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Exibindo 747 resultados encontrados
  • Suínos Landau apresentam pelagem branca e comprimento corporal semelhante ao do Piau, sendo, portanto, mais curtos que os Landrace. Atin­gem 90 kg de peso vivo aos seis meses de idade, e produzem 30% a menos de gordura do que os suínos Piau. São animais a serem criados em condi­ções semi-intensivas ou confinados, devendo ser alimentados com rações simples e baratas

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 383

    Ano: 1998

  • Na compra de leitões com 22 kg a 24 kg de peso vivo, para terminação, deve-se observar a idade dos animais, que não deve ser superior a 70 dias, a ausência de doenças, principalmente respiratórias, a ausência de leitões refugo e o genótipo dos animais. O retorno econômico do terminador de­pende da conversão alimentar dos animais, dos 22 kg aos 24 kg até o peso de abate, e do rendimento de carne. Portanto, os leitões adquiridos devem ser de raças e linhas selecionadas para baixa espessura de toucinho e alto ren­dimento de carne e para melhoria da conversão alimentar.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 388

    Ano: 1998

  • Bacon é toucinho entremeado com carne. Para produzir bacon, reco­menda-se criar suínos leves, como os Landrace de origem dinamarquesa, com pouca espessura de toucinho e muita carne. A alimentação dos ani­mais deve ser mais proteica e direcionada para a deposição de carne e não de gordura, e fornecida de forma limitada aos animais, não à vontade.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 393

    Ano: 1998

  • Fig_pag198b.jpg

    Em regiões onde há ocorrência de frio, as edifica­ções devem ser planejadas para o conforto térmico do verão, mas com dispositivos que protejam os animais con­tra o esfriamento ambiental, no inverno. Recomenda-se aber­tura lateral que corresponda a uma área de 25% a 40% da superfície lateral do prédio. Telhados leves, mas isolantes, de cor clara, para reduzir a incidência de calor, ventilados (com lanternim ou tubo de alívio), para permitir a saída de ar quente e de gases. Pisos com textura regular e média (nem áspera e nem lisa). É importante propiciar um volume total interno de ar na construção (recinto + ático) de 25 m3 por matriz instalada, 3 m3 por animal na terminação, 1 m3 na creche e 17 m3 por animal adulto visando manter as condições de conforto e higie­ne e facilitar a renovação de ar. As paredes devem ser de cor clara para evitar o ganho de calor nas instalações. A inclinação do telhado e a projeção das abas devem ser projetadas para reduzir os efeitos da insolação e da chuva. Os prédios devem ter orientação Leste-Oeste, no sentido do movi­mento do Sol, a fim de reduzir o ganho de calor solar na construção.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 404

    Ano: 1998

  • Ao se cruzar machos e fêmeas Piau com Landrace, objetiva-se me­lhorar a taxa de crescimento e a conversão alimentar, reduzir a espessura de toucinho e aumentar o rendimento de carne dos suínos Piau. Experimentos realizados na Embrapa Suínos e Aves indicaram que suínos Landau, oriundos do cruzamento de Piau com Landrace, pesaram 90 kg com 30 dias a menos de idade e apresentaram 30% a menos de espessura de toucinho do que suínos Piau. A raça Piau é útil na produção de carne e de gordura em pequenas criações, fazendas, zonas de assentamento rural e condições rús­ticas de criação. Nesses casos, recomenda-se cruzar fêmeas Piau com machos Landrace.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 397

    Ano: 1998

  • Recomenda-se esse cruzamento quando se pretende melhorar o de­sempenho de criações simples e rústicas e cujas condições de criação se­jam melhores do que as utilizadas apenas para Pirapitinga.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 398

    Ano: 1998

  • Uma das recomendações é pintar a face externa do telhado de bran­co (depois de bem lavado). Para isso, usa-se um tubo (100 ml) de fixador para cada saco (20 kg) de cal hidratada misturado em 20 litros de água. Dar a primeira demão, com bomba ou pincel-brocha, e a segunda, oito horas no mínimo, após a primeira.

    Outra recomendação é isolar o telhado com forro (plástico, madeira e outros), formando uma camada de ar ventilada que expele o calor vindo do telhado. Telhados feitos com material isolante mais pesado é outra alternativa.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 407

    Ano: 1998

  • Antes de adotar qualquer medida de controle, é importante conhe­cer o nível de difusão da doença no rebanho por meio do exame de grupos de animais no matadouro a fim de racionalizar a decisão quanto às medidas a serem tomadas e evitar tratamentos antieconômicos. As seguintes alternati­vas podem ser consideradas:

    • Convivência com a doença, mas reduzindo seu efeito sobre a produtividade. Essa alternativa torna-se viável com a adoção de medidas de manejo, de correção do meio ambiente e terapêuticas como o manejo “todos dentro todos fora”, boa ventilação, aumento da idade média das matrizes, higiene adequada, desinfecção das instalações e redução da lotação de animais por baia.
    • O tratamento terapêutico envolve o uso de drogas na ração ou na água, considerando o autobenefício para cada caso. Entre os principais princípios ativos usados, podem ser citados os macrolídeos, quindonas e tetraciclinas. O período de tratamento varia conforme a dose e o produto, mas deve ser sempre superior a cinco dias.
    • Se o nível da doença no rebanho é baixo, o tratamento quimioterápico muitas vezes é antieconômico, devendo-se atuar, então, apenas no manejo e no meio ambiente.
    • A erradicação da doença só é possível pela eliminação total do rebanho, seguida de repopulação com animais não infectados.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 320

    Ano: 1998

  • Sim. Existem no mercado brasileiro vacinas contra a doença cujo uso constitui medida adicional de controle.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 321

    Ano: 1998

  • Os principais sintomas observados nas diferentes faixas etárias são:

    • Leitões de um a quatro dias – Hipertermia, inapetência, depressão, pelos eriçados, salivação espumosa e morte de até 90% dos leitões, no pe­ríodo de um a cinco dias.
    • Leitões de cinco a dez dias – Os mesmos sintomas do grupo anterior acompanhados de incoordenação do quarto posterior, tremores musculares, decúbito lateral, convulsões crônicas e morte.
    • Leitões de 11 a 30 dias – Os mesmos sintomas, sendo dominantes os tremores musculares, os movimentos de pedalagem, excitação, decú­bito e ranger de dentes.
    • Recria, terminação e reposição – Os sintomas nervosos graves tornam-se menos frequentes quanto maior for a idade do animal dentro do período. Observa-se hipertermia, anorexia durante dois ou três dias, abatimento, constipação e eventualmente sintomas respiratórios.
    • Cachaços – Hipertermia, anorexia, depressão, sintomas respi­ratórios, raramente infertilidade, sintomas nervosos.
    • Matrizes em lactação – Hipertermia, constipação, anorexia, agalaxia e transtornos puerperais. Eventualmente apresenta sintomas nervosos: descoordenação leve ou mesmo paraplégica do trem superior.
    • Matrizes em gestação – Hipertermia, anorexia, movimentos de falsa mastigação, salivação intensa, problemas reprodutivos caracterizados por reabsorção fetal, retomo ao cio, mumificação, abortos, natimortos, malformações, nascimento de leitões fracos e infertilidade. Nos suínos, a presença de prurido é muito rara (diferente do que ocorre nos ruminantes, nos quais a doença é chamada de “peste de coçar”.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 328

    Ano: 1998

  • Em caso de ocorrência, as autoridades do Ministério da Agricultura e do Abastecimento devem ser obrigatoriamente avisadas. É proibida a comercialização de animais oriundos de granjas infectadas, mas podem ser abatidos e sua carne consumida. Animais e sêmen importados ou desti­nados a feiras e exposições devem ter sua origem em planteis livres da doença e certificados pelo MAA.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 329

    Ano: 1998

  • Doença infecto-contagiosa que provoca lesões graves no pulmão e na pleura. As formas superaguda e aguda caracterizam-se por um quadro de pleuropneumonia exsudativa, fibrino-hemorrágica e necrótica não purulenta, ao passo que a forma crônica caracteriza-se por aderência da pleura e pericárdio e focos de necrose pulmonar encapsulada. É causada por um cobacilo gram-negativo, o Haemophyius (Actinobacillus) pleuropneumoniae.

    Variáveis ambientais e de manejo, principalmente a superlotação, o frio, a presença de gases tóxicos e a mistura de animais atuam como fatores predisponentes e influenciam a severidade da doença no rebanho.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 322

    Ano: 1998

  • O animal deve ser descartado, pois sua carne não serve para consu­mo humano.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 325

    Ano: 1998

  • Quando atinge fêmeas em gestação não imunes, é uma virose que causa morte embrionária, mumificação e leitegadas de tamanho reduzido. A infecção por parvoviroses passa despercebida na maioria dos casos, tanto em animais jovens como adultos. Ocasionalmente apresenta febre. Muitas vezes o indício de infecção de parvoviroses numa granja manifesta-se nas falhas de reprodução de matrizes em gestação, que podem retornar ao cio, no nascimento de número reduzido de leitões, na presença de fetos mumifi­cados e em fêmeas que se apresentam vazias na época do parto. É comum o aparecimento de fetos mumificados, de diferentes tamanhos. A infecção do macho é assintomática e não tem efeito sobre a qualidade do sêmen.

    Fetos mumificados, em vários estágios de desenvolvimento, em con­junto com o nascimento de poucos leitões vivos, são fortes indicativos de parvovirose. Outros sinais observados são o retorno ao cio após 21 dias da cobrição e aumento no período de gestação (mais que 116 dias).

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 316

    Ano: 1998

  • A rinite atrófica progressiva (RAP) é uma doença contagiosa do trato respiratório superior, caracterizada por atrofia das conchas nasais. A doen­ça pode afetar o desenvolvimento produtivo, ocasionando perdas econômicas. Essa doença está disseminada em todas as principais áreas de produ­ção de suínos do País. A rinite atrófica progressiva é caracterizada clinica­mente por espirros, formação de placas escuras nos cantos internos dos olhos, corrimento nasal seroso de muco purulento e encurtamento ou des­vio lateral do focinho.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 317

    Ano: 1998

  • É uma doença transmissível, caracterizada principalmente por trans­tornos reprodutivos como abortos, natimortos, fetos mumificados e nasci­mento de leitões fracos, que não sobrevivem. Apresentam lesões macroscópicas básicas nos rins, de cor branco- acinzentada, de 1 mm a 3 mm de diâmetro. A lesão mais característica são focos no fígado, consistindo de necrose de hepatócitos e infiltração de células inflamatórias.

    O controle inclui medidas higiênicas, de manejo, combate a roedo­res, vacinação e tratamento medicamentoso.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 332

    Ano: 1998

  • Fig_pag169.jpg

    As rachaduras são lesões na estrutura externa ou interna dos cascos ou dedos acessórios e têm diversas origens: pisos abrasivos, rugosos ou com buracos, pisos novos, pisos úmidos, ripados muito largos, quebrados ou com irregularidades, piquetes ou terrenos muito pedregosos.

    A ocorrência das lesões pode também estar relacionada à qualidade do casco. Algumas doenças carenciais, como a deficiência de biotina, po­dem ser responsáveis pelas lesões. Pisos lisos ou ásperos podem lesar os cascos de leitões lactentes quando tentam estimular a glândula mamária da matriz.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 334

    Ano: 1998

  • É uma doença infecciosa causada por uma bactéria denominada Haemophylus parasuis.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 330

    Ano: 1998

  • Os suínos geralmente adoecem de forma súbita, apresentando falta de apetite, febre (40 °C  a 41 °C) e apatia. Dependendo da localização das le­sões, pode ocorrer tosse, dispneia, cianose, dor, artrite ou sintomas nervosos com tremores, descoordenação e decúbito lateral.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 331

    Ano: 1998

  • A cada seis meses.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 326

    Ano: 1998

  • Ocorrem basicamente duas formas de tuberculose nos suínos. A ge­neralizada, causada por bacilos de mamíferos e que provoca emagre­cimento progressivo, pneumonia e lesões calcificadas (contendo material se­melhante a areia) em vários órgãos, como nos gânglios, fígado, pulmão e rins. Essa forma de tuberculose é rara, atualmente, em criações modernas de suínos.

    A tuberculose localizada ou linfoadenite tuberculoide está associada a bacilos de aves e provoca lesões limitadas nos gânglios da faringe, pesco­ço e intestinos. Essa forma praticamente não interfere no desenvol­vimento dos suínos e somente é identificada por ocasião do abate, quando o veteri­nário inspeciona a carcaça.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 342

    Ano: 1998

  • Não se recomenda tratar a tuberculose em suínos, pois o tratamento é pouco eficiente e muito caro.

    A recomendação é fazer o teste de tuberculinização nos reprodutores e eliminar os que apresentam reação positiva.

    Como prevenção, o produtor deve ter cuidado na compra dos repro­dutores, adquirindo animais somente de granjas idôneas, que possuam controle da doença, exigindo atestado negativo para a tuberculose. Além disso, evitar o acesso de outros animais às criações de suínos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 343

    Ano: 1998

  • É uma doença infecciosa, causada por Escherichia coli, que afeta su­ínos jovens, causando infecção intestinal. A Escherichia coli está envolvida nos seguintes quadros patológicos: diarreia neonatal, diarreia pós-desmame, disenteria (diarreia sanguinolenta) e doença do edema.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 353

    Ano: 1998

  • Sim. A febre aftosa dissemina-se por contato entre suínos doentes e sadios, por produtos de origem animal contaminados (carne e leite), pelo ar contaminado, por transferência mecânica, por veículos e pássaros. Outros animais doentes, principalmente os bovinos, facilmente transmitem a febre aftosa para os suínos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 357

    Ano: 1998

  • Vários animais mancando pode ser o primeiro sinal de febre aftosa. Temperatura elevada e aparecimento de aftas esbranquiçadas de aproxi­madamente 1 cm de diâmetro no dorso da língua e no focinho, que podem romper-se formando úlceras. As vesículas também podem aparecer nas tetas, entre os cascos e na coroa do casco. A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 358

    Ano: 1998

  • Os fungos de maior importância econômica na produção animal e respectivas micotoxinas estão descritos na tabela abaixo:

    Principais micotoxinas, fungos que as produzem e alimentos em que mais se desenvolvem

    Fungo Micotoxina Alimento
    A. flavus; A. parasiticus Aflatoxina (B1, B2, G1, G2, M1, M2) Grãos de oleaginosas, milho, trigo, arroz, cevada, aveia, centeio, leite, farinha de sangue
    A. ochraceus (alutanus) Penicillium veridicatum Ochratoxina Milho, trigo, cevada
    Penicillium citrinum Citrinina Milho, trigo, cevada, aveia, centeio
    Claviceps purpurea Ergotamina Centeio, trigo, cevada
    Fusarium graminearum (Giberella zeae)F. sporotrichoidesF. trincinctum Tricotecenos (Desoxinivalenol, T2) Milho, trigo, cevada, aveia, centeio
    Fusarium graminearum (Ciberella zeae) F. trincinctumF. moniliforme Zearalenona Milho, trigo
    Fusarium moniliformeF. proliferatumF. nygamai Fumonisinas (BI, B2, B3, B4, Al, A2) Milho, subprodutos e resíduos de milho

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 361

    Ano: 1998

  • Teores de umidade superiores a 13% nos grãos permitem o cresci­mento e a multiplicação dos fungos, que se aceleram com o aumento do teor de umidade. A temperatura ótima para crescimento dos fungos está entre 25 °C e 30 °C. Abaixo dos 5 °C não há crescimento da maioria dos fungos. A temperatura máxima está entre 40 e 45 °C para o cresci­mento de alguns tipos de fungos e até 55 °C para outros.

    As flutuações de temperatura no interior dos silos que armazenam matérias-primas, provocam a formação de bolsões de umidade, criando também condições favoráveis ao desenvolvimento dos fungos.

    Outro aspecto é a presença de grãos quebrados, de insetos e roedores o que danificam os grãos, deixando exposta a parte amilácea, facilitando assim a contaminação por fungos. Silos contaminados com fungos, com teias de aranha e resíduos de poeira, se não forem limpos e desinfetados antes de serem utilizados, contaminarão o material ali armazenado.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 362

    Ano: 1998

  • Suínos com 80 kg de peso vivo apre­sentam melhor conversão alimentar do que suínos criados até 100 kg ou mais de peso vivo. Devem ser vendidos para o abate quando a relação entre o valor em R$ do quilograma do suíno vivo for igual ou infe­rior a cinco vezes o preço do kg de milho. Quando a relação entre o valor do kg de suíno vivo e o preço do kg de milho for maior do que seis vezes, devem-se vender os animais com 100 kg de peso vivo, e com até 120 kg quando a relação for igual ou superior a 7,7 vezes. Outro fator importante a ser obser­vado é o rendimento de carne nas carcaças, que pode trazer uma bonificação adicional para o criador, sempre que for superior a 50% ou 52%, dependendo do abatedouro.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 389

    Ano: 1998

  • Sim, desde que o macho não seja parente das fêmeas Landau.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 402

    Ano: 1998

  • O cruzamento de reprodutores de raças diferentes objetiva explorar as vantagens da heterose ou vigor híbrido. A heterose define o desempenho superior dos animais mestiços em relação à media de desempenho das ra­ças que lhe deram origem. As características reprodutivas, como o número de leitões nascidos e desmamados por leitegada e o peso das leitegadas ao nascer e ao desmame, são as que apresentam os maiores ganhos genéticos da heterose (5% a 8%). A seguir, com vantagens de heterose de 2% a 5%, estão a taxa de crescimento diário e a conversão alimentar. As características de carcaça, como a espessura de toucinho e o rendimento de carne, pratica­mente não apresentam heterose, sendo o desempenho dos animais mestiços semelhante à média do desempenho das raças paterna e materna. Portanto, o uso de fêmeas mestiças F-1 pode trazer benefícios razoáveis quando se pretende aumentar a produção de leitões por matriz/ano, ao passo que o cruzamento simples de duas raças pode reduzir a idade de abate e melhorar a conversão alimentar. Para se explorar simultaneamente as características reprodutivas e de taxa de crescimento provenientes da heterose, recomenda-se cruzar fêmeas F-1 com machos de uma terceira raça como, por exemplo, fêmeas F-1 Large White-Landrace com machos Duroc, ou fêmeas F-1 Duroc-Landrace com machos Large White.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 401

    Ano: 1998

  • O tamanho da baia depende do tipo de animal e do tipo de contenção que se quer fazer. Para celas parideiras, sugere-se uma área mínima de 4,32 m2 compreendendo o espaço para a matriz, com 0,60 m de largura por 2,40 m de comprimento, e o espaço para os leitões, com 0,60 m de largura de cada lado do espaço da matriz, por 2,40 m de comprimento. Para a baia convencional, sugere-se formatação retangular de 6 m2, incluindo bebe­douros, comedouros e protetor contra o esmagamento de leitões. A altura do protetor contra esmagamento deve ser de 0,20 m.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 408

    Ano: 1998

  • A tabela a seguir apresenta as áreas recomendadas para as diferentes fases produtivas, de acordo com o sistema de alojamento e os tipos de piso.

    Fase
    de
    criação
    Categoria
    de
    animais
    Sistema
    de
    alojamento
    Área de construção (m2/animal)
    Tipo de piso utilizado
    Totalmente ripado Parcialmente compacto Totalmente compacto
    Reposição: Fêmea
    Macho
    Baia coletiva
    Gaiola individual
    Baia coletiva
    Baia individual
    1,80 a 2,00
    1,10 a 1,12
    2,50 a 3,00
    5,00 a 6,00
    1,80 a 2,00
    1,12 a 1,15
    3,00 a 3,50*
    6,00 a 7,50
    2,00 a 2,80*
    1,15 a 1,20
    3,60 a 5,00*
    7,50 a 9,00
    Pré-acasalamento e acasalamento Fêmea Macho Baia coletiva
    Gaiola individual
    Baia individual
    2,00 a 2,50
    1,10 a 1,12
    5,00 a 6,00
    2,50 a 2,80
    1,12 a 1,20
    6,00 a 7,50
    2,80 a 3,00
    1,15 a 1,20
    7,50 a 10,00
    Gestação Fêmea Baia coletiva
    Gaiola individual
    2,80 a 3,00
    1,12 a 1,20
    3,00 a 3,50
    1,12 a 1,20
    3,00 a 3,80
    1,15 a 1,20
    Lactação Fêmea Baia com escamoteador
    Baia sem escamoteador
    4,50 a 5,70
    3,45 a 4,65
    4,50 a 5,70
    3,45 a 4,65
    4,50 a 5,70
    3,45 a 4,65
    Creche Desmame a 25 kg Baia coletiva
    Gaiola suspensa
    0,20 a 0,25
    0,15 a 0,25
    0,25 a 0,27*
    0,18 a 0,25
    0,35 a 0,50*
    -
    Crescimento 25 kg a 60 kg Baia coletiva 0,50 a 0,65 0,65 a 0,75* 0,75 a 0,85*
    Terminação 60 kg a 100 kg Baia coletiva 0,75 a 0,85 0,85 a 1,00* 1,00 a 1,20*
    Crescimento e terminação 25 kg a 100 kg Baia coletiva 0,65 a 0,75 0,75 a 0,85* 0,85 a 1,10*

    *Para baias com dois ambientes, calcular 2/3 da área para dormitório e 1/3 para dejeções.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 415

    Ano: 1998

  • Sim. Existem várias formas de proteger os animais contra o esfriamento ambiental, entre elas o aquecimento com pisos térmicos, a colocação de lâmpadas e o uso de abafador (sistemas de cortinas e tampões), em regiões muito frias. Outra forma é melhorar o isolamento (forro, cortinas) do prédio e controlar a ventilação de forma que o calor produzido pelos animais não saia para fora.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 413

    Ano: 1998

  • O termostato é um instrumento que permite corrigir as deficiências de manejo da fonte de calor, funciona de forma independente da presença do criador mantendo o ambiente sempre estável, com economia de energia de 30% a 50% em relação ao sistema sem termostato.

    Diversos escamoteadores são ligados à mesma rede de controle do termostato que, por meio de um sensor, desliga ou liga automaticamente a lâmpada, mantendo temperatura de conforto dentro do escamoteador.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 411

    Ano: 1998

  • O uso de galpões pré-fabricados traz como vantagens a rapidez de montagem, a redução na perda de materiais, condições para ampliação ou reaproveitamento de peças e economia no tempo global e nos custos da obra. Tem como finalidade a padronização do modelo e dos equipamentos, visando eliminar a interferência de elementos não treinados na execução da obra.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 416

    Ano: 1998

  • A altura do pé direito varia de acordo com as características dos ma­teriais usados nas edificações e com o número de animais. Para edificações abertas, mal isoladas e estreitas (de 5 m a 7 m), sugere-se pé direito de 2,5 m, no mínimo, de 2,8 m em edificações mediamente largas (de 7 m a 10 m) e de 3 m em edificações de maior largura.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 418

    Ano: 1998

  • De fácil confecção, podendo ser feito pelo próprio produtor, tem baixo custo, reduz perdas de ração, tem durabilidade razoável e permite estocar maior quantidade de ração.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 425

    Ano: 1998

  • É um comedouro circular de grande capacidade de armazenagem de ração, ideal para baias de crescimento e terminação com grande número de animais.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 423

    Ano: 1998

  • É o aproveitamento do esterco tanto na lavoura quanto na alimen­tação de animais de forma a não deixá-lo desperdiçado, muitas vezes causando poluição.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 429

    Ano: 1998

  • Os equipamentos mínimos necessários para a criação são: vassoura, pás, baldes, mangueiras, carrinho de mão, seringa, agulha, mossador (apa­relho para identificar o animal), tesoura, alicate para o corte de dentes, bisturi, caixa de manejo, misturador de ração, triturador, silo, cremador, comedouros, balanças, bebedouros.

    Capítulo: Instalações/ Equipamentos

    Número da Pergunta: 419

    Ano: 1998

  • É aquela que atenda às condições de cada propriedade, respeitando a legislação ambiental. Depois de fermentados em esterqueiras ou em equipamentos chamados reatores anaeróbicos e aeróbicos, os dejetos po­dem ser aproveitados na lavoura como fertilizantes. Podem também ser apro­veitados in natura para produzir algas e outros organismos que servem de alimento para peixes. Após a separação das fases líquida e sólida em decantadores ou em sistemas de peneira, a parte líquida pode ser usada para irrigar lavouras ou na limpeza das baias, e a parte sólida pode ser empregada como alimento de outros animais (peixes) ou como adubo, depois de fermentada. É preciso tomar muito cuidado no manejo de cada alternativa, pois o uso excessivo desse material, ao longo dos anos, pode prejudicar o solo e contaminar os mananciais.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 430

    Ano: 1998

  • A aplicação dos dejetos depende da situação econômica do produtor, da topografia da propriedade e das diversas formas de manejo dos resíduos. No manejo por separação das fases líquida e sólida, os resíduos podem ser usados de duas maneiras:

    • Alimentação de ruminantes com a parte sólida do peneiramento.
    • Emprego do lodo dos decantadores como biofertilizante.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 432

    Ano: 1998

  • Um período de 90 dias, em média, é considerado tempo razoável para a fermentação anaeróbica satisfatória dos dejetos.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 435

    Ano: 1998

  • O processo consiste em separar as partículas maiores da fração líqui­da dos dejetos, resultando em dois produtos: a fração líquida mais fluída, mas que conserva a mesma concentração em nutrientes fertilizantes solú­veis que os dejetos brutos, e a fração sólida ou resíduo da decantação ou da peneira, com umidade alta e que se mantém agregada, podendo evoluir para um composto.

    A separação de partículas do dejeto líquido maiores que 0,01 mm pode ser feita por três processos: decantação, peneiramento e centrifugação.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 441

    Ano: 1998

  • A estocagem de dejetos líquidos na propriedade deve ser feita em local de nível inferior ao do local de produção de suínos, a fim de facilitar sua entrada na esterqueira, por gravidade, evitando maiores custos com instalação e funcionamento de bombas de recalque.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 444

    Ano: 1998

  • O sistema de armazenamento dos dejetos deve obedecer ao código florestal que, a partir de 1986, considera como objeto de preservação a vegetação que impede a erosão, em faixas ao longo dos cursos d’água que variam, dependendo da largura do rio, de um mínimo de 30 m para águas correntes (Lei Nº 7.803, de 18 de julho de 1989) a 50 m para lagoas e lagos (Resolução Conama Nº 04, de 18 de setembro de 1985). A localização correta é a que respeita a legislação em vigor e evita ao produtor o ónus exces­sivo com transporte de grandes volumes para áreas mais elevadas onde normalmente estão as lavouras. Por isso, recomenda-se a implantação de novas granjas próximas às lavouras receptoras.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 445

    Ano: 1998

  • Há resultados mostrando bom desempenho de bovinos de corte alimentados com a fase sólida dos dejetos de suínos. Esses resultados positivos decorrem da capacidade de digestão microbiana dos ruminantes que os habilita a aproveitar alimentos considerados de baixa qualidade nutricional para os monogástricos.

    Todavia, não foram realizados estudos sobre a qualidade da carne e das vísceras desses animais do ponto de vista da saúde pública, da qualidade nutricional e palatabilidade, o que desauto­riza recomendar o emprego desses dejetos na alimentação de bovinos.

    Mesmo que a questão da qualidade da carne seja contornada, haverá sempre resistência ao consumo de carne desses animais por parte do público, nacional ou estrangeiro, que poderá determinar, por si só, o banimento dessa prática. A alimentação de vacas leiteiras com esses dejetos constitui problema mais sério. Com efeito, sabe-se que a secreção do leite funciona também como veículo excretor de nutrientes, de elementos e metabólitos da dieta havendo, assim, poucas possibilidades de que o leite desses animais possa atender aos padrões de qualidade requeridos para consumo humano.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 440

    Ano: 1998

  • O mau cheiro decorre principalmente da produção de gás sulfídrico, característico de material orgânico em putrefação, acumulado nas calhas das instalações, estocado em reservatórios mal dimensionados e distribuído em larga escala na lavoura.

    A solução é fazer o adequado manejo das instalações, evitando a estagnação dos resíduos nas calhas internas e, em seguida, submetê-los a o processos de tratamento dimensionados e compatíveis com a realidade de cada produtor.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 443

    Ano: 1998

  • Compostagem é o processo de decomposição aeróbica da matéria orgânica. Para isso, amontoam-se os diferentes componentes em pilhas de 2 m de largura e 1,5 m de altura, no máximo, e comprimento de 3 m ou mais, procedendo-se da seguinte maneira:

    • Uma camada de 15 cm de restos orgânicos ou palha.
    • Uma camada de 1 cm a 2 cm de terra argilosa.
    • Uma camada fina de calcário e fósforo (até 2% do conteúdo sólido).
    • Uma camada de 5 cm de esterco puro ou 10 cm de esterco de cama.
    • Uma camada de 10 cm de palha.
    • (Essas camadas são repetidas até se atingir a altura de 1,5 m).

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 442

    Ano: 1998

  • A entrada excessiva de água nos dejetos pode ser reduzida adotando-se, com mais frequência, a limpeza a seco, isto é, removendo a sujeira seca sem deixar que se acumule. Esse programa deve ser reavaliado pelo técnico responsável a cada três meses.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 446

    Ano: 1998

  • A água da chuva e a multiplicação das moscas são os dois motivos que levam os produtores a cobrir as esterqueiras. Entretanto, em nenhum dos casos é preciso cobri-las.

    O excesso de água da chuva que penetra na esterqueira ocorre, sobretudo, pelas laterais, ou porque as paredes são muito baixas ou não rece­beram revestimento ou pela ausência de canaleta de desvio da enxurrada. A falta de revestimento das paredes não apenas facilita a infiltração da água do lençol freático como também a contaminação deste último pelos dejetos. A consequência dessas falhas na construção da esterqueira é a diluição excessiva do esterco.

    Coberturas de esterqueira, com telhados simples de telha francesa ou de amianto, têm vida útil muito curta, de três a cinco anos, em consequência da ação dos gases produzidos na fermentação do esterco, que corroem toda a estrutura metálica (pregos, braçadeiras, parafusos). Telhados de folha de zinco ficam totalmente destruídos dois anos após a construção. Lajes de concreto, pelo contrário, bem construídas, sem deixar a estrutura metálica exposta, têm vida útil prolongada. Entretanto, apenas a água da chuva que cai diretamente sobre a esterqueira não é motivo suficiente para justificar a construção de telhado, pois a água se evapora com o tempo. A multiplica­ção de moscas também não justifica a construção de telhado, pois as larvas não se multiplicam na água que cobre o esterco, mas no esterco úmido acumulado nas calhas, onde podem fazer galerias que permitem a aeração, o que é impossível em esterco imerso em água.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 447

    Ano: 1998

  • Fig_pag218.jpg

    Dando destino adequado aos dejetos, aos restos de parição, cadáve­res e sobras de ração. Todo esse material serve de alimento para as larvas de moscas se não for adequadamente tratado. O esterco deve ser mantido sob uma lâmina d’água tanto nas canaletas quanto na esterqueira. O ester­co misturado a maravalha deve ser coberto com lona de plástico ou coloca­do em câmara de fermentação por 30 dias, no mínimo. Os restos de parição e cadáveres devem ser lançados em fossas ou enterrados. Restos de ração mofada devem ser cobertos com lona de plástico até que se lhes dê destinação final.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 448

    Ano: 1998

  • Nenhum repelente é eficaz quando se permite a reprodução excessi­va das moscas. Em situações de controle da reprodução desses insetos, pode-se usar as seguintes plantas:

    Nome comum Nome científico Ação
    Erva-de-santa-maria Chenocociun abrosioides Fam. Chenopodiaceae Repelente
    Cinamomo Melia azedarachi Fam. Meliaceae Inseticida
    Citronela Repelente
    Sincício Repelente

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 455

    Ano: 1998

  • São as causadas por agentes eliminados pelas fezes e por outros fluí­dos corporais como diarreias provocadas pelas bactérias Salmonella, Escherichia coli e o cólera humano. As feridas purulentas causadas por Staphylococcus e Clostridium são outro exemplo. As moscas transmitem também protozoários como a Giardia e os coccídeos. Podem transmitir, igualmente, o agente da tuberculose e diversas viroses, sendo inclusive veiculadoras dos ovos do berne.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 454

    Ano: 1998

  • O mais eficiente é conhecido como controle mecânico, que consiste em evitar que os insetos se reproduzam, sendo feito pelo manejo correto dos dejetos e dos resíduos orgânicos. Apenas essa operação já garante 90% do controle. O restante pode ser feito por controle biológico com inimigos naturais como pássaros, sapos, vespas e outros. Usa-se o controle químico em locais onde não se admite a entrada desse inseto.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 453

    Ano: 1998

  • Impedindo que o esterco de suínos, os vazamentos de esterqueiras, os dejetos humanos ou resíduos de cozinha cheguem aos riachos onde servem de alimento para as larvas dos borrachudos.

    Capítulo: Manejo de Dejetos

    Número da Pergunta: 457

    Ano: 1998

  • Também chamados de salitre, sais de cura ou conservantes, esses pro­dutos devem ser usados com muito critério, pois em doses superiores a 200 ppm (partes por milhão) têm efeitos cancerígenos, conforme legislação em vigor.

    De acordo com o artigo 373, do Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e do Abastecimento, os nitritos de sódio ou de potássio só podem ser empregados, isoladamente ou combinadamente, nas seguintes proporções máximas:

    • 240 g para cada 100 litros de salmoura.
    • 60 g para cada 100 kg de carne, na cura a seco, misturadas ao sal (cloreto de sódio).
    • 15 g para cada 100 kg de carne picada ou triturada, misturadas ao sal.

    Capítulo: Tecnologia de Carnes

    Número da Pergunta: 461

    Ano: 1998

  • Higienização de tudo que estiver envolvido no processo, ou seja, das insta­lações (pisos, mesas), dos equipamentos (facas, ganchos, termómetro, baldes e serras) e do manipulador (mãos, cabelos, unhas, uniforme).

    O suíno deve passar por um perío­do de jejum de pelo menos seis horas, recebendo somente água e não sofrer estresse.

    • Atordoamento e sangria – Antes da insensibilização ou atordoamento (fei­ta através de eletrochoque), um banho de água fria ajuda na vasoconstrição perifé­rica (saída do sangue dos músculos para as veias e artérias), que deixa a carne com melhor qualidade. O banho também aju­da na condutibilidade do eletrochoque. O tempo entre a insensibilização e a sangria deve ser o menor possível (inferior a três minutos). A sangria deve ser feita nos gran­des vasos do pescoço.
    • Escaldamento de depilação – A depilação é feita com escaldagem de água a 65 °C. A toalete final é feita com flambagem (lança-chamas).
    • Evisceração (retirada das vísceras) – O tempo máximo entre a sangria e a evisceração não deve passar de 30 minutos.

    Capítulo: Tecnologia de Carnes

    Número da Pergunta: 460

    Ano: 1998

  • A figura a seguir apresenta o mapa do suíno, identificando as principais partes da carcaça.

    Fig_pag226.jpg
    1 - Alcatra 7 - Lombo 13 - Suã
    2 - Coxão de fora 8 - Carrê (bisteca) 14-Pés
    3 - Coxão de dentro 9 - Sobrepaleta (copa) 15 - Rabo
    4 - Patinho 10 - Paleta 16 - Cara com orelhas
    5 - Tatu 11 - Costela 17 - Papada
    6 - Filezinho 12 - Barriga

    Capítulo: Tecnologia de Carnes

    Número da Pergunta: 464

    Ano: 1998

  • Existem dois tipos de defumação: a quente (75 °C) e a fria (30 °C a 50 °C). A defumação confere ao produto cheiro e sabor característicos, além de mai­or tempo de prateleira.

    As peças devem ser penduradas no defumador, mantendo-se uma certa distância entre elas, bem como da parede, a fim de garantir a circulação da fumaça e do calor.

    O tempo, a temperatura e o tipo de lenha são fundamentais para a boa defumação. Cada produto exige um determinado tempo de defumação.

    Capítulo: Tecnologia de Carnes

    Número da Pergunta: 465

    Ano: 1998