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  • As pastagens destinadas aos suínos devem ser constituídas de forrageiras tenras e macias. A constituição do aparelho digestivo do suíno não lhe permite aproveitar bem as forragens grosseiras e fibrosas com alto teor de celulose e lignina.

    Os capins grosseiros ou que em seu período vegetativo tardio se tor­nam fibrosos e endurecidos, não devem ser empregados nas pastagens para suínos. Incluem-se, nesse caso, o capim-gordura (Melinis minutiflora), o jaraguá (Hyparhenia rufa), o capim-guiné (Panicum maximum) e o capim-elefante (Penisetum purpureum).

    Para a formação de pastagens é necessário considerar as leguminosas e gramíneas. As leguminosas, por sua riqueza em proteína e minerais, são indicadas como as melhores pastagens para suínos, como por exemplo a alfafa. Nas regiões onde essa leguminosa não oferece facilidades de pastoreio, o suinocultor pode cultivá-la para corte, adicionando-a à ração tanto na forma verde quanto fenada. Nessas regiões, as gramíneas são as forrageiras indicadas para pastoreio por serem fáceis de formar e melhor resistirem ao pisoteio. As pastagens de gramas ou gramíneas de porte redu­zido devem ser preferidas por vários motivos:

    • Cobrem o terreno formando um tapete de proteção contra a erosão, aspecto importante em terrenos declivosos.
    • Conservam as folhas tenras e macias durante todo o período vegetativo.
    • Seu sistema radicular garante maior resistência ao pisoteio.

    Na formação de pastos gramados para suínos, deve-se adotar o crité­rio geral de só utilizá-los depois de bem formados.

    As gramíneas mais aconselháveis são grama-de-burro, capim-bermudas, quiquio (Pennisetum clandestinum), grama-forquilha (Paspalum notatum) e capim-rhodes (Chloris gayana).

    Outras pastagens desenvolvidas recentemente, como as do gênero cynodon, devem ser melhor avaliadas.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 239

    Ano: 1998

  • A composição da semente de milheto (Penisetum americanum, Schum) é a seguinte: 3.250 kcal de energia digestível, 12,20% de proteína bruta, 6,4% de fibra bruta, 0,05% de cálcio, 0,28% de fósforo, 0,40% de lisina, 0,35% de metionina + cistina e 0,1 5% de triptofano.

    Seu conteúdo de energia, devido ao alto teor de fibra, é inferior ao conteúdo de energia do milho. Isso limita sua utilização na alimentação de suínos. No entanto, quando se utilizam ingredientes com alto nível de ener­gia como a soja integral tostada ou extrusada, óleo bruto de soja ou gordura animal para equilibrar o nível de energia da dieta, a semente de milheto pode ser utilizada sem limite na ração dos suínos em qualquer fase. Porém, quando não é utilizado nenhum ingrediente de alta energia para equilibrar o nível de energia da dieta, a utilização da semente de milheto reduz o desempenho dos suínos, sendo essa redução tanto maior quanto maior for o nível de utilização do milheto.

    No caso de matrizes em gestação, não é necessário suplementar com ingredientes de alta energia, mas deve-se aumentar a quantidade de ração diária a fim de garantir o consumo mínimo de energia de que necessitam.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 231

    Ano: 1998

  • O soro de leite integral é um ali­mento de alto valor nutricional para suínos e, também, muito palatável, sendo consumido voluntariamente em grandes quantidades pelos suínos. Seu conteúdo de água é alto (93% a 96%) e sua proteína tem alto valor nutricional com relação à composição de aminoácidos. O soro também é rico em vitaminas do complexo B e em minerais como cálcio e fósforo. É mais indicado para animais em cresci­mento e terminação e para matrizes em gestação, embora possa ser utiliza­do também para leitões na fase de creche.

    O soro de leite em pó é um excelente alimento tanto para leitões lactentes como para leitões desmamados, por causa de seu alto conteúdo de lactose e do alto valor nutricional de sua proteína.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 233

    Ano: 1998

  • Sim. Vários tipos de silagem têm grande aceitação pelos suínos por apresentarem ótima palatabilidade. As mais utilizadas são a silagem do grão de milho, do grão de triticale e de mandioca. É também possível produzir silagem de outros produtos que apresentem alto conteúdo de carboidratos fermentáveis, como de bananas maduras.

    Quanto às silagens de forrageiras, as melhores são as de milho (pé inteiro), leguminosas (alfafa, comichão, entre outras), ou consorciação de gramíneas e leguminosas (milho, aveia ou azevém, mais uma leguminosa). Quando a silagem for somente de leguminosas, deve-se adicionar uma fon­te de carboidratos, como o melaço, para facilitar a fermentação.

    As silagens podem ser fornecidas para os leitões a partir dos 20 kg de peso vivo até o abate, para as matrizes em gestação e para os machos inteiros. Deve-se evitar o fornecimento para os leitões lactentes e na fase de creche e para as matrizes em lactação.

    As silagens de forrageiras devem ser fornecidas principalmente para os animais acima de 60 kg de peso vivo até o abate, para matrizes em gestação e machos inteiros, devido a seu baixo conteúdo de energia.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 236

    Ano: 1998

  • Existem essencialmente três formas de arraçoar suínos com alfafa:

    • Alfafa-fresca recém-cortada.
    • Silagem de alfafa.
    • Feno de alfafa moído e misturado à ração.

    A composição nutricional varia em função do teor de matéria seca e de fibra bruta, que depende do estágio vegetativo em que é feito o corte para silagem, feno ou arraçoamento.

    Composição nutricional de feno de alfafa e de alfafa fresca

    Parâmetro Alfafa fresca Feno de alfafa
    Teor de Proteína
    antes da florada depois da florada >19% PB 17% a 19% 15% a 17%
    Matéria seca (%) 17,6 19,3 90,2 90,6 90,7
    Digestibilidade da matéria orgânica (%) 75 63 64 54 50
    Fibra bruta (%) 3,1 4,6 21,9 23,8 25,7
    Proteína bruta (%) 4,6 4,3 20,7 17,8 16,1
    Proteína digestível (%) 3,7 3,0 13,8 9,0 8,1
    Energia metabolizável (kcal/kg) 437 399 12.938 1.577 1.434
    Lisina (%) 0,2 0,23 1,01 0,87 0,79
    Metionina + cistina (%) 0,09 0,09 0,48 0,45 0,40
    Cálcio (%) 0,33 0,36 1,80 1,83 1,40
    Fósforo (%) 0,05 0,06 0,26 0,29 0,25
    Sódio (%) 0,01 0,01 0,07 0,17 0,07

    A forma fresca deve ser fornecida em complementação à ração. O feno de alfafa, por ter maior teor de fibra bruta, é mais indicado para suínos adultos. Mas, por ter baixo teor de energia metabolizável, sua adição à ração de lactação deve ser baixa, conforme tabela a seguir.

    Fase Nível máximo de adição (%)
    Pré-inicial 0
    Inicial 0
    Crescimento 10
    Terminação 10
    Reposição 20
    Gestação até 80 dias 50
    Gestação de 80 a 113 dias 10
    Lactação 5

    A silagem de alfafa é indicada para matrizes em gestação e lactação. A presença do ácido láctico, produzido no processo fermentativo da silagem, é benéfica para a digestão e absorção de nutrientes no intestino da matriz. Várias pesquisas indicam que o uso da alfafa no período reprodutivo das fêmeas aumenta o número de leitões nascidos vivos.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 241

    Ano: 1998

  • A farinha da parte aérea da mandioca pode ser adicionada à ração em até 25% da dieta de suínos em crescimento e terminação, e em até 30% da dieta de matrizes em gestação. Essas dietas, porém, devem ser suplementadas com óleo a fim de manter níveis adequados de energia e com metionina que auxilia na detoxificação dos resíduos tóxicos que per­manecem nessa farinha.

    Para matrizes em gestação, pode-se aumentar a quantidade de ração fornecida em vez de suplementar a dieta com óleo. Assim, uma dieta de gestação com 20% de farinha da parte aérea da mandioca, sem adição de óleo, tem 3.087 kcal de energia digestível. Com 30% de farinha da parte aérea, o nível de energia cai para 2.971 kcal de energia digestível por quilo da dieta. Por isso, em vez de fornecer 2 kg de ração/matriz/dia, deve-se fornecer 2,160 kg e 2,250 kg (8,0% e 12,5% a mais), respectivamente, das ra­ções com 20% e com 30% de farinha da parte aérea. Nesse caso, os níveis de proteína, cálcio e fósforo devem ser reduzidos na mesma proporção em cada dieta, respectivamente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 226

    Ano: 1998

  • Embora o feno de confrei tenha teor elevado de proteína bruta, a digestibilidade geral dos nutrientes não é elevada. A concentração é muito baixa e em geral a energia metabolizável para suínos corresponde à meta­de daquela do farelo de arroz integral.

    Valores dos nutrientes do confrei

    Parâmetro Feno de confrei
    Matéria seca (%) 88,2
    Energia digestível (kcal/kg) 1.809
    Energia metabolizável (kcal/kg) 1.781
    Proteína bruta (%) 21,48
    Extrato etéreo (%) 1,06
    Fibra bruta (%) 9,54
    Matéria mineral (%) 20,30
    Cálcio (%) 1,55
    Fósforo total (%) 0,64
    Cobre (mg/kg) 22,3
    Ferro (mg/kg) 1.363,4
    Manganês (mg/kg) 216,3
    Zinco (mg/kg) 103,1

    A inclusão do feno de confrei em dietas para suínos, na recria, não é recomendável por causa de seu elevado teor de matéria seca não digestível, o que reduz substancialmente o teor de energia metabolizável neste ali­mento. Pode ser adicionado à dieta de suínos em crescimento e terminação desde que se mantenha o equilíbrio nutricional. Níveis acima de 15% nas rações exigem alta inclusão de outros alimentos altamente energéticos, o que pode inviabilizar seu uso prático. Adição às rações superior a 10% resulta em piora acentuada na conversão alimentar. Sua inclusão em ra­ções para matrizes em lactação não é adequada porque essa categoria animal exige dietas com alta concentração nutricional.

    Existe viabilidade prática de uso do confrei em rações para matrizes em gestação, por ter essa categoria animal grande capacidade ingestiva e exigências nutricionais pouco elevadas. A quantidade de ração a ser fornecida diariamente, porém, aumenta em função da diluição nutricional. Por isso, atenção especial deve ser dada ao consumo adequado de todos os nutrientes.

    A adição de feno de confrei pode chegar a 60% da matéria seca ingerida pela fêmea em gestação e a quantidade máxima de matéria seca por fêmea em gestação deve ser de 3,5 kg/dia.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 238

    Ano: 1998

  • Não. A inclusão de capim-cameron nas dietas para suínos não é reco­mendável em função do alto teor de fibra que essa forrageira apre­senta. Nenhuma categoria de suínos aproveita de forma adequada e suficiente este capim.

    A digestibilidade dos nutrientes dessa forrageira é muito reduzida para suínos e sua densidade nutricional, útil e recomendada para rumi­nantes, é muito baixa para as exigências nutricionais dos suínos.

    A inclusão dessa forrageira em dietas balanceadas para suínos é total­mente inapropriada tanto técnica como economicamente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 243

    Ano: 1998

  • A farinha de feno de aguapé não tem apresentado bons resultados na alimentação de suínos, em função de seu baixo conteúdo de energia e bai­xa palatabilidade. Quando a planta é colhida na primavera até a metade do verão, seu valor nutritivo é melhor, por ser menor o conteúdo de cinza e de frações indigestíveis de fibra do que nos demais períodos do ano.

    Dessa forma, a farinha-de-feno de aguapé pode ser utilizada em até 5% da dieta de suínos em crescimento e terminação, desde que a planta seja colhida na primavera ou, no máximo, até a metade do verão.

    O aguapé in natura não deve ser usado por ter baixa concentração de nutrientes.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 252

    Ano: 1998

  • As beterrabas possuem um teor de energia metabolizável, quando expresso na base matéria seca, equivalente ao da batata-inglesa, conforme demonstra a tabela a seguir.

    Concentração de nutrientes na batata inglesa e beterrabas forrageira e açucareira

    Parâmetro Batata-inglesa Beterraba
    Açucareira Forrageira
    Matéria seca (%) 21,9 23,2 14,6
    Digestibilidade da matéria orgânica (%) 89 91 92
    Fibra bruta (%) 0,6 1.2 0,8
    Proteína bruta (%) 2,0 1,3 1,2
    Energia metabolizável (kcal/kg) 636 722 456
    Lisina (%) 0,11 0,06 0,04
    Metionina+Cistina (%) 0,06 0,05 0,01
    Cálcio (%) 0,01 0,05 0,04
    Fósforo (%) 0,05 0,04 0,03
    Sódio (%) 0,01 0,02 0,06

    O fator limitante de maior inclusão de beterrabas na alimentação de suínos é seu alto teor de água. A digestibilidade da matéria orgânica nas beterrabas situa-se ao redor de 90% e grande parte dos carboidratos é composta de pectina, de difícil aproveitamento pelo suíno, em comparação com o amido.

    O valor biológico da proteína das beterrabas é muito baixo, porque a fração nitrogenada é composta por 50% de amidos e nitratos, sendo assim não proteico metade do nitrogênio, portanto não aproveitável pelo suíno.

    Também o teor de cinzas não é favorável para o suíno, porque existe alta concentração de potássio e sódio em detrimento do cálcio e fósforo.

    O uso da beterraba forrageira é indicado para suínos acima de 50 kg de peso vivo, não devendo ultrapassar o limite de 7 kg por animal/dia. A substituição deve ser feita de modo a manter o balanço de nutrientes da ração.

    A beterraba açucareira, pelo fato de ter os nutrientes muito diluídos pela água que contém, não deve ser fornecida aos leitões e suínos em crescimento. É adequada para suínos em terminação (4 kg ao dia), matrizes em gestação (10 kg ao dia) e lactação (3 kg ao dia) e reprodutores (6 kg ao dia), desde que as dietas sejam adequadamente balanceadas.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 244

    Ano: 1998

  • Existem dois tipos de cevada: com casca e sem casca. A diferença na concentração de energia metabolizável é grande e deve ser levada em consideração no balanceamento da ração. Existe, igualmente, grande di­ferença na digestibilidade da matéria orgânica, como mostra a tabela a seguir.

    Concentração nutricional da cevada com e sem casca

    Parâmetro Cevada
    Com casca Sem casca
    Matéria seca (%) 87,0 87,0
    Digestibilidade da matéria orgânica (%) 82 92
    Fibra bruta (%) 5,9 2,2
    Proteína bruta (%) 10,4 11,8
    Energia metabolizável (kcal/kg) 2.930 3.250
    Lisina (%) 0,36 0,39
    Metionina+Cistina (%) 0,36 0,47
    Cálcio (%) 0,08 0,08
    Fósforo (%) 0,34 0,34

    Inclusão da cevada na dieta de suínos de acordo com as diversas fases

    Fase Limite de inclusão da cevada (%)
    Com casca Sem casca
    Pré-inicial _ 18,0
    Inicial 10,0 18,0
    Crescimento Livre Livre
    Terminação Livre Livre
    Reposição Livre Livre
    Gestação Livre Livre
    Lactação Livre Livre

    A inclusão em rações balanceadas só deve ser feita depois de moído o grão de cevada. A moagem é necessária para possibilitar a digestão dos nutrientes presentes nos grãos.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 246

    Ano: 1998

  • A cama-de-frango possui altos teores de fibra bruta associados à mai­or parte do nitrogênio presente sob a forma de nitrogênio não proteico. Do ponto de vista nutricional, essas características são indesejáveis para o su­íno. A suinocultura requer que o balanceamento nutricional das dietas te­nha o menor teor de fibra bruta possível e o máximo possível da chamada proteína ideal, a fim de proporcionar ao suíno menor incremento calórico originário da digestão e metabolização dos nutrientes e, assim, maximizar o ganho de peso.

    Do ponto de vista econômico, deve-se considerar que, ao nível da propriedade, há um custo para a obtenção da cama-de-frango, que será seu preço mínimo como ingrediente da ração. Se, por outro lado, existir um mercado que consome a cama-de-frango como fertilizante, então o preço de mercado deve ser o preço da cama enquanto ingrediente da ração. Da mesma forma, para gerar uma dieta balanceada com o uso de cama-de-frango, é necessária a utilização de ingredientes complementares, nutricionalmente mais concentrados e que portanto têm preço maior.

    É preciso ainda considerar o custo de oportunidade da adição da cama-de-frango à dieta de suínos, pois outro uso deste material pode significar taxa de retorno maior e risco sanitário menor: como adubo orgânico, por exemplo, ou como ingrediente para rações de ruminantes. Como regra geral, porém, não se recomenda a inclusão de cama-de-frango na ração de suínos.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 253

    Ano: 1998

  • A fonte de água apropriada é a que fornece água potável. A definição universal para água potável é que ela deve ser inodora, incolor, límpida e que não apresente substâncias minerais dissolvidas ou qualquer substância de origem orgânica.

    Águas superficiais ou de rio geralmente são inadequadas para abaste­cer as granjas de suínos. Se o uso desse tipo de água for inevitável, é im­prescindível o controle rigoroso de sua qualidade por meio de análises diá­rias e de indicadores biológicos.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 259

    Ano: 1998

  • O valor nutricional da cama-de-frango é muito variável e depende de vários fatores, entre os quais estão:

    • O tipo e a quantidade de material usado para cama-de-frango.
    • O tempo de uso da cama-de-frango (lotes de frangos de corte ou de poedeiras que usou a mesma cama).
    • A categoria de ave criada: para cada categoria de ave, há um tipo específico de ração, com concentração diferenciada de nutrientes, que gera resíduos (cama) também diferenciados.
    • O tipo e o manejo dos comedouros usados na produção avícola: comedouros tubulares mal regulados geram perdas muito grandes que enri­quecem o valor nutritivo da cama-de-frango.
    • O processamento da cama-de-frango: a utilização de algum sistema de peneiramento a fim de separar o material seco fibroso para sua reutilização nos aviários, resulta em resíduo fino de maior valor nutricional.

    Em função da grande variabilidade da cama-de-frango, é indispensá­vel submeter esse material à análise laboratorial a fim de determinar a con­centração de nutrientes como os teores de PB, FB, Ca e P. Um ponto impor­tante é que grande parte (ao redor de 60%) da PB, pode estar sob a forma de ácido úrico, cujo aproveitamento pelo suíno é muito reduzido.

    Na tabela abaixo, estão expressos alguns valores da concentração em nutrientes resultantes de análises de cama-de-frango realizadas pela Embrapa Suínos e Aves.

    Componentes Análise
    Matéria seca (%) 57,3
    Energia: digestível (kcal/kg) 2.011
    metabolizável (kcal/kg) 1.728
    Proteína bruta (%) 14,3
    Extrato etéreo (%) 0,4
    Fibra bruta (%) 16,7
    Matéria mineral (%) 13,7
    Cálcio (%) 1,7
    Fósforo total (%) M
    Cobre (mg/kg) 94,4
    Ferro (mg/kg) 1.202,7
    Manganês (mg/kg) 239,7
    Zinco (mg/kg) 220,4

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 254

    Ano: 1998

  • Tradicionalmente a água é fornecida aos suínos em bebedouros de diversos tipos e modelos, dependendo da fase de desenvolvimento do animal. No arraçoamento de machos castrados, a partir de 60 kg de peso vivo, em sistema de alimentação restrita, é possível fornecer água no pró­prio comedouro. Usando-se comedouros especiais, retira-se a água no mo­mento de fornecer a ração. Consumida a dieta, o comedouro é imediata­mente reabastecido com água, que fica o dia todo à disposição do animal. O mesmo método é utilizado para matrizes em gestação mantidas lado a lado, em celas individuais. Neste último caso, o sistema justifica-se pela economia que oferece ao dispensar bebedouros individuais. Esse método, entretanto, exige a troca frequente da água para manter sua qualidade.O uso de água corrente não é recomendável, pelo desperdício que acarreta. Se esta prática, porém, for adotada a fim de oferecer água fresca nos perío­dos de temperatura elevada, é imprescindível que não seja canalizada para as esterqueiras, para evitar a diluição excessiva do adubo/esterco e o con­sequente aumento no custo de sua distribuição. O excesso de água corrente pode ser melhor aproveitado canalizando-o para açudes com peixes.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 260

    Ano: 1998

  • O aguapé (Eichoornia crassipes) cresce nas regiões entre a latitude 32°N e 32°S, em lagoas de tratamento final dos refluxos orgânicos, produ­zindo grande volume de matéria verde.

    De acordo com as análises feitas no laboratório de nutrição animal da Embrapa Suínos e Aves, a farinha-de-feno de aguapé obtida pela secagem e moagem da planta apresenta a seguinte composição nutricional média: 89,5% de matéria seca, 16,1% de proteína bruta, 19,9% de fibra bruta, 16,41% de cinza, 1,31% de cálcio e 0,61% de fósforo. Esse produto ainda pode apresentar alto conteúdo de ferro, sódio e potássio, dependendo do local onde é cultivado e da quantidade de solo que permanece na raiz por oca­sião da colheita.

    Em função do alto conteúdo de cinzas e de fibra bruta, a farinha de feno de aguapé apresenta baixo conteúdo de energia. De acordo com de­terminações feitas na Embrapa Suínos e Aves, a farinha de feno de aguapé contém 1.122 kcal de energia digestível e 1.067 kcal de energia metabolizável por quilo.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 251

    Ano: 1998

  • O reservatório deve ser dimensionado para estocar água por um perí­odo de cinco dias, com base na seguinte equação:

    CR = (0,48 STA + F + M) x 0,075

    Em que: CR = capacidade do reservatório, em m3;

    STA = número de suínos terminados por ano;

    F = número de fêmeas do rebanho;

    M = número de machos do rebanho.

    Por exemplo, para um sistema de produção de 24 matrizes com um macho e estimando-se 504 suínos terminados por ano, teremos:

    CR = (0,48 x STA + F + M ) x 0,075

    CR = (0,48 x 504 + 24 + 1) x 0,075

    CR = 20,02 m3

    Ou seja, deve-se projetar o reservatório com capacidade para 20 m3 de água.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 265

    Ano: 1998

  • Na tabela a seguir encontram-se as recomendações de altura ideal de três tipos de bebedouros em função do tipo usado e do peso vivo do suíno.

    Altura recomendada para a instalação de bebedouros

    Peso dos suínos (kg) Altura do piso (cm)
    Tipo de bebedouros
    Taça Chupeta Nível
    Até 5 12 18 .
    5-15 20 26 12
    15-30 25 35 12
    30-65 30 45 25
    65-100 40 55 25
    acima de 100 45 65 -

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 263

    Ano: 1998

  • A água potável para suínos pode ter até 0,5 ppm de cloro livre e isso significa que, nessas condições, podem consumir cloro.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 268

    Ano: 1998

  • O secador de leito fixo é muito versátil, podendo secar não apenas grãos como milho, soja, trigo, feijão e outros, mas também raspa de mandi­oca, erva-mate, feijão em rama, milho em espiga, feno para rações e, inclu­sive, fazer a tostagem de soja.

    Capítulo: Secagem e Armazenagem

    Número da Pergunta: 272

    Ano: 1998