Resultados da busca
Exibindo 747 resultados encontrados
-
Os parasitos de importância econômica na criação de suínos são moscas, pulgas, carrapatos, mosquitos, piolhos e ácaros (sarna). Os mais sérios são os agentes da sarna sarcóptica e o piolho-do-suíno, considerados os principais parasitos externos dos suínos.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 292
Ano: 1998
-
Exceto em caso de surtos de doenças infecto-contagiosas, como a doença de Aujesky, leptospirose e a peste suína clássica, entre outras, a maioria das perdas de leitões após o nascimento, cerca de 70%, ocorre na primeira semana de vida. As causas são inúmeras, sendo a maioria de natureza não infecciosa, como o esmagamento e a inanição, ou seja, quando os leitões não se alimentam por falta de leite na matriz ou por exposição ao frio ou sangramento do umbigo. Os leitões mais fracos são os mais atingidos e representam cerca de 65% do total de perdas nesta fase. Leitegadas maiores tendem a apresentar maior taxa de mortalidade de leitões que nascem com baixo peso (leitões com 700 g de peso, ao nascer).
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 299
Ano: 1998
-
É o ato ou hábito de morder a cauda, orelha, flanco, umbigo ou vulva, com aparecimento de sangue.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 305
Ano: 1998
-
O canibalismo pode ser evitado adotando-se técnicas adequadas de criação, isto é, que preencham as exigências ambientais, nutricionais e de manejo dos animais, nas diferentes faixas etárias.
Em granjas onde ocorre canibalismo, é indispensável um exame minucioso para identificar e eliminar a causa. Para evitar o agravamento da situação, deve-se adotar os seguintes procedimentos:
- Retirar da baia os suínos com comportamento anormal (em geral o animal mais vigoroso é o que pratica o canibalismo).
- Retirar da baia os animais machucados e tratá-los.
- Colocar correntes ou pneus velhos dependurados na baia ou jogar palha ou talos fibrosos no chão para entreter os suínos.
- Disponibilizar espaço de acordo com a idade dos animais.
- Fornecer água limpa e fresca e ração à vontade.
- Verificar se a água e a ração estão fluindo no bebedouro e comedouro.
- Procurar a causa do comportamento anormal por meio de exame minucioso da granja.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 306
Ano: 1998
-
Quando atinge fêmeas em gestação não imunes, é uma virose que causa morte embrionária, mumificação e leitegadas de tamanho reduzido. A infecção por parvoviroses passa despercebida na maioria dos casos, tanto em animais jovens como adultos. Ocasionalmente apresenta febre. Muitas vezes o indício de infecção de parvoviroses numa granja manifesta-se nas falhas de reprodução de matrizes em gestação, que podem retornar ao cio, no nascimento de número reduzido de leitões, na presença de fetos mumificados e em fêmeas que se apresentam vazias na época do parto. É comum o aparecimento de fetos mumificados, de diferentes tamanhos. A infecção do macho é assintomática e não tem efeito sobre a qualidade do sêmen.
Fetos mumificados, em vários estágios de desenvolvimento, em conjunto com o nascimento de poucos leitões vivos, são fortes indicativos de parvovirose. Outros sinais observados são o retorno ao cio após 21 dias da cobrição e aumento no período de gestação (mais que 116 dias).
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 316
Ano: 1998
-
Em geral, os principais sinais clínicos relacionados com o aparelho urinário são o corrimento vulvar (mucoide, muco hemorrágico ou purulento) geralmente observado no final da micção, a presença de corrimento vulvar ressequido nos lábios vulvares ou na região da cauda. Os animais têm dificuldade para levantar-se, apresentam alterações no estado geral como inapetência, emagrecimento progressivo e anemia.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 315
Ano: 1998
-
Porque nesta fase é que os leitões são mais susceptíveis aos germes causadores de diarreia e também é onde se concentram vários fatores de risco que tornam o leitão mais vulnerável a essas enfermidades.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 295
Ano: 1998
-
Considera-se correta e suficiente uma aplicação subcutânea ou intramuscular única de 200 mg de ferro dextrano entre o terceiro e o sétimo dia de vida do leitão. Alguns produtores obtêm bons resultados aplicando-o nas primeiras 24 horas de vida dos leitões.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 301
Ano: 1998
-
As causas estão relacionadas a estímulos estressantes produzidos pelo meio ambiente ou por técnicas de manejo inadequadas que tornam o suíno incapaz de adaptar-se, isto é, de apresentar reações comportamentais normais. Nessas situações, os suínos podem apresentar vários tipos de comportamento anormal como vícios de sucção e canibalismo.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 303
Ano: 1998
-
A rinite atrófica progressiva (RAP) é uma doença contagiosa do trato respiratório superior, caracterizada por atrofia das conchas nasais. A doença pode afetar o desenvolvimento produtivo, ocasionando perdas econômicas. Essa doença está disseminada em todas as principais áreas de produção de suínos do País. A rinite atrófica progressiva é caracterizada clinicamente por espirros, formação de placas escuras nos cantos internos dos olhos, corrimento nasal seroso de muco purulento e encurtamento ou desvio lateral do focinho.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 317
Ano: 1998
-
Considerando-se que a RAP é uma doença multifatorial, alguns itens de manejo e ambiente devem ser considerados:
- Quando possível, adquirir animais de fontes reconhecidamente livres de RAP. O ideal é que a reposição dos reprodutores seja feita com animais do mesmo rebanho.
- Dentro do possível, manter o nível de reposição anual de matrizes abaixo de 30%. Dessa forma, pode-se tirar proveito do fato conhecido de que a imunidade aumenta com a idade.
- Prestar assistência aos partos e dispensar os cuidados rotineiros aos recém-nascidos (especialmente relevante é a orientação à primeira mamada, para garantir adequada ingestão de colostro).
- Conservar os diversos ambientes da criação, especialmente a maternidade e a creche, secos, ventilados e aquecidos.
- Fornecer aos animais ração balanceada.
- Evitar a superlotação e a mistura de lotes heterogéneos.
- Evitar o contato dos suínos com outros animais domésticos e silvestres.
- Seguir rigidamente as recomendações de limpeza e desinfecção.
- Adotar o sistema “todos dentro todos fora” para todas as fases de criação.
Dependendo do laboratório produtor de vacinas, os programas de vacinação recomendados variam de duas aplicações apenas nas matrizes (aos 70 e 90 dias de gestação) a programas mais complexos (nos quais, além das fêmeas, são vacinados também os leitões, em geral aos dez e 30 dias de vida).
Antes, porém, de implantar um programa de vacinação em determinado rebanho, deve-se determinar a importância da doença para esse rebanho.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 318
Ano: 1998
-
É impossível estabelecer uma regra geral para todos os rebanhos infectados. A forma de tratamento depende principalmente do tamanho do rebanho, do sistema de produção adotado, da finalidade da criação, do nível de infecção e das condições ambientais a que os suínos estão sujeitos. Se o rebanho estiver infectado, torna-se difícil eliminar o agente dos animais. Manter boas condições ambientais, evitar a superpopulação e a mistura de lotes no crescimento e na terminação, adotar manejo adequado e programas de limpeza e desinfecção podem prevenir a manifestação da doença.
O programa típico de vacinação recomendado pelos fabricantes nacionais inclui a vacinação das leitoas e matrizes duas vezes, no terço final da gestação. Os leitões devem ser vacinados com quatro semanas de idade, repetindo-se a vacinação três semanas mais tarde. Os machos devem ser vacinados a cada seis meses.
A erradicação da doença só é possível pela eliminação do rebanho e a repopulação com animais não infectados. O tratamento de animais doentes evita a mortalidade mas não impede a infecção.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 323
Ano: 1998
-
O animal deve ser descartado, pois sua carne não serve para consumo humano.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 325
Ano: 1998
-
A cada seis meses.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 326
Ano: 1998
-
Em caso de ocorrência, as autoridades do Ministério da Agricultura e do Abastecimento devem ser obrigatoriamente avisadas. É proibida a comercialização de animais oriundos de granjas infectadas, mas podem ser abatidos e sua carne consumida. Animais e sêmen importados ou destinados a feiras e exposições devem ter sua origem em planteis livres da doença e certificados pelo MAA.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 329
Ano: 1998
-
É uma doença infecciosa causada por uma bactéria denominada Haemophylus parasuis.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 330
Ano: 1998
-
A água da lâmina d’água pode induzir ao amolecimento do tecido córneo do casco e predispor a problemas de cascos, principalmente quando o piso é áspero.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 335
Ano: 1998
-
Sim. É uma doença de origem bacteriana que causa graves transtornos reprodutivos como abortos e endometrites em fêmeas. No macho, provoca orquites, perda da libido e infertilidade. As matrizes infectadas pelo macho durante a cobertura sofrem aborto, em média aos 35 dias de gestação. Nesse caso, o único sinal de brucelose no rebanho é o grande número de matrizes retornando ao cio entre cinco e oito semanas após a cobertura.
Leitoas não gestantes podem desenvolver endometrite quando infectadas, muitas vezes não ocorrendo sintomas, apenas irregularidade no ciclo estral. Mais tarde, por ocasião da cobertura, podem apresentar baixa concepção. Os machos podem permanecer infectados por vários anos e os que apresentam infecção nos órgãos genitais são disseminadores da doença.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 324
Ano: 1998
-
Em contato constante com a água, o tecido córneo do casco pode amolecer, predispondo-o a problemas de casco. A umidade originada pelas fezes e urina tem o mesmo efeito.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 336
Ano: 1998
-
Doença infecto-contagiosa que provoca lesões graves no pulmão e na pleura. As formas superaguda e aguda caracterizam-se por um quadro de pleuropneumonia exsudativa, fibrino-hemorrágica e necrótica não purulenta, ao passo que a forma crônica caracteriza-se por aderência da pleura e pericárdio e focos de necrose pulmonar encapsulada. É causada por um cobacilo gram-negativo, o Haemophyius (Actinobacillus) pleuropneumoniae.
Variáveis ambientais e de manejo, principalmente a superlotação, o frio, a presença de gases tóxicos e a mistura de animais atuam como fatores predisponentes e influenciam a severidade da doença no rebanho.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 322
Ano: 1998
-
A principal medida de controle é a eliminação da causa como a correção da irregularidade do piso, o uso de pisos ripados com estruturas uniformes e frestas adequadas à faixa etária e a adoção de práticas de higiene e desinfecção.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 337
Ano: 1998
-
É doença de origem metabólica que ocorre nos primeiros sete dias de vida do leitão. Caracteriza-se por falha na gliconeogênese e por taxas subnormais de glicose no sangue. O índice de mortalidade varia de 30 a 40%, podendo alcançar 100% em leitegadas individuais. Ocorre principalmente nos meses frios do ano, em criações que não fornecem condições adequadas de manejo e ambiente.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 340
Ano: 1998
-
Essa doença é causada por uma bactéria que provoca inflamação com formação de pus nas meninges. Por isso, a denominação correta é meningite e não encefalite, como é conhecida entre produtores.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 345
Ano: 1998
-
A prevenção contra a febre aftosa (FA) baseia-se em dois pontos:
- Evitar a introdução da doença; e
- Usar vacinas.
Em países livres de FA, é proibida a introdução de animais ou de produtos de origem animal de países afetados pela doença e são adotadas medidas especiais para minimizar o risco de sua entrada. Se ocorre um surto num país até então não afetado, a doença é erradicada através do abate dos animais afetados e expostos, da eliminação das carcaças pelo enterramento ou incineração e pela descontaminação das instalações.
Atualmente existem no mercado de produtos veterinários uma série de vacinas de dupla emulsão, com recomendação de uso para suínos. Antes de usar o imunógeno, deve-se atentar para a dose da bula, pois existem diferenças nas recomendações entre laboratórios. Pode ser também acionado o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que conta com um estoque estratégico de vacina de dupla emulsão no Centro Pan-americano de Febre Aftosa, no Rio de Janeiro. Elas têm sido usadas em focos de aftosa e no controle perifocal. No caso de ser necessário o uso da vacinação profilática em rebanhos suínos sujeitos a altos riscos de infecção, deve ser buscada orientação dos veterinários dos serviços oficiais de defesa sanitária. De maneira geral, a vacinação contra a FA só tem sido recomendada em casos de ocorrência de focos de infecção nas proximidades da granja de suínos.
O desenvolvimento da imunidade ocorre a partir do sétimo dia após a aplicação da vacina e os níveis imunitários permanecem estáveis por quatro meses.
O programa de vacinação profilático (raramente adotado) inclui a vacinação dos leitões destinados ao abate somente uma única vez, aos dois meses de idade, e dos reprodutores a cada quatro meses. A vacinação das fêmeas no final do período de gestação deve ser evitada, pois a vacina pode atuar negativamente sobre a resistência dos leitões.
Um programa de vacinação emergencial ou estratégico (perifocal) prevê a vacinação de todos os leitões com idade superior a 21 dias e da totalidade dos reprodutores do plantel.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 359
Ano: 1998
-
Teores de umidade superiores a 13% nos grãos permitem o crescimento e a multiplicação dos fungos, que se aceleram com o aumento do teor de umidade. A temperatura ótima para crescimento dos fungos está entre 25 °C e 30 °C. Abaixo dos 5 °C não há crescimento da maioria dos fungos. A temperatura máxima está entre 40 e 45 °C para o crescimento de alguns tipos de fungos e até 55 °C para outros.
As flutuações de temperatura no interior dos silos que armazenam matérias-primas, provocam a formação de bolsões de umidade, criando também condições favoráveis ao desenvolvimento dos fungos.
Outro aspecto é a presença de grãos quebrados, de insetos e roedores o que danificam os grãos, deixando exposta a parte amilácea, facilitando assim a contaminação por fungos. Silos contaminados com fungos, com teias de aranha e resíduos de poeira, se não forem limpos e desinfetados antes de serem utilizados, contaminarão o material ali armazenado.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 362
Ano: 1998
-
Pode atacar suínos desde a fase de aleitamento até a de terminação. Os animais afetados apresentam tonteira, febre alta, juntas inchadas e dificuldade no andar. Se não forem tratados quando aparecerem os primeiros sintomas, geralmente a doença causa morte.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 346
Ano: 1998
-
Sim. A febre aftosa dissemina-se por contato entre suínos doentes e sadios, por produtos de origem animal contaminados (carne e leite), pelo ar contaminado, por transferência mecânica, por veículos e pássaros. Outros animais doentes, principalmente os bovinos, facilmente transmitem a febre aftosa para os suínos.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 357
Ano: 1998
-
É uma doença infecciosa, causada por bactérias do gênero Salmonella, que atinge principalmente suínos jovens. Na fase aguda, pode ocorrer morte súbita ou sintomas como temperatura corporal elevada (de 40,5 °C a 41,5 °C), queda de apetite, dificuldade de locomoção, enfraquecimento e tendência a se amontoar e ocasionalmente diarreia. A maioria dos animais morre entre um e quatro dias após o aparecimento dos sintomas. A recuperação é rara. A fase crônica tem início com aumento da temperatura corporal, seguida de queda de apetite e diarreia, fezes líquidas, mal cheirosas, amarelo-esverdeadas e sanguinolentas. Na maioria das vezes, a infecção é provocada pela ingestão de alimentos contaminados.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 351
Ano: 1998
-
Algumas doenças que causam infecção no sangue (septissemia) podem provocar morte súbita em leitões e em suínos na fase de crescimento e terminação. Às vezes, a colibacilose neonatal também provoca morte de leitões com até três dias de idade em menos de seis horas. A doença do edema também pode provocar morte rápida de leitões na fase de creche. Em suínos em fase de crescimento e terminação, uma causa de morte súbita é a torção do mesentério. Nesses casos, é sempre importante contactar o veterinário para diagnóstico.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 348
Ano: 1998
-
Vários animais mancando pode ser o primeiro sinal de febre aftosa. Temperatura elevada e aparecimento de aftas esbranquiçadas de aproximadamente 1 cm de diâmetro no dorso da língua e no focinho, que podem romper-se formando úlceras. As vesículas também podem aparecer nas tetas, entre os cascos e na coroa do casco. A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 358
Ano: 1998
-
Deve-se eliminar ou isolar os animais doentes, utilizar rações balanceadas produzidas com matérias-primas livres de Salmonella sp., manter programa de limpeza, desinfecção e manejo adequado da granja, isto é, “todos dentro todos fora” e vazio sanitário. Os lotes de leitões de diferentes procedências devem ser tratados separadamente e não misturados. Granjas de ciclo completo devem adquirir reprodutores somente de granjas comprovadamente livres de salmonelose. Evitar superlotação das instalações.
Os esquemas de vacinação propostos pelos fabricantes nacionais variam. Em geral, é recomendada uma vacinação da matriz no último mês de gestação, vacinação dos leitões entre quinze e 30 dias de idade e uma vacinação anual dos animais adultos.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 352
Ano: 1998
-
Aflatoxinas são toxinas produzidas por fungos do gênero Aspergillus. A mais importante é a aflatoxina B1, por ser mais toxigênica e abundante. A ingestão de alimentos contaminados por essa toxina, causa a doença chamada aflatoxicose.
A aflatoxicose pode ocorrer em todos os animais, especialmente patos e perus jovens, suínos em crescimento e terminação, fêmeas em gestação e animais lactantes.
Seus efeitos tóxicos levam à inibição mitótica, imunodepressão, carcinogênese e defeitos congênitos. O órgão mais afetado é o fígado, que sofre alterações na absorção de lipídeos, apresentando-se pálido, amarelo, friável, com aspecto gorduroso e com pequenas áreas hemorrágicas. A aflatoxina também interfere na absorção de proteínas, vitaminas e minerais em virtude do comprometimento de diversos sistemas enzimáticos. Os animais apresentam também imunodepressão humoral e celular, resultando em baixa resposta imunológica a vacinações e aumento da susceptibilidade a doenças infecciosas.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 363
Ano: 1998
-
Os principais sintomas da intoxicação por aflatoxinas são perda do apetite, icterícia (mucosas amarelas), redução do crescimento e, nos casos mais graves, hemorragias subcutâneas e morte. Devido a seu efeito imunodepressivo, geralmente também aumenta a ocorrência de outras doenças no rebanho.
Algumas doenças podem ser confundidas com essa intoxicação, como a leptospirose, a peste suína e a intoxicação por metais pesados, que devem ser levadas em conta no diagnóstico. Os sintomas clínicos de aflatoxicose no suíno variam em função da quantidade da toxina ingerida, conforme segue:
- A ingestão de níveis menores que 100 ppb (partes por bilhão) não leva à apresentação de sinais clínicos, mas o abate revela presença de resíduos da toxina no fígado do animal.
- A ingestão de 200 ppb a 400 ppb resulta em disfunção hepática e imunodepressão.
- A ingestão de 400 ppb a 800 ppb leva à redução do crescimento, diminuição do consumo de alimento, icterícia, hipoproteinemia e pelo arrepiado.
- Níveis de 1.200 ppb a 2.000 ppb induzem a icterícia, hemorragias subcutâneas, coagulopatia, depressão, anorexia e algumas mortes.
- Mais de 2.000 ppb resultam em insuficiência hepática, hemorragias e morte em três a dez dias.
- Fêmeas que ingerem de 500 ppb a 750 ppb durante a lactação apresentam aflatoxina no leite, comprometendo assim o desenvolvimento dos leitões lactentes.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 364
Ano: 1998
-
De todas as micotoxinas produzidas pelos fungos sobre os alimentos, a Zearalenona é a que mais afeta o sistema reprodutivo, por apresentar atividade estrogênica. A Zearalenona é produzida por várias espécies de Fusarium que invadem os grãos ainda no campo antes da colheita do produto.
O suíno é a espécie mais sensível à Zearalenona. Embora essa toxina tenha efeito em animais de todas as idades, as fêmeas com três a quatro meses de idade são as mais atingidas. Quando ingerida pelos suínos, a Zearalenona provoca principalmente problemas reprodutivos como morte embrionária e fetal, mumificação, abortos e redução da fertilidade de machos e fêmeas.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 365
Ano: 1998
-
Os sintomas de intoxicação de suínos por ingestão de alimentos contaminados por zearalenona variam em função da quantidade de toxina ingerida. Níveis de 1 ppm a 30 ppm (partes por milhão) são suficientes para provocar sintomas de intoxicação. Os principais são: as fêmeas apresentam vulva inchada, dando impressão de que estão no cio. Suínos jovens, tanto machos como fêmeas, mostram mais saliência dos mamilos. Em fêmeas em idade reprodutiva, pode ocorrer retorno ao cio, falsa gestação e anestro. Fêmeas intoxicadas durante a gestação podem abortar ou parir leitões mortos, mumificados ou vivos, mas com os membros abertos e com edema de vulva. Em cachaços, ocorrem sinais de feminilização, podendo reduzir a o fertilidade e a libido.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 366
Ano: 1998
-
A presença de micotoxina no alimento não está diretamente associada à presença de fungos, pois pode haver presença de fungos sem que haja produção de toxinas e estas podem permanecer no alimento mesmo após o desaparecimento do fungo.
Alimentos contaminados por fungos podem ser avaliados pelo exame visual dos grãos ou com o uso de raio ultravioleta (black light). Este último método é válido somente para grãos contaminados com fungos do gênero Aspergillus. Esses métodos são muito utilizados em locais de compra e recebimento de grãos graças a sua rapidez. Contudo, é impreciso e não é quantitativo.
Para o diagnóstico de micotoxinas, os métodos mais utilizados são: Elisa (ensaio imunoenzimático), cromatografia de camada delgada (TLC) e cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC). O Elisa é muito utilizado, pois é de fácil manejo, rápido e seu custo não é alto. Já o teste de cromatografia é uma técnica sofisticada e requer equipamentos caros, o que dificulta sua utilização.
O HPLC é usado como método-padrão para a confirmação das análises realizadas por TLC e Elisa. É importante salientar que a maior dificuldade na determinação das micotoxinas de um lote de alimento ou ração está na amostragem porque o lote é normalmente grande e a contaminação não é homogênea. Portanto, os resultados dependem de uma boa amostragem.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 367
Ano: 1998
-
Suínos Duroc, com mais de três anos de idade, podem atingir peso vivo superior a 300 kg. O mesmo pode acontecer com machos das raças Landrace e Large White.
Capítulo: Melhoramento Genético Animal
Número da Pergunta: 370
Ano: 1998
-
Suínos para abate devem apresentar excelente rendimento de carne e baixa quantidade de gordura na carcaça. Rendimentos de 50% de carne são normalmente aceitáveis. Quanto maior o rendimento de carne, porém, melhor o aproveitamento industrial da carcaça, menor a sobra de gordura (banha) e, nos abatedouros onde há tipificação de carcaças, quanto maior o rendimento de carne maior é a bonificação recebida pelo produtor. Para obter carcaças com mais de 50% de carne, o criador deve usar animais melhorados geneticamente e utilizar rações que beneficiem a produção de carne. Dificilmente esse rendimento será alcançado com animais de raças nacionais, que não deixam de ser úteis nas criações de fazendas onde não há preocupações com a quantidade de gordura na carcaça.
Capítulo: Melhoramento Genético Animal
Número da Pergunta: 378
Ano: 1998
-
A melhor raça para abate depende do que se quer produzir. Se o objetivo é produzir carme, deve-se usar machos Duroc, Landrace ou Large White, em cruzamento com fêmeas F-1 da combinação entre Large White e Landrace. Para produção de banha, devem-se usar suínos das raças nacionais Piau, Nilo, Caruncho e outros.
De modo geral, as raças Duroc, Landrace e Large White se adaptam bem a todas as regiões brasileiras. Para produzir bem, os animais também precisam de conforto, devendo-se protegê-los dos ventos frios, na região Sul, e do excesso de calor, nas regiões Centro Oeste, Norte e Nordeste.
Capítulo: Melhoramento Genético Animal
Número da Pergunta: 380
Ano: 1998
-
Os suínos (Sus scrofa) originaram-se do javali europeu (Sus scrofa ferus) e do javali asiático (Sus indicus), sendo utilizados como animais domésticos há mais de 5.000 anos.
Capítulo: Melhoramento Genético Animal
Número da Pergunta: 386
Ano: 1998