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  • O maior problema do uso de restos de co­zinha na alimentação de suínos é que podem se tornar um veículo de transmissão de várias do­enças como a peste suína clássica, a salmonelose, a tuberculose e a erisipela. Submetidos, porém, à esterilização por cozimento, a 100 °C, durante 30 minutos, podem ser utilizados. Após o cozimento, é preciso tomar cuidado a fim de evitar a recontaminação.

    Os suínos, como qualquer outra espécie, apresentam requerimentos bem definidos de nutrientes – energia, proteínas, aminoácidos, minerais e vitaminas. Restos de cozinha apresentam composição muito variável e nem sempre atendem a esses requerimentos sem outra suplementação.

    Por esse motivo, é necessário coletar amostras periodicamente e enviá-las a um laboratório de nutrição para determinação dos teores de proteína bruta, gordura, cálcio e fósforo. Independentemente da realização de análi­ses, é necessário suplementar com cálcio, fósforo, microminerais e vitami­nas, usando um núcleo ou um premix comercial, fosfato bicálcico e calcário calcítico. Normalmente, é também necessário adicionar um concentrado proteico cuja composição e nível de proteína dependem da composição dos restos de cozinha.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 211

    Ano: 1998

  • Por ser uma fonte proteica, o grão de feijão-guandu pode substituir parte da soja tostada, do farelo de soja, do concentrado ou de qualquer outra fonte proteica da dieta de suínos em crescimento e terminação. Po­rém, para substituir 1 kg de farelo de soja, são necessários 2,5 kg de grão de guandu, aproximadamente, e 2,16 kg para 1 kg de soja tostada. Dessa for­ma, deve ser feita alteração também na proporção dos outros ingredientes, para que a dieta fique adequadamente balanceada.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 209

    Ano: 1998

  • A raiz da mandioca (Manihot esculenta Crantz) é um alimento rico em carboidratos altamente digestíveis e muito pobre em proteína. Por isso, é utilizada como fonte de energia para suínos. As variedades normalmente utilizadas para alimentação humana e animal são as variedades mansas, com baixos níveis de princípios tóxicos.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 219

    Ano: 1998

  • A raspa integral de mandioca pode substituir totalmente o milho ou outra fonte de energia para suínos em crescimento e terminação devendo-se, nesse caso, dar especial atenção ao nível de metionina e de energia da dieta. Para manter os níveis adequados de energia, deve ser feita suple­mentação com gordura, quando se utiliza raspa de mandioca em proporções elevadas. O emprego da raspa de mandioca na formulação com farelo de soja, premix, fosfato bicálcico, calcário calcítico e sal, ou com farelo de soja e núcleo é mais adequado do que o uso de concentrado comercial. Isso ocorre porque, substituindo-se o milho por raspa de mandioca, é necessário aumentar a proporção de concentrado para manter o suprimento de proteína e de aminoácidos em nível adequado, pois a raspa de mandioca possui menos proteína do que o milho. Nesse caso, está-se aumentando excessivamente o fornecimento de minerais e vitaminas contidos no con­centrado, cujo excesso será desperdiçado. Empregando-se o farelo de soja e o núcleo ou o premix e os outros ingredientes, seus níveis podem ser mantidos na proporção adequada, pois são incluídos de forma indepen­dente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 221

    Ano: 1998

  • Sim. A viabilidade do uso de alimentos alternativos na produção de suínos depende dos fatores característicos do alimento (valor nutricional para as diferentes espécies de animais e ciclo de produção) e do valor de venda (maior que o custo de produção do alimento em nível de proprieda­de). As características fisiológicas dos animais determinam em parte o grau de aproveitamento dos nutrientes do alimento. O valor nutricional também é influenciado pelas características da planta (estágio de maturidade, vari­edades e época de corte) e pela fertilidade do solo.

    A alfafa, embora seja um ingrediente de excelente qualidade, enquanto volumoso, tem limitações em dietas para suínos por seu baixo teor de ener­gia digestível e alto teor de fibra, quando comparada aos grãos que substi­tui. Ao contrário dos ruminantes, o suíno é monogástrico, não tendo seu aparelho digestivo concentração suficiente de bactérias para digerir a celu­lose e a lignina e usar a energia desses componentes fibrosos. Embora bai­xa, a capacidade de digestão do suíno aumenta com a idade. Dessa forma, a alfafa é preferencialmente recomendada para matrizes em gestação.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 240

    Ano: 1998

  • Os suínos têm necessidades definidas de vários nutrientes: carboidratos ou gorduras como fonte de energia, proteína/aminoácidos, vitaminas e mi­nerais. Os três alimentos citados na pergunta podem suprir parte considerável da energia da dieta e pequena parte das proteínas, vitaminas e minerais, não constituindo, assim, alimento completo para suínos. Para que se torne completo, é necessário adicionar uma fonte de proteína (farelo de soja, grão de soja integral, farelo de canola, grão de guandu cozido) e as fontes de vitaminas e minerais necessárias (premix, fosfato, calcário calcítico, sal) ou núcleo (de vitaminas e minerais). Outra opção é utilizar um concentrado comercial, que pode suprir a proteína, vitaminas e minerais.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 228

    Ano: 1998

  • A maneira mais adequada de utilizar a forragem de soja (Glycine max) é na forma de feno moído. Independentemente do estágio de crescimento da planta, o nível de energia do feno da forragem de soja é baixo. No entan­to, esse nível e o de outros nutrientes e sua digestibilidade diminuem com o envelhecimento da planta.

    Dessa forma, o feno da forragem de soja é mais adequado para a alimentação de matrizes gestantes, que apresentam capacidade de consu­mo bem superior às suas necessidades e maior capacidade de aproveita­mento da fibra do que os suínos em crescimento e terminação. Assim, o feno da forragem de soja pode ser utilizado na ração das matrizes ges­tantes, mas a quantidade de ração fornecida deve ser aumentada, de forma a manter um suprimento adequado de energia.

    Quando se fornece feno de forragem de soja aos suínos em cresci­mento e terminação, é também necessário suplementar a dieta com ingre­dientes de alta energia, como soja integral tostada ou extrusada, óleo bruto de soja ou gordura animal, a fim de manter o nível mínimo de energia ne­cessário e evitar queda de desempenho.

    A forragem verde de soja também pode ser utilizada para matrizes em gestação.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 232

    Ano: 1998

  • O soro de leite integral é um ali­mento de alto valor nutricional para suínos e, também, muito palatável, sendo consumido voluntariamente em grandes quantidades pelos suínos. Seu conteúdo de água é alto (93% a 96%) e sua proteína tem alto valor nutricional com relação à composição de aminoácidos. O soro também é rico em vitaminas do complexo B e em minerais como cálcio e fósforo. É mais indicado para animais em cresci­mento e terminação e para matrizes em gestação, embora possa ser utiliza­do também para leitões na fase de creche.

    O soro de leite em pó é um excelente alimento tanto para leitões lactentes como para leitões desmamados, por causa de seu alto conteúdo de lactose e do alto valor nutricional de sua proteína.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 233

    Ano: 1998

  • Sim. Vários tipos de silagem têm grande aceitação pelos suínos por apresentarem ótima palatabilidade. As mais utilizadas são a silagem do grão de milho, do grão de triticale e de mandioca. É também possível produzir silagem de outros produtos que apresentem alto conteúdo de carboidratos fermentáveis, como de bananas maduras.

    Quanto às silagens de forrageiras, as melhores são as de milho (pé inteiro), leguminosas (alfafa, comichão, entre outras), ou consorciação de gramíneas e leguminosas (milho, aveia ou azevém, mais uma leguminosa). Quando a silagem for somente de leguminosas, deve-se adicionar uma fon­te de carboidratos, como o melaço, para facilitar a fermentação.

    As silagens podem ser fornecidas para os leitões a partir dos 20 kg de peso vivo até o abate, para as matrizes em gestação e para os machos inteiros. Deve-se evitar o fornecimento para os leitões lactentes e na fase de creche e para as matrizes em lactação.

    As silagens de forrageiras devem ser fornecidas principalmente para os animais acima de 60 kg de peso vivo até o abate, para matrizes em gestação e machos inteiros, devido a seu baixo conteúdo de energia.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 236

    Ano: 1998

  • O teor de princípios tóxicos na parte aérea da mandioca (ramas e folhas) é bem mais alto do que nas raízes, sendo perigoso fornecê-la fresca aos suínos. Por isso, é necessário reduzir seu teor de toxidez, picando ramas e folhas e secando-as ao sol por dois ou três dias, até que o teor de umidade caia para mais ou menos 12%. Depois de seco, esse material deve ser mo­ído, obtendo-se a farinha da parte aérea da mandioca, que pode ser adicio­nada à ração.

    Deve-se levar em conta, também, que o teor de nutrientes, principal­mente de fibra e proteína, é muito variável nesse produto, dependendo da idade da planta e da época da colheita. Por isso, é importante providenciar análises de laboratório de nutrição a fim de verificar os teores, principal­mente de proteína e de fibra.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 225

    Ano: 1998

  • O conteúdo de nutrientes das folhas de leucena (Leucaena leucocephala) é muito variável conforme a variedade, o grau de maturação e o processamento utilizado. Por isso, é importante a análise de laboratório, principalmente quanto ao teor de fibra bruta e proteína, antes de utilizá-la nas formulações. A farinha de folhas de leucena é rica em vitamina A (caroteno), cálcio, potássio e proteína. As proporções de aminoácidos são bem balanceadas e a proteína é de alta qualidade. Com o amadurecimento da planta, aumenta muito o conteúdo de lignina.

    A composição média da farinha de folhas de leucena é a seguinte: 29% de proteína bruta, 4,3% de extrato etéreo (gordura), 18,2% de fibra bruta, 2,36% de cálcio, 0,25% de fósforo total e aproximadamente 2.550 kcal de energia digestível por quilo.

    Sendo um ingrediente rico em proteína, a farinha de folhas de leucena substitui parte do farelo de soja da dieta. O conteúdo médio de aminoácidos é o seguinte: 1,58% arginina, 0,59% histidina, 1,52% isoleucina, 2,28% leucina, 1,67% lisina, 0,49% metionina, 0,19% cistina, 1,49% fenilalanina, 1,21% tirosina, 1,25% treonina, 0,35% triptofano, 1,42% valina e 1,68% mimosina.

    As folhas de leucena apresentam muitos fatores antinutricionais como: mimosina, taninos, saponinas, procianidinas, além de outros. Essas substân­cias causam redução do crescimento, perda de apetite, bócio, queda ou arrepiamento dos pelos, salivação excessiva, descoordenação do passo, falha reprodutiva, erupções na pele e redução da digestibilidade.

    Por esse motivo não é recomendado fornecer as folhas verdes ou murchas para os suínos. Deve-se fornecê-las na forma de farinha de folhas.

    A toxidez pode ser parcialmente eliminada através da secagem ao sol ou em fornos (aquecimento máximo de 70 °C). A suplementação com sulfato ferroso (0,25%) ou sulfato de alumínio também reduz a toxidez, pois o ferro e o alumínio atuam impedindo a absorção da mimosina.

    Para o fornecimento das sementes, deve-se fervê-las previamente em álcali por 30 minutos, o que reduz em mais de 70% o conteúdo de tanino.

    A farinha de folhas de leucena pode ser incluída em até 5% da dieta de leitões de até 25 kg de peso vivo e até 15% da dieta de suínos em cres­cimento e terminação. Para fêmeas de reprodução, só pode ser fornecida até duas a quatro semanas antes da cobertura. Caso contrário, pode causar redução na taxa de concepção, redução no tamanho e peso da leitegada, aumento da mortalidade embrionária ou fetal.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 229

    Ano: 1998

  • As pastagens destinadas aos suínos devem ser constituídas de forrageiras tenras e macias. A constituição do aparelho digestivo do suíno não lhe permite aproveitar bem as forragens grosseiras e fibrosas com alto teor de celulose e lignina.

    Os capins grosseiros ou que em seu período vegetativo tardio se tor­nam fibrosos e endurecidos, não devem ser empregados nas pastagens para suínos. Incluem-se, nesse caso, o capim-gordura (Melinis minutiflora), o jaraguá (Hyparhenia rufa), o capim-guiné (Panicum maximum) e o capim-elefante (Penisetum purpureum).

    Para a formação de pastagens é necessário considerar as leguminosas e gramíneas. As leguminosas, por sua riqueza em proteína e minerais, são indicadas como as melhores pastagens para suínos, como por exemplo a alfafa. Nas regiões onde essa leguminosa não oferece facilidades de pastoreio, o suinocultor pode cultivá-la para corte, adicionando-a à ração tanto na forma verde quanto fenada. Nessas regiões, as gramíneas são as forrageiras indicadas para pastoreio por serem fáceis de formar e melhor resistirem ao pisoteio. As pastagens de gramas ou gramíneas de porte redu­zido devem ser preferidas por vários motivos:

    • Cobrem o terreno formando um tapete de proteção contra a erosão, aspecto importante em terrenos declivosos.
    • Conservam as folhas tenras e macias durante todo o período vegetativo.
    • Seu sistema radicular garante maior resistência ao pisoteio.

    Na formação de pastos gramados para suínos, deve-se adotar o crité­rio geral de só utilizá-los depois de bem formados.

    As gramíneas mais aconselháveis são grama-de-burro, capim-bermudas, quiquio (Pennisetum clandestinum), grama-forquilha (Paspalum notatum) e capim-rhodes (Chloris gayana).

    Outras pastagens desenvolvidas recentemente, como as do gênero cynodon, devem ser melhor avaliadas.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 239

    Ano: 1998

  • O grão de adlay integral triturado é desaconselhável para adição nas rações de leitões.

    Para suínos em crescimento a partir de 25 kg e em terminação, o nível de substituição do milho pode ser de 30%, não podendo ser direta, isto é, peso a peso, porque a concentração em nutrientes é diferente para cada cereal. É sempre necessário manter o nível nutricional adequado nas rações.

    De maneira geral, para cada 12% de adlay adicionado à ração é preciso acrescentar 1% de gordura para substituir 12% do milho e 1% de farelo de soja na dieta.

    Para suínos adultos, em especial fêmeas em gestação e reprodutores, a inclusão de adlay não tem limite, desde que mantido o equilíbrio nutricional das dietas. Essas categorias recebem ração controlada e portanto não há dificuldade em incluir nas dietas ingredientes com menor concentração energética. A inclusão depende do custo relativo dos ingredientes. Para matrizes em lactação, sua inclusão deve ser limitada a 20%, por sua baixa concentração em energia.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 242

    Ano: 1998

  • Não é possível balancear uma ração para suínos utilizando apenas esses ingredientes. É necessário utilizar também um alimento proteico.

    Para suínos em crescimento e terminação, o ingrediente proteico pode ser um concentrado. O milho pode fazer parte desse concentrado, forneci­do em quantidades controladas, ao passo que a garapa de cana-de-açúcar, a mandioca e o inhame podem ser fornecidos à vontade.

    Para matrizes em gestação, também pode ser fornecido um concen­trado. O nível de proteína pode ser menor do que o indicado na tabela abaixo, o que aumentaria a participação do milho, mas a quantidade de concentrado fornecida deve ser maior, a fim de manter um suprimento mínimo adequado de proteína e de aminoácidos. A quantidade de caldo de cana ou de mandioca deve ser de 6,0 litros/dia e 4,5 kg para cada 700 g de concentrado (38% de proteína). O inhame pode ser utilizado na mesma proporção que a mandioca.

    Fornecimento de concentrado com mandioca fresca ou com silagem de mandioca

    Peso vivo suínos (kg) Proteína no concentrado (%) Lisina no concentrado (%) Quantidade fornecida por dia
    Concentrado (g) Mandioca (kg)
    25-55 30 1,43 1.100 Á vontade
    26(1) 1,43 1.100 À vontade
    55-95 30 1,43 1.500 Á vontade
    26(1) 1,43 1.500 À vontade
    Gestação 38 1,37 700 4,5
    29 1,37 700 4,5

    (1) Suplementado com 0,10% de metionina a 98%.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 227

    Ano: 1998

  • A raspa residual de mandioca é obtida a partir da extração do amido em nível de indústria ou por peneiragem na fabricação da farinha de mesa. Apresenta alto teor de fibra (em média 12%) e de matéria mineral (6,63%), sendo baixo, por isso, seu teor de energia.

    Não deve ser utilizada para suínos em crescimento, pois reduz seu desempenho mesmo em níveis baixos de inclusão. Para suínos em termi­nação, pode ser incluída em até 30% da dieta, desde que se suplemente com gordura para manter nível adequado de energia.

    Quanto à formulação das rações, as recomendações são as mesmas indicadas para a raspa integral.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 224

    Ano: 1998

  • A farinha da parte aérea da mandioca pode ser adicionada à ração em até 25% da dieta de suínos em crescimento e terminação, e em até 30% da dieta de matrizes em gestação. Essas dietas, porém, devem ser suplementadas com óleo a fim de manter níveis adequados de energia e com metionina que auxilia na detoxificação dos resíduos tóxicos que per­manecem nessa farinha.

    Para matrizes em gestação, pode-se aumentar a quantidade de ração fornecida em vez de suplementar a dieta com óleo. Assim, uma dieta de gestação com 20% de farinha da parte aérea da mandioca, sem adição de óleo, tem 3.087 kcal de energia digestível. Com 30% de farinha da parte aérea, o nível de energia cai para 2.971 kcal de energia digestível por quilo da dieta. Por isso, em vez de fornecer 2 kg de ração/matriz/dia, deve-se fornecer 2,160 kg e 2,250 kg (8,0% e 12,5% a mais), respectivamente, das ra­ções com 20% e com 30% de farinha da parte aérea. Nesse caso, os níveis de proteína, cálcio e fósforo devem ser reduzidos na mesma proporção em cada dieta, respectivamente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 226

    Ano: 1998

  • Fig_pag115.jpg

    A farinha de bolacha, assim como outros descartes de padaria são excelen­te fonte de energia para suínos. Podem substituir 100% do milho para suínos em qualquer fase. Em média, esses produtos contêm de 9,0% a 9,5% de proteína bruta, 11,0% a 13,0% de gordura (extrato etéreo), máximo de 1,0% a 1,5% de fibra e 3,5% de cinzas. Entretanto, como sua composição é variável, é importante submeter o produto a análises de laboratório a fim de determinar o teor de proteína bruta, extrato etéreo, matéria mineral, cálcio e fósforo.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 230

    Ano: 1998

  • As beterrabas possuem um teor de energia metabolizável, quando expresso na base matéria seca, equivalente ao da batata-inglesa, conforme demonstra a tabela a seguir.

    Concentração de nutrientes na batata inglesa e beterrabas forrageira e açucareira

    Parâmetro Batata-inglesa Beterraba
    Açucareira Forrageira
    Matéria seca (%) 21,9 23,2 14,6
    Digestibilidade da matéria orgânica (%) 89 91 92
    Fibra bruta (%) 0,6 1.2 0,8
    Proteína bruta (%) 2,0 1,3 1,2
    Energia metabolizável (kcal/kg) 636 722 456
    Lisina (%) 0,11 0,06 0,04
    Metionina+Cistina (%) 0,06 0,05 0,01
    Cálcio (%) 0,01 0,05 0,04
    Fósforo (%) 0,05 0,04 0,03
    Sódio (%) 0,01 0,02 0,06

    O fator limitante de maior inclusão de beterrabas na alimentação de suínos é seu alto teor de água. A digestibilidade da matéria orgânica nas beterrabas situa-se ao redor de 90% e grande parte dos carboidratos é composta de pectina, de difícil aproveitamento pelo suíno, em comparação com o amido.

    O valor biológico da proteína das beterrabas é muito baixo, porque a fração nitrogenada é composta por 50% de amidos e nitratos, sendo assim não proteico metade do nitrogênio, portanto não aproveitável pelo suíno.

    Também o teor de cinzas não é favorável para o suíno, porque existe alta concentração de potássio e sódio em detrimento do cálcio e fósforo.

    O uso da beterraba forrageira é indicado para suínos acima de 50 kg de peso vivo, não devendo ultrapassar o limite de 7 kg por animal/dia. A substituição deve ser feita de modo a manter o balanço de nutrientes da ração.

    A beterraba açucareira, pelo fato de ter os nutrientes muito diluídos pela água que contém, não deve ser fornecida aos leitões e suínos em crescimento. É adequada para suínos em terminação (4 kg ao dia), matrizes em gestação (10 kg ao dia) e lactação (3 kg ao dia) e reprodutores (6 kg ao dia), desde que as dietas sejam adequadamente balanceadas.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 244

    Ano: 1998

  • Existem dois tipos de cevada: com casca e sem casca. A diferença na concentração de energia metabolizável é grande e deve ser levada em consideração no balanceamento da ração. Existe, igualmente, grande di­ferença na digestibilidade da matéria orgânica, como mostra a tabela a seguir.

    Concentração nutricional da cevada com e sem casca

    Parâmetro Cevada
    Com casca Sem casca
    Matéria seca (%) 87,0 87,0
    Digestibilidade da matéria orgânica (%) 82 92
    Fibra bruta (%) 5,9 2,2
    Proteína bruta (%) 10,4 11,8
    Energia metabolizável (kcal/kg) 2.930 3.250
    Lisina (%) 0,36 0,39
    Metionina+Cistina (%) 0,36 0,47
    Cálcio (%) 0,08 0,08
    Fósforo (%) 0,34 0,34

    Inclusão da cevada na dieta de suínos de acordo com as diversas fases

    Fase Limite de inclusão da cevada (%)
    Com casca Sem casca
    Pré-inicial _ 18,0
    Inicial 10,0 18,0
    Crescimento Livre Livre
    Terminação Livre Livre
    Reposição Livre Livre
    Gestação Livre Livre
    Lactação Livre Livre

    A inclusão em rações balanceadas só deve ser feita depois de moído o grão de cevada. A moagem é necessária para possibilitar a digestão dos nutrientes presentes nos grãos.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 246

    Ano: 1998

  • O resíduo de cervejaria apresenta composição variável, pois depende dos cereais empregados no preparo da cerveja e de sua composição. A composi­ção química aproximada do resíduo de cervejaria, em valores expressos na base da matéria natural (15,95% de matéria seca), é a seguinte:

    Componentes Análise
    Proteína bruta (%) 4,45
    Fibra bruta (%) 5,55
    Extrato etéreo (gordura) (%) 0,94
    Cinza (%) 4,09
    Cálcio (%) 0,04
    Fósforo (%) 0,09
    Energia digestível (suínos) (kcal/kg) 809
    Energia metabolizável (suínos) (kcal/kg) 787

    A seguir, são apresentadas duas sugestões de fórmulas de ração com resíduo de cervejaria. O ideal, porém, é procurar um técnico para fazer a análise do material de que se dispõe, de modo a garantir uma formulação mais adequada e econômica.

    Ingrediente (kg) Crescimento Terminação
    Milho 65,20 69,70
    Farelo de soja 29,00 25,50
    Calcário 2,70 2,40
    Fosfato bicálcico 2,80 2,10
    Núcleo com vitaminas e minerais 0,30 0,30
    Total 100,00 100,00
    Quantidade de resíduo de cervejaria 2 kg de resíduo para
    1 kg de ração
    2 kg de resíduo para
    1 kg de ração

    O consumo mínimo de ração seca por animal/dia deve ser de 1,8 kg na fase de crescimento e de 2,3 kg na fase de terminação. Com esses níveis de consumo de ração seca, o consumo de resíduo de cervejaria é livre.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 248

    Ano: 1998