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  • Ocorrem basicamente duas formas de tuberculose nos suínos. A ge­neralizada, causada por bacilos de mamíferos e que provoca emagre­cimento progressivo, pneumonia e lesões calcificadas (contendo material se­melhante a areia) em vários órgãos, como nos gânglios, fígado, pulmão e rins. Essa forma de tuberculose é rara, atualmente, em criações modernas de suínos.

    A tuberculose localizada ou linfoadenite tuberculoide está associada a bacilos de aves e provoca lesões limitadas nos gânglios da faringe, pesco­ço e intestinos. Essa forma praticamente não interfere no desenvol­vimento dos suínos e somente é identificada por ocasião do abate, quando o veteri­nário inspeciona a carcaça.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 342

    Ano: 1998

  • Não se recomenda tratar a tuberculose em suínos, pois o tratamento é pouco eficiente e muito caro.

    A recomendação é fazer o teste de tuberculinização nos reprodutores e eliminar os que apresentam reação positiva.

    Como prevenção, o produtor deve ter cuidado na compra dos repro­dutores, adquirindo animais somente de granjas idôneas, que possuam controle da doença, exigindo atestado negativo para a tuberculose. Além disso, evitar o acesso de outros animais às criações de suínos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 343

    Ano: 1998

  • As causas predisponentes ou desencadeantes podem ser divididas em três grupos:

    • Causas diretamente ligadas à matriz: síndrome MMA, hipogalaxia, mastite, morte da matriz, nervosismo da matriz (não aceitação dos leitões, lesões na glândula mamária e defeitos nas tetas).
    • Causas ligadas aos leitões: incapacidade de alimentar-se devido a defeitos congênitos ou mioclonia congênita, incapacidade de deslocar-se com facilidade ou estimular a glândula mamária da matriz, síndrome dos membros abertos, lesões, artrites, fraqueza.
    • Causas relacionadas ao meio ambiente, ao manejo e ao criador: falta ou uso incorreto da fonte de suplementação de calor, erros no manejo da alimentação durante a gestação (quando o leitão nasce fraco); não acompanhamento do parto, manejo incorreto da matriz e do leitão durante o parto, celas parideiras com barras laterais que dificultam as mamadas normais e falta de higiene.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 341

    Ano: 1998

  • É uma doença infecciosa, causada por Escherichia coli, que afeta su­ínos jovens, causando infecção intestinal. A Escherichia coli está envolvida nos seguintes quadros patológicos: diarreia neonatal, diarreia pós-desmame, disenteria (diarreia sanguinolenta) e doença do edema.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 353

    Ano: 1998

  • Algumas doenças que causam infecção no sangue (septissemia) po­dem provocar morte súbita em leitões e em suínos na fase de crescimento e terminação. Às vezes, a colibacilose neonatal também provoca morte de leitões com até três dias de idade em menos de seis horas. A doença do edema também pode provocar morte rápida de leitões na fase de creche. Em suínos em fase de crescimento e terminação, uma causa de morte súbita é a torção do mesentério. Nesses casos, é sempre importante contactar o veterinário para diagnóstico.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 348

    Ano: 1998

  • Sem dúvida, o melhor método para controlar a contaminação de ali­mentos por micotoxinas é prevenir o desenvolvimento de fungos. A conta­minação de grãos por fungos é um problema sério e de difícil con­trole, ocor­rendo em condições inadequadas de armazenagem, colheita ou durante o período de pré-colheita e transporte.

    Condições ótimas para a produção de micotoxinas por alguns fungos

    Grupo Fungo Temperatura Umidade relativa do ar Teor de umidade do alimento
    Fungos de Campo: invadem grãos e semen­tes durante os estágios fi­nais de amadurecimento da planta; o dano é cau­sado antes da colheita Alternaria Cladosporium Fusarium Helminthosporium Variável 90% Variável, ocorrem geralmente em épocas de alta umidade
    Fungos Intermediários: invadem sementes e grãos antes da colheita e continuam a crescer e a causar danos durante o armazenamento Penicillium Fusarium Oscilações entre temperaturas altas de 20 °C a 25 °C; e temperaturas baixas de 8 °C a 10 °C 85% a 90% 22% a 23%
    Fungos de Armazena­mento: desenvolvem e causam danos somente em con­dições favoráveis de armazenamento Arpergillus 27 °C a 30 °C 85% 17,5% a 18,5% para grãos de milho, trigo, arroz e sorgo. 8% a 9% para sementes de amendoim, girassol e algodão

    É importante saber que alguns fungos são capazes de produzir peque­nas quantidades de micotoxinas quando expostos a temperaturas e umidades menores ou maiores que as descritas acima.

    Para prevenir as infestações de fungos no campo devem ser tomadas as seguintes medidas: fazer controle de insetos e fungos, plantar em espaçamento recomendado, manter a cultura limpa de ervas daninhas, fa­zer rotação de culturas, destruir e enterrar restos de culturas, se possível irrigar a cultura para evitar o estresse provocado pela seca, plantar e princi­palmente colher em época adequada e evitar danos mecânicos à cultura.

    Na prevenção de contaminação por fungos durante a colheita e trans­porte, as principais medidas a serem tomadas são: colher no ponto ótimo de maturação, evitar danos mecânicos durante a colheita, não deixar o produto exposto à noite no campo, não colher em dias chuvosos, proteger contra a chuva durante o transporte, secar o produto imediatamente após a colhei­ta, escolher a melhor técnica para cada produto e não ensacar ou armaze­nar antes que o produto esteja devidamente seco.

    Durante a estocagem, armazenar os grãos em locais secos e limpos, que não permitam a entrada de água, fazer controle de insetos e roedores, monitorar a umidade e a temperatura periodicamente. Para evitar o crescimento fúngico no armazenamento, diversas substâncias têm sido uti­lizadas. Os antifúngicos mais usados são ácidos orgânicos como propiônico, acético, sórbico e benzoico.

    A utilização de ácidos orgânicos é recomendada para armazena­mento por mais de 20 dias e para grãos com umidade superior a 14%. Esses ácidos não produzem efeito algum sobre as micotoxinas presentes nos grãos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 369

    Ano: 1998

  • Teores de umidade superiores a 13% nos grãos permitem o cresci­mento e a multiplicação dos fungos, que se aceleram com o aumento do teor de umidade. A temperatura ótima para crescimento dos fungos está entre 25 °C e 30 °C. Abaixo dos 5 °C não há crescimento da maioria dos fungos. A temperatura máxima está entre 40 e 45 °C para o cresci­mento de alguns tipos de fungos e até 55 °C para outros.

    As flutuações de temperatura no interior dos silos que armazenam matérias-primas, provocam a formação de bolsões de umidade, criando também condições favoráveis ao desenvolvimento dos fungos.

    Outro aspecto é a presença de grãos quebrados, de insetos e roedores o que danificam os grãos, deixando exposta a parte amilácea, facilitando assim a contaminação por fungos. Silos contaminados com fungos, com teias de aranha e resíduos de poeira, se não forem limpos e desinfetados antes de serem utilizados, contaminarão o material ali armazenado.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 362

    Ano: 1998

    • Duroc – Apresenta pelagem vermelho-cereja, bom comprimento e profundidade corporal, orelhas de tamanho médio e caídas, e focinho semirretilíneo. Apresenta boa taxa de crescimento e rendimento de carne.
    • Landrace – Apresenta pelagem branca, orelhas compridas e caídas, excelente comprimento corporal e rendimento de carne, ótima capacidade materna, produzindo e criando leitegadas com mais de dez ou onze leitões, boa taxa de crescimento, conversão alimentar e rendimento de carne.
    • Large White – Também apresenta pelagem branca, porém orelhas mais curtas e eretas. É a mais prolífica das três raças, com boa taxa de cresci­ mento diário, conversão alimentar e rendimento de carne.
    • Hampshire – Apresenta pelagem preta, com uma faixa de cor branca em torno da paleta, orelhas eretas e curtas, e focinho subcôncavo. Apresenta excelente quantidade de carne na região do lombo, baixa espessura de toucinho e carne de boa qualidade.
    • Pietrain – Apresenta a menor deposição de gordura e o maior rendimento de carne na carcaça entre todas as raças. Porém é muito sensível ao estresse, e sua carne não é de boa qualidade industrial.
    • Wessex – Apresenta pelagem semelhante à Hampshire, porém as orelhas são compridas e caídas, e o focinho é retilíneo. Apresenta exce­lente prolificidade, habilidade materna e capacidade de produção de leitões, mas sua capacidade de produzir gordura é alta. Cria-se muito bem em condições de campo.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 375

    Ano: 1998

  • Os sintomas de intoxicação de suínos por ingestão de alimentos con­taminados por zearalenona variam em função da quantidade de toxina ingerida. Níveis de 1 ppm a 30 ppm (partes por milhão) são suficientes para provocar sintomas de intoxicação. Os principais são: as fêmeas apresentam vulva inchada, dando impressão de que estão no cio. Suínos jovens, tanto machos como fêmeas, mostram mais saliência dos mamilos. Em fêmeas em idade reprodutiva, pode ocorrer retorno ao cio, falsa gestação e anestro. Fêmeas intoxicadas durante a gestação podem abortar ou parir leitões mor­tos, mumificados ou vivos, mas com os membros abertos e com edema de vulva. Em cachaços, ocorrem sinais de feminilização, podendo reduzir a o fertilidade e a libido.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 366

    Ano: 1998

  • Aflatoxinas são toxinas produzidas por fungos do gênero Aspergillus. A mais importante é a aflatoxina B1, por ser mais toxigênica e abundante. A ingestão de alimentos contaminados por essa toxina, causa a doença chamada aflatoxicose.

    A aflatoxicose pode ocorrer em todos os animais, especialmente pa­tos e perus jovens, suínos em crescimento e terminação, fêmeas em gesta­ção e animais lactantes.

    Seus efeitos tóxicos levam à inibição mitótica, imunodepressão, carcinogênese e defeitos congênitos. O órgão mais afetado é o fígado, que sofre alterações na absorção de lipídeos, apresentando-se pálido, amarelo, friável, com aspecto gorduroso e com pequenas áreas hemor­rágicas. A aflatoxina também interfere na absorção de proteínas, vita­minas e minerais em virtude do comprometimento de diversos sistemas enzimáticos. Os ani­mais apresentam também imunodepressão humoral e celular, resultando em baixa resposta imunológica a vacinações e aumento da susceptibilida­de a doenças infecciosas.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 363

    Ano: 1998

  • As características das raças nacionais são as seguintes:

    • Piau – Pelagem cor-de-areia, com manchas pretas e marrons, orelhas de tamanho médio e focinho semirretilíneo. Produz sete a oito leitões por barrigada e atinge 90 kg de peso vivo com sete meses de idade. A carcaça apresenta grande deposição de gordura, com mais de 4 cm.
    • Caruncho – Mesma pelagem da raça Piau, porém mais curta e com focinho côncavo.
    • Mouro ou Estrela Pelagem preta ou acinzentada. Produz até dez leitões por leitegada. Pesa 90 kg com menos de seis meses de idade.
    • Nilo, Pirapitinga e Canastra – Apresentam pelagem preta e menor comprimento corporal em relação às demais raças nacionais.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 376

    Ano: 1998

  • Suínos Duroc, com mais de três anos de idade, podem atingir peso vivo superior a 300 kg. O mesmo pode acontecer com machos das raças Landrace e Large White.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 370

    Ano: 1998

  • Uma raça pode ser melhorada por meio da seleção de animais da própria raça, mantendo seus padrões raciais. Pode-se também melhorar uma raça pelo cruzamento com machos e fêmeas de outra raça, que sejam ex­cepcionais numa ou mais características nas quais a raça a ser melhorada é deficiente. Nesse caso, a raça que se deseja melhorar deixa de ser pura, uma vez que os reprodutores passarm a ter e a transmitir para seus descen­dentes também os genes da outra raça.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 396

    Ano: 1998

  • Recomenda-se esse cruzamento quando se pretende melhorar o de­sempenho de criações simples e rústicas e cujas condições de criação se­jam melhores do que as utilizadas apenas para Pirapitinga.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 398

    Ano: 1998

  • Suínos para abate devem apresentar excelente rendimento de carne e baixa quantidade de gordura na carcaça. Rendimentos de 50% de carne são normalmente aceitáveis. Quanto maior o rendimento de carne, porém, melhor o aproveitamento industrial da carcaça, menor a sobra de gordura (banha) e, nos abatedouros onde há tipificação de carcaças, quanto maior o rendimento de carne maior é a bonificação recebida pelo produtor. Para obter carcaças com mais de 50% de carne, o criador deve usar animais melhorados geneticamente e utilizar rações que beneficiem a produção de carne. Dificilmente esse rendimento será alcançado com animais de raças nacionais, que não deixam de ser úteis nas criações de fazendas onde não há preocupações com a quantidade de gordura na carcaça.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 378

    Ano: 1998

  • A melhor raça para abate depende do que se quer produzir. Se o objetivo é produzir carme, deve-se usar machos Duroc, Landrace ou Large White, em cruzamento com fêmeas F-1 da combinação entre Large White e Landrace. Para produção de banha, devem-se usar suínos das raças naci­onais Piau, Nilo, Caruncho e outros.

    De modo geral, as raças Duroc, Landrace e Large White se adaptam bem a todas as regiões brasileiras. Para produzir bem, os animais também precisam de conforto, devendo-se protegê-los dos ventos frios, na região Sul, e do excesso de calor, nas regiões Centro Oeste, Norte e Nordeste.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 380

    Ano: 1998

  • Como os suínos Landau são mestiços, para produzi-los recomenda-se acasalar machos Landrace, que podem ser adquiridos em granjas de produ­ção de reprodutores de raças puras, com fêmeas Piau, que podem ser ad­quiridas na Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais-UFMG, de Belo Horizonte, na Companhia de Desenvolvimento Agropecuário do Paraná, na Lapa e em Maringá, no lapar, em Pato Branco-PR, na Prefeitura Municipal de Iretama - PR, e em granjas que produzem suínos Piau.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 384

    Ano: 1998

  • As raças nacionais se prestam mais à produção de banha, especial­mente Nilo, Canastra, Piau, Caruncho e Pirapitinga.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 381

    Ano: 1998

  • No Brasil, não existem fornecedores de suínos SPF (animais livres de patógenos específicos). Podem-se adquirir, no entanto, suínos com doença mínima e sem algumas doenças como a de Aujeszky, leptospirose, gastroenterite transmissível (TGE) e peste suína clássica. Para isso, as gran­jas produtoras de reprodutores devem manter monitoramento sorológico contínuo de seu plantel e o comprador de reprodutores deve exigir os comprovantes negativos das doenças.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 387

    Ano: 1998

  • As fêmeas a serem adquiridas devem ter bom desenvolvimento, com peso mínimo de 90 kg aos 150 dias de idade, aparelho mamário com o mínimo de seis pares de tetas perfeitas ou, de preferência, sete pares de tetas perfeitas, ausência de defeitos, aprumos corretos, boa profundidade e comprimento corporal, e serem originárias de linhas genéticas de boa prolificidade. Não devem apresentar doenças que possam comprometer a sanidade da granja onde serão utilizadas.

    Capítulo: Melhoramento Genético Animal

    Número da Pergunta: 391

    Ano: 1998