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  • O soro de leite integral pode ser fornecido aos suínos nas diferentes fases, misturado à ração, nas quantidades indicadas nas tabelas abaixo e de acordo com o peso vivo do suíno.

    Proporções diárias de ração (kg) e soro de leite integral (litros) para suínos em crescimento e terminação

    Peso vivo suíno (kg) 100% ração 80% ração/20% soro 70% ração/30% soro
    ração soro ração soro
    25-35(1) 1,50 1,20 4 1,05 7
    35-45(1) 1,90 1,50 6 1,35 8
    45-55(1) 2,20 1,75 7 1,55 10
    55-65(2) 2,60 2,10 8 1,80 12
    65-75(2) 2,90 2,30 9 2,05 13
    75-85(2) 3,20 2,55 10 2,25 14
    85-95(2) 3,50 2,80 11 2,45 15

    (1) Número de dias de fornecimento: 15

    (2) Número de dias de fornecimento: 12

    Até 55 kg de peso vivo, a ração fornecida com soro deve conter no mínimo 15% de proteína, 0,82% de lisina, 0,70% de cálcio e 0,60% de fós­foro total. Dos 55 kg de peso vivo até o abate, a ração deve conter 13% de proteína, 0,60% de lisina, 0,60% de cálcio e 0,50% de fósforo total.

    O premix de vitaminas e microminerais deve ser aumentado na mesma proporção da substituição da ração por soro. Por exemplo, se o soro substitui 30% da dieta, o premix deve ser aumentado em 30%.

    Proporções diárias de ração (kg) e soro de leite integral (litros) para matrizes em gestação

    Dias de gestação 100% ração 75% ração/25% soro 50% ração/50% soro
    ração soro ração soro
    1-90 2,00 1,50 7 1,00 14
    91-105 2,50 1,90 9 1,25 18
    106 2,50 2,00 7 1,50 14
    107 2,50 2,10 6 1,75 11
    108 2,50 2,20 4 2,00 7
    109 2,50 2,30 3 2,25 4
    110-114 2,50 2,40 2 2,40 2

    A ração fornecida com soro até o 105° dia de gestação deve conter 12% de proteína, 0,43% de lisina, 1,0% de cálcio e 0,80% de fósforo total. Do 106° dia até o parto, deve ser fornecida ração com 13% de proteína, 0,47% de lisina, 0,75% de cálcio e 0,60% de fósforo.

    O premix de vitaminas e microminerais deve ser aumentado na mes­ma proporção da substituição da ração por soro de leite, como indicado para animais em crescimento e terminação.

    Outra forma de fornecimento é dar ambos, ração e soro, à vontade, em comedouros separados.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 234

    Ano: 1998

  • A composição da semente de milheto (Penisetum americanum, Schum) é a seguinte: 3.250 kcal de energia digestível, 12,20% de proteína bruta, 6,4% de fibra bruta, 0,05% de cálcio, 0,28% de fósforo, 0,40% de lisina, 0,35% de metionina + cistina e 0,1 5% de triptofano.

    Seu conteúdo de energia, devido ao alto teor de fibra, é inferior ao conteúdo de energia do milho. Isso limita sua utilização na alimentação de suínos. No entanto, quando se utilizam ingredientes com alto nível de ener­gia como a soja integral tostada ou extrusada, óleo bruto de soja ou gordura animal para equilibrar o nível de energia da dieta, a semente de milheto pode ser utilizada sem limite na ração dos suínos em qualquer fase. Porém, quando não é utilizado nenhum ingrediente de alta energia para equilibrar o nível de energia da dieta, a utilização da semente de milheto reduz o desempenho dos suínos, sendo essa redução tanto maior quanto maior for o nível de utilização do milheto.

    No caso de matrizes em gestação, não é necessário suplementar com ingredientes de alta energia, mas deve-se aumentar a quantidade de ração diária a fim de garantir o consumo mínimo de energia de que necessitam.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 231

    Ano: 1998

  • As pastagens destinadas aos suínos devem ser constituídas de forrageiras tenras e macias. A constituição do aparelho digestivo do suíno não lhe permite aproveitar bem as forragens grosseiras e fibrosas com alto teor de celulose e lignina.

    Os capins grosseiros ou que em seu período vegetativo tardio se tor­nam fibrosos e endurecidos, não devem ser empregados nas pastagens para suínos. Incluem-se, nesse caso, o capim-gordura (Melinis minutiflora), o jaraguá (Hyparhenia rufa), o capim-guiné (Panicum maximum) e o capim-elefante (Penisetum purpureum).

    Para a formação de pastagens é necessário considerar as leguminosas e gramíneas. As leguminosas, por sua riqueza em proteína e minerais, são indicadas como as melhores pastagens para suínos, como por exemplo a alfafa. Nas regiões onde essa leguminosa não oferece facilidades de pastoreio, o suinocultor pode cultivá-la para corte, adicionando-a à ração tanto na forma verde quanto fenada. Nessas regiões, as gramíneas são as forrageiras indicadas para pastoreio por serem fáceis de formar e melhor resistirem ao pisoteio. As pastagens de gramas ou gramíneas de porte redu­zido devem ser preferidas por vários motivos:

    • Cobrem o terreno formando um tapete de proteção contra a erosão, aspecto importante em terrenos declivosos.
    • Conservam as folhas tenras e macias durante todo o período vegetativo.
    • Seu sistema radicular garante maior resistência ao pisoteio.

    Na formação de pastos gramados para suínos, deve-se adotar o crité­rio geral de só utilizá-los depois de bem formados.

    As gramíneas mais aconselháveis são grama-de-burro, capim-bermudas, quiquio (Pennisetum clandestinum), grama-forquilha (Paspalum notatum) e capim-rhodes (Chloris gayana).

    Outras pastagens desenvolvidas recentemente, como as do gênero cynodon, devem ser melhor avaliadas.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 239

    Ano: 1998

  • Existem essencialmente três formas de arraçoar suínos com alfafa:

    • Alfafa-fresca recém-cortada.
    • Silagem de alfafa.
    • Feno de alfafa moído e misturado à ração.

    A composição nutricional varia em função do teor de matéria seca e de fibra bruta, que depende do estágio vegetativo em que é feito o corte para silagem, feno ou arraçoamento.

    Composição nutricional de feno de alfafa e de alfafa fresca

    Parâmetro Alfafa fresca Feno de alfafa
    Teor de Proteína
    antes da florada depois da florada >19% PB 17% a 19% 15% a 17%
    Matéria seca (%) 17,6 19,3 90,2 90,6 90,7
    Digestibilidade da matéria orgânica (%) 75 63 64 54 50
    Fibra bruta (%) 3,1 4,6 21,9 23,8 25,7
    Proteína bruta (%) 4,6 4,3 20,7 17,8 16,1
    Proteína digestível (%) 3,7 3,0 13,8 9,0 8,1
    Energia metabolizável (kcal/kg) 437 399 12.938 1.577 1.434
    Lisina (%) 0,2 0,23 1,01 0,87 0,79
    Metionina + cistina (%) 0,09 0,09 0,48 0,45 0,40
    Cálcio (%) 0,33 0,36 1,80 1,83 1,40
    Fósforo (%) 0,05 0,06 0,26 0,29 0,25
    Sódio (%) 0,01 0,01 0,07 0,17 0,07

    A forma fresca deve ser fornecida em complementação à ração. O feno de alfafa, por ter maior teor de fibra bruta, é mais indicado para suínos adultos. Mas, por ter baixo teor de energia metabolizável, sua adição à ração de lactação deve ser baixa, conforme tabela a seguir.

    Fase Nível máximo de adição (%)
    Pré-inicial 0
    Inicial 0
    Crescimento 10
    Terminação 10
    Reposição 20
    Gestação até 80 dias 50
    Gestação de 80 a 113 dias 10
    Lactação 5

    A silagem de alfafa é indicada para matrizes em gestação e lactação. A presença do ácido láctico, produzido no processo fermentativo da silagem, é benéfica para a digestão e absorção de nutrientes no intestino da matriz. Várias pesquisas indicam que o uso da alfafa no período reprodutivo das fêmeas aumenta o número de leitões nascidos vivos.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 241

    Ano: 1998

  • Os suínos têm necessidades definidas de vários nutrientes: carboidratos ou gorduras como fonte de energia, proteína/aminoácidos, vitaminas e mi­nerais. Os três alimentos citados na pergunta podem suprir parte considerável da energia da dieta e pequena parte das proteínas, vitaminas e minerais, não constituindo, assim, alimento completo para suínos. Para que se torne completo, é necessário adicionar uma fonte de proteína (farelo de soja, grão de soja integral, farelo de canola, grão de guandu cozido) e as fontes de vitaminas e minerais necessárias (premix, fosfato, calcário calcítico, sal) ou núcleo (de vitaminas e minerais). Outra opção é utilizar um concentrado comercial, que pode suprir a proteína, vitaminas e minerais.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 228

    Ano: 1998

  • Embora o feno de confrei tenha teor elevado de proteína bruta, a digestibilidade geral dos nutrientes não é elevada. A concentração é muito baixa e em geral a energia metabolizável para suínos corresponde à meta­de daquela do farelo de arroz integral.

    Valores dos nutrientes do confrei

    Parâmetro Feno de confrei
    Matéria seca (%) 88,2
    Energia digestível (kcal/kg) 1.809
    Energia metabolizável (kcal/kg) 1.781
    Proteína bruta (%) 21,48
    Extrato etéreo (%) 1,06
    Fibra bruta (%) 9,54
    Matéria mineral (%) 20,30
    Cálcio (%) 1,55
    Fósforo total (%) 0,64
    Cobre (mg/kg) 22,3
    Ferro (mg/kg) 1.363,4
    Manganês (mg/kg) 216,3
    Zinco (mg/kg) 103,1

    A inclusão do feno de confrei em dietas para suínos, na recria, não é recomendável por causa de seu elevado teor de matéria seca não digestível, o que reduz substancialmente o teor de energia metabolizável neste ali­mento. Pode ser adicionado à dieta de suínos em crescimento e terminação desde que se mantenha o equilíbrio nutricional. Níveis acima de 15% nas rações exigem alta inclusão de outros alimentos altamente energéticos, o que pode inviabilizar seu uso prático. Adição às rações superior a 10% resulta em piora acentuada na conversão alimentar. Sua inclusão em ra­ções para matrizes em lactação não é adequada porque essa categoria animal exige dietas com alta concentração nutricional.

    Existe viabilidade prática de uso do confrei em rações para matrizes em gestação, por ter essa categoria animal grande capacidade ingestiva e exigências nutricionais pouco elevadas. A quantidade de ração a ser fornecida diariamente, porém, aumenta em função da diluição nutricional. Por isso, atenção especial deve ser dada ao consumo adequado de todos os nutrientes.

    A adição de feno de confrei pode chegar a 60% da matéria seca ingerida pela fêmea em gestação e a quantidade máxima de matéria seca por fêmea em gestação deve ser de 3,5 kg/dia.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 238

    Ano: 1998

  • O conteúdo de nutrientes das folhas de leucena (Leucaena leucocephala) é muito variável conforme a variedade, o grau de maturação e o processamento utilizado. Por isso, é importante a análise de laboratório, principalmente quanto ao teor de fibra bruta e proteína, antes de utilizá-la nas formulações. A farinha de folhas de leucena é rica em vitamina A (caroteno), cálcio, potássio e proteína. As proporções de aminoácidos são bem balanceadas e a proteína é de alta qualidade. Com o amadurecimento da planta, aumenta muito o conteúdo de lignina.

    A composição média da farinha de folhas de leucena é a seguinte: 29% de proteína bruta, 4,3% de extrato etéreo (gordura), 18,2% de fibra bruta, 2,36% de cálcio, 0,25% de fósforo total e aproximadamente 2.550 kcal de energia digestível por quilo.

    Sendo um ingrediente rico em proteína, a farinha de folhas de leucena substitui parte do farelo de soja da dieta. O conteúdo médio de aminoácidos é o seguinte: 1,58% arginina, 0,59% histidina, 1,52% isoleucina, 2,28% leucina, 1,67% lisina, 0,49% metionina, 0,19% cistina, 1,49% fenilalanina, 1,21% tirosina, 1,25% treonina, 0,35% triptofano, 1,42% valina e 1,68% mimosina.

    As folhas de leucena apresentam muitos fatores antinutricionais como: mimosina, taninos, saponinas, procianidinas, além de outros. Essas substân­cias causam redução do crescimento, perda de apetite, bócio, queda ou arrepiamento dos pelos, salivação excessiva, descoordenação do passo, falha reprodutiva, erupções na pele e redução da digestibilidade.

    Por esse motivo não é recomendado fornecer as folhas verdes ou murchas para os suínos. Deve-se fornecê-las na forma de farinha de folhas.

    A toxidez pode ser parcialmente eliminada através da secagem ao sol ou em fornos (aquecimento máximo de 70 °C). A suplementação com sulfato ferroso (0,25%) ou sulfato de alumínio também reduz a toxidez, pois o ferro e o alumínio atuam impedindo a absorção da mimosina.

    Para o fornecimento das sementes, deve-se fervê-las previamente em álcali por 30 minutos, o que reduz em mais de 70% o conteúdo de tanino.

    A farinha de folhas de leucena pode ser incluída em até 5% da dieta de leitões de até 25 kg de peso vivo e até 15% da dieta de suínos em cres­cimento e terminação. Para fêmeas de reprodução, só pode ser fornecida até duas a quatro semanas antes da cobertura. Caso contrário, pode causar redução na taxa de concepção, redução no tamanho e peso da leitegada, aumento da mortalidade embrionária ou fetal.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 229

    Ano: 1998

  • O aguapé (Eichoornia crassipes) cresce nas regiões entre a latitude 32°N e 32°S, em lagoas de tratamento final dos refluxos orgânicos, produ­zindo grande volume de matéria verde.

    De acordo com as análises feitas no laboratório de nutrição animal da Embrapa Suínos e Aves, a farinha-de-feno de aguapé obtida pela secagem e moagem da planta apresenta a seguinte composição nutricional média: 89,5% de matéria seca, 16,1% de proteína bruta, 19,9% de fibra bruta, 16,41% de cinza, 1,31% de cálcio e 0,61% de fósforo. Esse produto ainda pode apresentar alto conteúdo de ferro, sódio e potássio, dependendo do local onde é cultivado e da quantidade de solo que permanece na raiz por oca­sião da colheita.

    Em função do alto conteúdo de cinzas e de fibra bruta, a farinha de feno de aguapé apresenta baixo conteúdo de energia. De acordo com de­terminações feitas na Embrapa Suínos e Aves, a farinha de feno de aguapé contém 1.122 kcal de energia digestível e 1.067 kcal de energia metabolizável por quilo.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 251

    Ano: 1998

  • O valor nutricional da cama-de-frango é muito variável e depende de vários fatores, entre os quais estão:

    • O tipo e a quantidade de material usado para cama-de-frango.
    • O tempo de uso da cama-de-frango (lotes de frangos de corte ou de poedeiras que usou a mesma cama).
    • A categoria de ave criada: para cada categoria de ave, há um tipo específico de ração, com concentração diferenciada de nutrientes, que gera resíduos (cama) também diferenciados.
    • O tipo e o manejo dos comedouros usados na produção avícola: comedouros tubulares mal regulados geram perdas muito grandes que enri­quecem o valor nutritivo da cama-de-frango.
    • O processamento da cama-de-frango: a utilização de algum sistema de peneiramento a fim de separar o material seco fibroso para sua reutilização nos aviários, resulta em resíduo fino de maior valor nutricional.

    Em função da grande variabilidade da cama-de-frango, é indispensá­vel submeter esse material à análise laboratorial a fim de determinar a con­centração de nutrientes como os teores de PB, FB, Ca e P. Um ponto impor­tante é que grande parte (ao redor de 60%) da PB, pode estar sob a forma de ácido úrico, cujo aproveitamento pelo suíno é muito reduzido.

    Na tabela abaixo, estão expressos alguns valores da concentração em nutrientes resultantes de análises de cama-de-frango realizadas pela Embrapa Suínos e Aves.

    Componentes Análise
    Matéria seca (%) 57,3
    Energia: digestível (kcal/kg) 2.011
    metabolizável (kcal/kg) 1.728
    Proteína bruta (%) 14,3
    Extrato etéreo (%) 0,4
    Fibra bruta (%) 16,7
    Matéria mineral (%) 13,7
    Cálcio (%) 1,7
    Fósforo total (%) M
    Cobre (mg/kg) 94,4
    Ferro (mg/kg) 1.202,7
    Manganês (mg/kg) 239,7
    Zinco (mg/kg) 220,4

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 254

    Ano: 1998

  • A fonte de água apropriada é a que fornece água potável. A definição universal para água potável é que ela deve ser inodora, incolor, límpida e que não apresente substâncias minerais dissolvidas ou qualquer substância de origem orgânica.

    Águas superficiais ou de rio geralmente são inadequadas para abaste­cer as granjas de suínos. Se o uso desse tipo de água for inevitável, é im­prescindível o controle rigoroso de sua qualidade por meio de análises diá­rias e de indicadores biológicos.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 259

    Ano: 1998

  • Existem dois tipos de cevada: com casca e sem casca. A diferença na concentração de energia metabolizável é grande e deve ser levada em consideração no balanceamento da ração. Existe, igualmente, grande di­ferença na digestibilidade da matéria orgânica, como mostra a tabela a seguir.

    Concentração nutricional da cevada com e sem casca

    Parâmetro Cevada
    Com casca Sem casca
    Matéria seca (%) 87,0 87,0
    Digestibilidade da matéria orgânica (%) 82 92
    Fibra bruta (%) 5,9 2,2
    Proteína bruta (%) 10,4 11,8
    Energia metabolizável (kcal/kg) 2.930 3.250
    Lisina (%) 0,36 0,39
    Metionina+Cistina (%) 0,36 0,47
    Cálcio (%) 0,08 0,08
    Fósforo (%) 0,34 0,34

    Inclusão da cevada na dieta de suínos de acordo com as diversas fases

    Fase Limite de inclusão da cevada (%)
    Com casca Sem casca
    Pré-inicial _ 18,0
    Inicial 10,0 18,0
    Crescimento Livre Livre
    Terminação Livre Livre
    Reposição Livre Livre
    Gestação Livre Livre
    Lactação Livre Livre

    A inclusão em rações balanceadas só deve ser feita depois de moído o grão de cevada. A moagem é necessária para possibilitar a digestão dos nutrientes presentes nos grãos.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 246

    Ano: 1998

  • A câmara de secagem do secador é constituída de placas pré-fabricadas de cimento de 5 cm de espessura com 3,0 m de comprimento, 2,0 m de largura e 0,5 m de profundidade. Sua capacidade estática de se­cagem é de 2.400 kg (40 sacos) de milho por vez.

    Capítulo: Secagem e Armazenagem

    Número da Pergunta: 273

    Ano: 1998

  • Existem vacinas contra uma série de doenças como peste suína clássica, salmonelose (paratifo), rinite atrófica progressiva, erisipela (ruiva), parvovirose, colibacilose, pleuropneumonia, febre aftosa, pneumonia enzoótica, leptospirose, doença de Aujeszky, meningite estreptocócica, enterotoxemia e doença de Glässer.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 277

    Ano: 1998

  • Existem dois tipos de bebedouros de pressão: no primeiro grupo, in­cluem-se os bebedouros tipo chupeta e taça, e no outro grupo, os bebedouros tipo calha, bebedouro de nível, de concreto e tipo boia. No bebedouro tipo taça, usado para leitões na maternidade, a pressão de acionamento da lingueta não deve exceder 0,5 kg/cm2, ao passo que nos bebedouros tipo chupeta, para leitões na creche, a pressão máxima de acionamento da palheta não deve exceder a 1,0 kg/cm2.

    Na tabela a seguir, estão apresentados os tipos de bebedouro reco­mendados para cada fase de vida dos suínos, visando a garantia do consu­mo adequado e menor desperdício.

    Fase produtiva Tipo de bebedouro
    Chupeta Taça Calha Nível Boia
    Leitão em aleitamento N S N N N
    Leitão na fase inicial S S N N S
    Suínos de 25 kg a 100 kg S S N S S
    Reprodutores, cachaços S S N N N
    Matrizes gestação individual N N S N N
    Matrizes gestação coletiva S S N N S
    Matrizes em lactação S S N N S

    S = recomendado; N = não recomendado

    Matrizes em gestação individual são as mantidas lado a lado, em ce­las individuais.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 261

    Ano: 1998

  • Fig_pag146.jpg

    O secador compõe-se de uma fornalha para aquecimento do ar de secagem, de um ciclone para retirar as partículas presentes no fluxo de ar, de uma câmara de secagem com chapa perfura­da onde são depositados os grãos e de uma expansão com termômetro para controle da temperatura de secagem. O ar frio é aquecido ao passar pela fornalha de fogo direto, dirigido ao ciclone para a retirada de fagulhas que acompanham a corrente de ar e enviado, pelo venti­lador, à câmara para secagem do grão.

    Capítulo: Secagem e Armazenagem

    Número da Pergunta: 271

    Ano: 1998

  • O nível de ocorrência e a intensidade de uma doença num rebanho não dependem somente das características de virulência do agente causa­dor da doença, mas também das condições do hospedeiro e dos fatores ambientais. Quando os fatores ambientais agem sobre o suíno de forma ne­gativa, aumentam as probabilidades de ocorrência e de intensidade de do­ença nas criações.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 279

    Ano: 1998

  • As características desejáveis de uma vacina são: custo baixo, admi­nistração fácil, forma de apresentação compatível com as condições de manejo no campo, inocuidade e eficiência na proteção dos animais vacinados.

    Além disso, a vacina deve prevenir ou reduzir a reaplicação do agen­te infeccioso, a persistência e a possível reativação da infecção, prevenir o desenvolvimento ou reduzir a severidade da doença após a infecção, pre­venir ou reduzir as perdas econômicas, prevenir a difusão do agente entre os animais não vacinados, proteger os fetos contra a infecção, proteger a leitegada com anticorpos colostrais durante as primeiras semanas de vida. A imunidade deve, preferentemente, durar por toda a vida econômica do animal ou, pelo menos, por seis meses.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 275

    Ano: 1998

  • A água potável para suínos pode ter até 0,5 ppm de cloro livre e isso significa que, nessas condições, podem consumir cloro.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 268

    Ano: 1998

  • O produtor de suínos deve procurar um médico veterinário familia­rizado com as doenças prevalecentes na região, para o estabelecimento de um programa de vacinação adequa­do a cada caso. A indicação de ven­dedores de produtos não é a mais aconselhável por ser, geralmente, ori­entada por motivos comerciais, podendo influenciar negativamente os índi­ces técnicos e econômicos da granja.

    Granjas de suínos isoladas de outros rebanhos e com trânsito mínimo de visitantes, de veículos e outros animais, com instalações de quarentena e que adotam programas de limpeza e desinfecção eficientes, teoricamente não necessitam de programas de vacinação muito abrangentes. Para cria­ções abertas, constantemente expostas a fontes de contaminação externas como visitantes, caminhões de ração que servem a várias granjas e reprodutores oriundos de diferentes fornecedores, recomenda-se um pro­grama de vacinação mais amplo.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 276

    Ano: 1998

  • São muitos os tipos de vermes que atacam os suínos em nosso meio, destacado-se entre eles:

    • Ascaris lumbricoides (lombrigas) – O mais conhecido verme dos suínos.
    • Oesophagostomum dentatum – Pequeno verme que provoca nódu­los e úlceras nos intestinos, dificultando a absorção dos nutrientes.
    • Metastrongylus apri – Pequeno verme que se localiza nos pulmões, sugando o sangue e causando irritação.
    • Taenia solium (solitária) – Causa a doença chamada cisticercose, de grande interesse para a saúde humana.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 283

    Ano: 1998

  • Embora o cozimento da carne suína e o seu congelamento por uma se­mana possam destruir as formas larvais do parasito, recomenda-se não consu­mir a carne com “pipoca” pela possibilidade de o parasito ainda estar vivo.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 285

    Ano: 1998

  • Esquema de vacinação para rebanhos suínos (como ocorrem varia­ções entre fabricantes, aconselha-se observar as recomendações da bula do fabricante).

    Doença Leitoas Matrizes Cachaços Leitões
    Peste suína clássica Durante o período de quarentena ou 30 a 45 dias antes da 1ª cobrição 97 dias de gestação na 3ª, 5ª, 7ª, 9ª, 11ª gestações Vacinar uma vez ao ano 14 dias de idade (filhos de porcas não vacinadas); 60 dias de idade (filhos de porcas vacinadas)
    Rinite atrófica 1ª dose entre 60 a 70 dias de gestação; 2ª dose entre 90 a 100 dias de gestação Entre 90 a 100 dias de gestação 1ª dose entre 180 a 190 dias de idade, após uma dose a cada seis me­ses 1ª dose no 7º ou 14º dias de vida; 2ª dose no 28º ou 35º dias de vida
    Leptospirose 1ª dose 42 dias antes da 1ª cobertura; 2ª dose 21 dias antes da 1ª cobertura 1 dose dez a quinze dias após o parto 1 dose a cada seis meses 1ª dose aos 21 dias de idade; 2ª dose aos 42 dias de idade
    Parvovirose 1ª dose aos 170-180 dias de idade; 2ª dose aos 190-200 dias de idade Dez a quinze dias após o 1º, 2º, 3º, 5º, 7º e 9º parto 1ª dose cinco a seis semanas antes do 1º serviço; 2ª dose quinze a 20 dias após a 1ª vacinação. A partir daí, anualmente
    Pneumonia enzoótica 1ª dose aos 60 ou 67 dias de gestação; 2ª dose aos 90 ou 97 dias de gestação Aos 90 ou 97 dias de gestação Por ocasião da seleção, duas doses com 21 dias de intervalo. A partir daí, anualmente 1ª dose aos sete ou catorze dias de idade; 2ª dose aos 21 ou 35 dias de idade
    Erisipela 1ª dose aos 70 dias de gestação; 2ª dose aos 90 dias de gestação 1ª dose aos 80 dias de gestação; 2ª dose aos 100 dias de gestação Na época da seleção, aplicar duas doses com intervalo de 21 dias. A partir daí, anualmente 1ª dose aos 21 dias de idade; 2ª dose aos 42 dias de idade
    Pleuropneumonia 1ª dose aos 70 dias de gestação; 2ª dose aos 90 dias de gestação 1ª dose aos 70 dias de gestação; 2ª dose aos 90 dias de gestação Duas doses com intervalos de três semanas, na época da seleção. Depois, semestralmente 1ª dose aos 28 dias de idade; 2ª dose aos 50 dias de idade
    Doença de Aujeszky 1ª dose um mês antes da 1ª cobertura; 2ª dose entre 90 e 100 dias de gestação; Revacinar cada seis meses entre 90 e 100 dias de gestação 1ª dose entre 60 e 70 dias de gestação; 2ª dose entre 90 e 100 dias de gestação; Revacinar cada seis meses entre 90 e 100 dias de gestação Duas doses com intervalo de três a quatro semanas; Revacinar a cada seis meses Filhos de porcas não vacinadas: 1ª dose aos cinco dias de idade; 2ª dose aos quinze ou 20 dias de idade;
    Filhos de porcas vacinadas: Vacinar entre 60 e 70 dias de idade
    Colibacilose 1ª dose entre 60 e 70 dias de gestação; 2ª dose entre 90 e 100 dias de gestação Entre 90 e 100 dias de gestação Não são vacinados Não são vacinados

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 280

    Ano: 1998

  • Usa-se o ácido cítrico para proporcionar uma redução do pH estoma­cal, impedindo assim a proliferação exagerada de E. Coli no intestino. Recomenda-se a adição de 2% de ácido cítrico na ração de creche nos primeiros quatorze dias após o desmame.

    Em experimento realizado na Embrapa Suínos e Aves, observou-se que uma dieta com 16% de proteína bruta, suplementada com L-lisina-HCI e a adição de 2% de ácido cítrico, teve efeito benéfico sobre a ocorrência de diarreia pós-desmame provocada por E. coli, tendo sido o desmame rea­lizado aos 35 dias de idade dos leitões.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 282

    Ano: 1998

  • Porque o parasitismo dos leitões está intimamente relacionado com a infecção parasitária da matriz e com as condições de manejo e de higiene da maternidade, isto é, se a matriz tiver parasitos e não for desverminada, os leitões também serão infectados pelos parasitos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 288

    Ano: 1998

  • Em criações com boas condições de higiene, não há necessidade de aplicar anti-helmínticos nos leitões até os dois ou três meses de idade, des­de que as fêmeas tenham sido desverminadas antes do parto.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 289

    Ano: 1998

  • As recomendações a seguir se aplicam a situações de manejo em que é feita a manutenção e revisão periódica da capacidade de vazão. Para evitar entupimentos nos filtros internos dos bebedouros, é necessário que haja também um sistema de filtros na saída dos depósitos de água.

    Nas maternidades com sistema de celas parideiras individuais, cada leitegada tem à disposição um bebedouro adequado para essa fase, inde­pendentemente de as leitegadas serem criadas em conjunto ou isoladamente.

    Número recomendável de bebedouros por baia em função do tama­nho dos grupos formados

    Número de leitões/grupo Número de bebedouros/grupo
    Menos de dez suínos 1
    De onze a 16 suínos 2
    De 17 a 21 suínos 3

    No crescimento e terminação à base de alimentação líquida, recomenda-se um bebedouro para cada doze suínos, independente do tamanho dos grupos.

    Nas baias com mais de um bebedouro, recomenda-se que a distância entre eles não seja muito grande, conforme mostrado abaixo, a fim de evitar que um ou outro seja pouco usado em consequência do comportamento gregário característico dos animais:

    Distância entre bebedouros nas diferentes fases do suíno

    Fase do suíno Distância entre bebedouros (cm)
    Leitões recém-desmamados 0,30
    25 kg a 50 kg 0,46
    50 kg a 100 kg 0,91
    Cachaços e matrizes 0,91

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 262

    Ano: 1998

  • Na tabela a seguir encontram-se as recomendações de altura ideal de três tipos de bebedouros em função do tipo usado e do peso vivo do suíno.

    Altura recomendada para a instalação de bebedouros

    Peso dos suínos (kg) Altura do piso (cm)
    Tipo de bebedouros
    Taça Chupeta Nível
    Até 5 12 18 .
    5-15 20 26 12
    15-30 25 35 12
    30-65 30 45 25
    65-100 40 55 25
    acima de 100 45 65 -

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 263

    Ano: 1998

  • A farinha de feno de aguapé não tem apresentado bons resultados na alimentação de suínos, em função de seu baixo conteúdo de energia e bai­xa palatabilidade. Quando a planta é colhida na primavera até a metade do verão, seu valor nutritivo é melhor, por ser menor o conteúdo de cinza e de frações indigestíveis de fibra do que nos demais períodos do ano.

    Dessa forma, a farinha-de-feno de aguapé pode ser utilizada em até 5% da dieta de suínos em crescimento e terminação, desde que a planta seja colhida na primavera ou, no máximo, até a metade do verão.

    O aguapé in natura não deve ser usado por ter baixa concentração de nutrientes.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 252

    Ano: 1998

  • Não. A inclusão de capim-cameron nas dietas para suínos não é reco­mendável em função do alto teor de fibra que essa forrageira apre­senta. Nenhuma categoria de suínos aproveita de forma adequada e suficiente este capim.

    A digestibilidade dos nutrientes dessa forrageira é muito reduzida para suínos e sua densidade nutricional, útil e recomendada para rumi­nantes, é muito baixa para as exigências nutricionais dos suínos.

    A inclusão dessa forrageira em dietas balanceadas para suínos é total­mente inapropriada tanto técnica como economicamente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 243

    Ano: 1998

  • Do ponto de vista da composição nutricional, o feno-de-rami contém até 20% de material inerte e não aproveitável pelo suíno, o que limita seu uso nas dietas por ser muito baixo seu valor nutritivo. Em climas tropicais, a alternativa mais viável para o uso de feno-de-rami na dieta de suínos é a inclusão de gordura ou óleo a fim de suprir a deficiência energética do rami. O alto conteúdo de cinzas desse alimento, porém, inviabiliza o uso de gorduras ou óleos pela excessiva formação de compostos não absorvíveis (formação de Ca-K), em nível intestinal. A inclusão do feno-de-rami nas dietas para leitões deve ser evitada.

    Nas dietas para suínos em crescimento e terminação, a inclusão de até 20% de feno-de-rami pode oferecer possibilidade de equilíbrio nutri­cional desde que associada a ingredientes adequados.

    Para fêmeas em gestação, o nível de inclusão nas dietas pode chegar a 45%, pois a essa categoria de animal podem ser fornecidas dietas com nível de energia mais baixo. Nesse caso, o consumo aumenta devendo ser calculados os demais nutrientes para consumo total diário.

    Para fêmeas em lactação, a inclusão na dieta não é aconselhável porque essa categoria necessita da máxima densidade energética e nutricional possível na ração a fim de atender as exigências nutricionais para produção de leite.

    A utilização do rami sob forma de pastagem é uma possibilidade para fêmeas em gestação, desde que o manejo da pastagem seja feito de modo adequado, impedindo que os animais destruam a plantação.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 249

    Ano: 1998

  • A matriz em lactação é a categoria de suíno que mais necessita de água para ter uma produção adequada de leite e manter seu metabolismo fisiológico em condições ótimas. A água é importante para os suínos, em especial para as matrizes em lactação, por estar envolvida em várias fun­ções fisiológicas necessárias à máxima produção. Entre essas funções estão a regulação da temperatura corporal, o transporte de nutrientes, a excreção de metabólitos, a atuação nos processos metabólicos, a lubrificação e a produção de leite.

    Os suínos obtêm água de três fontes:

    • A água ingerida.
    • A água contida nos alimentos.
    • A água metabólica, originada via catabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas.

    As perdas de água pela matriz em lactação ocorrem de cinco maneiras:

    • Pela respiração.
    • Pela evaporação através da pele.
    • Pelas fezes.
    • Pela urina, através dos rins.
    • Pelo leite, através da glândula mamária.

    Após o parto, a matriz entra em estado de catabolismo metabólico, provocado pela demanda de nutrientes para a síntese do leite. Nesse estado fisiológico, a necessidade de excreção de ureia, originada da degradação de proteínas usadas para fins energéticos, provoca um aumento na exigên­cia em água para permitir a concentração adequada de urina.

    Em situações normais, quanto maior o número de leitões maior é a produção de leite e dessa forma maior é a exigência em nutrientes e, por­tanto, maior o consumo de ração. Para todas as categorias de suínos, existe proporcionalidade entre ingestão de matéria seca e a necessidade de água pelo organismo.

    Em ambiente normal (22 °C), a matriz em lactação precisa de 15 litros de água mais 1,5 litros para cada leitão que amamenta. Dessa forma, a matriz com dez leitões tem uma exigência estimada de 30 litros de água em ambiente termoneutro.

    Em ambiente quente (35 °C), a exigência estimada é de 25 litros mais 1,8 litros para cada leitão que amamenta. Nesse caso, a exigência estima­da para uma matriz com dez leitões é de 43 litros de água ao dia.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 266

    Ano: 1998

  • Não, as matrizes não abortam com facilidade. As baixas percenta­gens de abortos esporádicos geralmente estão relacionadas a etiologias que não incluem agentes infecciosos. É considerado normal que até 1% das gestações terminem em aborto.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 310

    Ano: 1998

  • São várias as causas que levam as matrizes a mancar subitamente. Em geral, são lesões nos cascos. Quando a lesão atinge as partes do casco com os nervos sensitivos, a pressão do peso do animal sobre o casco lesado provoca dor e consequentemente o animal começa a mancar. Além de le­sões graves nos cascos, artrites ou lesões nos músculos podem levar as matrizes a mancar subitamente.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 311

    Ano: 1998

  • Constatando-se parasitismo, recomenda-se a aplicação de antipa­rasitário. O número de aplicações depende do parecer do técnico responsável pela granja, podendo-se efetuar até quatro aplicações por ano, a fim de evitar a disseminação dos parasitos por todo o rebanho.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 291

    Ano: 1998

  • A síndrome de diarreia pós-desmame (SDPD) é uma doença que cau­sa a eliminação de fezes fluidas com perda de grande quantidade de água, levando o leitão à desidratação e, às vezes, à morte. É causada, principalmente por germes denominados Escherichia coli e rotavirus.

    A SDPD é considerada doença multifatorial em que os agentes infec­ciosos exercem seu poder patogênico predominantemente em rebanhos em condições de risco. As medidas de controle devem, então, incluir também a identificação e a correção dos fatores de risco nos rebanhos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 297

    Ano: 1998

  • Porque o leite da matriz é deficiente em ferro. O leitão criado em confinatnento não consegue obter ferro de outra fonte como a terra, por exemplo, provocando essa deficiência o surgimento da anemia ferropriva. Leitões anêmicos desenvolvem-se mal devido ao péssimo aproveitamento dos alimentos, apresentando uma predisposição maior a infecções secundárias.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 300

    Ano: 1998

  • A síndrome de metrite, mastite e agalaxia consiste na supressão total da lactação (agalaxia) ou parcial (hipogalaxia) que ocorre em fêmeas, entre doze e 72 horas após o parto. A sigla MMA (metrite, mastite, agalaxia) não é a mais adequada, pois a relação entre as infecções da glândula mamária e o útero ainda não está suficientemente esclarecida. Os sintomas têm início entre 12 e 72 horas após o parto, caracterizando-se por parada total ou parcial do aleitamento. Com maior ou menor frequência, observa-se anorexia (perda de apetite) e febre (acima de 39,8 °C), na matriz.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 307

    Ano: 1998

  • Não. É apenas crendice popular sem embasamento científico.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 308

    Ano: 1998

  • Provavelmente trata-se de uma doença chamada torção do mesentério, em que o intestino faz um giro de 180 graus, provocando o estrangulamento das veias que drenam o intestino. A etiologia da doença ainda não é bem conhecida, mas há evidências de que o excesso de produção de gases no intestino, devido à ingestão de alimentos altamente fermentáveis, pode pro­vocar seu deslocamento e consequente torção na base do mesentério.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 312

    Ano: 1998

  • Esses sintomas são provavelmente de uma doença crônica infecciosa e muito contagiosa chamada pneumonia enzoótica ou pneumonia micoplásmica. A fonte de infecção mais importante é a matriz, que transmi­te a doença à leitegada. Misturados a outros no desmame, os leitões infectados também transmitem a doença. Existem, porém, outras doenças com sintomas semelhantes como a pneumonia causada por larvas de vermes.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 314

    Ano: 1998