
O aguapé in natura não deve ser usado por ter baixa concentração de nutrientes.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 252
Ano: 1998
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Existem dois tipos de cevada: com casca e sem casca. A diferença na concentração de energia metabolizável é grande e deve ser levada em consideração no balanceamento da ração. Existe, igualmente, grande diferença na digestibilidade da matéria orgânica, como mostra a tabela a seguir.
Concentração nutricional da cevada com e sem casca
Parâmetro Cevada Com casca Sem casca Matéria seca (%) 87,0 87,0 Digestibilidade da matéria orgânica (%) 82 92 Fibra bruta (%) 5,9 2,2 Proteína bruta (%) 10,4 11,8 Energia metabolizável (kcal/kg) 2.930 3.250 Lisina (%) 0,36 0,39 Metionina+Cistina (%) 0,36 0,47 Cálcio (%) 0,08 0,08 Fósforo (%) 0,34 0,34 Inclusão da cevada na dieta de suínos de acordo com as diversas fases
Fase Limite de inclusão da cevada (%) Com casca Sem casca Pré-inicial _ 18,0 Inicial 10,0 18,0 Crescimento Livre Livre Terminação Livre Livre Reposição Livre Livre Gestação Livre Livre Lactação Livre Livre A inclusão em rações balanceadas só deve ser feita depois de moído o grão de cevada. A moagem é necessária para possibilitar a digestão dos nutrientes presentes nos grãos.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 246
Ano: 1998
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A cama-de-frango possui altos teores de fibra bruta associados à maior parte do nitrogênio presente sob a forma de nitrogênio não proteico. Do ponto de vista nutricional, essas características são indesejáveis para o suíno. A suinocultura requer que o balanceamento nutricional das dietas tenha o menor teor de fibra bruta possível e o máximo possível da chamada proteína ideal, a fim de proporcionar ao suíno menor incremento calórico originário da digestão e metabolização dos nutrientes e, assim, maximizar o ganho de peso.
Do ponto de vista econômico, deve-se considerar que, ao nível da propriedade, há um custo para a obtenção da cama-de-frango, que será seu preço mínimo como ingrediente da ração. Se, por outro lado, existir um mercado que consome a cama-de-frango como fertilizante, então o preço de mercado deve ser o preço da cama enquanto ingrediente da ração. Da mesma forma, para gerar uma dieta balanceada com o uso de cama-de-frango, é necessária a utilização de ingredientes complementares, nutricionalmente mais concentrados e que portanto têm preço maior.
É preciso ainda considerar o custo de oportunidade da adição da cama-de-frango à dieta de suínos, pois outro uso deste material pode significar taxa de retorno maior e risco sanitário menor: como adubo orgânico, por exemplo, ou como ingrediente para rações de ruminantes. Como regra geral, porém, não se recomenda a inclusão de cama-de-frango na ração de suínos.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 253
Ano: 1998
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Na tabela a seguir encontram-se as recomendações de altura ideal de três tipos de bebedouros em função do tipo usado e do peso vivo do suíno.
Altura recomendada para a instalação de bebedouros
Peso dos suínos (kg) Altura do piso (cm) Tipo de bebedouros Taça Chupeta Nível Até 5 12 18 . 5-15 20 26 12 15-30 25 35 12 30-65 30 45 25 65-100 40 55 25 acima de 100 45 65 - Capítulo: Água
Número da Pergunta: 263
Ano: 1998
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Existem dois tipos de bebedouros de pressão: no primeiro grupo, incluem-se os bebedouros tipo chupeta e taça, e no outro grupo, os bebedouros tipo calha, bebedouro de nível, de concreto e tipo boia. No bebedouro tipo taça, usado para leitões na maternidade, a pressão de acionamento da lingueta não deve exceder 0,5 kg/cm2, ao passo que nos bebedouros tipo chupeta, para leitões na creche, a pressão máxima de acionamento da palheta não deve exceder a 1,0 kg/cm2.
Na tabela a seguir, estão apresentados os tipos de bebedouro recomendados para cada fase de vida dos suínos, visando a garantia do consumo adequado e menor desperdício.
Fase produtiva Tipo de bebedouro Chupeta Taça Calha Nível Boia Leitão em aleitamento N S N N N Leitão na fase inicial S S N N S Suínos de 25 kg a 100 kg S S N S S Reprodutores, cachaços S S N N N Matrizes gestação individual N N S N N Matrizes gestação coletiva S S N N S Matrizes em lactação S S N N S S = recomendado; N = não recomendado
Matrizes em gestação individual são as mantidas lado a lado, em celas individuais.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 261
Ano: 1998
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Não. O uso de cama-de-frango é totalmente desaconselhável para leitões. Excesso de fibra bruta, baixa concentração em energia metabolizável, concentrações de nitrogênio não proteico elevadas, excesso de cinzas e desequilíbrio na relação dos minerais são alguns dos fatores nutricionais envolvidos que determinam a inadequação da cama-de-frango para as dietas de leitões. As rações para leitões devem ser, sob o aspecto sanitário, isentas de qualquer agente causador de desequilíbrios ou distúrbios digestivos.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 255
Ano: 1998
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A quantidade mínima diária de água é aquela exigida pelo organismo do animal a fim de equilibrar perdas, produzir leite e formar novos tecidos durante o crescimento e a gestação. Para cada 4 kg de ganho de peso em tecido magro, aproximadamente 3 kg são formados pela deposição de água no organismo.
A exigência em água nos suínos depende de fatores como temperatura, umidade relativa do ar, idade, peso vivo, estágio ou ciclo reprodutivo, quantidade de ração consumida, teor de matéria seca da dieta, composição da ração (proteína, aminoácidos, sódio e potássio) e sua palatabilidade. A ingestão de água é condicionada pelas exigências do organismo que são, por sua vez, influenciadas pela qualidade e temperatura da água, fluxo de água e tipo de bebedouros, modelo da instalação e estado de saúde dos animais.
Na tabela a seguir, encontram-se as exigências em água estimadas para duas temperaturas ambientes. Dependendo da categoria de suíno considerada, a faixa de conforto térmico pode não estar contemplada.
Estimativa de exigência em água em duas temperaturas distintas para as diversas categorias de suínos
Categoria / Peso vivo Exigência em água: litros/dia/suíno Temperatura ambiente 22 °C 35 °C Leitão: 5 kg 0,7 1,0 10 kg 1,0 1,4 20 kg 2,0 3,5 Suíno: 25 kg a 50 kg 4,0 a 7,0 10,0 a 15,0 50 kg a 100 kg 5,0 a 10,0 12,0 a 18,0 Matrizes desmamadas e em início de gestação 8,0 a 12,0 15,0 a 20,0 Matrizes no final da gestação e cachaços 10,0 a 15,0 20,0 a 25,0 Matrizes em lactação 15 + 1,5 x NL 25 + l,8xNL Média do plantel em ciclo completo 8,0 a 10,0 12,0 a 16,0 NL: Número de leitões
É importante que todas as categorias de suíno tenham livre acesso à água potável com temperatura adequada.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 264
Ano: 1998
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Recomenda-se uma camada de grãos de 10 cm de espessura, no máximo. O secador possui capacidade para tostar em torno de oito sacos de soja seca (13% BU) por vez. O tempo de tostagem é de 50 a 60 minutos, a uma temperatura do ar de secagem de 110 °C.
Capítulo: Secagem e Armazenagem
Número da Pergunta: 274
Ano: 1998