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A prevenção contra a febre aftosa (FA) baseia-se em dois pontos:
- Evitar a introdução da doença; e
- Usar vacinas.
Em países livres de FA, é proibida a introdução de animais ou de produtos de origem animal de países afetados pela doença e são adotadas medidas especiais para minimizar o risco de sua entrada. Se ocorre um surto num país até então não afetado, a doença é erradicada através do abate dos animais afetados e expostos, da eliminação das carcaças pelo enterramento ou incineração e pela descontaminação das instalações.
Atualmente existem no mercado de produtos veterinários uma série de vacinas de dupla emulsão, com recomendação de uso para suínos. Antes de usar o imunógeno, deve-se atentar para a dose da bula, pois existem diferenças nas recomendações entre laboratórios. Pode ser também acionado o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que conta com um estoque estratégico de vacina de dupla emulsão no Centro Pan-americano de Febre Aftosa, no Rio de Janeiro. Elas têm sido usadas em focos de aftosa e no controle perifocal. No caso de ser necessário o uso da vacinação profilática em rebanhos suínos sujeitos a altos riscos de infecção, deve ser buscada orientação dos veterinários dos serviços oficiais de defesa sanitária. De maneira geral, a vacinação contra a FA só tem sido recomendada em casos de ocorrência de focos de infecção nas proximidades da granja de suínos.
O desenvolvimento da imunidade ocorre a partir do sétimo dia após a aplicação da vacina e os níveis imunitários permanecem estáveis por quatro meses.
O programa de vacinação profilático (raramente adotado) inclui a vacinação dos leitões destinados ao abate somente uma única vez, aos dois meses de idade, e dos reprodutores a cada quatro meses. A vacinação das fêmeas no final do período de gestação deve ser evitada, pois a vacina pode atuar negativamente sobre a resistência dos leitões.
Um programa de vacinação emergencial ou estratégico (perifocal) prevê a vacinação de todos os leitões com idade superior a 21 dias e da totalidade dos reprodutores do plantel.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 359
Ano: 1998
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Vários animais mancando pode ser o primeiro sinal de febre aftosa. Temperatura elevada e aparecimento de aftas esbranquiçadas de aproximadamente 1 cm de diâmetro no dorso da língua e no focinho, que podem romper-se formando úlceras. As vesículas também podem aparecer nas tetas, entre os cascos e na coroa do casco. A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 358
Ano: 1998
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Teores de umidade superiores a 13% nos grãos permitem o crescimento e a multiplicação dos fungos, que se aceleram com o aumento do teor de umidade. A temperatura ótima para crescimento dos fungos está entre 25 °C e 30 °C. Abaixo dos 5 °C não há crescimento da maioria dos fungos. A temperatura máxima está entre 40 e 45 °C para o crescimento de alguns tipos de fungos e até 55 °C para outros.
As flutuações de temperatura no interior dos silos que armazenam matérias-primas, provocam a formação de bolsões de umidade, criando também condições favoráveis ao desenvolvimento dos fungos.
Outro aspecto é a presença de grãos quebrados, de insetos e roedores o que danificam os grãos, deixando exposta a parte amilácea, facilitando assim a contaminação por fungos. Silos contaminados com fungos, com teias de aranha e resíduos de poeira, se não forem limpos e desinfetados antes de serem utilizados, contaminarão o material ali armazenado.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 362
Ano: 1998
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Os principais sintomas da intoxicação por aflatoxinas são perda do apetite, icterícia (mucosas amarelas), redução do crescimento e, nos casos mais graves, hemorragias subcutâneas e morte. Devido a seu efeito imunodepressivo, geralmente também aumenta a ocorrência de outras doenças no rebanho.
Algumas doenças podem ser confundidas com essa intoxicação, como a leptospirose, a peste suína e a intoxicação por metais pesados, que devem ser levadas em conta no diagnóstico. Os sintomas clínicos de aflatoxicose no suíno variam em função da quantidade da toxina ingerida, conforme segue:
- A ingestão de níveis menores que 100 ppb (partes por bilhão) não leva à apresentação de sinais clínicos, mas o abate revela presença de resíduos da toxina no fígado do animal.
- A ingestão de 200 ppb a 400 ppb resulta em disfunção hepática e imunodepressão.
- A ingestão de 400 ppb a 800 ppb leva à redução do crescimento, diminuição do consumo de alimento, icterícia, hipoproteinemia e pelo arrepiado.
- Níveis de 1.200 ppb a 2.000 ppb induzem a icterícia, hemorragias subcutâneas, coagulopatia, depressão, anorexia e algumas mortes.
- Mais de 2.000 ppb resultam em insuficiência hepática, hemorragias e morte em três a dez dias.
- Fêmeas que ingerem de 500 ppb a 750 ppb durante a lactação apresentam aflatoxina no leite, comprometendo assim o desenvolvimento dos leitões lactentes.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 364
Ano: 1998
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A presença de micotoxina no alimento não está diretamente associada à presença de fungos, pois pode haver presença de fungos sem que haja produção de toxinas e estas podem permanecer no alimento mesmo após o desaparecimento do fungo.
Alimentos contaminados por fungos podem ser avaliados pelo exame visual dos grãos ou com o uso de raio ultravioleta (black light). Este último método é válido somente para grãos contaminados com fungos do gênero Aspergillus. Esses métodos são muito utilizados em locais de compra e recebimento de grãos graças a sua rapidez. Contudo, é impreciso e não é quantitativo.
Para o diagnóstico de micotoxinas, os métodos mais utilizados são: Elisa (ensaio imunoenzimático), cromatografia de camada delgada (TLC) e cromatografia líquida de alto desempenho (HPLC). O Elisa é muito utilizado, pois é de fácil manejo, rápido e seu custo não é alto. Já o teste de cromatografia é uma técnica sofisticada e requer equipamentos caros, o que dificulta sua utilização.
O HPLC é usado como método-padrão para a confirmação das análises realizadas por TLC e Elisa. É importante salientar que a maior dificuldade na determinação das micotoxinas de um lote de alimento ou ração está na amostragem porque o lote é normalmente grande e a contaminação não é homogênea. Portanto, os resultados dependem de uma boa amostragem.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 367
Ano: 1998
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Suínos | Gestão da água | Bebedouros | Tipos
Os tipos de bebedouros podem variar a partir das seguintes características: modelo, tamanho, tipo de material, pressão e volume de água disponibilizado. Os bebedouros mais comuns encontrados em granjas de suínos podem ser divididos em:
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Gestão da água na suinocultura
Gestão da água na suinocultura
Baixe aquiEsta cartilha é o resultado de um estudo da gestão da água e do manejo de dejetos em propriedades produtoras de suínos em Santa Catarina. A publicação traz informações e dicas sobre o que fazer para utilizar de modo sustentável a água.
Publicado: 09/02/2024
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O uso de cisternas para produção animal
Nesta edição do Prosa Rural, o programa de rádio da Embrapa, a conversa é sobre a captação e o armazenamento da água de chuva. Calhas são instaladas nos telhados e coberturas de estruturas previamente preparadas. A água é canalizada para cisternas, passando por filtros. Também é importante considerar a qualidade da água!
Encontrado na página: Armazenamento
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Custos de produção de frangos de corte e suínos para produtores integrados
O objetivo desse curso feito a distância oferecido pelo portal e-Campo da Embrapa é é capacitar produtores e produtoras de frango de corte e de suínos integrados, bem como agentes da assistência técnica e extensão rural sobre custos de produção e outros indicadores de desempenho econômico e financeiro, utilizando ferramentas de apoio como o aplicativo Custo Fácil.
Organizadora: Embrapa
Duração: Até 60 dias
Carga horária: 40 horas
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Efeito da alimentação à vontade ou controlada nas fases de crescimento e terminação de suínos
Efeito da alimentação à vontade ou controlada nas fases de crescimento e terminação de suínos
Baixe aquiEsta pesquisa comparou o efeito da alimentação dos suínos com fornecimento de ração controlada em comedouros do tipo “à vontade”.
Publicado: 18/04/2024
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Suínos | Capa | Título Publicações
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Qualidade da carne suína
Qualidade da carne suína
Acesse o siteDo campo até a sua mesa, conheça todo o processo que envolve a produção de carne suína com qualidade.
Publicado: 19/04/2024
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Suínos | Capa | Título Webstories
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Suínos | Sanidade | Doenças | Abre
A seguir estão listadas as principais doenças que podem afetar os suínos. Mas, lembre-se: apesar de serem explicados os sintomas mais comuns, somente um médico veterinário pode fazer o diagnóstico da doença e indicar o tratamento adequado!
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Suínos | Gestão da água | Abre
Os usos mais comuns da água na criação de suínos são para "matar a sede" dos animais e umedecer a ração, além de fazer nebulização e o programa de limpeza e desinfeção das granjas.
Esses usos podem sofrer a influência de diversos fatores, entre eles:
- Idade dos animais
- Estado sanitário
- Fase fisiológica de produção
- Peso-vivo do suíno
- Condições ambientais no interior e exterior dos edifícios de alojamento
- Práticas de higiene e limpeza
- Equipamentos utilizados na granja
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Suínos | Gestão ambiental | Dejetos | Benefícios | Foto
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Suínos | Gestão da água | Importância e cuidados | Exemplo 2
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