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  • Como os animais apresentam, em cada faixa etária, necessidades mínimas em nutrientes, que devem ser fornecidos em proporções específicas, é preciso dispor de uma fórmula para calcu­lar essas necessidades da qual resulte o que se chama de ração balanceada. Para esse cálculo, são necessários:

    • Uma tabela com as exigências nutricionais das diferentes faixas etárias.
    • A composição em nutrientes dos alimentos que entrarão em cada fórmula.
    • O preço dos alimentos à disposição.

    A composição em nutrientes dos alimentos é obtida pela análise quí­mica em laboratórios especializados, em tabelas de composição de alimen­tos ou na literatura.

    De posse dessas informações, desenvolve-se a fórmula com o uso de programas específicos de computador ou de calculadora. O recurso à cal­culadora não é aconselhável por ser demorado e de resultados imprecisos. Não dispondo de instrumentos para formular a ração, o produtor deve procurar um profissional da área ou seguir rigorosamente as formulações existentes na literatura ou as fórmulas recomendadas em sacos de concen­trados e de outros ingredientes para rações, produzidas por firmas idôneas. Em hipótese alguma, o produtor deve preparar a ração sem recorrer a fór­mulas elaboradas com base no grupo de alimentos de que dispõe.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 163

    Ano: 1998

  • A ração com grãos de soja deve ser cuidadosamente formulada por um técnico pois, como o grão de soja possui cerca de 18% de óleo, é indis­pensável adicionar um antioxidante para evitar a formação de peróxidos, responsáveis pela destruição de vitaminas e pela formação do conhecido ranço, trazendo prejuízos aos animais.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 166

    Ano: 1998

  • Ao provocar a distensão do es­tômago, a fibra produz um efeito de saciedade cujos reflexos sobre o com­portamento tornam os animais mais calmos, evitando o aparecimento do hábito de mascar.

    A fibra evita, também, a coprostase ou constipação, isto é, a dificulda­de em defecar, pois aumenta o teor de água nas fezes e o número de defecações ao dia. Esse efeito é especialmente benéfico antes e logo após o parto, porque auxilia na prevenção de natimortos, reduz a duração do par­to, facilitando as contrações, e reduz a incidência da síndrome da metrite, mastite e agalaxia.

    O uso continuado de fibra na ração aumenta a capacidade ingestiva da matriz, preparando o estômago para a fase de lactação, na qual a ali­mentação é feita à vontade e a ingestão deve ser máxima porque a deman­da por nutrientes é muito alta.

    Durante a gestação, as exigências nutricionais são mais baixas, per­mitindo diluir nutricionalmente as rações com fibra, o que as torna muito mais econômicas.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 151

    Ano: 1998

  • Sim. Porém deve ser fornecido apenas como complementação da ração que não deve ser suspensa.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 150

    Ano: 1998

  • Sim, a fibra aumenta o teor de água nas fezes por causa de sua capa­cidade de retenção de água no trato digestivo.

    Na tabela a seguir são apresentados os dados sobre o teor de água nas excretas em função da concentração de fibra bruta na ração.

    Fibra bruta (%) Umidade nas fezes (%)
    5,3 68,4
    11,5 73,5

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 152

    Ano: 1998

  • As necessidades de nutrientes e a quantidade diária a ser fornecida para cachaços adultos variam de acordo com a faixa de peso desses ani­mais. O arraçoamento deve ser feito de acordo com a tabela abaixo:

    Quantidade fornecida por dia Peso vivo dos cachaços (kg)
    120 a 150 150 a 200 200 a 250 250 a 300
    Dieta (kg) 2,1 2,4 2,8 5,0
    Proteína (g) 284 324 378 405
    Lisina (g) 13 14 17 19
    Cálcio (g) 16 18 21 23
    Fósforo total (g) 13 14 17 19
    Energia metabolizável (kcal) 6.741 7.704 8.988 9.300

    Para o fornecimento indicado na tabela, a dieta deve conter no mínimo 3.210 kcal de energia metabolizável por quilo, 13,5% de proteína bruta, 0,60% de lisina, 0,39% de metionina+cistina, 0,75% de cálcio e 0,60% de fósforo. Esses níveis são compatíveis com uma dieta de gestação. Assim, a mesma dieta fornecida às matrizes em gestação pode ser fornecida aos cachaços nas quantidades indicadas. Se forem utilizados outros níveis de nutrientes na dieta, a quantidade de ração a ser fornecida deve ser alterada a fim de se manter a mesma quantidade de nutrientes por dia, de acordo com a tabela. Por exemplo, se a dieta for misturada com ingredientes fibro­sos, como fenos ou farelos com alto teor de fibra, a quantidade diária a ser fornecida deve aumentar, de forma a se manter o fornecimento das mesmas quantidades de nutrientes.

    Essas quantidades são recomendadas para cachaços que estão em temperatura ambiente dentro da zona de conforto. Em temperaturas abaixo da zona de conforto térmico, deve-se elevar em 100 g o fornecimento da dieta para cada grau abaixo da temperatura crítica mínima.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 158

    Ano: 1998

  • O termo ração caseira pode ser entendido de duas formas: ração feita em casa, ou seja, na propriedade, e outra designando a ração com­posta de sobras diversas de alimentos e resíduos de culturas.

    A ração para suínos feita em casa deve ser feita com base numa fór­mula de ração calculada para que as necessidades dos animais em nutrien­tes sejam atendidas, como a de minerais, que variam com a idade e a cate­goria de suínos. Além de serem exigidos em quantidades específicas, os nutrientes devem ser fornecidos em proporções adequadas. As rações feitas com base nessas informações são conhecidas como rações balanceadas. Essas fórmulas podem ser obtidas em programas de formulação de ração, por consulta aos profissionais que prestam assistência técnica na área ou seguindo-se rigorosamente as fórmulas recomendadas em sacos de con­centrados ou de outros ingredientes para rações.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 162

    Ano: 1998

  • O consumo de ração pelos animais destinados ao abate depende de uma série de fatores, entre os quais podem ser citados a temperatura, o ambiente, estado sanitário, qualidade e composição da ração, forma de apresentação da ração.

    O consumo diário de ração, por quilo, está diretamente ligado ao peso metabólico (P 0,75) do animal e é dado pela fórmula:

    consumo/dia = 0,11 x P 0,75

    Por exemplo, quanto deve receber diariamente um suíno com 30 kg?

    Aplicando a fórmula, temos:

    consumo/dia=0,11 x 300,75 = 0,11 x 12,82 = 1,410 kg

    Logo, um suíno com 30 kg deve ser alimentado com 1,410 kg diários de ração.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 161

    Ano: 1998

  • Sim. Fornecer ração pré-inicial para os leitões no escamoteador a partir do sétimo dia de idade. Essa ração deve conter produtos derivados do leite ou farinha de peixe a ser fornecida em pequenas quantidade, várias vezes ao dia.

    O consumo diário de ração dos leitões entre 5 kg e 10 kg de peso vivo em média é de 460 g e dos leitões de 10 kg a 20 kg de peso vivo é de 950 g.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 156

    Ano: 1998

  • As farinhas de carne e de ossos, de peixe, de subprodutos de abate­douros, os farelos de amendoim, de canola, glúten de milho, entre outros. É preciso considerar, porém, que não existem substitutos completos, sendo necessário combiná-los de modo a atender às exigências nutricionais dos suínos, em suas diferentes fases produtivas.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 168

    Ano: 1998

  • De maneira geral, pode-se definir o núcleo como o produto resultante da mistura de todos os minerais (macro e microminerais) e vitaminas, po­dendo conter, na maioria das vezes, aditivos como antibió­ticos, palatabilizantes, antioxidantes e mesmo alguns aminoácidos como a lisina, que também é nutriente.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 187

    Ano: 1998

  • Concentrado é um alimento de alta densidade (grande quantidade) em alguns nutrientes. Ao se misturar o concentrado a um ou mais ingredien­tes, essa densidade é diluída resultando daí a ração final. Em geral, os concentrados para suínos contêm uma ou mais fontes proteicas principais minerais e as vitaminas e aditivos – como promotores do cresci­mento. Esses concentrados são então misturados ao milho, milho mais farelo de trigo ou outro ingrediente, dependendo da recomendação do rótulo do concentrado, dando como produto final a ração.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 175

    Ano: 1998

  • O balanceamento de uma ração consiste na combinação dos diver­sos ingredientes e suplementos de maneira a fornecer aos animais as quan­tidades e proporções de todos os nutrientes requeridos para o desenvolvi­mento de cada fase.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 177

    Ano: 1998

  • Em primeiro lugar, o farelo de trigo como o milho e o farelo de soja não são imprescindíveis a uma boa ração para suínos. O importante é que sejam fornecidos todos os nutrientes de que precisam nas quantidades e proporções requeridas para seu melhor desenvolvimento. O farelo de trigo apresenta, em sua composição, cerca de 17% de proteína bruta, 8% de fibra e 2.458 kcal de energia metabolizável/kg. Existem vários alimentos que podem fornecer quantidades razoáveis de proteína e fibra, ao mesmo tempo. Um alimento que pode substituir o farelo de trigo é o farelo de giras­sol, que apresenta cerca de 29% de proteína bruta, 25% de fibra e 1.519 kcal de energia metabolizável/kg. Outro alimento é a casca de soja cuja compo­sição química média contém 13% de proteína bruta, 34% de fibra e 2.200 kcal de energia metabolizável/kg, bem como o farelo de arroz desengordurado com 15,44% de proteína bruta, 9,74% de fibra e 2.384 kcal de energia metabolizável/kg.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 183

    Ano: 1998

  • Como na substituição do milho pelo sorgo, depende da composição em nutrientes das partidas de milho e de trigo. Em geral, pode-se dizer que o trigo de boa qualidade pode substituir totalmente o milho numa fórmula balanceada, sem prejuízo para o desempenho dos animais.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 181

    Ano: 1998

  • Sabendo que é preciso conhecer a composição nutricional dos ingre­dientes antes de formular uma ração e que uma fórmula combina as con­centrações em nutrientes dos diversos alimentos com base no preço de cada ingrediente e nas exigências nutricionais dos animais, conclui-se que o sorgo pode substituir o milho, dependendo de sua composição em nutrientes e de seu preço. Na prática, os suínos apresentam bom desem­penho com dietas à base de sorgo em substituição total ao milho, desde que o sorgo tenha baixo teor de tanino, que reduz a digestibilidade da maioria dos nutrientes da dieta. Recomenda-se, por isso, o uso de cultivares de sorgo com baixo teor de tanino.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 179

    Ano: 1998

  • A granulometria do milho incluído no balanceamento de rações para suínos é de fundamental importância para o perfeito aproveitamento dos nutrientes da ração.

    O grau de moagem do milho determina alterações nos valores de ener­gia digestível e de energia metabolizável em função da maior ou menor exposição dos nutrientes aos processos digestivos (tabela abaixo).

    Coeficientes de digestibilidade da matéria seca (CDMS), da proteína bruta (CDPB), valores de energia digestível (ED) e metabolizável (EM) para diferentes granulometrias do milho moído.

    Parâmetro Diâmetro dos furos da peneira (mm)
    2,5 mm 4,5 mm 10,0 mm
    CDMS (%) 90,0 89,3 88,1
    CDPB (%) 84,5 82,8 79,7
    ED (kcal/kg) 3.534 3.458 3.371
    EM (kcal/kg) 3.491 3.392 3.322

    A digestibilidade das dietas e o desempenho dos suínos melhoram com a diminuição do diâmetro geométrico médio (DGM) das partículas de milho. Os melhores resultados são produzidos quando o DGM situa-se entre 500 µm e 650 µm.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 189

    Ano: 1998

  • Sim. O Ministério da Agricultura e do Abastecimento estabeleceu pa­drões oficiais de matérias-primas destinadas à alimentação animal, entre as quais estão incluídos o milho e o farelo de soja.

    O milho para consumo animal deve estar isento de sementes tóxicas e de resíduos de pesticidas, devendo enquadrar-se nos tipos 1, 2 ou 3, assim definidos:

    Parâmetro Restrição Umidade Tipos
    1 2 3
    Umidade máximo % 14,5 14,5 14,5
    Matérias estranhas, impurezas e quebrados máximo % 1,5 2,0 3,0
    Avariados - total máximo % 11,0 18,0 24,0
    Ardidos e brotados máximo % 3,0 6,0 10,0

    Para o farelo de soja, extraído por solvente, existem três tipos definidos:

    Parâmetro Restrição Umidade Tipos
    44 46 48
    Umidade máximo % 12,00 12,00 12,00
    Proteína bruta mínimo % 44,00 46,00 48,00
    Solubilidade em KOH 0,2% mínimo % 80,00 80,00 80,00
    Atividade ureática mínimo % 0,05 0,05 0,05
    Atividade ureática máximo % 0,30 0,30 0,30
    Matéria mineral máximo % 7,00 6,50 6,00

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 190

    Ano: 1998

  • Fig_pag95.jpg

    Conversão alimentar é um índice fornecido pela relação entre o consumo de alimento e o ganho de peso dos suínos. É indicadora da eficiência alimentar da dieta, mas analisada isoladamente pode levar a conclusões erró­neas sobre determinado alimento, dieta ou manejo alimentar.

    A conversão alimentar é uma das variáveis indicadoras do desempe­nho dos suínos e deve ser analisada conjuntamente com o ganho de peso e o consumo de ração para a tomada de decisões sobre nutrição de suínos. É dada pela fórmula:

    Conversão alimentar = consumo de alimento ganho de peso

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 194

    Ano: 1998

  • O feijão, devido aos fatores antinutricionais que apresenta, somente pode ser utilizado na alimentação de suínos após o processamento com calor e água, da seguinte forma: cozido por 30 minutos, ou encharcado por duas horas em água (trocando-se a água uma ou duas vezes ou em água corrente) e após secado por 35 minutos em tostador ou em forno. Dessa forma, pode ser utilizado em até 20% da dieta.

    Depois do processamento, o feijão pode ser utilizado em mistura com outros alimentos como o milho, sorgo, raspa de mandioca (integral ou resi­dual), farelo de trigo, farelo de soja e outros, além de um núcleo de vitami­nas e minerais.

    A formulação, sempre que possível, deve ser feita com base em valo­res obtidos em análises de laboratório para os alimentos em uso.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 210

    Ano: 1998

  • O grão do guandu, por apresentar teor de proteína entre 20% e 25%, dependendo da variedade, é uma fonte proteica que substitui o farelo de soja ou o concentrado, podendo ser utilizado na alimentação de suínos em crescimento e terminação. Cozido seco e triturado, pode ser incluído em até 20% na dieta para suínos em crescimento e terminação. O guandu cru, porém, só pode ser incluído em até 10% na dieta para suínos em terminação.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 206

    Ano: 1998

  • O maior problema do uso de restos de co­zinha na alimentação de suínos é que podem se tornar um veículo de transmissão de várias do­enças como a peste suína clássica, a salmonelose, a tuberculose e a erisipela. Submetidos, porém, à esterilização por cozimento, a 100 °C, durante 30 minutos, podem ser utilizados. Após o cozimento, é preciso tomar cuidado a fim de evitar a recontaminação.

    Os suínos, como qualquer outra espécie, apresentam requerimentos bem definidos de nutrientes – energia, proteínas, aminoácidos, minerais e vitaminas. Restos de cozinha apresentam composição muito variável e nem sempre atendem a esses requerimentos sem outra suplementação.

    Por esse motivo, é necessário coletar amostras periodicamente e enviá-las a um laboratório de nutrição para determinação dos teores de proteína bruta, gordura, cálcio e fósforo. Independentemente da realização de análi­ses, é necessário suplementar com cálcio, fósforo, microminerais e vitami­nas, usando um núcleo ou um premix comercial, fosfato bicálcico e calcário calcítico. Normalmente, é também necessário adicionar um concentrado proteico cuja composição e nível de proteína dependem da composição dos restos de cozinha.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 211

    Ano: 1998

  • Do ponto de vista da composição nutricional não há diferença. Ambas possuem teor de água entre 90% a 95%, sendo a concentração em outros nutrientes muito reduzida.

    A inclusão em dietas balanceadas para suínos em terminação deve ser restrita, por causa da limitada capacidade ingestiva do suíno. Seu forne­cimento é contraindicado para leitões e suínos que recebem ração de cres­cimento. A inclusão desses dois produtos na dieta de matrizes em lactação resulta em diluição nutricional, insuficiente ingestão de energia e conse­quente redução na produção de leite e maior perda de peso pela matriz.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 215

    Ano: 1998

  • O rizoma da araruta (Maranta arundinacea L) fornece uma fécula de qualidade superior à de outras raízes e tubérculos.

    O teor de matéria seca, como na maioria das raízes e tubérculos, é de 20% a 40%, dependendo da época da colheita.

    Os valores de composição obtidos de uma variedade com apenas 57,2% de umidade, são os seguintes:

    Matéria seca (%) 42,8
    Proteína bruta (%) 2,4
    Fibra bruta (%) 1,9
    Extrato etéreo (%) 0,1
    Cálcio (%) 0,02
    Fósforo (%) 0,024
    Energia (kcalAg) 1.570

    O teor de carboidratos é constituído principalmente por amido. A araruta deve ser fornecida aos suínos de preferência cozida, à maneira da batata-doce.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 216

    Ano: 1998

  • Os ácidos orgânicos, quando adicionados à ração, reduzem o pH da dieta e assim o pH do trato gastrointestinal. Dessa forma, eles corrigem os aumentos de pH resultantes da redução da excreção ácida gástrica, ao desmame, e dos efeitos ligadores de ácido dos ingredientes alimentares. Assim, os ácidos orgânicos ajudam a criar um ambiente intestinal favorável ao desenvolvimento dos microrganismos probióticos do intestino e inibem o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Foi particu­larmente observada a inibição do desenvolvimento da Escherichia coli patogênica com o uso de 2% de ácido cítrico na dieta. Outro efeito dos ácidos orgânicos é o estímulo à atividade das enzimas digestivas pela redução do pH.

    Entre os ácidos orgânicos mais utilizados estão o ácido cítrico e o ácido fumárico, na proporção de até 3% da dieta. Também são utilizados em menor escala o ácido propiônico, o ácido fórmico e o ácido fosfórico. Os ácidos orgânicos também podem ser fornecidos aos leitões, na água.

    Os subprodutos do leite, particularmente o soro, também auxiliam na acidificação do trato gastrointestinal. Isso ocorre porque a lactose desses produtos é fermentada, produzindo ácido láctico, que ajuda a acidificar o meio gastrointestinal.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 199

    Ano: 1998

  • O sulfato de cobre é incluído nas rações de suínos em crescimento e terminação como promotor de crescimento. A quantidade recomendada é de 125 ppm (partes por milhão) de cobre. O sulfato de cobre penta-hidratado tem uma concentração de 25,4% de cobre, significando que se deve usar uma concentração de 50 g de sulfato de cobre por 100 kg de ração. Sua inclusão nas rações pode aumentar a incidência de lesões gástricas, sendo aconselhável fazer avaliações periódicas das lesões em nível de frigorífico.

    O uso de sulfato de cobre na terminação resulta em maior incidência de gordura mole na carcaça.

    Para ser incluído nas rações, é necessário que esse produto seja finamente moído. Sua característica é a forma cristalina, de coloração azul intensa.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 200

    Ano: 1998

  • O milho triturado com palha e sabugo pode ser usado em até 50% nas rações de matrizes em gestação. Para essa categoria de suíno, é recomendado seu uso em virtude do efeito benéfico da presença da fibra bruta na dieta. A inclusão pode ser de 5% para animais em crescimento, 10% para termina­ção e lactação e 15% para animais de reposição.

    Comparação entre milho integral e triturado com ou sem palha e sabugo

    Parâmetro Grão integral Espiga com palha Espiga sem palha
    Matéria seca (%) 87,45 88,40 86,24
    Energia metabolizável (kcal/kg) 3.293 2.631 3.022
    Proteína bruta (%) 8,68 8,29 8,25
    Fibra bruta (%) 2,17 6,89 6,25
    Matéria mineral (%) 1,18 1,18 1,14
    Cálcio (%) 0,04 0,04 0,03
    Fósforo total (%) 0,26 0,28 0,22

    A maior dificuldade no uso do milho triturado com palha e sabugo é a mistura do ingrediente na ração. Por causa do teor de fibra, a densidade é alterada e a mistura é dificultada especialmente em misturadores verticais. O processo de moagem também requer mais energia e o rendimento da moagem é reduzido em até 30%.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 213

    Ano: 1998

  • Sim. Essencialmente água, na proporção de 90% a 95%. Isso significa que, para cada 10 kg de abóbora in natura, há de 500 g a 1.000 g de matéria seca, resultando em excessiva diluição de nutrientes em dietas balancea­das, quando a quantidade de abóbora é muito grande.

    A inclusão da abóbora integral na dieta de suínos é restringida por causa de sua baixa densidade nutricional. Seu uso é desaconselhável para leitões. Para suínos em crescimento, produz queda no desempenho. Para suínos em terminação, a quantidade máxima a ser fornecida por animal/dia é de 6 kg, sendo sua contribuição em energia de apenas 5% da exigência nutricional do animal e de apenas 8% das exigências em proteína bruta.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 214

    Ano: 1998

  • Em razão dos fatores antinutricionais que apresenta e que podem pre­judicar o desenvolvimento dos suínos, é necessário submetê-lo a algum tipo de processamento. O mais adequado é o cozimento (fervura) em água du­rante 40 minutos e posterior secagem ao sol. Fornecido cru, em níveis aci­ma de 10% da dieta, provoca redução no consumo de alimento, piora a conversão alimentar e reduz o crescimento.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 207

    Ano: 1998

  • A composição nutricional da forragem de guandu encontra-se na tabela a seguir:

    Parâmetro (%) Estágio de desenvolvimento
    Vegetativo Com vagens
    Matéria seca 90,00 90,00
    Proteína bruta 22,30 11,05
    Proteína digestível 17,20 7,87
    Extrato etéreo 4,50 2,69
    Extrato etéreo digestível 2,56 1,29
    Extrato não nitrogenado 23,40 46,89
    Extrato não nitrogenado digestível 17,55 31,76
    Fibra bruta 31,70 25,19
    Fibra digestível 16,16 12,84
    Matéria mineral 8,10 4,18
    Nutrientes digestíveis totais 56,67 55,37
    Cálcio 0,80 0,90
    Fósforo total 0,33 0,17
    Energia digestível calculada (kcal/kg)(1) 2.267,00 2.215,00

    (1) Calculados de acordo com os valores de combustão de 4 cal/g para proteína e carboidratos e 9 cal/g para extrato etéreo.

    Os valores de composição nutricional variam de acordo com a idade da planta. Com relação à forma de utilização, é semelhante ao uso do feno de soja.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 208

    Ano: 1998

  • Podem ocorrer intoxicações por excesso de sal. Os animais jovens são mais sensíveis que os adultos. Existem duas formas de intoxicação:

    • Hiperaguda, provocada pela ingestão de altas doses de sal e pela privação de água.
    • Aguda, provocada por ingestão de quantidades menores de sal durante determinado período, e insuficiente ingestão de água.

    Os primeiros sintomas de intoxicação podem ser observados de 12 a 24 horas após a ingestão de sal comum. Os sintomas mais frequen­tes são: falta de apetite, tristeza, apatia, os animais não gritam, não reagem a nada, andam sem rumo. Os animais afetados, repentinamente param quietos, co­meçam a salivar intensamente e, em seguida, a musculatura abdominal e os membros entram em contração contínua. Esses ataques epilépticos se repetem a intervalos regulares de cinco a sete minutos. A morte ocorre nas primeiras 36 a 48 horas após a ingestão da ração e insuficiente ingestão de água. Não existe um tratamento curativo espe­cífico. Os animais com ata­ques epileptiformes devem ser abatidos o mais depressa possível, pois as possibilidades de cura são muito variáveis. Aos animais sem sintomas clíni­cos deve-se fornecer água limpa e fresca, inicialmente em pequenas quan­tidades.

    A profilaxia da intoxicação está baseada no fornecimento de água limpa e fresca, à vontade, a todos os animais, durante o dia inteiro.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 201

    Ano: 1998

  • Ossos de bovinos, sobras de abatedouros de aves, assim como outros subprodutos de origem animal (restos de carne, de ossos, de sangue, de fígado), só podem ser utilizados na alimentação de suínos ou de outras es­pécies se passarem por um processo de esterilização e redução de partícu­las. Dessa forma, eliminam-se os microrganismos patogênicos, como as salmonellas, que provocam diarreia, e outros germes causadores de doen­ças transmissíveis de uma espécie para outra, como tuberculose, aftosa e outras.

    Resíduos de carne, sobras de abatedouros e ossos frescos devem ser cozidos sob pressão em autoclave, à temperatura de 100°C por 30 minutos, no mínimo e, em seguida, prensados e moídos. Esses produtos podem ser utilizados na formulação de rações como fonte de proteína, de cálcio e de fósforo. Sua composição, porém, é extremamente variável de acordo com o material incluído.

    Os ossos podem também ser queimados em fornos apropriados, obtendo-se como resultado a farinha de ossos calcinada. A farinha de ossos autoclavada é produzida pelo cozimento dos ossos sob pressão em autoclave, e posterior secagem e moagem. Ambas podem ser utilizadas como fonte de cálcio e de fósforo nas formulações. A composição aproxi­mada é a seguin­te:

    • Farinha de ossos autoclavada: 12,8% de proteína, 11,3% de gordura, 29,8% de cálcio e 12,49% de fósforo total.
    • Farinha de ossos calcinada: 34% de cálcio e 17% de fósforo.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 203

    Ano: 1998

  • A batata-doce pode ser utilizada de várias formas na alimentação de suínos. A batata crua contém, em média, 26% de ma­téria seca (22% a 32%), 1,5% de proteína e 750 kcal EM/kg. O fornecimento aos suínos pode ser feito à vontade, suplementando-se com concentrado contendo 22% de proteína bruta, 1,15% de lisina, 0,85% de cálcio e 0,70% de fósforo total, na quantidade de 1,35 kg/dia, dos 25 kg aos 55 kg de peso vivo e 1,90 kg/dia, dos 55 kg de peso vivo até o abate.

    O fornecimento tanto de batata-doce cozida como de silagem de batata-doce pode ser semelhante ao de batata crua.

    A raspa de batata-doce pode ser obtida picando-se as batatas em pe­quenos pedaços e secando-os ao sol ou em estufa de ar forçado. Esse produ­to apresenta aproximadamente 89% de matéria seca, 6,41% de proteína bruta, 2.560 kcal de energia metabolizável por kg, 0,08% de cálcio e 0,15% de fósforo. Quando a dieta for suplementada com óleo para corrigir o nível de energia e for adequadamente balanceada em relação aos níveis exigi­dos de aminoácidos, a raspa de batata-doce pode substituir integralmente o milho da dieta para suínos a partir de 15 kg de peso vivo até o abate. Quan­do não é feita a suplementação com óleo, a inclusão da raspa de batata-doce reduz o desempenho por causa de seu baixo teor de energia em rela­ção ao milho.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 217

    Ano: 1998

  • O inhame (Discorea sp.) é uma raiz produzida em regiões tropicais ou semitropicais. Apresenta teor de água de 60% a 80%, baixo teor de proteína (1% a 2%), sendo desconhecido seu teor de energia. Sua fração de carbohidrato é composta basicamente por amido.

    A raiz crua do inhame não é bem aceita pelos suínos por apresentar fatores antinutricionais como alcaloides, tanino e saponinas. Por isso, deve-se cozinhá-las em água antes do fornecimento. Dessa forma, o inhame pode ser utilizado como a batata-doce, para suínos em crescimento e termina­ção.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 218

    Ano: 1998

  • A farinha da parte aérea da mandioca pode ser adicionada à ração em até 25% da dieta de suínos em crescimento e terminação, e em até 30% da dieta de matrizes em gestação. Essas dietas, porém, devem ser suplementadas com óleo a fim de manter níveis adequados de energia e com metionina que auxilia na detoxificação dos resíduos tóxicos que per­manecem nessa farinha.

    Para matrizes em gestação, pode-se aumentar a quantidade de ração fornecida em vez de suplementar a dieta com óleo. Assim, uma dieta de gestação com 20% de farinha da parte aérea da mandioca, sem adição de óleo, tem 3.087 kcal de energia digestível. Com 30% de farinha da parte aérea, o nível de energia cai para 2.971 kcal de energia digestível por quilo da dieta. Por isso, em vez de fornecer 2 kg de ração/matriz/dia, deve-se fornecer 2,160 kg e 2,250 kg (8,0% e 12,5% a mais), respectivamente, das ra­ções com 20% e com 30% de farinha da parte aérea. Nesse caso, os níveis de proteína, cálcio e fósforo devem ser reduzidos na mesma proporção em cada dieta, respectivamente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 226

    Ano: 1998

  • Pode, com algumas restrições. Deve ser fornecida picada, à vontade, para suínos em crescimento e terminação e em quantidade controlada para matrizes em gestação. Não deve ser fornecida aos leitões em fase inicial e às matrizes em lactação.

    O concentrado, contendo de 26% a 30% de proteína bruta, deve ser fornecido em quantidade controlada, de acordo com a tabela abaixo. For­necido à vontade, pode ocorrer consumo em excesso de concentrado com desperdício de parte dos nutrientes. Assim também, se o nível de proteína bruta ou o nível de lisina no concentrado forem superiores ao recomendado no quadro abaixo, o animal não consegue ingerir energia suficiente para suprir suas necessidades.

    O fornecimento do concentrado e da mandioca pode ser feito no mes­mo comedouro ou em comedouros separados. Se for feito no mesmo comedouro, não devem ficar sobras de um dia para o outro.

    Fornecimento de concentrado com mandioca fresca ou com silagem de mandioca

    Peso vivo suínos (kg) Proteína no concentrado (%) Lisina no concentrado (%) Quantidade fornecida por dia
    Concentrado (g) Mandioca (kg)
    25-55 30 1,43 1.100 Á vontade
    26(1) 1,43 1.100 À vontade
    55-95 30 1,43 1.500 Á vontade
    26(1) 1,43 1.500 À vontade
    Gestação 38 1,37 700 4,5
    29 1,37 700 4,5

    (1) Suplementado com 0,10% de metionina a 98%.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 222

    Ano: 1998

  • A silagem é obtida picando-se a mandioca em pedaços pequenos an­tes da armazenagem no silo. Em 30 dias a silagem fica pronta e pode ser conservada por mais de um ano. É uma boa opção para regiões úmidas, onde não é possível secar a mandioca ao sol. Sua composição é semelhan­te à da raiz da mandioca fresca, apenas com teor de matéria seca um pouco mais elevado. O fornecimento de concentrado e de silagem é o mesmo que o recomendado para a raiz de mandioca fresca.

    Os níveis de vitaminas e minerais no concentrado para crescimento e terminação devem ser 100% superiores aos de uma ração normal. Para matrizes em gestação, esses níveis devem ser três vezes superiores.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 223

    Ano: 1998

  • O soro de leite integral é um ali­mento de alto valor nutricional para suínos e, também, muito palatável, sendo consumido voluntariamente em grandes quantidades pelos suínos. Seu conteúdo de água é alto (93% a 96%) e sua proteína tem alto valor nutricional com relação à composição de aminoácidos. O soro também é rico em vitaminas do complexo B e em minerais como cálcio e fósforo. É mais indicado para animais em cresci­mento e terminação e para matrizes em gestação, embora possa ser utiliza­do também para leitões na fase de creche.

    O soro de leite em pó é um excelente alimento tanto para leitões lactentes como para leitões desmamados, por causa de seu alto conteúdo de lactose e do alto valor nutricional de sua proteína.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 233

    Ano: 1998

  • Normalmente o soro de leite vem com alto conteúdo de sal, não sen­do recomendado adicionar mais sal nem ao soro nem à ração fornecida com o soro.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 235

    Ano: 1998

  • Sim. Vários tipos de silagem têm grande aceitação pelos suínos por apresentarem ótima palatabilidade. As mais utilizadas são a silagem do grão de milho, do grão de triticale e de mandioca. É também possível produzir silagem de outros produtos que apresentem alto conteúdo de carboidratos fermentáveis, como de bananas maduras.

    Quanto às silagens de forrageiras, as melhores são as de milho (pé inteiro), leguminosas (alfafa, comichão, entre outras), ou consorciação de gramíneas e leguminosas (milho, aveia ou azevém, mais uma leguminosa). Quando a silagem for somente de leguminosas, deve-se adicionar uma fon­te de carboidratos, como o melaço, para facilitar a fermentação.

    As silagens podem ser fornecidas para os leitões a partir dos 20 kg de peso vivo até o abate, para as matrizes em gestação e para os machos inteiros. Deve-se evitar o fornecimento para os leitões lactentes e na fase de creche e para as matrizes em lactação.

    As silagens de forrageiras devem ser fornecidas principalmente para os animais acima de 60 kg de peso vivo até o abate, para matrizes em gestação e machos inteiros, devido a seu baixo conteúdo de energia.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 236

    Ano: 1998