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  • Ainda não foram desenvolvidas raças de suínos específicas para o Siscal. Como esse sistema visa o máximo de produtividade sem agredir o meio ambiente e com menos investimentos em construções, é necessário utilizar animais de alto padrão genético. Para tanto, deve-se usar machos que contribuam para incorporar aos animais destinados ao abate bom de­sempenho produtivo, isto é, alto ganho de peso diário, baixa conversão alimentar e boas características de carcaça, ou seja, baixa quantidade de gordura e alto rendimento de carne. As fêmeas devem possuir, além das características do macho, a capacidade de gerar grande quantidade de leitões.

    Nos sistemas existentes na região Sul, observa-se o uso de machos da raça Duroc ou sintéticos (híbridos), cruzando com fêmeas mestiças F-1, isto é, filhas de macho Large White com fêmea Landrace.

    Capítulo: Sistema de Produção

    Número da Pergunta: 45

    Ano: 1998

  • Durante a gestação, recomenda-se formar lotes de oito matrizes, no máximo, dividir a área que elas ocupam em seis subpiquetes, mantendo os 800 m2 por matriz, e usar os subpiquetes no sistema de rodízio. Durante a lactação, a área utilizada por matriz (800 m2) deve ser dividida em duas de 400 m2 usadas alternadamente. Para os leitões após o desmame, sugere-se área de 70 m2 por leitão. A área necessária para um determinado grupo deve ser dividida em dois piquetes tendo em vista a sua utilização em siste­ma rotativo.

    Capítulo: Sistema de Produção

    Número da Pergunta: 48

    Ano: 1998

  • Sim. Recomenda-se a rotação da área total utilizada pelo sistema a cada período de dois a três anos, no intuito de reduzir a degradação do solo, problemas sanitários e o aproveitamento do solo adubado para o cultivo de culturas anuais.

    Capítulo: Sistema de Produção

    Número da Pergunta: 49

    Ano: 1998

  • Fig_pag37a.jpg

    A água é armazenada numa caixa d’água instalada no ponto mais alto do terreno, de onde é levada até os bebedouros. A canalização deve ser enterrada a uma profundidade de mais ou menos 35 cm, a fim de evitar o aquecimento da água nos dias mais quentes.

    Deve-se evitar que a água escorra para o interior dos piquetes, impe­dindo a formação de lamaçal, o que pode ser feito com o uso de uma chapa coletora de água sob os bebedouros e a colocação dos mesmos na parte mais baixa dos piquetes.

    Os bebedouros podem ser do tipo vasos comunicantes com boia, que devem ser limpos no mínimo duas vezes por semana e protegidos da ação do sol.

    Capítulo: Sistema de Produção

    Número da Pergunta: 51

    Ano: 1998

  • Fig_pag37b.jpg

    Sim. O meio mais eficaz para isto é a utilização do destrompe. Proce­de-se da seguinte maneira: pega-se um pedaço de fio de cobre rígido (4,0 mm) de 15 cm de comprimento e faz-se, numa das extremidades, uma ponta em forma de agulha e, na outra, uma argola soldada. Esse fio é introduzido no focinho do animal entre o tecido fibroso subcutâneo e a cartilagem do septo nasal. Em seguida, faz-se com esse fio uma argola móvel de 3 cm a 5 cm de diâ­metro. Assim, quando o suíno fuça o solo, a argola força e machuca o septo nasal (nariz), impedindo que o animal continue fuçando.

    Capítulo: Sistema de Produção

    Número da Pergunta: 52

    Ano: 1998

  • O uso do SMC de produção na maternidade implica na ocorrência ininterrupta de partos e na presença simultânea de matrizes com leitões recém-nascidos e com leitões mais velhos. A partir do momento em que a concentração de agentes patogênicos ultrapassar o limiar de infecção, po­derão ocorrer patologias como diarreias, pneumonias ou artrites e a taxa de mortalidade e de refugos tende a aumentar progressivamente.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 54

    Ano: 1998

  • O produtor que adota o sistema de produção de ciclo completo, isto é, todas a fases da criação presentes na propriedade, deve atingir os seguintes índices de produtividade:

    Parâmetro Índices
    Número de partos por porca/ano > 2,3
    Leitões nascidos vivos por parto > 10,5
    Taxa de leitões natimortos < 6,0%
    Taxa de mortalidade do nascimento ao desmame <10,0%
    Número de leitões desmamados por parto > 9,5
    Número de leitões desmamados por matriz/ano > 21,8
    Taxa de abortos < 1,0%
    Taxa de repetições de cio < 10%
    Taxa de partos > 90,0%
    Consumo de ração por matriz 1.080 kg/ano ou 90 kg/mês
    Número de suínos terminados por parto > 9,0
    Animais entregues ao abate por matriz alojada incluindo leitoa coberta 170% por mês
    Taxa de mortalidade na creche < 3,0%
    Taxa de mortalidade na terminação < 1,5%
    Número de animais terminados por matriz/ano > 20,8

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 57

    Ano: 1998

  • O sistema all in all out (todos dentro todos fora) consiste na formação de um grupo de animais da mesma idade, manejado em períodos regulares de uma instalação para outra, de modo a permitir a limpeza e o vazio sani­tário da instalação desocupada, antes de sua reocupação.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 55

    Ano: 1998

  • Divide-se o plantel de fêmeas em seis lotes, fazendo-se a cobertura de cada grupo no menor intervalo possível dentro do mês correspondente (ver tabela). Isto permitirá que as parições se concentrem em torno de al­guns dias, no mês de parição e, consequentemente, também o desmame de cada grupo num dia ou em dias próximos de cada mês possibilitando, assim, a venda dos produtos de cada grupo uma vez por mês ou lenta­mente ao longo do mês.

    Na tabela a seguir é apresentado o esquema de organização mensal num rebanho com 36 fêmeas dividido em seis grupos. Desmame com 28 a 35 dias. (Des/Cob = Desmame/Cobertura).

    Mês Grupos
    A B C D E F
    Janeiro Cobertura
    Fevereiro Cobertura
    Março Cobertura
    Abril Cobertura
    Maio Parição Cobertura
    Junho Des/Cob Parição Cobertura
    Julho Des/Cob Parição
    Agosto Des/Cob Parição
    Setembro Des/Cob Parição
    Outubro Parição Des/Cob Parição
    Novembro Parição Des/Cob
    Dezembro Des/Cob Parição
    aneiro Des/Cob Parição
    Fevereiro Des/Cob Parição
    Março Parição Parição
    Abril Parição Des/Cob
    Maio Parição Des/Cob
    Junho Parição

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 58

    Ano: 1998

  • Aleitamento – Fase que vai do nascimento ao desmame (21, 28 ou 35 dias).

    Recria ou creche – Fase que vai do desmame aos 70 dias.

    Crescimento e terminação – Fase que vai da creche até mais ou menos 150 dias.

    Reprodução – Esta fase inclui a pré-gestação, cobrição, gestação e lactação.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 60

    Ano: 1998

  • Existe grande variabilidade em termos de ganho de peso dos suínos em função do grau de tecnologia usada. A tabela a seguir apresenta os pesos de suínos (lotes mistos) em diversas idades, representando três níveis tecnológicos usados na produção de suínos para abate.

    Peso do suíno (kg) em função da idade e do nível tecnológico adotado na granja.

    Idade (dias) Nível tecnológico
    Ruim Regular Bom
    Nascimento <1,20 1,35 1,45
    21 5,00 6,20 7,50
    28 6,00 7,80 9,50
    35 8,50 10,00 12,00
    42 10,40 12,80 15,00
    49 12,50 15,00 18,00
    63 19,00 21,00 26,00
    105 41,00 50,00 65,00
    140 70,00 83,00 100,00
    161 87,00 100,00 -
    175 100,00 - -

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 61

    Ano: 1998

  • É um conjunto de medidas sanitárias e de higiene cuja finalidade é proporcionar ao animal condições ótimas de saúde, que lhe permitam de­senvolver a maior produtividade de que é potencialmente capaz.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 62

    Ano: 1998

  • Como as granjas de suínos diferem entre si, principalmente quanto ao ambiente proporcionado aos animais, não é possível especificar a forma de fazer a limpeza e desinfecção.

    Nessas condições, é mais seguro o técnico responsável pela granja elaborar um programa de limpeza e desinfecção que se adeque à granja. Esse programa deve incluir as atividades diárias adotadas em cada fase de criação.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 64

    Ano: 1998

  • Não. Deve-se, também, evitar o uso excessivo de água a fim de dimi­nuir o volume dos dejetos a serem armazenados.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 66

    Ano: 1998

  • Pá, vassoura, escova, regador e lava-jato.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 67

    Ano: 1998

  • É o período em que a instalação permanece vazia após a limpeza e a desinfecção. Esse período permite a eliminação de microrganismos não destruídos pela desinfecção. O vazio sanitário permite, também, a secagem da instalação. Para a secagem completa, são necessários de quatro a oito dias. O período de vazio sanitário só tem validade se a instalação permane­cer completamente vedada à passagem de qualquer pessoa ou animal.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 63

    Ano: 1998

  • O quadro a seguir mostra as principais etapas de um programa de limpeza e desinfecção:

    Etapa Atividade
    Limpeza seca

    Iniciar, no máximo, três horas após a saída dos animais

    Retirar da instalação os equipamentos desmontáveis (ex.: comedouros, lâmpadas suplementares de calor)

    As sobras de ração dos comedouros podem ser fornecidas para animais na terminação

    Remover a maravalha e o esterco solto ou incrustado no piso

    Remover a sujeira das partes superiores das paredes e do teto

    Limpar as caixas de pedilúvio

    Limpeza úmida

    Molhar superfícies com 1 litro a 1,5 litro por m2 de uma solução de detergente

    Deixar impregnar por um período de, no mínimo, três horas

    Molhar novamente com 0,3 litro de água/m2 e depois limpar com água, vassoura ou escova até que a estrutura da superfície esteja visível; de preferência usar água a uma temperatura de 40 °C

    Retirar a água estagnada sobre o piso, nos comedouros e/ou nos bebedouros

    Deixar secar durante a noite

    Lavar os equipamentos retirados da instalação e deixá-los secar

    Desinfecção

    Preparar a solução de desinfetante, considerando uma aplicação de 0,4 litro da solução por m2

    Aplicar a solução sobre divisórias, piso, comedouros e implementos, de preferência a uma temperatura de 40 °C

    Doze horas após a aplicação do desinfetante, montar os equipamentos desmontados

    Em alguns casos, recomenda-se fazer nova desinfecção quatro a cinco horas após a primeira

    Fumigação

    Calcular a área da sala, utilizar 10 g de permanganato de potássio e 20 mL de formol por m3

    Fechar as janelas, colocar os balde(s) em lugar(es) estratégicos, derramar o formol sobre o permanganato de potássio

    Abandonar rapidamente a sala e fechar a porta

    Manter a sala fechada por 24 a 48 horas

    Melhor efeito obtém-se molhando paredes, pisos e equipamento antes da fumigação

    Vazio sanitário

    Instalação permanece vazia por um período de quatro a oito dias

    Desinfecção

    Segunda desinfecção: duas horas antes de introduzir os animais

    Preparar a solução de desinfetante, considerando uma aplicação de 0,4 litro/m2

    Realizar a desinfecção

    Não utilizar soda cáustica nem desinfetantes ou concentrações irritantes para animais

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 69

    Ano: 1998

  • Quem trabalha na criação de suínos deve preocupar-se princi­palmente com as doenças que atacam os animais, como a brucelose, leptospirose e a tuberculose. Por isso, é importante que as matrizes e os cachaços sejam livres dessas doenças. Deve-se monitorar essas doenças solicitando a um veterinário fazer exames sorológicos para brucelose e leptospirose e para a tuberculinização nos reprodutores machos e fêmeas. Entretanto, mesmo que o rebanho esteja totalmente isento dessas doenças, é sempre importante fazer uso de luvas de plástico para auxiliar o parto das fêmeas. Para as outras práticas de manejo, como castração e vaci­nações, recomenda-se lavar e desinfetar as mãos, com solução iodada, antes e após sua realiza­ção. Nas atividades diárias de limpeza das instalações, deve-se usar sem­pre botas e macacão.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 70

    Ano: 1998

  • Os leitões devem ser limpos e secos à medida em que vão nascendo. Os líquidos fetais, bem como os restos de membranas que envolvem o recém-nascido, devem ser removidos com toalhas de papel ou panos limpos, dando preferência à toalha de papel, por ser mais higiênica. Em primeiro lugar, limpa-se a cabeça do recém-nascido, removendo os líquidos fetais existentes ao redor da cavidade bucal e das narinas, para evitar a obstrução das vias respiratórias. A seguir, limpa-se o restante do corpo do leitão, massageando o dorso e a região pulmonar, para ativar a circulação e esti­mular a respiração. Quanto mais tempo o leitão permanecer úmido, maior a quantidade de calor perdido.

    Alguns leitões podem nascer parcial ou totalmente envoltos pelas membranas fetais e podem morrer sufocados se não forem removidas ime­diatamente. Após sua remoção, recomenda-se fazer uma massagem enér­gica no leitão, para reanimá-lo.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 72

    Ano: 1998

  • Fig_pag47.jpg

    Logo após o nascimento, recomenda-se fazer a ligadura e o corte do cordão umbilical de 3 a 4 cm de sua inserção e, em seguida, a desinfecção. Para a ligadura, usa-se um cordão previamente desinfetado ou embebido em desinfetante. Para o corte, usa-se tesoura cirúrgica desinfetada. Para a desinfecção do umbigo, usa-se um frasco de boca larga com tintura de iodo (5% a 7%) ou iodo glicerinado. Mergulha-se o umbigo na solução pressionan­do o frasco contra o abdômen do leitão e fazendo um movimento de 180 graus para que o desinfetante atinja a base do umbigo. O umbigo deve permane­cer em contato com o desinfetante por três a cinco segundos. O corte e a desinfecção do umbigo só têm validade se forem realizados nos primeiros minutos após o parto. Essa validade, aliás, está condicionada à adoção de esquema adequado de limpeza e desinfecção das instalações.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 73

    Ano: 1998

  • Quanto maior o peso ao nascer, maior será o ganho diário do leitão na fase de aleitamento. A mortalidade também é reduzida em recém-nascidos de peso elevado. Por isso, o ideal seria que todos os leitões tivessem, ao nascer, pelo menos 1,2 kg.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 74

    Ano: 1998

  • A maior dificuldade para a adequada nutrição do leitão durante a lactação reside no desconhecimento da quantidade de leite que a matriz produz. Para cobrir as exigências nutricionais de uma leitegada com dez leitões, a matriz deve produzir 6,5 litros de leite/dia ao final da primeira semana e 11 litros de leite/dia no final da terceira semana de lactação. Na prática, porém, isto não ocorre. Por esse motivo, deve-se fornecer ração pré-inicial peletizada para os leitões, a partir do sétimo dia de vida. No início, as quantidades fornecidas devem ser pequenas e substituídas quan­do houver sobras, a fim de não ocorrer alteração no sabor e na composição da ração. Assim, os leitões dispõem de alimento na medida de suas necessi­dades de modo a poderem expressar todo seu potencial de ganho de peso.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 75

    Ano: 1998

  • Fig_pag48.jpg

    Sim, principalmente quando a cela é mal construída. A área disponí­vel para a matriz e os leitões deve ser de 4 m2, no mínimo, e a altura da pri­meira barra da cela parideira de 28 cm do piso, no mínimo.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 77

    Ano: 1998

  • A transferência deve ser realizada, o mais tardar, nos primeiros três dias após o parto da matriz adotiva, uma vez que as glândulas mamárias excedentes e não utilizadas tendem a involuir (secar). É impossível prever se uma matriz vai ou não aceitar os animais transferidos. Se a matriz que adota sentir odor diferente no leitão recém-chegado, ela pode simplesmen­te rejeitá-lo ou mesmo matá-lo.

    Geralmente, quando a transferência é feita logo após o parto e a pla­centa da fêmea adotiva ainda estiver disponível, recomenda-se esfregá-la nos leitões a serem transferidos para que tenham o mesmo cheiro dos seus leitões. Quando isso não é possível, deve-se reunir os leitões da matriz ado­tiva com aqueles que se pretende transferir, num cesto, durante dez a 25 minutos, e pulverizá-los com uma solução fraca de creolina ou outro produ­to para dificultar seu reconhecimento, pela matriz, através do cheiro. Outra possibilidade é manter o grupo de leitões separados da mãe adotiva durante duas a três horas para que seu úbere atinja um grau de enchimento tal que a matriz sinta necessidade de amamentá-los devido à pressão existente nas glândulas mamárias. Nesse caso, também, é aconselhável dificultar o reco­nhecimento do leitão estranho, através de produtos.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 79

    Ano: 1998

  • Como substituto do leite da matriz, pode-se utilizar leite de vaca, de ovelha ou de cabra, conforme a tabela a seguir.

    Componentes
    e volume
    Tipo de leite
    Vaca Cabra Ovelha
    Volume 1/4 litro 1/4 litro 1/4 litro
    Nata 1 colher das de sopa - -
    Ácido cítrico(1) 0,1 g - 0,2 g 0,1 g - 0,2 g 0,1 g - 0,2 g
    Tetraciclina 50 mg 50 mg 50 mg

    (1) O ácido cítrico pode ser substituído por suco de limão, na dosagem de uma colher das de chá até uma das de sopa.


    A nata é adicionada ao leite de vaca devido a seu baixo percentual de gordura em comparação ao leite da matriz, o que não ocorre com o leite de cabra e de ovelha. O antibiótico é adicionado como profilático contra infecções e para proporcionar melhor desenvolvimento aos leitões.

    Outra possibilidade é preparar o substituto do leite da matriz, adi­cionando ao leite de vaca 50 mL de nata, uma clara de ovo, suco de limão e 15 mg de tetraciclina por litro de leite.

    Atualmente, é possível encontrar no mercado alguns produtos prontos para substituir o leite da matriz ou para suplementar a alimentação de leitões mais fracos, bem como produtos à base de leite para serem reconsti­tuídos (adicionando água).

    A dosagem do substituto do leite depende da idade do leitão e varia de 20 mL (duas colheres das de sopa) a 50 mL, numa frequência de 20 a 22 vezes ao dia para leitões recém-nascidos. A dosagem pode ser aumen­tada com a idade dos animais. Após uma semana, aumenta-se o intervalo de fornecimento do substituto do leite e coloca-se à disposição dos leitões uma ração inicial. Dependendo do desenvolvimento dos leitões e do consumo de ração inicial, pode-se substituir o alimento artificial pela ração quando os leitões atingirem a idade de três semanas.

    É importante que, por ocasião da amamentação, o substituto do leite da matriz esteja a uma temperatura entre 37 °C e 40 °C.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 82

    Ano: 1998

  • Os leitões devem ter água limpa e de boa qualidade à disposição a partir do primeiro dia de vida.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 83

    Ano: 1998

    • Lotes uniformes em idade e peso, evitando superlotação.
    • Número adequado de bebedouros (1:10) e comedouros (uma boca: quatro animais).
    • Fornecimento à vontade de ração e água, ambas de boa qualidade.
    • Adoção de rotina de limpeza.
    • Manutenção de programa de vacinação.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 86

    Ano: 1998

  • Deve-se utilizar a lotação máxima de três leitões/m2 nas baias suspensas e de 2,5 leitões/m2 nas baias no chão.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 85

    Ano: 1998

  • A alimentação à vontade proporciona um ganho de peso diário (do nascimento ao abate) superior a 50 g/dia a 60 g/dia ao ganho proporcionado pela alimentação restrita. Esse ganho pode desaparecer se a conversão alimen­tar for reduzida em cerca de 0,15 unidade, mantendo as demais condições constantes. Se a restrição alimentar não conseguir melhora superior a 0,15 unidade na conversão alimentar, é possível que haja perdas com o uso desse sistema de alimentação se o suíno para abate for vendido por quilograma de peso vivo.

    Há de se considerar, porém, que os animais com restrição alimentar, apesar de retardarem o momento de abate, melhoram a carcaça, deposi­tando menos gordura. Assim, a diminuição do ganho na terminação precisa levar em conta os preços do alimento, do suíno vivo e do prêmio em preço por melhor carcaça.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 88

    Ano: 1998

  • Sob o aspecto de rendimento de carne da carcaça, quando os animais na terminação recebem a mesma ração, as leitoas devem ser abatidas com até 110 kg e os castrados com até 100 kg. Dependendo do ambiente e da genética, as leitoas com 90 kg de peso podem possuir ao redor de 54% a 55% de carne magra na carcaça. Até 100 kg, essa percen­tagem é reduzida lentamente em 1%. Castrados com 80 kg possuem entre 53% e 54% de carne magra na carcaça e a partir daí essa percentagem decresce linearmente. Cada semana a mais na terminação custa ao redor de 1% de carne magra na carcaça. Separando os machos das fêmeas e adotando peso de abate diferenciado, o produtor consegue aumentar em média em 1% a proporção de carne magra na carcaça. Automaticamente a conversão alimentar me­lhora e os custos diminuem.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 89

    Ano: 1998

  • Machos castrados ingerem mais alimentos e mais rapidamente do que leitoas e depositam mais gordura com menor idade, resultando em carca­ças com menos carne.

    Somente a separação, sem estratégia de peso de abate diferenciado e com a mesma quantidade de ração, proporciona carcaças mais magras porque as fêmeas não sofrerão a competição dos castrados pela ração. A instalação em lotes separados possibilita a venda de todos os lotes mais cedo.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 90

    Ano: 1998

  • A limpeza das baias com pá e vassoura para a retirada dos dejetos e detritos deverá ser feita diariamente.

    As baias devem ser sempre limpas e lavadas no mesmo dia da deso­cupação. Após a secagem, devem ser desinfetadas e permanecerem vazias por cinco dias, no mínimo, antes da entrada dos novos lotes.

    O tipo e o modo de utilização dos desinfetantes são definidos pelo veterinário.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 92

    Ano: 1998

  • Se os animais de reposição vêm de outra granja, devem passar por um período de quarentena.

    As leitoas de reposição devem ser alojadas no prédio de gestação com idade média de aproximadamente 155 dias, em baias coletivas próxi­mas aos machos e até duas semanas antes da cobrição deverão receber ração de crescimento à vontade, sendo alimentadas duas vezes ao dia.

    Os machos de reposição devem ser alojados no prédio de gestação com idade média de aproximadamente 165 dias em baias individuais, onde permanecerão até o fim de sua vida útil. Os machos só deverão ser utiliza­dos em montas após feita uma avaliação do sêmen que comprove sua qua­lidade. Devem receber 2 kg de ração de gestação por dia, sendo um de manhã e outro à tarde.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 93

    Ano: 1998

  • Seguir rigorosamente as orientações de manejo da fêmea desde a cobertura até o final da gestação.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 101

    Ano: 1998

  • Retirar as fezes e a parte úmida da cama dos leitões. A lavagem da cela com água e sua posterior desinfecção são recomendadas, principal­mente em casos de diarreia dos leitões. A solução desinfetante deve ser de baixa toxicidade e não irritante, e aplicada com pulverizador. Depois que o ambiente estiver seco, coloca-se a cama nova antes de soltar os leitões que devem estar em caixa com fonte de calor ou no escamoteador, para não serem molhados.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 103

    Ano: 1998

  • Varia de rebanho para rebanho e de raça para raça, mas a duração média pode ser considerada de 114 dias (três meses, três semanas e três dias).

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 94

    Ano: 1998

  • Fig_pag54.jpg

    As fêmeas em gestação devem ser mantidas em ambiente calmo, tranquilo e con­fortável e devem receber água e ração de boa qualidade.

    Além das quantidades de ração recomendadas, o criador pode forne­cer algum tipo de pasto ou forragem para as fêmeas.

    Observar diariamente, com o auxílio do macho, se as fêmeas retornaram ao cio. A temperatura deve ser controlada a fim de proporcionar uma faixa adequada, nessa fase, que vai de 16 °C a 20 °C.

    Diariamente, há necessidade de limpar as instalações de gestação com pá e vassoura e, uma vez por semana, limpar com água.

    As vacinas a serem aplicadas dependem do programa de vacinação da granja.

    O controle de endo e ectoparasitos deve ser realizado periodicamen­te e, em casos de granjas com problemas, antes de as fêmeas serem transferidas para a maternidade.

    Sete a dez dias antes da data prevista para o parto, as fêmeas devem ser transferidas para a maternidade, depois de terem sido lavadas.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 97

    Ano: 1998

  • A alimentação na gestação não deve ser maximizada e sim controla­da e de acordo com o estado corporal das matrizes.

    A alimentação durante a gestação tem função estratégica. Além de influenciar o desenrolar do parto, o tamanho e o peso da leitegada, afeta também a produtividade no período de lactação. Matrizes nutridas com pouca energia ou deficiência de nutrientes essenciais durante a gestação, produ­zem leitegadas com peso desuniforme e com maior proporção de leitões fracos. As desvantagens do fornecimento excessivo de energia nessa fase são morte embrionária, dificuldade no parto e redução de apetite e da ingestão de ração. Isso vai se refletir na perda de peso na lactação, na incapacidade fisiológica para altas produções de leite e no retardamento do cio pós-desmame.

    Matrizes superalimentadas durante a gestação perdem mais peso durante a lactação subsequente quando comparadas com matrizes alimen­tadas de forma restrita, com o objetivo de apenas ganhar peso moderado durante a gestação.

    Como regra geral, o estado corporal das matrizes, após a cobrição, deve ser o parâmetro para decidir qual a quantidade de ração a ser fornecida. As matrizes em bom estado devem receber 2,0 kg/dia, matrizes finas de­vem receber 2,5 kg/dia, matrizes magras 2,7 kg/dia e matrizes gordas de­vem receber somente 1,8 kg/dia.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 98

    Ano: 1998

  • O tratamento hormonal no parto pode ser usado para:

    • Induzir e sincronizar o parto.
    • Corrigir a insuficiência de contrações uterinas durante o parto.

    A indução e a sincronização do parto são utilizadas com o objetivo de facilitar o trabalho nas grandes criações suinícolas, concentrando a ocor­rência das parições no horário normal de trabalho. Essa prática permite melhorar a assistência ao parto, reduzindo a perda de leitões nas primeiras horas de vida. Além disso, permite equalizar o tamanho das leitegadas, fa­cilitar a desinfecção e o vazio sanitário da maternidade, sincronizando os desmames.

    O intervalo médio entre a injeção do hormônio (prostaglandina) e o início da parição varia de 24 a 28 horas, mas somente 50% a 60% das matri­zes parem durante as oito a dez horas diárias de trabalho, e cerca de 20% das matrizes podem iniciar o parto antes de serem transcorridas 22 horas após a injeção. Portanto, se o objetivo da indução de parto é permitir aos funcionários a supervisão dos nascimentos para melhorar a sobrevivência, muitas matrizes vão escapar a essa supervisão.

    Para realizar esse tratamento, deve-se levar em conta a duração média da gestação no rebanho (por exemplo, 115 dias); conhecido esse período, dois dias antes da data prevista para o parto (dia 113) faz-se o tratamento, que consiste na aplicação de 1 mL de cloprostenol, (fármaco análogo à prostaglandina), intramuscular (IM), no início da manhã (7h30) do 113° dia de gestação. Tem sido recomendada, igualmente, a aplicação do hormônio ocitocina, (10 Ul), IM, entre 20 e 24 horas após a injeção de prostaglandina a fim de aumentar a proporção de matrizes parindo no inter­valo de 20 horas a 28 horas após a injeção de prostaglandina.

    Com relação à insuficiência de contrações uterinas, deve-se conside­rar que, na espécie suína, o parto geralmente ocorre sem maiores compli­cações. Em parto demorado, em que não se diagnosticou nenhum obstáculo à expulsão dos leitões bem como em fêmeas que apresentem baixa intensi­dade de contrações uterinas, com intervalo muito longo de nascimento en­tre leitões (40 a 60 minutos), recomenda-se a aplicação de ocitocina, IM, na dose de 10 Ul. Em dias quentes ou quando a matriz estiver muito cansada, deve-se dar um banho no animal de dez a quinze minutos antes de aplicar a ocitocina. Minutos após a aplicação, colocam-se os leitões nascidos para mamar. A ocitocina não deve ser aplicada antes do toque vaginal e do nas­cimento do primeiro leitão, pois pode estar ocorrendo, por exemplo, estreitamento da via fetal óssea ou mole (observado com mais frequência em fêmeas de primeira cria), contra o qual o medicamento não tem efeito, podendo ser prejudicial.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 100

    Ano: 1998

  • Média de dez desmamados por parto ou um total de 21 desmamados por matriz/ano para cada fêmea mantida no rebanho. O ideal é procurar obter 22 desmamados e 21 terminados por matriz/ano.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 121

    Ano: 1998

  • O uso de gonadotrofinas, hormônios que agem sobre os ovários, em leitoas com 160 dias de idade, estimula o aparecimento do cio entre quatro e cinco dias depois da injeção. O uso desses hormônios é feito, exclusiva­mente, sob prescrição veterinária.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 122

    Ano: 1998

  • Fig_pag58b.jpg

    Nas criações modernas, evita-se, em geral, o uso de cama para a matriz, colocando-se apenas uma cama de maravalha ou similar no escamoteador (caixa) para os leitões.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 104

    Ano: 1998

  • Pela aplicação de oxitocina. Minutos após a aplicação, o colostro começa a sair e deve ser recolhido numa vasilha limpa.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 106

    Ano: 1998

  • O colostro possui alto teor de proteína (acima de 18%) cuja composi­ção contém 50% de globulinas, em especial gamaglobulinas, que atuam protegendo passivamente o leitão recém-nascido contra diversos patógenos presentes na maternidade e que agem sobre os sistemas respiratório e diges­tivo.

    A fração das gamaglobulinas, que tem como origem principal o plas­ma sanguíneo da mãe, é composta por três grupos de imunoglobulinas (Ig), das quais duas – a IgM e a IgQ – só conseguem atravessar a parede intestinal nas primeiras horas de vida do leitão, proporcionando-lhe, assim, proteção contra infecções por patógenos específicos presentes na maternidade, num processo chamado de imunização passiva.

    Para que esse processo seja desenvolvido de forma satisfatória, é necessário que a ingestão ocorra durante as primeiras dez horas, no máximo, após o nascimento. Há dois motivos que tornam o fator tempo importante:

    • A concentração de gamaglobulina no colostro diminui rapidamente em função da maior produção de leite.
    • A capacidade de as imunoglobulinas atravessarem o intestino é ra­pidamente reduzida devido à menor permeabilidade da parede intestinal. Doze horas após o nascimento, apenas 10% das gamaglobulinas ingeridas são absorvidas integralmente.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 108

    Ano: 1998

  • Fica a critério do produtor, desde que as fêmeas apresentem as se­guintes características:

    • Pesar no mínimo 90 kg aos 150 dias de idade.
    • Nascer numa leitegada numerosa.
    • Possuir pelo menos sete pares ou quatorze tetas funcionais, bem distribuídas e de bom tamanho.
    • Não ter irmãos com defeitos de nascença.
    • Ter vulva de tamanho proporcional à idade.
    • Apresentar boa sustentação (bom aprumo).
    • Não apresentar desvios na coluna.
    • Ter bom comprimento e profundidade.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 110

    Ano: 1998

  • A duração do cio pode variar de 48 a 108 horas e está relacionada ao intervalo desmame/cio. Fêmeas com intervalo desmame/cio de três a quatro dias apresentam maior duração do cio (em média 71 horas), diferen­temente daquelas com maior intervalo desmame/cio, em que a duração média do cio é de 56 a 63 horas.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 112

    Ano: 1998

  • Se não houver acasalamento (cobertura), o cio repete-se de forma cíclica a cada 21 dias na maioria das fêmeas, podendo variar de 17 a 25 dias.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 113

    Ano: 1998

  • Na fêmea suína, o primeiro cio já foi observado a partir de 127 dias até 250 dias de idade. No entanto, a idade média do aparecimento do cio fica em torno dos 200 dias. A ocorrência de cios precoces e tardios é devida a fatores ambientais.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 114

    Ano: 1998

  • A fêmea apresenta alterações no comportamento e modificações no organismo, em períodos diferenciados:

    Pró-estro

    Alterações no comportamento, de dois a quatro dias, em média, antes do início do cio:

    • Vulva inchada e avermelhada, mais visível nas leitoas e em animais das raças brancas.
    • Secreção vulvar com consistência de muco aquoso.
    • Nervosismo, redução do apetite.
    • Salta sobre as companheiras, mas não aceita o salto das outras.
    • Procura o macho, mas não permite a cobertura. 

    Estro ou cio

    • Imobilidade, membros posteriores afastados, cabeça baixa, movimento de elevação das orelhas.
    • Aceitação do salto e da cópula.
    • Tolerância à pressão do criador sobre o lombo e os flancos.

    Pós-estro

    Volta à normalização: a fêmea recupera o apetite e as atividades nor­mais, mas não tolera a monta do macho ou a pressão lombar.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 116

    Ano: 1998

  • Enquanto parir uma boa leitegada (11 leitões) e desmamá-la sem perdas acima de índices considerados normais, a fêmea pode ser mantida no plantel.

    Em geral, as fêmeas são utilizadas até seis parições, em média.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 118

    Ano: 1998

  • Em torno de cinco a sete dias após o desmame, as matrizes estão no cio novamente e devem ser cobertas.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 119

    Ano: 1998

  • Em média, recomenda-se a relação de um macho para cada 20 fême­as. Deve-se, porém, respeitar a relação de um macho para cada três fême­as desmamadas a serem cobertas na semana.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 125

    Ano: 1998

    • Fazer um exame andrológico (avaliar a capacidade reprodutiva do cachaço).
    • Na primeira cobertura, conduzir à baia do cachaço uma fêmea, não de primeiro cio, com tamanho semelhante ao do macho.
    • Evitar o excesso de montas frustradas devido à inquietação das fêmeas, bem como problemas que possam influenciar negati­vamente o animal na reprodução.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 126

    Ano: 1998

  • Um macho em boas condições de saúde pode iniciar as coberturas a partir do sétimo mês de idade.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 128

    Ano: 1998

  • Sim, é possível castrar fêmeas. Entretanto, como essa intervenção não tem valor prático, não é recomendada.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 142

    Ano: 1998

  • Varia de acordo com o cachaço. O ideal é que a monta tenha dura­ção mínima de cinco minutos.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 130

    Ano: 1998

  • Deve ser realizada nas horas mais frescas do dia, pela manhã ou no final da tarde.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 133

    Ano: 1998

  • Deve ser limpo e ter espaço suficiente para a movimentação e correto posicionamento do macho e da fêmea. O piso não deve ser escor­regadio a fim de evitar acidentes durante a monta, que deve ser realizada na baia do cachaço. É importante que o macho esteja familiarizado com o local.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 131

    Ano: 1998

  • Cachaços jovens, a partir dos sete meses, podem realizar duas cober­turas semanais. Animais adultos, a partir dos 12 meses de idade, podem realizar até seis coberturas semanais, com intervalos regulares.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 132

    Ano: 1998

  • Inseminação artificial (IA) é uma biotécnica de reprodução, cujo objetivo principal é manter e mesmo melhorar a eficiência reprodutiva e pro­dutiva em relação à monta natural.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 134

    Ano: 1998

  • As vantagens do uso da inseminação artificial são:

    • Aproveitamento intensivo dos reprodutores melhorados.
    • Menor número de reprodutores por plantel e menor custo de aquisição e manutenção dos cachaços.
    • Aproveitamento racional de reprodutores, evitando seu uso em ex­cesso e facilitando o manejo das fêmeas em grupos.
    • Reconhecimento de machos subférteis ou inférteis.
    • Controle mais preciso das características a serem melhoradas no rebanho.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 135

    Ano: 1998

  • O maior entrave à expansão dessa técnica é a impossibilidade de preservar o sêmen por longos períodos sem prejuízo da capacidade de fer­tilização. Criações distantes das centrais produtoras de sêmen, número in­suficiente de centrais produtoras de sêmen, exigência de pessoal treinado (criador) e de inseminadores aptos para realizar o diagnóstico do cio também contribuem para esse quadro.

    Capítulo: Manejo

    Número da Pergunta: 137

    Ano: 1998

  • Uma das formas é oferecer a ração em grandes bandejas ou chapas com superfície ampla, no chão da baia, colocando a ração em pequenas quantidades várias vezes ao dia, na primeira semana após o desmame. Após este período pode-se passar ao comedouro automático.

    O fornecimento de rações peletizadas ou líquidas também estimula o consumo. O maior benefício fica por conta das rações líquidas, que melho­ram o desempenho através do aumento do consumo, principalmente nos leitões que desmamam com menor peso.

    Outro ponto importante é atender as recomendações relativas ao nú­mero e tipo de bebedouro na baia para essa fase, pois consumo de alimento e consumo de água estão intimamente relacionados.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 145

    Ano: 1998

  • As fêmeas em gestação devem ser alojadas em celas individuais, seguindo-se a sequência numérica de cobrição, alimentadas com 2 kg de ração de gestação até os 90 dias e 2,5 kg dos 90 dias até a transferência para a maternidade.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 149

    Ano: 1998

  • Sim. Porém deve ser fornecido apenas como complementação da ração que não deve ser suspensa.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 150

    Ano: 1998

  • Ao provocar a distensão do es­tômago, a fibra produz um efeito de saciedade cujos reflexos sobre o com­portamento tornam os animais mais calmos, evitando o aparecimento do hábito de mascar.

    A fibra evita, também, a coprostase ou constipação, isto é, a dificulda­de em defecar, pois aumenta o teor de água nas fezes e o número de defecações ao dia. Esse efeito é especialmente benéfico antes e logo após o parto, porque auxilia na prevenção de natimortos, reduz a duração do par­to, facilitando as contrações, e reduz a incidência da síndrome da metrite, mastite e agalaxia.

    O uso continuado de fibra na ração aumenta a capacidade ingestiva da matriz, preparando o estômago para a fase de lactação, na qual a ali­mentação é feita à vontade e a ingestão deve ser máxima porque a deman­da por nutrientes é muito alta.

    Durante a gestação, as exigências nutricionais são mais baixas, per­mitindo diluir nutricionalmente as rações com fibra, o que as torna muito mais econômicas.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 151

    Ano: 1998

  • Sim, a fibra aumenta o teor de água nas fezes por causa de sua capa­cidade de retenção de água no trato digestivo.

    Na tabela a seguir são apresentados os dados sobre o teor de água nas excretas em função da concentração de fibra bruta na ração.

    Fibra bruta (%) Umidade nas fezes (%)
    5,3 68,4
    11,5 73,5

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 152

    Ano: 1998

  • Após a transferência para a maternidade, as fêmeas gestantes devem receber 3 kg de ração de lactação até o dia do parto. No dia do parto, não deve ser fornecida ração mas somente água fresca e limpa à vontade.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 154

    Ano: 1998

  • No dia do parto, não se fornece ração às matrizes. Durante três dias após o parto, porém, devem receber 3 kg diários de ração de lactação. A partir do quarto dia após o parto, devem ser alimentadas pelo menos três vezes ao dia devendo, cada matriz com oito leitões ou mais, receber ração à vontade e consumir no mínimo 5,5 kg/dia. As matrizes com menos de oito leitões devem receber 2,5 kg de ração mais 400 g por leitão. Nos períodos quentes, deve-se fornecer ração molhada para estimular o consumo. Neste período, também é muito importante o fornecimento de ração à noite (pode ser seca), pois nas horas mais frescas o consumo é maior.

    A partir de 111 dias de gestação e até três dias após o parto, cada matriz deve receber 10 g de sal amargo por dia, misturado à ração diária. Esse procedimento é importante para prevenir constipação.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 155

    Ano: 1998

  • Sim. Fornecer ração pré-inicial para os leitões no escamoteador a partir do sétimo dia de idade. Essa ração deve conter produtos derivados do leite ou farinha de peixe a ser fornecida em pequenas quantidade, várias vezes ao dia.

    O consumo diário de ração dos leitões entre 5 kg e 10 kg de peso vivo em média é de 460 g e dos leitões de 10 kg a 20 kg de peso vivo é de 950 g.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 156

    Ano: 1998

  • As necessidades de nutrientes e a quantidade diária a ser fornecida para cachaços adultos variam de acordo com a faixa de peso desses ani­mais. O arraçoamento deve ser feito de acordo com a tabela abaixo:

    Quantidade fornecida por dia Peso vivo dos cachaços (kg)
    120 a 150 150 a 200 200 a 250 250 a 300
    Dieta (kg) 2,1 2,4 2,8 5,0
    Proteína (g) 284 324 378 405
    Lisina (g) 13 14 17 19
    Cálcio (g) 16 18 21 23
    Fósforo total (g) 13 14 17 19
    Energia metabolizável (kcal) 6.741 7.704 8.988 9.300

    Para o fornecimento indicado na tabela, a dieta deve conter no mínimo 3.210 kcal de energia metabolizável por quilo, 13,5% de proteína bruta, 0,60% de lisina, 0,39% de metionina+cistina, 0,75% de cálcio e 0,60% de fósforo. Esses níveis são compatíveis com uma dieta de gestação. Assim, a mesma dieta fornecida às matrizes em gestação pode ser fornecida aos cachaços nas quantidades indicadas. Se forem utilizados outros níveis de nutrientes na dieta, a quantidade de ração a ser fornecida deve ser alterada a fim de se manter a mesma quantidade de nutrientes por dia, de acordo com a tabela. Por exemplo, se a dieta for misturada com ingredientes fibro­sos, como fenos ou farelos com alto teor de fibra, a quantidade diária a ser fornecida deve aumentar, de forma a se manter o fornecimento das mesmas quantidades de nutrientes.

    Essas quantidades são recomendadas para cachaços que estão em temperatura ambiente dentro da zona de conforto. Em temperaturas abaixo da zona de conforto térmico, deve-se elevar em 100 g o fornecimento da dieta para cada grau abaixo da temperatura crítica mínima.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 158

    Ano: 1998

  • O termo ração caseira pode ser entendido de duas formas: ração feita em casa, ou seja, na propriedade, e outra designando a ração com­posta de sobras diversas de alimentos e resíduos de culturas.

    A ração para suínos feita em casa deve ser feita com base numa fór­mula de ração calculada para que as necessidades dos animais em nutrien­tes sejam atendidas, como a de minerais, que variam com a idade e a cate­goria de suínos. Além de serem exigidos em quantidades específicas, os nutrientes devem ser fornecidos em proporções adequadas. As rações feitas com base nessas informações são conhecidas como rações balanceadas. Essas fórmulas podem ser obtidas em programas de formulação de ração, por consulta aos profissionais que prestam assistência técnica na área ou seguindo-se rigorosamente as fórmulas recomendadas em sacos de con­centrados ou de outros ingredientes para rações.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 162

    Ano: 1998

  • Fatores antinutricionais são definidos como substâncias naturais que causam efeito negativo sobre o crescimento e a saúde do homem e dos animais. A maioria das leguminosas possui diferentes fatores antinutricionais, tais como inibidores de protease, lecitinas, taninos e inibidores de alfa-amilase. Esses fatores reduzem a digestibilidade e a absorção dos nutrientes e, no caso da proteína, aumentam a excreção de nitrogênio.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 164

    Ano: 1998

  • A ração com grãos de soja deve ser cuidadosamente formulada por um técnico pois, como o grão de soja possui cerca de 18% de óleo, é indis­pensável adicionar um antioxidante para evitar a formação de peróxidos, responsáveis pela destruição de vitaminas e pela formação do conhecido ranço, trazendo prejuízos aos animais.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 166

    Ano: 1998

  • Devem ser fornecidos os seguintes minerais: cálcio, fósforo, sódio, cobre, ferro, manganês, zinco, iodo e selênio. Outros minerais como o potássio, magnésio, cloro e enxofre estão presentes em abundância nas dietas. O cobalto é fornecido pela suplementação de vitamina B12.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 169

    Ano: 1998

  • Devem ser fornecidas as vitaminas A, D, E, K, biotina, colina, folacina, niacina, ácido pantotênico, riboflavina (vitamina B2), tiamina (vitamina B1), vitamina B6 e vitamina B12.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 170

    Ano: 1998

  • Em criações tecnificadas não há necessidade de aplicar vitaminas nos leitões, pois sendo bem alimentadas, as fêmeas suprem as necessidades dos leitões até iniciarem a ingestão de ração.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 171

    Ano: 1998

  • Cada espécie animal (suína, equina, bovina) apresenta exigências específicas em nutrientes, que variam dentro de cada espécie em função do estado fisiológico dos animais. Assim, o suíno jovem lactente, o suíno des­mamado, o suíno em crescimento, o suíno em terminação, a matriz em gestação, a matriz em lactação e o cachaço têm exigências diferen­ciadas de cada nutriente para desempenhar adequadamente as funções básicas de manutenção e produção. Como as diferentes categorias de suínos têm exigências próprias de nutrientes, se forem trocadas as rações de duas categorias haverá sobra de alguns nutrientes para uma e deficiên­cias nutricionais para a outra. Esse exemplo é válido também para espécies diferentes. Por­tanto, não se recomenda utilizar rações formuladas para uma espécie animal na produção de outra espécie animal. Eventualmente, as sobras de uma ração podem servir a outros animais. Essa, porém, não é a maneira mais econômica de se aproveitar os nutrientes dessa ração, porque tanto o ex­cesso quanto a deficiência de nutrientes podem acarretar queda de produti­vidade.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 172

    Ano: 1998

  • Sim. Análises completas do farelo de soja já foram realizadas no mun­do inteiro. Existem, atualmente, ao redor de 30 tabelas de composição de alimentos de circulação mundial.

    As análises completas incluem a determinação da matéria seca, da proteína bruta e do aminograma completo, além de outras. O teor de lisina total na matéria seca (% Cab = LisMS) é dado pela equação:

    %LisMS=0,0603 x % PB (proteína bruta)

    Obtém-se o percentual de lisina expressa na matéria natural (% LisMN) multiplicando o valor obtido pelo teor de matéria seca em % e dividindo-se o resultado por 100, conforme demonstrado na equação:

    % LisMN = (% LisMS x % Ms do alimento)/100

    Seguindo o mesmo raciocínio, também podem ser determinadas:

    Treonina = 0,0382 x PB

    Triptofano = 0,0128 x PB

    Metionina = 0,0145 x PB

    Cistina = 0,0137 x PB

    Dessa forma, é possível estimar, de modo simples e barato, o teor dos aminoácidos sem determinar o aminograma do farelo de soja.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 173

    Ano: 1998

  • Concentrado é um alimento de alta densidade (grande quantidade) em alguns nutrientes. Ao se misturar o concentrado a um ou mais ingredien­tes, essa densidade é diluída resultando daí a ração final. Em geral, os concentrados para suínos contêm uma ou mais fontes proteicas principais minerais e as vitaminas e aditivos – como promotores do cresci­mento. Esses concentrados são então misturados ao milho, milho mais farelo de trigo ou outro ingrediente, dependendo da recomendação do rótulo do concentrado, dando como produto final a ração.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 175

    Ano: 1998

  • Sim, comprando rações prontas ou misturando-as na propriedade, se­guindo uma fórmula preparada por um técnico.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 176

    Ano: 1998

  • O balanceamento de uma ração consiste na combinação dos diver­sos ingredientes e suplementos de maneira a fornecer aos animais as quan­tidades e proporções de todos os nutrientes requeridos para o desenvolvi­mento de cada fase.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 177

    Ano: 1998

  • Até recentemente, não ocorria o uso intensivo do grão inteiro de trigo em rações animais pelo fato de que os custos de produção desse cereal não compensavam seu emprego com essa finalidade e também porque havia disponibilidade de outros alimentos para uso em dietas animais, passando o trigo a ser utilizado em rações apenas quando havia excedente de produ­ção. Entretanto, as variações de preço do milho, ocorridas nos últimos anos, atingindo altos preços em épocas de colheita e oferta de trigo, têm provoca­do o uso de trigo em rações de suínos e de outros animais. Esse cereal tem sido empregado também no preparo de rações peletizadas, em virtude de sua capacidade aglutinante, que permite a melhora da qualidade dos peletes e aumenta o rendimento da peletização. Além disso, vários estudos mostra­ram que a peletização promove um aumento da taxa de ganho de peso e eficiência alimentar quando comparadas às mesmas dietas, porém fareladas. Em algumas regiões do Brasil, há alta incidência de chuvas na época da colheita, fazendo com que ocorra a germinação do grão de trigo, depreci­ando seu valor junto aos moinhos. Entretanto, se esse trigo com alta porcen­tagem de grãos germinados for isento de micotoxinas, pode ser fornecido aos suínos com excelentes resultados, reduzindo os custos de produção além de constituir mais uma opção de comercialização para o produtor de trigo. A seguir, são apresentadas as composições químicas do trigo com diferentes percentagens de grãos germinados.

    Composição química e valores de energia de diferentes partidas de trigo obtidos com suínos e aves na Embrapa Suínos e Aves. (valores ex­pressos em base de matéria natural).

    Parâmetro Trigo(1) Trigo 1% germinado(2) Trigo 14% germinado(2)
    Matéria seca (%) 88.45 88,45 86,99
    Proteína bruta (%) 11.03 12,42 12,82
    Extrato etéreo (%) 1.57 1,42 1,35
    Fibra bruta (%) 2.91 2,96 3,20
    Energia digestível suínos (kcal/kg) 3.192 3.541 3.428
    Energia metabolizável suínos (kcal/kg) 3.137 3.425 3.318

    (1) Cultivar, safra e percentual de grãos germinados desconhecidos.

    (2) Cultivar Embrapa 16, safra 1995.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 178

    Ano: 1998

  • Como na substituição do milho pelo sorgo, depende da composição em nutrientes das partidas de milho e de trigo. Em geral, pode-se dizer que o trigo de boa qualidade pode substituir totalmente o milho numa fórmula balanceada, sem prejuízo para o desempenho dos animais.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 181

    Ano: 1998

  • Em primeiro lugar, o farelo de trigo como o milho e o farelo de soja não são imprescindíveis a uma boa ração para suínos. O importante é que sejam fornecidos todos os nutrientes de que precisam nas quantidades e proporções requeridas para seu melhor desenvolvimento. O farelo de trigo apresenta, em sua composição, cerca de 17% de proteína bruta, 8% de fibra e 2.458 kcal de energia metabolizável/kg. Existem vários alimentos que podem fornecer quantidades razoáveis de proteína e fibra, ao mesmo tempo. Um alimento que pode substituir o farelo de trigo é o farelo de giras­sol, que apresenta cerca de 29% de proteína bruta, 25% de fibra e 1.519 kcal de energia metabolizável/kg. Outro alimento é a casca de soja cuja compo­sição química média contém 13% de proteína bruta, 34% de fibra e 2.200 kcal de energia metabolizável/kg, bem como o farelo de arroz desengordurado com 15,44% de proteína bruta, 9,74% de fibra e 2.384 kcal de energia metabolizável/kg.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 183

    Ano: 1998

  • De maneira geral, pode-se definir o núcleo como o produto resultante da mistura de todos os minerais (macro e microminerais) e vitaminas, po­dendo conter, na maioria das vezes, aditivos como antibió­ticos, palatabilizantes, antioxidantes e mesmo alguns aminoácidos como a lisina, que também é nutriente.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 187

    Ano: 1998

  • O triticale é o resultado do cruzamento entre variedades de trigo e de centeio. O objetivo foi obter a produtividade do trigo e a resistência a doen­ças do centeio.

    Pela qualidade de seu grão, o triticale é essencialmente recomenda­do para o consumo animal, o que significa que todas as variedades de triticale recomendadas para plantio podem ser incluídas na ração de suínos.

    Na formulação balanceada de rações para suínos, não existe limite de restrição para a inclusão do triticale.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 184

    Ano: 1998

  • Nem todos os produtores de suínos têm condições de preparar uma ração de boa qualidade na propriedade. Produtores que fazem a mistura com pás ou com as mãos não têm condições de produzir uma ração homogênea e de qualidade, de ma­neira que a ração final de todos os sacos tenha a mesma composição em nutrien­tes. Nessas condições, os produtores de­vem comprar rações prontas por serem economicamente mais eficientes do que a ração mal misturada. Os equipamentos mínimos para preparar rações de razoável qualidade na proprieda­de são um misturador vertical e uma balança de plataforma. De posse desses equipamentos e com alguma orientação técnica, pode-se comprar todos os ingredientes, ou apenas o milho e concentrado, e fazer a mistura de rações na propriedade. Na maioria das vezes é mais econômico comprar o milho, farelo de soja, núcleo ou premixes e demais ingredientes do que comprar o concentrado. Mas há ocasiões em que se torna mais econômico comprar o concentrado. Uma boa administração da propriedade e o controle permanente dos custos de produção e de oportunidades permitem saber quando e em que situações é mais vantajoso comprar concentrados.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 188

    Ano: 1998

  • Os probióticos são organismos e substâncias que contribuem para o balanço (equilíbrio) microbiano intestinal. Algumas das bactérias potencialmente nocivas que normalmente podem ser encontradas no trato digestivo dos suínos são as Salmonellas, Escherichia coli e Clostridium perfringens, que podem produzir tanto doenças específicas nos hospedeiros como reduzir o desempenho dos animais por competirem pelos nutrientes essenciais em nível intestinal. Para sobre­viver, essas bactérias precisam fixar-se à superfície da parede intestinal (co­lonizar o intestino) por meio de receptores específicos.

    Ao contrário, as bactérias Lactobacillus e as produtoras de vitaminas do complexo B são benéficas ao hospedeiro, sendo consideradas probióticas. O desempenho dos suínos pode ser melhorado estimulando a multiplicação dessas bactérias no intestino do animal.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 191

    Ano: 1998

  • A granulometria do milho incluído no balanceamento de rações para suínos é de fundamental importância para o perfeito aproveitamento dos nutrientes da ração.

    O grau de moagem do milho determina alterações nos valores de ener­gia digestível e de energia metabolizável em função da maior ou menor exposição dos nutrientes aos processos digestivos (tabela abaixo).

    Coeficientes de digestibilidade da matéria seca (CDMS), da proteína bruta (CDPB), valores de energia digestível (ED) e metabolizável (EM) para diferentes granulometrias do milho moído.

    Parâmetro Diâmetro dos furos da peneira (mm)
    2,5 mm 4,5 mm 10,0 mm
    CDMS (%) 90,0 89,3 88,1
    CDPB (%) 84,5 82,8 79,7
    ED (kcal/kg) 3.534 3.458 3.371
    EM (kcal/kg) 3.491 3.392 3.322

    A digestibilidade das dietas e o desempenho dos suínos melhoram com a diminuição do diâmetro geométrico médio (DGM) das partículas de milho. Os melhores resultados são produzidos quando o DGM situa-se entre 500 µm e 650 µm.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 189

    Ano: 1998

  • Fig_pag95.jpg

    Conversão alimentar é um índice fornecido pela relação entre o consumo de alimento e o ganho de peso dos suínos. É indicadora da eficiência alimentar da dieta, mas analisada isoladamente pode levar a conclusões erró­neas sobre determinado alimento, dieta ou manejo alimentar.

    A conversão alimentar é uma das variáveis indicadoras do desempe­nho dos suínos e deve ser analisada conjuntamente com o ganho de peso e o consumo de ração para a tomada de decisões sobre nutrição de suínos. É dada pela fórmula:

    Conversão alimentar = consumo de alimento ganho de peso

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 194

    Ano: 1998

  • Conversão alimentar do rebanho é a quantidade (kg) de ração utiliza­da para produzir 1 kg de suíno terminado. É dada pela fórmula:

    Car = Conali / Peso total

    Em que:

    Car = conversão alimentar do rebanho.

    Conali = consumo de alimentos no período = estoque inicial de alimentos + compras - estoque final.

    Peso total = pesanies + pterm + plei + prepr + pesanido - plecom - ptleitoc - ptmrepos - precom.

    Em que:

    Pesanies = peso dos animais no estoque final - peso dos
    animais no estoque inicial.

    Pterm = peso dos animais vendidos como terminados.

    Plei = peso dos leitões vendidos.

    Prepr = peso dos animais vendidos como reprodutores.

    Pesanido = peso dos animais consumidos ou doados.

    Plecom = peso dos leitões comprados.

    Ptleitoc = peso das leitoas para reposição compradas.

    Ptmrepos = peso dos machos para reposição comprados.

    Precom = peso dos reprodutores comprados.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 195

    Ano: 1998

  • Vários aditivos utilizados atualmente, agindo de diferentes modos, ini­bem o desenvolvimento da Escherichia coli. Os antibióticos atuando sobre seu metabolismo; os probióticos competindo pelos sítios de fixação na pare­de intestinal; e os ácidos orgânicos criando condições desfavoráveis em nível intestinal para o seu desenvolvimento.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 198

    Ano: 1998

  • Os ácidos orgânicos, quando adicionados à ração, reduzem o pH da dieta e assim o pH do trato gastrointestinal. Dessa forma, eles corrigem os aumentos de pH resultantes da redução da excreção ácida gástrica, ao desmame, e dos efeitos ligadores de ácido dos ingredientes alimentares. Assim, os ácidos orgânicos ajudam a criar um ambiente intestinal favorável ao desenvolvimento dos microrganismos probióticos do intestino e inibem o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Foi particu­larmente observada a inibição do desenvolvimento da Escherichia coli patogênica com o uso de 2% de ácido cítrico na dieta. Outro efeito dos ácidos orgânicos é o estímulo à atividade das enzimas digestivas pela redução do pH.

    Entre os ácidos orgânicos mais utilizados estão o ácido cítrico e o ácido fumárico, na proporção de até 3% da dieta. Também são utilizados em menor escala o ácido propiônico, o ácido fórmico e o ácido fosfórico. Os ácidos orgânicos também podem ser fornecidos aos leitões, na água.

    Os subprodutos do leite, particularmente o soro, também auxiliam na acidificação do trato gastrointestinal. Isso ocorre porque a lactose desses produtos é fermentada, produzindo ácido láctico, que ajuda a acidificar o meio gastrointestinal.

    Capítulo: Nutrição e Alimentação

    Número da Pergunta: 199

    Ano: 1998

  • Ossos de bovinos, sobras de abatedouros de aves, assim como outros subprodutos de origem animal (restos de carne, de ossos, de sangue, de fígado), só podem ser utilizados na alimentação de suínos ou de outras es­pécies se passarem por um processo de esterilização e redução de partícu­las. Dessa forma, eliminam-se os microrganismos patogênicos, como as salmonellas, que provocam diarreia, e outros germes causadores de doen­ças transmissíveis de uma espécie para outra, como tuberculose, aftosa e outras.

    Resíduos de carne, sobras de abatedouros e ossos frescos devem ser cozidos sob pressão em autoclave, à temperatura de 100°C por 30 minutos, no mínimo e, em seguida, prensados e moídos. Esses produtos podem ser utilizados na formulação de rações como fonte de proteína, de cálcio e de fósforo. Sua composição, porém, é extremamente variável de acordo com o material incluído.

    Os ossos podem também ser queimados em fornos apropriados, obtendo-se como resultado a farinha de ossos calcinada. A farinha de ossos autoclavada é produzida pelo cozimento dos ossos sob pressão em autoclave, e posterior secagem e moagem. Ambas podem ser utilizadas como fonte de cálcio e de fósforo nas formulações. A composição aproxi­mada é a seguin­te:

    • Farinha de ossos autoclavada: 12,8% de proteína, 11,3% de gordura, 29,8% de cálcio e 12,49% de fósforo total.
    • Farinha de ossos calcinada: 34% de cálcio e 17% de fósforo.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 203

    Ano: 1998

  • Em razão dos fatores antinutricionais que apresenta e que podem pre­judicar o desenvolvimento dos suínos, é necessário submetê-lo a algum tipo de processamento. O mais adequado é o cozimento (fervura) em água du­rante 40 minutos e posterior secagem ao sol. Fornecido cru, em níveis aci­ma de 10% da dieta, provoca redução no consumo de alimento, piora a conversão alimentar e reduz o crescimento.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 207

    Ano: 1998

  • Por ser uma fonte proteica, o grão de feijão-guandu pode substituir parte da soja tostada, do farelo de soja, do concentrado ou de qualquer outra fonte proteica da dieta de suínos em crescimento e terminação. Po­rém, para substituir 1 kg de farelo de soja, são necessários 2,5 kg de grão de guandu, aproximadamente, e 2,16 kg para 1 kg de soja tostada. Dessa for­ma, deve ser feita alteração também na proporção dos outros ingredientes, para que a dieta fique adequadamente balanceada.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 209

    Ano: 1998

  • Não. É difícil balancear uma ração utilizando restos de cozinha. Nor­malmente, é necessário utilizar também um concentrado proteico, em quan­tidades variáveis, dependendo da composição dos restos de restaurante e da fase de vida dos suínos.

    O alto conteúdo de água que geralmente está presente nos restos de cozinha após o cozimento também limita sua utilização, principalmente para leitões até os 50 kg de peso vivo. Por isso, deve-se adicionar o mínimo possível de água no cozimento e, quando possível, submeter a processo de secagem após cozimento.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 212

    Ano: 1998

  • O milho triturado com palha e sabugo pode ser usado em até 50% nas rações de matrizes em gestação. Para essa categoria de suíno, é recomendado seu uso em virtude do efeito benéfico da presença da fibra bruta na dieta. A inclusão pode ser de 5% para animais em crescimento, 10% para termina­ção e lactação e 15% para animais de reposição.

    Comparação entre milho integral e triturado com ou sem palha e sabugo

    Parâmetro Grão integral Espiga com palha Espiga sem palha
    Matéria seca (%) 87,45 88,40 86,24
    Energia metabolizável (kcal/kg) 3.293 2.631 3.022
    Proteína bruta (%) 8,68 8,29 8,25
    Fibra bruta (%) 2,17 6,89 6,25
    Matéria mineral (%) 1,18 1,18 1,14
    Cálcio (%) 0,04 0,04 0,03
    Fósforo total (%) 0,26 0,28 0,22

    A maior dificuldade no uso do milho triturado com palha e sabugo é a mistura do ingrediente na ração. Por causa do teor de fibra, a densidade é alterada e a mistura é dificultada especialmente em misturadores verticais. O processo de moagem também requer mais energia e o rendimento da moagem é reduzido em até 30%.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 213

    Ano: 1998

  • A raspa integral é obtida picando-se a mandioca em pedaços peque­nos (de 1 cm x 5 cm) e secando-os ao sol ou em estufa de ar forçado. Após a secagem, pode ser feita a moagem para obter-se a farinha integral.

    A secagem pode ser feita em terreiros de cimento ou em bandejas inclinadas em ângulos de 25 a 30 graus. O teor final de umidade não deve ser superior a 14%. Dessa forma, a raspa de mandioca pode ser armazena­da por longos períodos, acondicionada em sacos. O tempo médio de seca­gem é de 10 a 20 horas em bandejas e, em terreiro, duas vezes maior.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 220

    Ano: 1998

  • A raspa integral de mandioca pode substituir totalmente o milho ou outra fonte de energia para suínos em crescimento e terminação devendo-se, nesse caso, dar especial atenção ao nível de metionina e de energia da dieta. Para manter os níveis adequados de energia, deve ser feita suple­mentação com gordura, quando se utiliza raspa de mandioca em proporções elevadas. O emprego da raspa de mandioca na formulação com farelo de soja, premix, fosfato bicálcico, calcário calcítico e sal, ou com farelo de soja e núcleo é mais adequado do que o uso de concentrado comercial. Isso ocorre porque, substituindo-se o milho por raspa de mandioca, é necessário aumentar a proporção de concentrado para manter o suprimento de proteína e de aminoácidos em nível adequado, pois a raspa de mandioca possui menos proteína do que o milho. Nesse caso, está-se aumentando excessivamente o fornecimento de minerais e vitaminas contidos no con­centrado, cujo excesso será desperdiçado. Empregando-se o farelo de soja e o núcleo ou o premix e os outros ingredientes, seus níveis podem ser mantidos na proporção adequada, pois são incluídos de forma indepen­dente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 221

    Ano: 1998

  • A raspa residual de mandioca é obtida a partir da extração do amido em nível de indústria ou por peneiragem na fabricação da farinha de mesa. Apresenta alto teor de fibra (em média 12%) e de matéria mineral (6,63%), sendo baixo, por isso, seu teor de energia.

    Não deve ser utilizada para suínos em crescimento, pois reduz seu desempenho mesmo em níveis baixos de inclusão. Para suínos em termi­nação, pode ser incluída em até 30% da dieta, desde que se suplemente com gordura para manter nível adequado de energia.

    Quanto à formulação das rações, as recomendações são as mesmas indicadas para a raspa integral.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 224

    Ano: 1998

  • O teor de princípios tóxicos na parte aérea da mandioca (ramas e folhas) é bem mais alto do que nas raízes, sendo perigoso fornecê-la fresca aos suínos. Por isso, é necessário reduzir seu teor de toxidez, picando ramas e folhas e secando-as ao sol por dois ou três dias, até que o teor de umidade caia para mais ou menos 12%. Depois de seco, esse material deve ser mo­ído, obtendo-se a farinha da parte aérea da mandioca, que pode ser adicio­nada à ração.

    Deve-se levar em conta, também, que o teor de nutrientes, principal­mente de fibra e proteína, é muito variável nesse produto, dependendo da idade da planta e da época da colheita. Por isso, é importante providenciar análises de laboratório de nutrição a fim de verificar os teores, principal­mente de proteína e de fibra.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 225

    Ano: 1998

  • Os suínos têm necessidades definidas de vários nutrientes: carboidratos ou gorduras como fonte de energia, proteína/aminoácidos, vitaminas e mi­nerais. Os três alimentos citados na pergunta podem suprir parte considerável da energia da dieta e pequena parte das proteínas, vitaminas e minerais, não constituindo, assim, alimento completo para suínos. Para que se torne completo, é necessário adicionar uma fonte de proteína (farelo de soja, grão de soja integral, farelo de canola, grão de guandu cozido) e as fontes de vitaminas e minerais necessárias (premix, fosfato, calcário calcítico, sal) ou núcleo (de vitaminas e minerais). Outra opção é utilizar um concentrado comercial, que pode suprir a proteína, vitaminas e minerais.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 228

    Ano: 1998

  • A maneira mais adequada de utilizar a forragem de soja (Glycine max) é na forma de feno moído. Independentemente do estágio de crescimento da planta, o nível de energia do feno da forragem de soja é baixo. No entan­to, esse nível e o de outros nutrientes e sua digestibilidade diminuem com o envelhecimento da planta.

    Dessa forma, o feno da forragem de soja é mais adequado para a alimentação de matrizes gestantes, que apresentam capacidade de consu­mo bem superior às suas necessidades e maior capacidade de aproveita­mento da fibra do que os suínos em crescimento e terminação. Assim, o feno da forragem de soja pode ser utilizado na ração das matrizes ges­tantes, mas a quantidade de ração fornecida deve ser aumentada, de forma a manter um suprimento adequado de energia.

    Quando se fornece feno de forragem de soja aos suínos em cresci­mento e terminação, é também necessário suplementar a dieta com ingre­dientes de alta energia, como soja integral tostada ou extrusada, óleo bruto de soja ou gordura animal, a fim de manter o nível mínimo de energia ne­cessário e evitar queda de desempenho.

    A forragem verde de soja também pode ser utilizada para matrizes em gestação.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 232

    Ano: 1998

  • Normalmente o soro de leite vem com alto conteúdo de sal, não sen­do recomendado adicionar mais sal nem ao soro nem à ração fornecida com o soro.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 235

    Ano: 1998

  • Do ponto de vista da composição nutricional, o feno-de-rami contém até 20% de material inerte e não aproveitável pelo suíno, o que limita seu uso nas dietas por ser muito baixo seu valor nutritivo. Em climas tropicais, a alternativa mais viável para o uso de feno-de-rami na dieta de suínos é a inclusão de gordura ou óleo a fim de suprir a deficiência energética do rami. O alto conteúdo de cinzas desse alimento, porém, inviabiliza o uso de gorduras ou óleos pela excessiva formação de compostos não absorvíveis (formação de Ca-K), em nível intestinal. A inclusão do feno-de-rami nas dietas para leitões deve ser evitada.

    Nas dietas para suínos em crescimento e terminação, a inclusão de até 20% de feno-de-rami pode oferecer possibilidade de equilíbrio nutri­cional desde que associada a ingredientes adequados.

    Para fêmeas em gestação, o nível de inclusão nas dietas pode chegar a 45%, pois a essa categoria de animal podem ser fornecidas dietas com nível de energia mais baixo. Nesse caso, o consumo aumenta devendo ser calculados os demais nutrientes para consumo total diário.

    Para fêmeas em lactação, a inclusão na dieta não é aconselhável porque essa categoria necessita da máxima densidade energética e nutricional possível na ração a fim de atender as exigências nutricionais para produção de leite.

    A utilização do rami sob forma de pastagem é uma possibilidade para fêmeas em gestação, desde que o manejo da pastagem seja feito de modo adequado, impedindo que os animais destruam a plantação.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 249

    Ano: 1998

  • O conteúdo de nutrientes das folhas de leucena (Leucaena leucocephala) é muito variável conforme a variedade, o grau de maturação e o processamento utilizado. Por isso, é importante a análise de laboratório, principalmente quanto ao teor de fibra bruta e proteína, antes de utilizá-la nas formulações. A farinha de folhas de leucena é rica em vitamina A (caroteno), cálcio, potássio e proteína. As proporções de aminoácidos são bem balanceadas e a proteína é de alta qualidade. Com o amadurecimento da planta, aumenta muito o conteúdo de lignina.

    A composição média da farinha de folhas de leucena é a seguinte: 29% de proteína bruta, 4,3% de extrato etéreo (gordura), 18,2% de fibra bruta, 2,36% de cálcio, 0,25% de fósforo total e aproximadamente 2.550 kcal de energia digestível por quilo.

    Sendo um ingrediente rico em proteína, a farinha de folhas de leucena substitui parte do farelo de soja da dieta. O conteúdo médio de aminoácidos é o seguinte: 1,58% arginina, 0,59% histidina, 1,52% isoleucina, 2,28% leucina, 1,67% lisina, 0,49% metionina, 0,19% cistina, 1,49% fenilalanina, 1,21% tirosina, 1,25% treonina, 0,35% triptofano, 1,42% valina e 1,68% mimosina.

    As folhas de leucena apresentam muitos fatores antinutricionais como: mimosina, taninos, saponinas, procianidinas, além de outros. Essas substân­cias causam redução do crescimento, perda de apetite, bócio, queda ou arrepiamento dos pelos, salivação excessiva, descoordenação do passo, falha reprodutiva, erupções na pele e redução da digestibilidade.

    Por esse motivo não é recomendado fornecer as folhas verdes ou murchas para os suínos. Deve-se fornecê-las na forma de farinha de folhas.

    A toxidez pode ser parcialmente eliminada através da secagem ao sol ou em fornos (aquecimento máximo de 70 °C). A suplementação com sulfato ferroso (0,25%) ou sulfato de alumínio também reduz a toxidez, pois o ferro e o alumínio atuam impedindo a absorção da mimosina.

    Para o fornecimento das sementes, deve-se fervê-las previamente em álcali por 30 minutos, o que reduz em mais de 70% o conteúdo de tanino.

    A farinha de folhas de leucena pode ser incluída em até 5% da dieta de leitões de até 25 kg de peso vivo e até 15% da dieta de suínos em cres­cimento e terminação. Para fêmeas de reprodução, só pode ser fornecida até duas a quatro semanas antes da cobertura. Caso contrário, pode causar redução na taxa de concepção, redução no tamanho e peso da leitegada, aumento da mortalidade embrionária ou fetal.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 229

    Ano: 1998

  • O grão de adlay integral triturado é desaconselhável para adição nas rações de leitões.

    Para suínos em crescimento a partir de 25 kg e em terminação, o nível de substituição do milho pode ser de 30%, não podendo ser direta, isto é, peso a peso, porque a concentração em nutrientes é diferente para cada cereal. É sempre necessário manter o nível nutricional adequado nas rações.

    De maneira geral, para cada 12% de adlay adicionado à ração é preciso acrescentar 1% de gordura para substituir 12% do milho e 1% de farelo de soja na dieta.

    Para suínos adultos, em especial fêmeas em gestação e reprodutores, a inclusão de adlay não tem limite, desde que mantido o equilíbrio nutricional das dietas. Essas categorias recebem ração controlada e portanto não há dificuldade em incluir nas dietas ingredientes com menor concentração energética. A inclusão depende do custo relativo dos ingredientes. Para matrizes em lactação, sua inclusão deve ser limitada a 20%, por sua baixa concentração em energia.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 242

    Ano: 1998

  • Não. A inclusão de capim-cameron nas dietas para suínos não é reco­mendável em função do alto teor de fibra que essa forrageira apre­senta. Nenhuma categoria de suínos aproveita de forma adequada e suficiente este capim.

    A digestibilidade dos nutrientes dessa forrageira é muito reduzida para suínos e sua densidade nutricional, útil e recomendada para rumi­nantes, é muito baixa para as exigências nutricionais dos suínos.

    A inclusão dessa forrageira em dietas balanceadas para suínos é total­mente inapropriada tanto técnica como economicamente.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 243

    Ano: 1998

  • O soro de leite integral pode ser fornecido aos suínos nas diferentes fases, misturado à ração, nas quantidades indicadas nas tabelas abaixo e de acordo com o peso vivo do suíno.

    Proporções diárias de ração (kg) e soro de leite integral (litros) para suínos em crescimento e terminação

    Peso vivo suíno (kg) 100% ração 80% ração/20% soro 70% ração/30% soro
    ração soro ração soro
    25-35(1) 1,50 1,20 4 1,05 7
    35-45(1) 1,90 1,50 6 1,35 8
    45-55(1) 2,20 1,75 7 1,55 10
    55-65(2) 2,60 2,10 8 1,80 12
    65-75(2) 2,90 2,30 9 2,05 13
    75-85(2) 3,20 2,55 10 2,25 14
    85-95(2) 3,50 2,80 11 2,45 15

    (1) Número de dias de fornecimento: 15

    (2) Número de dias de fornecimento: 12

    Até 55 kg de peso vivo, a ração fornecida com soro deve conter no mínimo 15% de proteína, 0,82% de lisina, 0,70% de cálcio e 0,60% de fós­foro total. Dos 55 kg de peso vivo até o abate, a ração deve conter 13% de proteína, 0,60% de lisina, 0,60% de cálcio e 0,50% de fósforo total.

    O premix de vitaminas e microminerais deve ser aumentado na mesma proporção da substituição da ração por soro. Por exemplo, se o soro substitui 30% da dieta, o premix deve ser aumentado em 30%.

    Proporções diárias de ração (kg) e soro de leite integral (litros) para matrizes em gestação

    Dias de gestação 100% ração 75% ração/25% soro 50% ração/50% soro
    ração soro ração soro
    1-90 2,00 1,50 7 1,00 14
    91-105 2,50 1,90 9 1,25 18
    106 2,50 2,00 7 1,50 14
    107 2,50 2,10 6 1,75 11
    108 2,50 2,20 4 2,00 7
    109 2,50 2,30 3 2,25 4
    110-114 2,50 2,40 2 2,40 2

    A ração fornecida com soro até o 105° dia de gestação deve conter 12% de proteína, 0,43% de lisina, 1,0% de cálcio e 0,80% de fósforo total. Do 106° dia até o parto, deve ser fornecida ração com 13% de proteína, 0,47% de lisina, 0,75% de cálcio e 0,60% de fósforo.

    O premix de vitaminas e microminerais deve ser aumentado na mes­ma proporção da substituição da ração por soro de leite, como indicado para animais em crescimento e terminação.

    Outra forma de fornecimento é dar ambos, ração e soro, à vontade, em comedouros separados.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 234

    Ano: 1998

  • Sim, em determinadas regiões. É um alimento altamente digestível e por isso apresenta valor nutricional superior ao do milho seco. Porém, al­guns cuidados, devem ser tomados tanto durante sua produção como du­rante sua utilização:

    • A compactação deve ser bem feita a fim de garantir boa fermenta­ção e evitar a deterioração do produto durante a armazenagem.
    • A silagem e o concentrado devem ser misturados diariamente e não de um dia para o outro.
    • Não se deve utilizar a silagem exposta ao ambiente de um dia para outro.

    As vantagens da silagem de grão de milho em relação ao milho colhi­do seco são as seguintes:

    • Geralmente, o custo de produção da silagem é menor, considerando-se os gastos com secagem, transporte, armazenagem e descontos do milho seco.
    • A perda na armazenagem é menor, pois evita o ataque de ratos, carunchos e o desenvolvimento de micotoxinas.
    • A digestibilidade da silagem de grão de milho é superior à digestibilidade do milho seco.
    • Libera mais cedo a área para o cultivo de outras culturas.

    Composição nutricional da silagem de grão de milho

    Matéria seca (%) 65,43
    Proteína bruta (%) 6,22
    Energia digestível (kcal/kg) 2.854
    Cálcio (%) 0,01
    Fósforo total (%) 0,17
    Lisina (%) 0,37

    O consumo de ração com silagem de grão de milho deve ser superior ao de ração com milho seco, por conta de seu maior teor de umidade, devendo este maior consumo ser levado em consideração ao se fazer a mistura.

    Essas informações, excetuando-se os valores da composição nutri­cional, são válidas também para a silagem de grãos de triticale.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 237

    Ano: 1998

  • Deve-se desverminar a matriz durante a gestação alguns dias (cinco a sete) antes do parto e antes de transferi-la para a maternidade.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 290

    Ano: 1998

  • Constatando-se parasitismo, recomenda-se a aplicação de antipa­rasitário. O número de aplicações depende do parecer do técnico responsável pela granja, podendo-se efetuar até quatro aplicações por ano, a fim de evitar a disseminação dos parasitos por todo o rebanho.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 291

    Ano: 1998

  • A saúde do rebanho depende da adequação às exigências do animal dos elementos que compõem o ecossistema, isto é, do produtor, das instala­ções, dos animais, da alimentação e da água, dos contaminantes e do ma­nejo. O não atendimento dessas exigências pode levar a situações estressantes e ao consequente comportamento anormal.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 304

    Ano: 1998

  • Embora o cozimento da carne suína e o seu congelamento por uma se­mana possam destruir as formas larvais do parasito, recomenda-se não consu­mir a carne com “pipoca” pela possibilidade de o parasito ainda estar vivo.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 285

    Ano: 1998

  • Porque o parasitismo dos leitões está intimamente relacionado com a infecção parasitária da matriz e com as condições de manejo e de higiene da maternidade, isto é, se a matriz tiver parasitos e não for desverminada, os leitões também serão infectados pelos parasitos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 288

    Ano: 1998

  • O combate é feito com aplicação de vermífugos de acordo com as recomendações do fabricante.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 286

    Ano: 1998

  • Apesar de existirem evidências de ocorrer infecções através da placenta, pode-se dizer que, na maioria das vezes, o leitão nasce sem parasitos.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 287

    Ano: 1998

  • Em criações com boas condições de higiene, não há necessidade de aplicar anti-helmínticos nos leitões até os dois ou três meses de idade, des­de que as fêmeas tenham sido desverminadas antes do parto.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 289

    Ano: 1998

  • Considera-se correta e suficiente uma aplicação subcutânea ou intramuscular única de 200 mg de ferro dextrano entre o terceiro e o sétimo dia de vida do leitão. Alguns produtores obtêm bons resultados aplicando-o nas primeiras 24 horas de vida dos leitões.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 301

    Ano: 1998

  • As causas estão relacionadas a estímulos estressantes produzidos pelo meio ambiente ou por técnicas de manejo inadequadas que tornam o suíno incapaz de adaptar-se, isto é, de apresentar reações compor­tamentais normais. Nessas situações, os suínos podem apresentar vários tipos de comportamento anormal como vícios de sucção e canibalismo.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 303

    Ano: 1998

  • Não. É apenas crendice popular sem embasamento científico.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 308

    Ano: 1998

  • O canibalismo pode ser evitado adotando-se técnicas adequadas de criação, isto é, que preencham as exi­gências ambientais, nutricionais e de manejo dos animais, nas diferentes fai­xas etárias.

    Em granjas onde ocorre caniba­lismo, é indispensável um exame minucioso para identificar e eliminar a causa. Para evitar o agravamento da situação, deve-se adotar os seguintes procedimentos:

    • Retirar da baia os suínos com comportamento anormal (em geral o animal mais vigoroso é o que pratica o canibalismo).
    • Retirar da baia os animais machucados e tratá-los.
    • Colocar correntes ou pneus velhos dependurados na baia ou jogar palha ou talos fibrosos no chão para entreter os suínos.
    • Disponibilizar espaço de acordo com a idade dos animais.
    • Fornecer água limpa e fresca e ração à vontade.
    • Verificar se a água e a ração estão fluindo no bebedouro e comedouro.
    • Procurar a causa do comportamento anor­mal por meio de exame minucioso da granja.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 306

    Ano: 1998

  • Não, as matrizes não abortam com facilidade. As baixas percenta­gens de abortos esporádicos geralmente estão relacionadas a etiologias que não incluem agentes infecciosos. É considerado normal que até 1% das gestações terminem em aborto.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 310

    Ano: 1998

  • São várias as causas que levam as matrizes a mancar subitamente. Em geral, são lesões nos cascos. Quando a lesão atinge as partes do casco com os nervos sensitivos, a pressão do peso do animal sobre o casco lesado provoca dor e consequentemente o animal começa a mancar. Além de le­sões graves nos cascos, artrites ou lesões nos músculos podem levar as matrizes a mancar subitamente.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 311

    Ano: 1998

  • Provavelmente trata-se de uma doença chamada torção do mesentério, em que o intestino faz um giro de 180 graus, provocando o estrangulamento das veias que drenam o intestino. A etiologia da doença ainda não é bem conhecida, mas há evidências de que o excesso de produção de gases no intestino, devido à ingestão de alimentos altamente fermentáveis, pode pro­vocar seu deslocamento e consequente torção na base do mesentério.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 312

    Ano: 1998

  • Quando a morte súbita de leitões é esporádica, provavelmente trata-se de distúrbio não transmissível, como é o caso da úlcera gástrica ou da torsão do mesentério. Quando as mortes são frequentes, é necessário con­sultar um veterinário, pois existem várias doenças contagiosas que podem matar leitões em menos de 24 horas e devem ser imediatamente controladas.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 313

    Ano: 1998

  • Sim. É uma doença de origem bacteriana que causa graves transtor­nos reprodutivos como abortos e endometrites em fêmeas. No macho, pro­voca orquites, perda da libido e infertilidade. As matrizes infectadas pelo macho durante a cobertura sofrem aborto, em média aos 35 dias de gesta­ção. Nesse caso, o único sinal de brucelose no rebanho é o grande número de matrizes retornando ao cio entre cinco e oito semanas após a cobertura.

    Leitoas não gestantes podem desenvolver endometrite quando infectadas, muitas vezes não ocorrendo sintomas, apenas irregularidade no ciclo estral. Mais tarde, por ocasião da cobertura, podem apresentar baixa concepção. Os machos podem permanecer infectados por vários anos e os que apresentam infecção nos órgãos genitais são disseminadores da doença.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 324

    Ano: 1998

  • Em geral, os principais sinais clínicos relacionados com o aparelho urinário são o corrimento vulvar (mucoide, muco hemorrágico ou purulen­to) geralmente observado no final da micção, a presença de corrimento vulvar ressequido nos lábios vulvares ou na região da cauda. Os animais têm dificuldade para levantar-se, apresentam alterações no estado geral como inapetência, emagrecimento progressivo e anemia.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 315

    Ano: 1998

  • Considerando-se que a RAP é uma doença multifatorial, alguns itens de manejo e ambiente devem ser considerados:

    • Quando possível, adquirir animais de fontes reconhecidamente livres de RAP. O ideal é que a reposição dos reprodutores seja feita com animais do mesmo rebanho.
    • Dentro do possível, manter o nível de reposição anual de matrizes abaixo de 30%. Dessa forma, pode-se tirar proveito do fato conhecido de que a imunidade aumenta com a idade.
    • Prestar assistência aos partos e dispensar os cuidados rotineiros aos recém-nascidos (especialmente relevante é a orientação à primeira mamada, para garantir adequada ingestão de colostro).
    • Conservar os diversos ambientes da criação, especialmente a ma­ternidade e a creche, secos, ventilados e aquecidos.
    • Fornecer aos animais ração balanceada.
    • Evitar a superlotação e a mistura de lotes heterogéneos.
    • Evitar o contato dos suínos com outros animais domésticos e silvestres.
    • Seguir rigidamente as recomendações de limpeza e desinfecção.
    • Adotar o sistema “todos dentro todos fora” para todas as fases de criação.

    Dependendo do laboratório produtor de vacinas, os programas de vacinação recomendados variam de duas aplicações apenas nas matrizes (aos 70 e 90 dias de gestação) a programas mais complexos (nos quais, além das fêmeas, são vacinados também os leitões, em geral aos dez e 30 dias de vida).

    Antes, porém, de implantar um programa de vacinação em determi­nado rebanho, deve-se determinar a importância da doença para esse reba­nho.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 318

    Ano: 1998

  • É uma doença crônica infecciosa, muito contagiosa. Caracteriza-se clinicamente por tosse seca, facilmente observada quando os animais são forçados a se movimentar. Em alguns casos, aparece corrimento nasal mucoso, posteriormente observam-se animais com pouco desenvolvimento, pelos arrepiados e sem brilho, sendo comum a desuniformidade de peso entre os leitões. O quadro clínico do rebanho é influenciado pela presença de outras infecções respiratórias e pelas condições ambientais e de manejo. Essa do­ença é causada pelo Mycoplasma hyopneumonia, geralmente ocorrendo complicações secundárias causadas por Pasteurella multocida tipo A.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 319

    Ano: 1998

  • É impossível estabelecer uma regra geral para todos os rebanhos infectados. A forma de tratamento depende principalmente do tamanho do rebanho, do sistema de produção adotado, da finalidade da criação, do nível de infecção e das condições ambientais a que os suínos estão sujeitos. Se o rebanho estiver infectado, torna-se difícil eliminar o agente dos ani­mais. Manter boas condições ambientais, evitar a superpopulação e a mis­tura de lotes no crescimento e na terminação, adotar manejo adequado e programas de limpeza e desinfecção podem prevenir a manifestação da doença.

    O programa típico de vacinação recomendado pelos fabricantes na­cionais inclui a vacinação das leitoas e matrizes duas vezes, no terço final da gestação. Os leitões devem ser vacinados com quatro semanas de ida­de, repetindo-se a vacinação três semanas mais tarde. Os machos devem ser vacinados a cada seis meses.

    A erradicação da doença só é possível pela eliminação do rebanho e a repopulação com animais não infectados. O tratamento de animais doentes evita a mortalidade mas não impede a infecção.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 323

    Ano: 1998

  • O açúcar mascavo, assim como o açúcar branco podem ser incluídos na ração de desmame para leitões. Até os 42 dias de idade, porém, os níveis de inclusão não devem ultrapassar os 3% da dieta, para não provocar diarreia. Após esse período, os níveis podem ser aumentados gradativamente até chegar a 15% da dieta.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 257

    Ano: 1998

  • Não. Do ponto de vista sanitário, seu uso é desaconselhável.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 256

    Ano: 1998

  • A tabela abaixo apresenta alguns parâmetros importantes para asse­gurar a potabilidade e palatabilidade da água.

    Materiais flutuantes Ausentes
    Óleos e graxas ausentes
    Gosto e odor ausentes
    Cloro máximo de 0,5 ppm de cloro livre
    Coliformes ausentes
    PH 6,4 a 8,0
    Dureza máximo de 110 ppm
    Nitrato máximo de 20 ppm
    Fósforo máximo de 0,1 ppm
    Cálcio máximo de 600 ppm
    Ferro máximo de 25 ppm
    Alumínio máximo de 0,05 ppm
    Sódio máximo de 50 ppm

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 258

    Ano: 1998

  • A fonte de água apropriada é a que fornece água potável. A definição universal para água potável é que ela deve ser inodora, incolor, límpida e que não apresente substâncias minerais dissolvidas ou qualquer substância de origem orgânica.

    Águas superficiais ou de rio geralmente são inadequadas para abaste­cer as granjas de suínos. Se o uso desse tipo de água for inevitável, é im­prescindível o controle rigoroso de sua qualidade por meio de análises diá­rias e de indicadores biológicos.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 259

    Ano: 1998

  • Tradicionalmente a água é fornecida aos suínos em bebedouros de diversos tipos e modelos, dependendo da fase de desenvolvimento do animal. No arraçoamento de machos castrados, a partir de 60 kg de peso vivo, em sistema de alimentação restrita, é possível fornecer água no pró­prio comedouro. Usando-se comedouros especiais, retira-se a água no mo­mento de fornecer a ração. Consumida a dieta, o comedouro é imediata­mente reabastecido com água, que fica o dia todo à disposição do animal. O mesmo método é utilizado para matrizes em gestação mantidas lado a lado, em celas individuais. Neste último caso, o sistema justifica-se pela economia que oferece ao dispensar bebedouros individuais. Esse método, entretanto, exige a troca frequente da água para manter sua qualidade.O uso de água corrente não é recomendável, pelo desperdício que acarreta. Se esta prática, porém, for adotada a fim de oferecer água fresca nos perío­dos de temperatura elevada, é imprescindível que não seja canalizada para as esterqueiras, para evitar a diluição excessiva do adubo/esterco e o con­sequente aumento no custo de sua distribuição. O excesso de água corrente pode ser melhor aproveitado canalizando-o para açudes com peixes.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 260

    Ano: 1998

  • As recomendações a seguir se aplicam a situações de manejo em que é feita a manutenção e revisão periódica da capacidade de vazão. Para evitar entupimentos nos filtros internos dos bebedouros, é necessário que haja também um sistema de filtros na saída dos depósitos de água.

    Nas maternidades com sistema de celas parideiras individuais, cada leitegada tem à disposição um bebedouro adequado para essa fase, inde­pendentemente de as leitegadas serem criadas em conjunto ou isoladamente.

    Número recomendável de bebedouros por baia em função do tama­nho dos grupos formados

    Número de leitões/grupo Número de bebedouros/grupo
    Menos de dez suínos 1
    De onze a 16 suínos 2
    De 17 a 21 suínos 3

    No crescimento e terminação à base de alimentação líquida, recomenda-se um bebedouro para cada doze suínos, independente do tamanho dos grupos.

    Nas baias com mais de um bebedouro, recomenda-se que a distância entre eles não seja muito grande, conforme mostrado abaixo, a fim de evitar que um ou outro seja pouco usado em consequência do comportamento gregário característico dos animais:

    Distância entre bebedouros nas diferentes fases do suíno

    Fase do suíno Distância entre bebedouros (cm)
    Leitões recém-desmamados 0,30
    25 kg a 50 kg 0,46
    50 kg a 100 kg 0,91
    Cachaços e matrizes 0,91

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 262

    Ano: 1998

  • A inclusão da batata crua inibe o con­sumo, deprime a taxa de crescimento e a eficiência de uso da dieta, e aumenta a exi­gência diária de proteína suplementar ori­ginária de outros alimentos. Isso significa que a batata crua não é recomendada como ração de suínos. Mas pode ser adicionada cozida à ração de qualquer categoria de suíno e em qualquer nível, desde que se mantenha o nível nutricional da dieta. O valor da energia digestível da batata inglesa cozida varia de 3.750 kcal/kg a 3.950 kcal/kg de matéria seca.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 247

    Ano: 1998

  • O resíduo de cervejaria apresenta composição variável, pois depende dos cereais empregados no preparo da cerveja e de sua composição. A composi­ção química aproximada do resíduo de cervejaria, em valores expressos na base da matéria natural (15,95% de matéria seca), é a seguinte:

    Componentes Análise
    Proteína bruta (%) 4,45
    Fibra bruta (%) 5,55
    Extrato etéreo (gordura) (%) 0,94
    Cinza (%) 4,09
    Cálcio (%) 0,04
    Fósforo (%) 0,09
    Energia digestível (suínos) (kcal/kg) 809
    Energia metabolizável (suínos) (kcal/kg) 787

    A seguir, são apresentadas duas sugestões de fórmulas de ração com resíduo de cervejaria. O ideal, porém, é procurar um técnico para fazer a análise do material de que se dispõe, de modo a garantir uma formulação mais adequada e econômica.

    Ingrediente (kg) Crescimento Terminação
    Milho 65,20 69,70
    Farelo de soja 29,00 25,50
    Calcário 2,70 2,40
    Fosfato bicálcico 2,80 2,10
    Núcleo com vitaminas e minerais 0,30 0,30
    Total 100,00 100,00
    Quantidade de resíduo de cervejaria 2 kg de resíduo para
    1 kg de ração
    2 kg de resíduo para
    1 kg de ração

    O consumo mínimo de ração seca por animal/dia deve ser de 1,8 kg na fase de crescimento e de 2,3 kg na fase de terminação. Com esses níveis de consumo de ração seca, o consumo de resíduo de cervejaria é livre.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 248

    Ano: 1998

  • O aguapé (Eichoornia crassipes) cresce nas regiões entre a latitude 32°N e 32°S, em lagoas de tratamento final dos refluxos orgânicos, produ­zindo grande volume de matéria verde.

    De acordo com as análises feitas no laboratório de nutrição animal da Embrapa Suínos e Aves, a farinha-de-feno de aguapé obtida pela secagem e moagem da planta apresenta a seguinte composição nutricional média: 89,5% de matéria seca, 16,1% de proteína bruta, 19,9% de fibra bruta, 16,41% de cinza, 1,31% de cálcio e 0,61% de fósforo. Esse produto ainda pode apresentar alto conteúdo de ferro, sódio e potássio, dependendo do local onde é cultivado e da quantidade de solo que permanece na raiz por oca­sião da colheita.

    Em função do alto conteúdo de cinzas e de fibra bruta, a farinha de feno de aguapé apresenta baixo conteúdo de energia. De acordo com de­terminações feitas na Embrapa Suínos e Aves, a farinha de feno de aguapé contém 1.122 kcal de energia digestível e 1.067 kcal de energia metabolizável por quilo.

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 251

    Ano: 1998

  • O valor nutricional da cama-de-frango é muito variável e depende de vários fatores, entre os quais estão:

    • O tipo e a quantidade de material usado para cama-de-frango.
    • O tempo de uso da cama-de-frango (lotes de frangos de corte ou de poedeiras que usou a mesma cama).
    • A categoria de ave criada: para cada categoria de ave, há um tipo específico de ração, com concentração diferenciada de nutrientes, que gera resíduos (cama) também diferenciados.
    • O tipo e o manejo dos comedouros usados na produção avícola: comedouros tubulares mal regulados geram perdas muito grandes que enri­quecem o valor nutritivo da cama-de-frango.
    • O processamento da cama-de-frango: a utilização de algum sistema de peneiramento a fim de separar o material seco fibroso para sua reutilização nos aviários, resulta em resíduo fino de maior valor nutricional.

    Em função da grande variabilidade da cama-de-frango, é indispensá­vel submeter esse material à análise laboratorial a fim de determinar a con­centração de nutrientes como os teores de PB, FB, Ca e P. Um ponto impor­tante é que grande parte (ao redor de 60%) da PB, pode estar sob a forma de ácido úrico, cujo aproveitamento pelo suíno é muito reduzido.

    Na tabela abaixo, estão expressos alguns valores da concentração em nutrientes resultantes de análises de cama-de-frango realizadas pela Embrapa Suínos e Aves.

    Componentes Análise
    Matéria seca (%) 57,3
    Energia: digestível (kcal/kg) 2.011
    metabolizável (kcal/kg) 1.728
    Proteína bruta (%) 14,3
    Extrato etéreo (%) 0,4
    Fibra bruta (%) 16,7
    Matéria mineral (%) 13,7
    Cálcio (%) 1,7
    Fósforo total (%) M
    Cobre (mg/kg) 94,4
    Ferro (mg/kg) 1.202,7
    Manganês (mg/kg) 239,7
    Zinco (mg/kg) 220,4

    Capítulo: Alimentos Alternativos

    Número da Pergunta: 254

    Ano: 1998

  • A matriz em lactação é a categoria de suíno que mais necessita de água para ter uma produção adequada de leite e manter seu metabolismo fisiológico em condições ótimas. A água é importante para os suínos, em especial para as matrizes em lactação, por estar envolvida em várias fun­ções fisiológicas necessárias à máxima produção. Entre essas funções estão a regulação da temperatura corporal, o transporte de nutrientes, a excreção de metabólitos, a atuação nos processos metabólicos, a lubrificação e a produção de leite.

    Os suínos obtêm água de três fontes:

    • A água ingerida.
    • A água contida nos alimentos.
    • A água metabólica, originada via catabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas.

    As perdas de água pela matriz em lactação ocorrem de cinco maneiras:

    • Pela respiração.
    • Pela evaporação através da pele.
    • Pelas fezes.
    • Pela urina, através dos rins.
    • Pelo leite, através da glândula mamária.

    Após o parto, a matriz entra em estado de catabolismo metabólico, provocado pela demanda de nutrientes para a síntese do leite. Nesse estado fisiológico, a necessidade de excreção de ureia, originada da degradação de proteínas usadas para fins energéticos, provoca um aumento na exigên­cia em água para permitir a concentração adequada de urina.

    Em situações normais, quanto maior o número de leitões maior é a produção de leite e dessa forma maior é a exigência em nutrientes e, por­tanto, maior o consumo de ração. Para todas as categorias de suínos, existe proporcionalidade entre ingestão de matéria seca e a necessidade de água pelo organismo.

    Em ambiente normal (22 °C), a matriz em lactação precisa de 15 litros de água mais 1,5 litros para cada leitão que amamenta. Dessa forma, a matriz com dez leitões tem uma exigência estimada de 30 litros de água em ambiente termoneutro.

    Em ambiente quente (35 °C), a exigência estimada é de 25 litros mais 1,8 litros para cada leitão que amamenta. Nesse caso, a exigência estima­da para uma matriz com dez leitões é de 43 litros de água ao dia.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 266

    Ano: 1998

  • A água potável para suínos pode ter até 0,5 ppm de cloro livre e isso significa que, nessas condições, podem consumir cloro.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 268

    Ano: 1998

  • O reservatório deve ser dimensionado para estocar água por um perí­odo de cinco dias, com base na seguinte equação:

    CR = (0,48 STA + F + M) x 0,075

    Em que: CR = capacidade do reservatório, em m3;

    STA = número de suínos terminados por ano;

    F = número de fêmeas do rebanho;

    M = número de machos do rebanho.

    Por exemplo, para um sistema de produção de 24 matrizes com um macho e estimando-se 504 suínos terminados por ano, teremos:

    CR = (0,48 x STA + F + M ) x 0,075

    CR = (0,48 x 504 + 24 + 1) x 0,075

    CR = 20,02 m3

    Ou seja, deve-se projetar o reservatório com capacidade para 20 m3 de água.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 265

    Ano: 1998

  • A lâmina de água nas instalações propicia ambiente favorável em épocas de calor, reduz a emissão de gases, controla a infestação de moscas e proporciona animais mais limpos. Sob o enfoque do conforto ambiental dos animais, sua utilização é vantajosa, mas aumenta conside­ravelmente o volume de dejetos. A diluição excessiva das excretas, por outro lado, reduz consideravelmente seu valor fertilizante e encarece sua distribuição mes­mo quando o manejo do chorume é feito de maneira adequada. Em algumas propriedades pequenas e médias, dependendo da topografia, a utilização desse sistema não é o mais econômico, em função exatamente do custo do manejo adequado dos dejetos. Em propriedades que usam sistemas de irrigação, a distribuição do chorume dessa forma pode ser viável e até vantajosa.

    O uso da lâmina d’água deve ficar limitado às fases de crescimento e terminação, não sendo indicado seu uso nas demais, visto estar asso­ciado a lesões nos cascos.

    A água também pode ser um veículo de disseminação de infecções, em caso de surtos de doenças, o que constitui um risco.

    É necessário que o método da lâmina d’água seja pesquisado conjuntamente em situações em que foram usadas todas as alternativas mais viá­veis economicamente visando o conforto térmico. Pelos motivos acima con­siderados, a lâmina d’água certamente não é a primeira nem a única e muito menos a solução definitiva para a questão do conforto ambiental dos suínos.

    Capítulo: Água

    Número da Pergunta: 269

    Ano: 1998

  • O produtor de suínos deve procurar um médico veterinário familia­rizado com as doenças prevalecentes na região, para o estabelecimento de um programa de vacinação adequa­do a cada caso. A indicação de ven­dedores de produtos não é a mais aconselhável por ser, geralmente, ori­entada por motivos comerciais, podendo influenciar negativamente os índi­ces técnicos e econômicos da granja.

    Granjas de suínos isoladas de outros rebanhos e com trânsito mínimo de visitantes, de veículos e outros animais, com instalações de quarentena e que adotam programas de limpeza e desinfecção eficientes, teoricamente não necessitam de programas de vacinação muito abrangentes. Para cria­ções abertas, constantemente expostas a fontes de contaminação externas como visitantes, caminhões de ração que servem a várias granjas e reprodutores oriundos de diferentes fornecedores, recomenda-se um pro­grama de vacinação mais amplo.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 276

    Ano: 1998

  • Sim. A Embrapa Suínos e Aves dispõe de listagem com a descrição completa das análises realizadas e respectivos custos bem como de um Centro de Diagnóstico em Saúde Animal – Cedisa, que realiza vários tipos de exames.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 278

    Ano: 1998

  • O nível de ocorrência e a intensidade de uma doença num rebanho não dependem somente das características de virulência do agente causa­dor da doença, mas também das condições do hospedeiro e dos fatores ambientais. Quando os fatores ambientais agem sobre o suíno de forma ne­gativa, aumentam as probabilidades de ocorrência e de intensidade de do­ença nas criações.

    Capítulo: Sanidade

    Número da Pergunta: 279

    Ano: 1998