Resultados da busca
Exibindo 744 resultados encontrados
-
Tanto a mudança do padrão demográfico do país, com cerca de 70% da população vivendo nas cidades, quanto a mudança de hábitos de consumo levaram os frigoríficos a abater suínos para atender essa nova demanda. O consumidor urbano prefere carne de suíno com pouca gordura, o que somente é possível com animais de alto padrão genético, com carcaças melhoradas e adequadamente alimentados.
Normalmente, os suínos criados extensivamente não têm esse perfil: apresentam grande quantidade de gordura e seu potencial de produção é bem inferior ao dos animais criados em sistema intensivo.
A criação extensiva é uma atividade de subsistência, restrita a pequena parcela de consumidores, principalmente do interior e que moram próximos dos locais de criação.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 19
Ano: 1998
-
No esquema seguinte, apresentam-se as dimensões da cabana coletiva de gestação, para até seis fêmeas, usada no Siscal, na Embrapa Suínos e Aves.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 31
Ano: 1998
-
Nos piquetes, devem-se plantar gramíneas resistentes ao pisoteio, de baixa exigência em insumos, de ciclo longo (perenes), de alta agressividade, estoloníferas (forrageiras com ramificações rasteiras, que desenvolvem raízes a partir de seus nós) e que se propaguem por mudas ou sementes. Sugerem-se gramíneas como: Pensacola (Paspalum saurae), Missioneira (Axonopus x araujoi), Hermatria (Hermathria altissima), Estrela Africana (Cynodon nlemfuensis), Bermuda (Cynodon dactylon), Quicuio (Pennisetum clandestinum) e Coast Cross (Cynodon dactylon cv. coast cross). No inverno, principalmente nas áreas com pouca cobertura vegetal, deve-se realizar semeadura superficial de forrageiras como a aveia, o azevém e a viça (ervilhaca). O consórcio de gramíneas adaptadas regionalmente pode ser uma alternativa.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 33
Ano: 1998
-
As cabanas de creche têm as mesmas especificações das cabanas de gestação e abrigam duas leitegadas, ou aproximadamente 20 leitões.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 32
Ano: 1998
-
Essas áreas devem ser cercadas com fios eletrificados para o replantio das forrageiras, e assim mantidas até que as forrageiras estejam completamente formadas.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 34
Ano: 1998
-
Não. O ganho de peso dos animais em sistema ao ar livre é igual ao de outros sistemas, desde que as condições sejam adequadas a seu desenvolvimento e que se lhes forneçam rações balanceadas de acordo com suas exigências nutricionais.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 35
Ano: 1998
-
Sim. Nesse sistema, os animais podem ingerir uma certa quantidade de forragem, cuja função, entretanto, não é servir de alimento, pois não possui todos os nutrientes exigidos pelo animal, e sim preservar o solo. A alimentação, nesse sistema, é idêntica à que é fornecida no sistema de confinamento.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 36
Ano: 1998
-
Sim. O cachaço permanece durante toda sua vida produtiva em piquete próprio, com cabana, sombreador (se não houver sombra natural: árvores, por exemplo), comedouro e bebedouro. Normalmente, o piquete do cachaço fica próximo ao das fêmeas, para que estas sejam estimuladas, olfativa e visualmente, a entrarem em cio e a cobertura ocorra o mais rápido possível.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 38
Ano: 1998
-
Nesse sistema, existem algumas características próprias de manejo, essenciais para seu bom desempenho.
Manejo da cama
A cama (palha seca, maravalha, serragem, etc.) deve ter uns 10 cm de espessura para assegurar um ambiente agradável aos leitões e à matriz. No período frio, essa espessura deve ser aumentada. A cama deve ser preparada na cabana três dias antes do parto, a fim de induzir a fêmea a escolher a cabana como local de parto e aí construir seu ninho. Deve-se repor a cama quando estiver úmida ou quando se troca a cabana de lugar, e deve ser refeita quando a camada for muito fina, para se atingir os 10 cm de espessura.
Manejo dos leitões
As práticas de uniformização do tamanho e do peso das leitegadas, de identificação dos leitões (mossagem), do corte ou esmagamento da cauda, do corte dos dentes e da aplicação de anti-helmíntico são feitas, normalmente, no dia do parto ou no segundo dia após o parto.
Em geral, no Siscal, não tem sido adotada a prevenção da anemia ferropriva (anemia provocada por deficiência de ferro) dos leitões lactentes. Em experimento realizado na Embrapa Suínos e Aves, em que os leitões tiveram acesso a terra com altos níveis de ferro oxidado, verificou-se que não há necessidade de aplicar um antianêmico no terceiro dia de vida dos leitões. A castração pode ser realizada entre o 5° e o 15° dia de vida do leitão.
Manejo das fêmeas
Durante a gestação, as fêmeas são mantidas em piquetes coletivos com capacidade de alojamento para seis a oito fêmeas. De cinco a dez dias antes do parto, são transferidas para os piquetes de maternidade, para que se adaptem às cabanas e construam seus ninhos.
Todo deslocamento de animais deve ser o mais tranquilo possível, utilizando-se tábuas de manejo, nas horas mais frescas do dia.
Recria
Após o desmame, os leitões são transferidos para um piquete de recria ou creche, onde recebem ração inicial até os 60 ou 70 dias (25 kg a 30 kg), quando então passam para as fases de crescimento e terminação, em confinamento.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 40
Ano: 1998
-
Em geral, o desmame é feito entre os 25 e 35 dias de idade. Para a separação dos leitões, conduz-se a matriz com sua respectiva leitegada para um brete, de onde a fêmea passa para o piquete de gestação e os leitões para o piquete de creche.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 41
Ano: 1998
-
A melhor forma é isolá-las com fios eletrificados que passam por três sarrafos fincados ao redor do tronco e conectados à cerca elétrica por uma extensão. Nas árvores maiores, que já não crescem mais, pode-se enrolar fios de arame farpado em volta do tronco, até uma altura de 60 cm.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 42
Ano: 1998
-
É recomendável dispor de um aparelho de reserva. Ou então consertar o existente ou comprar um novo.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 43
Ano: 1998
-
Sim. Por exemplo, o Landrace e o Large White que apresentam boa produção e produtividade. Porém, como esse sistema é orientado sobretudo à produção de animais para abate, é importante o aproveitamento da heterose ou vigor híbrido pela utilização de reprodutores híbridos também chamados mestiços, oriundos de cruzamentos entre diferentes raças.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 44
Ano: 1998
-
Ainda não foram desenvolvidas raças de suínos específicas para o Siscal. Como esse sistema visa o máximo de produtividade sem agredir o meio ambiente e com menos investimentos em construções, é necessário utilizar animais de alto padrão genético. Para tanto, deve-se usar machos que contribuam para incorporar aos animais destinados ao abate bom desempenho produtivo, isto é, alto ganho de peso diário, baixa conversão alimentar e boas características de carcaça, ou seja, baixa quantidade de gordura e alto rendimento de carne. As fêmeas devem possuir, além das características do macho, a capacidade de gerar grande quantidade de leitões.
Nos sistemas existentes na região Sul, observa-se o uso de machos da raça Duroc ou sintéticos (híbridos), cruzando com fêmeas mestiças F-1, isto é, filhas de macho Large White com fêmea Landrace.
Capítulo: Sistema de Produção
Número da Pergunta: 45
Ano: 1998
-
O uso do SMC de produção na maternidade implica na ocorrência ininterrupta de partos e na presença simultânea de matrizes com leitões recém-nascidos e com leitões mais velhos. A partir do momento em que a concentração de agentes patogênicos ultrapassar o limiar de infecção, poderão ocorrer patologias como diarreias, pneumonias ou artrites e a taxa de mortalidade e de refugos tende a aumentar progressivamente.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 54
Ano: 1998
-
O quadro a seguir mostra as principais etapas de um programa de limpeza e desinfecção:
Etapa Atividade Limpeza seca Iniciar, no máximo, três horas após a saída dos animais
Retirar da instalação os equipamentos desmontáveis (ex.: comedouros, lâmpadas suplementares de calor)
As sobras de ração dos comedouros podem ser fornecidas para animais na terminação
Remover a maravalha e o esterco solto ou incrustado no piso
Remover a sujeira das partes superiores das paredes e do teto
Limpar as caixas de pedilúvio
Limpeza úmida Molhar superfícies com 1 litro a 1,5 litro por m2 de uma solução de detergente
Deixar impregnar por um período de, no mínimo, três horas
Molhar novamente com 0,3 litro de água/m2 e depois limpar com água, vassoura ou escova até que a estrutura da superfície esteja visível; de preferência usar água a uma temperatura de 40 °C
Retirar a água estagnada sobre o piso, nos comedouros e/ou nos bebedouros
Deixar secar durante a noite
Lavar os equipamentos retirados da instalação e deixá-los secar
Desinfecção Preparar a solução de desinfetante, considerando uma aplicação de 0,4 litro da solução por m2
Aplicar a solução sobre divisórias, piso, comedouros e implementos, de preferência a uma temperatura de 40 °C
Doze horas após a aplicação do desinfetante, montar os equipamentos desmontados
Em alguns casos, recomenda-se fazer nova desinfecção quatro a cinco horas após a primeira
Fumigação Calcular a área da sala, utilizar 10 g de permanganato de potássio e 20 mL de formol por m3
Fechar as janelas, colocar os balde(s) em lugar(es) estratégicos, derramar o formol sobre o permanganato de potássio
Abandonar rapidamente a sala e fechar a porta
Manter a sala fechada por 24 a 48 horas
Melhor efeito obtém-se molhando paredes, pisos e equipamento antes da fumigação
Vazio sanitário Instalação permanece vazia por um período de quatro a oito dias
Desinfecção Segunda desinfecção: duas horas antes de introduzir os animais
Preparar a solução de desinfetante, considerando uma aplicação de 0,4 litro/m2
Realizar a desinfecção
Não utilizar soda cáustica nem desinfetantes ou concentrações irritantes para animais
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 69
Ano: 1998
-
Retirar as fezes com pá, uma vez por dia, empurrando-as para a canaleta coletora, que deve ser raspada, no mínimo, duas vezes por semana. Nas instalações que tiveram cama sobre o piso, trocar a parte úmida. Uma limpeza com água, seguida de desinfecção, deve ser feita após a saída do lote, fazendo-se, em seguida, o vazio sanitário.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 65
Ano: 1998
-
Quem trabalha na criação de suínos deve preocupar-se principalmente com as doenças que atacam os animais, como a brucelose, leptospirose e a tuberculose. Por isso, é importante que as matrizes e os cachaços sejam livres dessas doenças. Deve-se monitorar essas doenças solicitando a um veterinário fazer exames sorológicos para brucelose e leptospirose e para a tuberculinização nos reprodutores machos e fêmeas. Entretanto, mesmo que o rebanho esteja totalmente isento dessas doenças, é sempre importante fazer uso de luvas de plástico para auxiliar o parto das fêmeas. Para as outras práticas de manejo, como castração e vacinações, recomenda-se lavar e desinfetar as mãos, com solução iodada, antes e após sua realização. Nas atividades diárias de limpeza das instalações, deve-se usar sempre botas e macacão.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 70
Ano: 1998
-
No dia do parto, não se fornece ração às matrizes. Durante três dias após o parto, porém, devem receber 3 kg diários de ração de lactação. A partir do quarto dia após o parto, devem ser alimentadas pelo menos três vezes ao dia devendo, cada matriz com oito leitões ou mais, receber ração à vontade e consumir no mínimo 5,5 kg/dia. As matrizes com menos de oito leitões devem receber 2,5 kg de ração mais 400 g por leitão. Nos períodos quentes, deve-se fornecer ração molhada para estimular o consumo. Neste período, também é muito importante o fornecimento de ração à noite (pode ser seca), pois nas horas mais frescas o consumo é maior.
A partir de 111 dias de gestação e até três dias após o parto, cada matriz deve receber 10 g de sal amargo por dia, misturado à ração diária. Esse procedimento é importante para prevenir constipação.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 155
Ano: 1998
-
Após a transferência para a maternidade, as fêmeas gestantes devem receber 3 kg de ração de lactação até o dia do parto. No dia do parto, não deve ser fornecida ração mas somente água fresca e limpa à vontade.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 154
Ano: 1998