Resultados da busca
Exibindo 747 resultados encontrados
-
Existem dois tipos de leite da matriz do ponto de vista da composição nutricional: o colostro que o leitão ingere nos primeiros dias de vida e o leite normal que a matriz produz até o desmame.
A tabela abaixo apresenta a rápida alteração na concentração proteica do colostro.
Alteração na composição do colostro em função do tempo (em %)
Tempo Proteína Gordura Lactose Nascimento 18,9 7,2 2,5 3 horas 17,9 7,3 2,7 6 horas 15,2 7,8 2,9 12 horas 9,2 7,2 3,4 24 horas 7,3 8,7 3,9 A tabela seguinte compara a composição do colostro e do leite normal quanto a nutrientes, digestibilidade e valor de energia.
O leite da matriz tem a seguinte concentração média em minerais: cálcio: 0,2%; fósforo: 0,15%; magnésio: 0,015%; sódio: 0,035%; ferro: 0,8 ppm; cobre: 1 ppm; e zinco: 15 ppm.
Composição do leite normal e do colostro de matriz
Componentes Leite Colostro Matéria seca (%) 20,4 22,3 Proteína bruta (%) 5,8 11,2 Proteína digestível (%) 5,6 11,0 Energia metabolizável (kcal/kg) 1.200 1.220 Gordura bruta (%) 42,6 26,1 Extrativos não nitrogenados (%) 24,7 20,7 Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 109
Ano: 1998
-
Matrizes com oito leitões ou mais devem receber ração à vontade, no mínimo 5,5 kg de ração por dia. Matrizes com menos de oito leitões devem receber diariamente 2,5 kg de ração mais 400 g por leitão em aleitamento. A água deve ser limpa, fresca e à vontade.
Deve-se dispor de escamoteador com cama seca e fonte de calor com temperatura controlada entre 28 °C e 30 °C. Matrizes com sintomas de mastite (inflamação das tetas) ou corrimento vaginal purulento devem ser tratadas segundo a orientação veterinária. Matrizes com fezes duras ou ressecadas devem receber uma colher (de sopa) de sal amargo na ração durante três dias. É recomendável aumentar o teor de fibra da ração, fornecendo-se alfafa ou pasto verde em suplementação à ração diária.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 105
Ano: 1998
-
O retorno ao cio, após o desmame, é influenciado pelo estado nutricional e ordem de parto da fêmea, pela duração da lactação, época do ano e manejo adotado por ocasião e nos dias após o desmame.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 107
Ano: 1998
-
Cio ou estro é a manifestação externa de uma série de eventos no trato genital da fêmea, regulados por hormônios, que tornam a fêmea apta para a procriação durante determinados períodos de sua vida. Durante esse período, a fêmea apresenta o reflexo de tolerância ao cachaço, permitindo sua monta. No período intermediário do cio, a fêmea também apresenta reflexo de tolerância ao homem, ficando imobilizada quando realiza-se o teste da pressão lombar.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 111
Ano: 1998
-
Para determinar o momento da realização da primeira cobertura deve-se conhecer o material genético com que se está trabalhando. A leitoa não deve ser coberta no primeiro cio nem antes dos 110 kg, devendo ter uma espessura de toucinho de no mínimo 16 mm a 18 mm.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 117
Ano: 1998
-
- Estímulo às fêmeas a entrar em cio.
- Reconhecimento das fêmeas em cio.
- Desencadeamento do reflexo de tolerância.
- Realização da cobertura.
- Fornecimento, com frequência regular, de quantidade suficiente de esperma que possa assegurar bom índice de concepção.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 124
Ano: 1998
-
Sim. As recomendações para antecipação são:
- Contato diário de fêmeas imaturas (entre 150 e 160 dias), por 15 a 20 minutos, com um cachaço de nove a 12 meses de idade.
- Aplicação de hormônio gonadotrófico por recomendação veterinária.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 115
Ano: 1998
-
Deve-se fazer duas cobrições, com intervalo de 12 a 24 horas. Em granjas de terminados, a segunda cobertura pode ser feita por outro cachaço, se houver mais de um na granja.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 123
Ano: 1998
-
Uma fêmea pode parir 2,5 leitegadas por ano. Uma meta a ser buscada pelos criadores deve ser de 2,3 leitegadas por ano para cada fêmea mantida no rebanho.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 120
Ano: 1998
-
As matrizes suínas apresentam faixas de peso ideal de acordo com o número de partos e dependendo da fase de produção em que se encontram. As matrizes híbridas modernas têm maior eficiência nutricional, por isso o manejo da nutrição deve ser rigoroso para atingir e manter os pesos corporais indicados para cada fase produtiva.
Peso ideal da matriz (kg) em função do número de partos
Tipo Leitoas De um a dois partos + de dois partos Peso na cobrição 130 a 140 170 a 180 200 a 210 Peso após o parto 180 a 190 210 a 220 220 a 240 Peso ao desmame 200 a 210 200 a 210 210 a 220 Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 127
Ano: 1998
-
O bom reprodutor deve apresentar as seguintes características:
- Ser filho de pais que tenham apresentado bom desempenho.
- Ter, no mínimo, sete pares de tetas.
- Aprumos com boa sustentação e sem desvios.
- Ausência de desvios de coluna.
- Ausência de sinais aparentes de estresse.
- Livre de doenças controladas no rebanho.
- Bom pernil e largura de lombo.
- Bom comprimento e profundidade.
- Boa fertilidade.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 129
Ano: 1998
-
Sim. É possível criar suínos sem o confinamento. Existe o sistema intensivo de suínos criados ao ar livre (Siscal), que mantém os animais em piquetes nas fases de reprodução, maternidade e creche, em que só se faz o confinamento das fases de crescimento e terminação (animais de 25 kg a 100 kg de peso vivo). Este sistema tem sido considerado uma opção de redução do custo de produção, por apresentar baixo custo de implantação, quando comparado ao sistema confinado. Pesquisas da Embrapa Suínos e Aves mostram que o custo de implantação por matriz alojada no Siscal representa 44,72% do custo de implantação do sistema confinado; mostram também que, em relação ao sistema confinado, o Siscal representou melhor desempenho quanto ao número de leitões nascidos vivos e ao desmame, peso médio dos leitões ao nascer e ao desmame e taxa de mortalidade do nascimento ao desmame. Por outro lado, o custo de produção de leitões (kg), neste sistema, foi 32,95% inferior ao do sistema confinado. Esses dados permitem concluir que o Siscal é uma opção vantajosa.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 24
Ano: 1998
-
Nos piquetes, devem-se plantar gramíneas resistentes ao pisoteio, de baixa exigência em insumos, de ciclo longo (perenes), de alta agressividade, estoloníferas (forrageiras com ramificações rasteiras, que desenvolvem raízes a partir de seus nós) e que se propaguem por mudas ou sementes. Sugerem-se gramíneas como: Pensacola (Paspalum saurae), Missioneira (Axonopus x araujoi), Hermatria (Hermathria altissima), Estrela Africana (Cynodon nlemfuensis), Bermuda (Cynodon dactylon), Quicuio (Pennisetum clandestinum) e Coast Cross (Cynodon dactylon cv. coast cross). No inverno, principalmente nas áreas com pouca cobertura vegetal, deve-se realizar semeadura superficial de forrageiras como a aveia, o azevém e a viça (ervilhaca). O consórcio de gramíneas adaptadas regionalmente pode ser uma alternativa.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 33
Ano: 1998
-
A melhor forma é isolá-las com fios eletrificados que passam por três sarrafos fincados ao redor do tronco e conectados à cerca elétrica por uma extensão. Nas árvores maiores, que já não crescem mais, pode-se enrolar fios de arame farpado em volta do tronco, até uma altura de 60 cm.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 42
Ano: 1998
-
Sim, desde que em piquetes cercados, tomando-se os devidos cuidados para a preservação do solo e proporcionando alimentação adequada, em cochos, pois a pastagem não supre as exigências nutricionais dos animais.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 26
Ano: 1998
-
Sim. O cachaço permanece durante toda sua vida produtiva em piquete próprio, com cabana, sombreador (se não houver sombra natural: árvores, por exemplo), comedouro e bebedouro. Normalmente, o piquete do cachaço fica próximo ao das fêmeas, para que estas sejam estimuladas, olfativa e visualmente, a entrarem em cio e a cobertura ocorra o mais rápido possível.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 38
Ano: 1998
-
O tempo de ocupação dos piquetes deve ser o que permita a manutenção constante da cobertura vegetal do solo e sua recuperação rápida.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 47
Ano: 1998
-
Sugere-se a colocação de fios de arame eletrificados (corrente alternada) nos piquetes de cobertura, pré-gestação, gestação e maternidade a 35 cm e 60 cm do solo.
A creche deve ser cercada com tela metálica de arame galvanizado, malha 4 ou 5, e na parte interna do piquete deve ser colocado um fio de arame eletrificado, a 10 cm do solo e da tela.
A distância entre as estacas varia de 6 m a 9 m, sendo essencial assegurar uma boa tensão dos fios (fios bem esticados).
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 50
Ano: 1998
-
É recomendável dispor de um aparelho de reserva. Ou então consertar o existente ou comprar um novo.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 43
Ano: 1998
-
Sim. Por exemplo, o Landrace e o Large White que apresentam boa produção e produtividade. Porém, como esse sistema é orientado sobretudo à produção de animais para abate, é importante o aproveitamento da heterose ou vigor híbrido pela utilização de reprodutores híbridos também chamados mestiços, oriundos de cruzamentos entre diferentes raças.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 44
Ano: 1998
-
O cachaço deve ser alimentado com 2,5 kg a 3 kg de ração de gestação, distribuídos em duas refeições diárias. A fim de estimular o aparecimento do cio nas fêmeas, o cachaço deve ser conduzido, duas vezes ao dia, com o auxílio de uma tábua de manejo, ao piquete das fêmeas, onde permanecerá por quinze minutos a cada vez. Esse manejo deve ser acompanhado pelo produtor (ou responsável pela criação) a fim de identificar as fêmeas que estão no momento propício de cobertura.
O produtor deve manter o cachaço sob constante observação a fim de identificar e tratar possíveis miíases (bicheiras), problemas nos cascos ou outros distúrbios.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 39
Ano: 1998
-
No esquema a seguir, apresentam-se as dimensões da cabana individual de maternidade usada no Siscal da Embrapa Suínos e Aves.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 30
Ano: 1998
-
Essas áreas devem ser cercadas com fios eletrificados para o replantio das forrageiras, e assim mantidas até que as forrageiras estejam completamente formadas.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 34
Ano: 1998
-
O sistema de manejo contínuo (SMC) é aquele em que suínos de diferentes idades são mantidos na mesma instalação ocorrendo, inclusive, transferências de novos lotes para as baias sem que sejam feitas limpeza e desinfecção prévias. Nessas condições, os animais mais velhos acumulam e transferem uma flora microbiana para os mais novos perpetuando, assim, os agentes infecciosos nas instalações e tornando difícil a manutenção de um nível de infecção abaixo do limiar crítico.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 53
Ano: 1998
-
Para matrizes em gestação e lactação e para reprodutores, utilizam-se 800 m2 por animal. Para leitões na creche, utilizam-se 70 m2 por animal.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 46
Ano: 1998
-
Nos sistemas de confinamento total, os principais gases nocivos existentes são: amônia, sulfeto de hidrogênio, dióxido de carbono e metano. Os odores são produzidos pela amônia, sulfeto de hidrogênio e por outros compostos orgânicos resultantes da decomposição da matéria orgânica do esterco. Embora os maus odores por si só não possam provocar doenças, eles geram certo desconforto em pessoas. A inalação de grandes concentrações de gases nocivos emitidos pelo esterco animal pode provocar a morte de pessoas e animais.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 59
Ano: 1998
-
Não. Na gestação, deve-se aumentar o consumo de água da fêmea para aumentar a frequência de micções, o que diminui a probabilidade de infecções urinárias.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 96
Ano: 1998
-
No período anterior à cobrição, o nível nutricional deve ser elevado em especial para as fêmeas desmamadas e que apresentaram alta perda de peso durante a lactação. Nesse caso, é necessário que a ração seja a mesma da lactação, fornecida à vontade até um consumo máximo de 5 kg/dia.
Durante o cio, a matriz deve receber 2 kg/dia de ração de gestação.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 99
Ano: 1998
-
Leitoas de reposição que não apresentarem cio até os sete meses de idade; fêmeas que não apresentarem cio até 30 dias após o desmame; fêmeas que retornarem ao cio duas vezes consecutivas; fêmeas com dois partos consecutivos com menos de sete leitões nascidos vivos; fêmeas que apresentarem problemas graves de aprumo antes da cobrição.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 143
Ano: 1998
-
A utilização de sêmen fresco (sem ter passado por qualquer processo de conservação), em geral é feita sem diluição e imediatamente após ter sido colhido. É possível manter o sêmen a 37 °C ou à temperatura ambiente por duas ou três horas, no máximo, antes de sua aplicação. A inseminação com um ejaculado de sêmen fresco permite inseminar três fêmeas, no máximo, sendo um recurso utilizado em situações em que o número de machos é insuficiente para a quantidade de fêmeas em cio, em dado momento. No entanto, esse método não é o mais recomendado.
A técnica mais viável do ponto de vista biológico e econômico é a inseminação com sêmen resfriado, que vem crescendo em importância no país. O sêmen é armazenado à temperatura de +15 °C a +18 °C.Na preparação do esperma refrigerado, é necessário utilizar a taxa de diluição apropriada, um diluente adequado e empregar velocidade lenta de resfriamento, a fim de não alterar a fertilidade.
Os diluentes de sêmen contêm tampões e nutrientes para as células espermáticas. Os tampões controlam as mudanças eventuais no pH e os nutrientes são utilizados pelos espermatozoides. A adição de antibióticos no diluidor, para controlar uma eventual proliferação bacteriana, também é prática nos centros de inseminação artificial suína. A tecnologia de resfriamento de sêmen permite fracionar um ejaculado suíno em dez ou 15 doses, cada uma com 3 bilhões de espermatozoides. Os resultados das taxas de parição e de leitões nascidos vivos são similares aos da monta natural.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 138
Ano: 1998
-
A técnica de congelamento de sêmen de cachaço é mais complexa que a refrigeração devendo a dose conter maior número de espermatozoides. Os resultados de fertilidade alcançados até o momento resultam em taxas de parto de 20 a 30% inferiores e tamanho da leitegada de dois a três leitões a menos, quando comparados aos resultados do sêmen resfriado. Esses resultados ainda não justificam sua utilização na rotina da inseminação das granjas. O congelamento de sêmen é realizado com animais de alto valor comercial em que o mais importante é a transferência do material genético e não os níveis ótimos de fertilização e de fecundidade.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 139
Ano: 1998
-
É a idade. Apesar de alguns machos apresentarem boas condições de reprodução aos seis meses de idade, o ideal é utilizá-los a partir dos sete.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 140
Ano: 1998
-
A castração deve ser feita entre 30 e 40 dias antes do abate, para evitar a presença do odor sexual e o sabor característico na carne. A castração somente é possível com anestesia e requer habilidade e cuidados cirúrgicos.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 141
Ano: 1998
-
A IA é de realização simples e prática, mas exige treinamento adequado. Para a realização da IA são utilizados catéteres ou pipetas que podem ser descartáveis ou reutilizáveis. No Brasil, são mais utilizadas as pipetas reutilizáveis de borracha, do tipo Melrose, que simulam o pênis do cachaço, e que têm grande durabilidade. As pipetas de IA vêm esterilizadas do laboratório, junto com o sêmen, acondicionadas em sacos de plástico ou envolvidas em papel de embrulho.
Para a IA são recomendadas as seguintes atividades:
- Fazer a limpeza a seco da vulva com papel higiênico, preferencialmente estéril.
- Cortar a ponta do adaptador do frasco de sêmen (bisnaga).
- Retirar a pipeta do plástico ou papel.
- Umedecer a ponta da pipeta com algumas gotas de sêmen.
- Abrir os lábios vulvares com o dedo indicador e polegar da mão esquerda e com a direita introduzir a pipeta de IA na vulva na direção dorso-cranial (levemente dirigida para cima e para a frente), com leves movimentos de rotação para a esquerda, até ser fixada pela cérvix.
- Adaptar o frasco à pipeta e introduzir o sêmen, fazendo leve pressão sobre o frasco durante um período mínimo de quatro minutos.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 136
Ano: 1998
-
A ração a ser fornecida varia de acordo com a idade de desmame dos leitões. A seguir, apresenta-se uma opção, entre as várias existentes, baseada em milho e farelo de soja, com os ingredientes especiais a serem adicionados e respectivas dosagens listados por idade de desmame:
Desmame aos 17 dias de idade:
- Dieta 1 – Para leitões com peso vivo entre 2,5 kg e 5,5 kg: 18% a 25% de lactose, 7% a 10% de plasma suíno spray-dried, 6% de gordura, 1% a 2% de farinha de sangue spray-dried ou 3% a 6% de farinha de peixe, sendo esta dieta peletizada.
- Dieta 2 – Para leitões com peso vivo entre 5,5 kg e 7,5 kg: 15% a 25% de lactose, 2% a 3% de plasma suíno spray-dried, 2% a 3% de farinha de sangue spray-dried ou de farinha de peixe e 3% a 5% de gordura, na forma peletizada ou farelada.
- Dieta 3 – Para leitões com peso vivo entre 7,5 kg e 12,5 kg: 10% de soro de leite em pó, 2% a 3% de farinha de sangue spray-dried ou farinha de peixe e 0% a 3% de gordura, na forma farelada.
- Dieta 4 – Para leitões com peso vivo entre 12,5 kg e 25 kg: não se adiciona nenhum ingrediente especial à ração baseada em milho e farelo de soja.
Alguns dos ingredientes mencionados nas dietas acima ainda são difíceis de serem obtidos no mercado brasileiro, como os produtos de sangue spray-dried. Nesse caso, podem ser substituídos por outros, como o leite em pó desnatado.
Desmame com 18 a 24 dias de idade (média de 21 dias):
- Dieta 1 – Para ser fornecida durante a fase de aleitamento, até 35 dias de idade em média: 20% a 25% de soro de leite em pó, 5% a 10% de leite em pó desnatado ou outra fonte de proteína de origem animal (plasma suíno spray-dried ou farinha de peixe de boa qualidade) e 2% a 3% de óleo bruto de soja (dispensável no caso de se incluir 15% a 20% de soja integral extrusada).
- Dieta 2 – Para ser fornecida a leitões com idade média entre 35 e 49 dias: 10% de soro de leite em pó e 1% a 3% de óleo bruto de soja.
- Dieta 3 – Para ser fornecida a leitões com idade média entre 49 e 63 dias de idade: sem inclusão de produtos lácteos ou outros ingredientes especiais.
Desmame com 25 a 30 dias de idade (média de 28 dias):
- Dieta 1 – Para ser fornecida durante a fase de aleitamento até quatorze dias após o desmame: 15% a 20% de soro de leite em pó e 1% a 3% de óleo de soja.
- Dieta 2 – Para ser fornecida até o final da fase de creche: sem a inclusão de produtos lácteos ou outros ingredientes especiais.
Desmame com 35 dias de idade:
- Dieta 1 – Para ser fornecida durante a fase de aleitamento até 49 dias de idade: 10% de produtos lácteos e 1% a 2% de óleo de soja.
- Dieta 2 – Para ser fornecida até o final da fase de creche: sem inclusão de produtos lácteos ou outros ingredientes especiais.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 144
Ano: 1998
-
A digestibilidade de um alimento significa o quanto do alimento ingerido pelo suíno foi efetivamente absorvido no intestino. É influenciada por diversos fatores como teor de fibra bruta, nível de ingestão de alimento, grau de moagem e processamento térmico que o alimento tenha sofrido.
Cada categoria animal tem uma exigência específica em termos de digestibilidade da ração que ingere. Valores abaixo da digestibilidade mínima admitida podem reduzir o desempenho do animal.
Categoria Animal Tipo de ração Digestibilidade (%) adequada Leitão Pré-inicial 82 a 86 Inicial 78 a 82 Recria Crescimento 78 a 82 Terminação 76 a 80 Reposição Ração reposição: para fêmeas 74 a 78 para machos 76 a 80 Matrizes Gestação até 80 dias 60 Gestação último mês 70 Lactação 78 a 82 Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 153
Ano: 1998
-
A quantidade a ser fornecida por dia pode ser à vontade (com a utilização de comedouros automáticos) mas controlada, fornecendo-se quantidade equivalente ao consumo à vontade, ou restrita, com o fornecimento de quantidade menor que o consumo à vontade. O consumo médio à vontade, na fase de crescimento, é de aproximadamente 1,9 kg e na fase de terminação, de 3,1 kg por suíno/dia.
Para consumo controlado em quantidade semelhante ao consumo à vontade, pode-se fornecer as seguintes quantidades diárias, de acordo com o aumento do peso vivo:
Peso vivo do suíno (kg) N° de dias de fornecimento Quantidade de ração (kg) 25-35 15 1,5 35-45 15 1,9 45-55 15 2,2 55-65 12 2,6 65-75 12 2,9 75-85 12 3,2 85-95 12 3,5 Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 148
Ano: 1998
-
As tabelas abaixo apresentam os níveis mínimos de nutrientes que devem ser utilizados nessas fases, para fornecimento à vontade.
Fase de crescimento
Nutrientes Animais de alto padrão genético Animais de baixo padrão genético Fêmea Macho castrado Macho castrado e fêmea Energia metabolizável (kcal/kg) 3.300 3.280 3.250 Proteína bruta (%) 15 15 14 Lisina (%) 0,90 0,80 0,75 Metionina (%) 0,27 0,24 0,23 Metionina + cistina (%) 0,56 0,50 0,46 Triptofano (%) 0,16 0,14 0,13 Treonina (%) 0,60 0,53 0,50 Cálcio (%) 0,72 0,72 0,60 Fósforo total (%) 0,60 0,60 0,50 Fósforo disponível (%) 0,28 0,28 0,23 Sódio (%) 0,15 0,15 0,15 Fase de terminação
Nutrientes Animais de alto
padrão genéticoAnimais de baixo
padrão genéticoFêmea Macho castrado Macho castrado e fêmea Energia metabolizável (kcalAg) 3.300 3.280 3.250 Proteína bruta (%) 14 13,5 13 Lisina (%) 0,74 0,69 0,60 Metionina (%) 0,22 0,20 0,18 Metionina + cistina (%) 0,48 0,45 0,39 Triptofano (%) 0,14 0,13 0,11 Treonina (%) 0,52 0,48 0,42 Cálcio (%) 0,60 0,60 0,50 Fósforo total (%) 0,48 0,48 0,40 Fósforo disponível (%) 0,18 0,18 0,15 Sódio (%) 0,15 0,15 0,15 Os níveis utilizados para os machos de alto padrão genético podem ser utilizados também para os machos e fêmeas de médio padrão genético alimentados juntos.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 147
Ano: 1998
-
Normalmente, recomenda-se o fornecimento de ração pré-inicial aos leitões a partir do sétimo dia, em comedouros na maternidade, até quatorze dias após o desmame.
Para leitões em mau estado nutricional ou muito fracos ao desmame, pode-se estender o fornecimento até 21 dias após o desmame.
Para leitões desmamados com 42 dias de idade ou mais, a troca de ração pré-inicial por inicial pode ser feita uma semana após o desmame, mas nunca ao mesmo tempo que o desmame.
A troca de ração pode ser feita de forma gradual, misturando-se proporções cada vez maiores de ração inicial com a pré-inicial, de forma que em três ou quatro dias a troca esteja completa.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 146
Ano: 1998
-
No preparo das rações, os seguintes cuidados devem ser seguidos:
- Usar fórmulas específicas para cada fase da criação – pré-inicial, inicial, crescimento, terminação, gestação e lactação – elaboradas por técnicos especializados ou que sejam indicadas nos rótulos dos sacos de concentrado e núcleos.
- Ler com atenção os rótulos dos produtos e seguir rigorosamente suas recomendações.
- Pesar cada ingrediente que entra na composição da ração conforme a quantidade indicada na fórmula. O uso de balanças é indispensável, pois garante o melhor controle no preparo das rações.
- Misturar previamente o núcleo contendo minerais e vitaminas, antibióticos e outros aditivos com cerca de 20 kg de milho moído, ou outro grão moído, antes de adicioná-lo aos outros ingredientes da mistura.
- Usar misturadores sempre que possível. A mistura manual de ração não proporciona um produto uniforme e certamente trará perdas econômicas.
- Para facilitar a distribuição dos ingredientes no misturador, coloca-se primeiro o milho moído que, geralmente, é o ingrediente de maior quantidade da fórmula. Em seguida, o segundo ingrediente em quantidade e assim sucessivamente. O núcleo já diluído e pré-misturado com milho moído, ou outro grão moído, deve ser o último componente a ser colocado no misturador. Antes disso, porém, retira-se cerca de 50 kg do produto misturado de uma batida de 250 kg a 1.000 kg. Coloca-se então o núcleo diluído em milho no misturador. Finalmente, recoloca-se também os 50 kg.
- Tempo de mistura em misturador vertical deve ser de doze a quinze minutos após carregá-lo com todos os ingredientes. Misturas realizadas abaixo ou acima dessa faixa de tempo não são de boa qualidade, pois partidas diferentes da mesma batida apresentam diferentes quantidades de nutrientes, o que acarretará desuniformidade nos lotes e perdas econômicas para o produtor.
- A cada três minutos, aconselha-se abrir a boca de descarga do misturador de maneira que o material retido na boca seja misturado com o restante.
- Limpar sempre o misturador após o uso.
- Manter tulhas e silos sempre limpos e livres de restos de grãos que podem favorecer o crescimento de mofo e proliferação de ratos.
- Evitar que os sacos de núcleos e premixes sejam expostos à luz, umidade e calor.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 159
Ano: 1998