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Em torno de cinco a sete dias após o desmame, as matrizes estão no cio novamente e devem ser cobertas.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 119
Ano: 1998
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Em média, recomenda-se a relação de um macho para cada 20 fêmeas. Deve-se, porém, respeitar a relação de um macho para cada três fêmeas desmamadas a serem cobertas na semana.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 125
Ano: 1998
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- Fazer um exame andrológico (avaliar a capacidade reprodutiva do cachaço).
- Na primeira cobertura, conduzir à baia do cachaço uma fêmea, não de primeiro cio, com tamanho semelhante ao do macho.
- Evitar o excesso de montas frustradas devido à inquietação das fêmeas, bem como problemas que possam influenciar negativamente o animal na reprodução.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 126
Ano: 1998
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Um macho em boas condições de saúde pode iniciar as coberturas a partir do sétimo mês de idade.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 128
Ano: 1998
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Sim, é possível castrar fêmeas. Entretanto, como essa intervenção não tem valor prático, não é recomendada.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 142
Ano: 1998
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Varia de acordo com o cachaço. O ideal é que a monta tenha duração mínima de cinco minutos.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 130
Ano: 1998
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Deve ser realizada nas horas mais frescas do dia, pela manhã ou no final da tarde.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 133
Ano: 1998
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Deve ser limpo e ter espaço suficiente para a movimentação e correto posicionamento do macho e da fêmea. O piso não deve ser escorregadio a fim de evitar acidentes durante a monta, que deve ser realizada na baia do cachaço. É importante que o macho esteja familiarizado com o local.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 131
Ano: 1998
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Cachaços jovens, a partir dos sete meses, podem realizar duas coberturas semanais. Animais adultos, a partir dos 12 meses de idade, podem realizar até seis coberturas semanais, com intervalos regulares.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 132
Ano: 1998
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Inseminação artificial (IA) é uma biotécnica de reprodução, cujo objetivo principal é manter e mesmo melhorar a eficiência reprodutiva e produtiva em relação à monta natural.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 134
Ano: 1998
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As vantagens do uso da inseminação artificial são:
- Aproveitamento intensivo dos reprodutores melhorados.
- Menor número de reprodutores por plantel e menor custo de aquisição e manutenção dos cachaços.
- Aproveitamento racional de reprodutores, evitando seu uso em excesso e facilitando o manejo das fêmeas em grupos.
- Reconhecimento de machos subférteis ou inférteis.
- Controle mais preciso das características a serem melhoradas no rebanho.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 135
Ano: 1998
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O maior entrave à expansão dessa técnica é a impossibilidade de preservar o sêmen por longos períodos sem prejuízo da capacidade de fertilização. Criações distantes das centrais produtoras de sêmen, número insuficiente de centrais produtoras de sêmen, exigência de pessoal treinado (criador) e de inseminadores aptos para realizar o diagnóstico do cio também contribuem para esse quadro.
Capítulo: Manejo
Número da Pergunta: 137
Ano: 1998
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Uma das formas é oferecer a ração em grandes bandejas ou chapas com superfície ampla, no chão da baia, colocando a ração em pequenas quantidades várias vezes ao dia, na primeira semana após o desmame. Após este período pode-se passar ao comedouro automático.
O fornecimento de rações peletizadas ou líquidas também estimula o consumo. O maior benefício fica por conta das rações líquidas, que melhoram o desempenho através do aumento do consumo, principalmente nos leitões que desmamam com menor peso.
Outro ponto importante é atender as recomendações relativas ao número e tipo de bebedouro na baia para essa fase, pois consumo de alimento e consumo de água estão intimamente relacionados.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 145
Ano: 1998
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As fêmeas em gestação devem ser alojadas em celas individuais, seguindo-se a sequência numérica de cobrição, alimentadas com 2 kg de ração de gestação até os 90 dias e 2,5 kg dos 90 dias até a transferência para a maternidade.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 149
Ano: 1998
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Sim. Porém deve ser fornecido apenas como complementação da ração que não deve ser suspensa.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 150
Ano: 1998
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Ao provocar a distensão do estômago, a fibra produz um efeito de saciedade cujos reflexos sobre o comportamento tornam os animais mais calmos, evitando o aparecimento do hábito de mascar.
A fibra evita, também, a coprostase ou constipação, isto é, a dificuldade em defecar, pois aumenta o teor de água nas fezes e o número de defecações ao dia. Esse efeito é especialmente benéfico antes e logo após o parto, porque auxilia na prevenção de natimortos, reduz a duração do parto, facilitando as contrações, e reduz a incidência da síndrome da metrite, mastite e agalaxia.
O uso continuado de fibra na ração aumenta a capacidade ingestiva da matriz, preparando o estômago para a fase de lactação, na qual a alimentação é feita à vontade e a ingestão deve ser máxima porque a demanda por nutrientes é muito alta.
Durante a gestação, as exigências nutricionais são mais baixas, permitindo diluir nutricionalmente as rações com fibra, o que as torna muito mais econômicas.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 151
Ano: 1998
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Sim, a fibra aumenta o teor de água nas fezes por causa de sua capacidade de retenção de água no trato digestivo.
Na tabela a seguir são apresentados os dados sobre o teor de água nas excretas em função da concentração de fibra bruta na ração.
Fibra bruta (%) Umidade nas fezes (%) 5,3 68,4 11,5 73,5 Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 152
Ano: 1998
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Após a transferência para a maternidade, as fêmeas gestantes devem receber 3 kg de ração de lactação até o dia do parto. No dia do parto, não deve ser fornecida ração mas somente água fresca e limpa à vontade.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 154
Ano: 1998
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No dia do parto, não se fornece ração às matrizes. Durante três dias após o parto, porém, devem receber 3 kg diários de ração de lactação. A partir do quarto dia após o parto, devem ser alimentadas pelo menos três vezes ao dia devendo, cada matriz com oito leitões ou mais, receber ração à vontade e consumir no mínimo 5,5 kg/dia. As matrizes com menos de oito leitões devem receber 2,5 kg de ração mais 400 g por leitão. Nos períodos quentes, deve-se fornecer ração molhada para estimular o consumo. Neste período, também é muito importante o fornecimento de ração à noite (pode ser seca), pois nas horas mais frescas o consumo é maior.
A partir de 111 dias de gestação e até três dias após o parto, cada matriz deve receber 10 g de sal amargo por dia, misturado à ração diária. Esse procedimento é importante para prevenir constipação.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 155
Ano: 1998
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Sim. Fornecer ração pré-inicial para os leitões no escamoteador a partir do sétimo dia de idade. Essa ração deve conter produtos derivados do leite ou farinha de peixe a ser fornecida em pequenas quantidade, várias vezes ao dia.
O consumo diário de ração dos leitões entre 5 kg e 10 kg de peso vivo em média é de 460 g e dos leitões de 10 kg a 20 kg de peso vivo é de 950 g.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 156
Ano: 1998
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As necessidades de nutrientes e a quantidade diária a ser fornecida para cachaços adultos variam de acordo com a faixa de peso desses animais. O arraçoamento deve ser feito de acordo com a tabela abaixo:
Quantidade fornecida por dia Peso vivo dos cachaços (kg) 120 a 150 150 a 200 200 a 250 250 a 300 Dieta (kg) 2,1 2,4 2,8 5,0 Proteína (g) 284 324 378 405 Lisina (g) 13 14 17 19 Cálcio (g) 16 18 21 23 Fósforo total (g) 13 14 17 19 Energia metabolizável (kcal) 6.741 7.704 8.988 9.300 Para o fornecimento indicado na tabela, a dieta deve conter no mínimo 3.210 kcal de energia metabolizável por quilo, 13,5% de proteína bruta, 0,60% de lisina, 0,39% de metionina+cistina, 0,75% de cálcio e 0,60% de fósforo. Esses níveis são compatíveis com uma dieta de gestação. Assim, a mesma dieta fornecida às matrizes em gestação pode ser fornecida aos cachaços nas quantidades indicadas. Se forem utilizados outros níveis de nutrientes na dieta, a quantidade de ração a ser fornecida deve ser alterada a fim de se manter a mesma quantidade de nutrientes por dia, de acordo com a tabela. Por exemplo, se a dieta for misturada com ingredientes fibrosos, como fenos ou farelos com alto teor de fibra, a quantidade diária a ser fornecida deve aumentar, de forma a se manter o fornecimento das mesmas quantidades de nutrientes.
Essas quantidades são recomendadas para cachaços que estão em temperatura ambiente dentro da zona de conforto. Em temperaturas abaixo da zona de conforto térmico, deve-se elevar em 100 g o fornecimento da dieta para cada grau abaixo da temperatura crítica mínima.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 158
Ano: 1998
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O termo ração caseira pode ser entendido de duas formas: ração feita em casa, ou seja, na propriedade, e outra designando a ração composta de sobras diversas de alimentos e resíduos de culturas.
A ração para suínos feita em casa deve ser feita com base numa fórmula de ração calculada para que as necessidades dos animais em nutrientes sejam atendidas, como a de minerais, que variam com a idade e a categoria de suínos. Além de serem exigidos em quantidades específicas, os nutrientes devem ser fornecidos em proporções adequadas. As rações feitas com base nessas informações são conhecidas como rações balanceadas. Essas fórmulas podem ser obtidas em programas de formulação de ração, por consulta aos profissionais que prestam assistência técnica na área ou seguindo-se rigorosamente as fórmulas recomendadas em sacos de concentrados ou de outros ingredientes para rações.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 162
Ano: 1998
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Fatores antinutricionais são definidos como substâncias naturais que causam efeito negativo sobre o crescimento e a saúde do homem e dos animais. A maioria das leguminosas possui diferentes fatores antinutricionais, tais como inibidores de protease, lecitinas, taninos e inibidores de alfa-amilase. Esses fatores reduzem a digestibilidade e a absorção dos nutrientes e, no caso da proteína, aumentam a excreção de nitrogênio.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 164
Ano: 1998
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A ração com grãos de soja deve ser cuidadosamente formulada por um técnico pois, como o grão de soja possui cerca de 18% de óleo, é indispensável adicionar um antioxidante para evitar a formação de peróxidos, responsáveis pela destruição de vitaminas e pela formação do conhecido ranço, trazendo prejuízos aos animais.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 166
Ano: 1998
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Devem ser fornecidos os seguintes minerais: cálcio, fósforo, sódio, cobre, ferro, manganês, zinco, iodo e selênio. Outros minerais como o potássio, magnésio, cloro e enxofre estão presentes em abundância nas dietas. O cobalto é fornecido pela suplementação de vitamina B12.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 169
Ano: 1998
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Devem ser fornecidas as vitaminas A, D, E, K, biotina, colina, folacina, niacina, ácido pantotênico, riboflavina (vitamina B2), tiamina (vitamina B1), vitamina B6 e vitamina B12.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 170
Ano: 1998
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Em criações tecnificadas não há necessidade de aplicar vitaminas nos leitões, pois sendo bem alimentadas, as fêmeas suprem as necessidades dos leitões até iniciarem a ingestão de ração.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 171
Ano: 1998
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Cada espécie animal (suína, equina, bovina) apresenta exigências específicas em nutrientes, que variam dentro de cada espécie em função do estado fisiológico dos animais. Assim, o suíno jovem lactente, o suíno desmamado, o suíno em crescimento, o suíno em terminação, a matriz em gestação, a matriz em lactação e o cachaço têm exigências diferenciadas de cada nutriente para desempenhar adequadamente as funções básicas de manutenção e produção. Como as diferentes categorias de suínos têm exigências próprias de nutrientes, se forem trocadas as rações de duas categorias haverá sobra de alguns nutrientes para uma e deficiências nutricionais para a outra. Esse exemplo é válido também para espécies diferentes. Portanto, não se recomenda utilizar rações formuladas para uma espécie animal na produção de outra espécie animal. Eventualmente, as sobras de uma ração podem servir a outros animais. Essa, porém, não é a maneira mais econômica de se aproveitar os nutrientes dessa ração, porque tanto o excesso quanto a deficiência de nutrientes podem acarretar queda de produtividade.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 172
Ano: 1998
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Sim. Análises completas do farelo de soja já foram realizadas no mundo inteiro. Existem, atualmente, ao redor de 30 tabelas de composição de alimentos de circulação mundial.
As análises completas incluem a determinação da matéria seca, da proteína bruta e do aminograma completo, além de outras. O teor de lisina total na matéria seca (% Cab = LisMS) é dado pela equação:
%LisMS=0,0603 x % PB (proteína bruta)
Obtém-se o percentual de lisina expressa na matéria natural (% LisMN) multiplicando o valor obtido pelo teor de matéria seca em % e dividindo-se o resultado por 100, conforme demonstrado na equação:
% LisMN = (% LisMS x % Ms do alimento)/100
Seguindo o mesmo raciocínio, também podem ser determinadas:
Treonina = 0,0382 x PB
Triptofano = 0,0128 x PB
Metionina = 0,0145 x PB
Cistina = 0,0137 x PB
Dessa forma, é possível estimar, de modo simples e barato, o teor dos aminoácidos sem determinar o aminograma do farelo de soja.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 173
Ano: 1998
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Concentrado é um alimento de alta densidade (grande quantidade) em alguns nutrientes. Ao se misturar o concentrado a um ou mais ingredientes, essa densidade é diluída resultando daí a ração final. Em geral, os concentrados para suínos contêm uma ou mais fontes proteicas principais minerais e as vitaminas e aditivos – como promotores do crescimento. Esses concentrados são então misturados ao milho, milho mais farelo de trigo ou outro ingrediente, dependendo da recomendação do rótulo do concentrado, dando como produto final a ração.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 175
Ano: 1998
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Sim, comprando rações prontas ou misturando-as na propriedade, seguindo uma fórmula preparada por um técnico.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 176
Ano: 1998
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O balanceamento de uma ração consiste na combinação dos diversos ingredientes e suplementos de maneira a fornecer aos animais as quantidades e proporções de todos os nutrientes requeridos para o desenvolvimento de cada fase.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 177
Ano: 1998
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Até recentemente, não ocorria o uso intensivo do grão inteiro de trigo em rações animais pelo fato de que os custos de produção desse cereal não compensavam seu emprego com essa finalidade e também porque havia disponibilidade de outros alimentos para uso em dietas animais, passando o trigo a ser utilizado em rações apenas quando havia excedente de produção. Entretanto, as variações de preço do milho, ocorridas nos últimos anos, atingindo altos preços em épocas de colheita e oferta de trigo, têm provocado o uso de trigo em rações de suínos e de outros animais. Esse cereal tem sido empregado também no preparo de rações peletizadas, em virtude de sua capacidade aglutinante, que permite a melhora da qualidade dos peletes e aumenta o rendimento da peletização. Além disso, vários estudos mostraram que a peletização promove um aumento da taxa de ganho de peso e eficiência alimentar quando comparadas às mesmas dietas, porém fareladas. Em algumas regiões do Brasil, há alta incidência de chuvas na época da colheita, fazendo com que ocorra a germinação do grão de trigo, depreciando seu valor junto aos moinhos. Entretanto, se esse trigo com alta porcentagem de grãos germinados for isento de micotoxinas, pode ser fornecido aos suínos com excelentes resultados, reduzindo os custos de produção além de constituir mais uma opção de comercialização para o produtor de trigo. A seguir, são apresentadas as composições químicas do trigo com diferentes percentagens de grãos germinados.
Composição química e valores de energia de diferentes partidas de trigo obtidos com suínos e aves na Embrapa Suínos e Aves. (valores expressos em base de matéria natural).
Parâmetro Trigo(1) Trigo 1% germinado(2) Trigo 14% germinado(2) Matéria seca (%) 88.45 88,45 86,99 Proteína bruta (%) 11.03 12,42 12,82 Extrato etéreo (%) 1.57 1,42 1,35 Fibra bruta (%) 2.91 2,96 3,20 Energia digestível suínos (kcal/kg) 3.192 3.541 3.428 Energia metabolizável suínos (kcal/kg) 3.137 3.425 3.318 (1) Cultivar, safra e percentual de grãos germinados desconhecidos.
(2) Cultivar Embrapa 16, safra 1995.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 178
Ano: 1998
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Como na substituição do milho pelo sorgo, depende da composição em nutrientes das partidas de milho e de trigo. Em geral, pode-se dizer que o trigo de boa qualidade pode substituir totalmente o milho numa fórmula balanceada, sem prejuízo para o desempenho dos animais.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 181
Ano: 1998
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Em primeiro lugar, o farelo de trigo como o milho e o farelo de soja não são imprescindíveis a uma boa ração para suínos. O importante é que sejam fornecidos todos os nutrientes de que precisam nas quantidades e proporções requeridas para seu melhor desenvolvimento. O farelo de trigo apresenta, em sua composição, cerca de 17% de proteína bruta, 8% de fibra e 2.458 kcal de energia metabolizável/kg. Existem vários alimentos que podem fornecer quantidades razoáveis de proteína e fibra, ao mesmo tempo. Um alimento que pode substituir o farelo de trigo é o farelo de girassol, que apresenta cerca de 29% de proteína bruta, 25% de fibra e 1.519 kcal de energia metabolizável/kg. Outro alimento é a casca de soja cuja composição química média contém 13% de proteína bruta, 34% de fibra e 2.200 kcal de energia metabolizável/kg, bem como o farelo de arroz desengordurado com 15,44% de proteína bruta, 9,74% de fibra e 2.384 kcal de energia metabolizável/kg.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 183
Ano: 1998
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De maneira geral, pode-se definir o núcleo como o produto resultante da mistura de todos os minerais (macro e microminerais) e vitaminas, podendo conter, na maioria das vezes, aditivos como antibióticos, palatabilizantes, antioxidantes e mesmo alguns aminoácidos como a lisina, que também é nutriente.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 187
Ano: 1998
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O triticale é o resultado do cruzamento entre variedades de trigo e de centeio. O objetivo foi obter a produtividade do trigo e a resistência a doenças do centeio.
Pela qualidade de seu grão, o triticale é essencialmente recomendado para o consumo animal, o que significa que todas as variedades de triticale recomendadas para plantio podem ser incluídas na ração de suínos.
Na formulação balanceada de rações para suínos, não existe limite de restrição para a inclusão do triticale.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 184
Ano: 1998
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Nem todos os produtores de suínos têm condições de preparar uma ração de boa qualidade na propriedade. Produtores que fazem a mistura com pás ou com as mãos não têm condições de produzir uma ração homogênea e de qualidade, de maneira que a ração final de todos os sacos tenha a mesma composição em nutrientes. Nessas condições, os produtores devem comprar rações prontas por serem economicamente mais eficientes do que a ração mal misturada. Os equipamentos mínimos para preparar rações de razoável qualidade na propriedade são um misturador vertical e uma balança de plataforma. De posse desses equipamentos e com alguma orientação técnica, pode-se comprar todos os ingredientes, ou apenas o milho e concentrado, e fazer a mistura de rações na propriedade. Na maioria das vezes é mais econômico comprar o milho, farelo de soja, núcleo ou premixes e demais ingredientes do que comprar o concentrado. Mas há ocasiões em que se torna mais econômico comprar o concentrado. Uma boa administração da propriedade e o controle permanente dos custos de produção e de oportunidades permitem saber quando e em que situações é mais vantajoso comprar concentrados.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 188
Ano: 1998
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Os probióticos são organismos e substâncias que contribuem para o balanço (equilíbrio) microbiano intestinal. Algumas das bactérias potencialmente nocivas que normalmente podem ser encontradas no trato digestivo dos suínos são as Salmonellas, Escherichia coli e Clostridium perfringens, que podem produzir tanto doenças específicas nos hospedeiros como reduzir o desempenho dos animais por competirem pelos nutrientes essenciais em nível intestinal. Para sobreviver, essas bactérias precisam fixar-se à superfície da parede intestinal (colonizar o intestino) por meio de receptores específicos.
Ao contrário, as bactérias Lactobacillus e as produtoras de vitaminas do complexo B são benéficas ao hospedeiro, sendo consideradas probióticas. O desempenho dos suínos pode ser melhorado estimulando a multiplicação dessas bactérias no intestino do animal.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 191
Ano: 1998
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A granulometria do milho incluído no balanceamento de rações para suínos é de fundamental importância para o perfeito aproveitamento dos nutrientes da ração.
O grau de moagem do milho determina alterações nos valores de energia digestível e de energia metabolizável em função da maior ou menor exposição dos nutrientes aos processos digestivos (tabela abaixo).
Coeficientes de digestibilidade da matéria seca (CDMS), da proteína bruta (CDPB), valores de energia digestível (ED) e metabolizável (EM) para diferentes granulometrias do milho moído.
Parâmetro Diâmetro dos furos da peneira (mm) 2,5 mm 4,5 mm 10,0 mm CDMS (%) 90,0 89,3 88,1 CDPB (%) 84,5 82,8 79,7 ED (kcal/kg) 3.534 3.458 3.371 EM (kcal/kg) 3.491 3.392 3.322 A digestibilidade das dietas e o desempenho dos suínos melhoram com a diminuição do diâmetro geométrico médio (DGM) das partículas de milho. Os melhores resultados são produzidos quando o DGM situa-se entre 500 µm e 650 µm.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 189
Ano: 1998
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Conversão alimentar é um índice fornecido pela relação entre o consumo de alimento e o ganho de peso dos suínos. É indicadora da eficiência alimentar da dieta, mas analisada isoladamente pode levar a conclusões erróneas sobre determinado alimento, dieta ou manejo alimentar.
A conversão alimentar é uma das variáveis indicadoras do desempenho dos suínos e deve ser analisada conjuntamente com o ganho de peso e o consumo de ração para a tomada de decisões sobre nutrição de suínos. É dada pela fórmula:
Conversão alimentar = consumo de alimento ganho de pesoCapítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 194
Ano: 1998
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Conversão alimentar do rebanho é a quantidade (kg) de ração utilizada para produzir 1 kg de suíno terminado. É dada pela fórmula:
Car = Conali / Peso total
Em que:
Car = conversão alimentar do rebanho.
Conali = consumo de alimentos no período = estoque inicial de alimentos + compras - estoque final.
Peso total = pesanies + pterm + plei + prepr + pesanido - plecom - ptleitoc - ptmrepos - precom.
Em que:
Pesanies = peso dos animais no estoque final - peso dos
animais no estoque inicial.Pterm = peso dos animais vendidos como terminados.
Plei = peso dos leitões vendidos.
Prepr = peso dos animais vendidos como reprodutores.
Pesanido = peso dos animais consumidos ou doados.
Plecom = peso dos leitões comprados.
Ptleitoc = peso das leitoas para reposição compradas.
Ptmrepos = peso dos machos para reposição comprados.
Precom = peso dos reprodutores comprados.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 195
Ano: 1998
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Vários aditivos utilizados atualmente, agindo de diferentes modos, inibem o desenvolvimento da Escherichia coli. Os antibióticos atuando sobre seu metabolismo; os probióticos competindo pelos sítios de fixação na parede intestinal; e os ácidos orgânicos criando condições desfavoráveis em nível intestinal para o seu desenvolvimento.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 198
Ano: 1998
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Os ácidos orgânicos, quando adicionados à ração, reduzem o pH da dieta e assim o pH do trato gastrointestinal. Dessa forma, eles corrigem os aumentos de pH resultantes da redução da excreção ácida gástrica, ao desmame, e dos efeitos ligadores de ácido dos ingredientes alimentares. Assim, os ácidos orgânicos ajudam a criar um ambiente intestinal favorável ao desenvolvimento dos microrganismos probióticos do intestino e inibem o desenvolvimento dos microrganismos patogênicos. Foi particularmente observada a inibição do desenvolvimento da Escherichia coli patogênica com o uso de 2% de ácido cítrico na dieta. Outro efeito dos ácidos orgânicos é o estímulo à atividade das enzimas digestivas pela redução do pH.
Entre os ácidos orgânicos mais utilizados estão o ácido cítrico e o ácido fumárico, na proporção de até 3% da dieta. Também são utilizados em menor escala o ácido propiônico, o ácido fórmico e o ácido fosfórico. Os ácidos orgânicos também podem ser fornecidos aos leitões, na água.
Os subprodutos do leite, particularmente o soro, também auxiliam na acidificação do trato gastrointestinal. Isso ocorre porque a lactose desses produtos é fermentada, produzindo ácido láctico, que ajuda a acidificar o meio gastrointestinal.
Capítulo: Nutrição e Alimentação
Número da Pergunta: 199
Ano: 1998
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Ossos de bovinos, sobras de abatedouros de aves, assim como outros subprodutos de origem animal (restos de carne, de ossos, de sangue, de fígado), só podem ser utilizados na alimentação de suínos ou de outras espécies se passarem por um processo de esterilização e redução de partículas. Dessa forma, eliminam-se os microrganismos patogênicos, como as salmonellas, que provocam diarreia, e outros germes causadores de doenças transmissíveis de uma espécie para outra, como tuberculose, aftosa e outras.
Resíduos de carne, sobras de abatedouros e ossos frescos devem ser cozidos sob pressão em autoclave, à temperatura de 100°C por 30 minutos, no mínimo e, em seguida, prensados e moídos. Esses produtos podem ser utilizados na formulação de rações como fonte de proteína, de cálcio e de fósforo. Sua composição, porém, é extremamente variável de acordo com o material incluído.
Os ossos podem também ser queimados em fornos apropriados, obtendo-se como resultado a farinha de ossos calcinada. A farinha de ossos autoclavada é produzida pelo cozimento dos ossos sob pressão em autoclave, e posterior secagem e moagem. Ambas podem ser utilizadas como fonte de cálcio e de fósforo nas formulações. A composição aproximada é a seguinte:
- Farinha de ossos autoclavada: 12,8% de proteína, 11,3% de gordura, 29,8% de cálcio e 12,49% de fósforo total.
- Farinha de ossos calcinada: 34% de cálcio e 17% de fósforo.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 203
Ano: 1998
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Em razão dos fatores antinutricionais que apresenta e que podem prejudicar o desenvolvimento dos suínos, é necessário submetê-lo a algum tipo de processamento. O mais adequado é o cozimento (fervura) em água durante 40 minutos e posterior secagem ao sol. Fornecido cru, em níveis acima de 10% da dieta, provoca redução no consumo de alimento, piora a conversão alimentar e reduz o crescimento.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 207
Ano: 1998
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Por ser uma fonte proteica, o grão de feijão-guandu pode substituir parte da soja tostada, do farelo de soja, do concentrado ou de qualquer outra fonte proteica da dieta de suínos em crescimento e terminação. Porém, para substituir 1 kg de farelo de soja, são necessários 2,5 kg de grão de guandu, aproximadamente, e 2,16 kg para 1 kg de soja tostada. Dessa forma, deve ser feita alteração também na proporção dos outros ingredientes, para que a dieta fique adequadamente balanceada.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 209
Ano: 1998
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Não. É difícil balancear uma ração utilizando restos de cozinha. Normalmente, é necessário utilizar também um concentrado proteico, em quantidades variáveis, dependendo da composição dos restos de restaurante e da fase de vida dos suínos.
O alto conteúdo de água que geralmente está presente nos restos de cozinha após o cozimento também limita sua utilização, principalmente para leitões até os 50 kg de peso vivo. Por isso, deve-se adicionar o mínimo possível de água no cozimento e, quando possível, submeter a processo de secagem após cozimento.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 212
Ano: 1998
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O milho triturado com palha e sabugo pode ser usado em até 50% nas rações de matrizes em gestação. Para essa categoria de suíno, é recomendado seu uso em virtude do efeito benéfico da presença da fibra bruta na dieta. A inclusão pode ser de 5% para animais em crescimento, 10% para terminação e lactação e 15% para animais de reposição.
Comparação entre milho integral e triturado com ou sem palha e sabugo
Parâmetro Grão integral Espiga com palha Espiga sem palha Matéria seca (%) 87,45 88,40 86,24 Energia metabolizável (kcal/kg) 3.293 2.631 3.022 Proteína bruta (%) 8,68 8,29 8,25 Fibra bruta (%) 2,17 6,89 6,25 Matéria mineral (%) 1,18 1,18 1,14 Cálcio (%) 0,04 0,04 0,03 Fósforo total (%) 0,26 0,28 0,22 A maior dificuldade no uso do milho triturado com palha e sabugo é a mistura do ingrediente na ração. Por causa do teor de fibra, a densidade é alterada e a mistura é dificultada especialmente em misturadores verticais. O processo de moagem também requer mais energia e o rendimento da moagem é reduzido em até 30%.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 213
Ano: 1998
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A raspa integral é obtida picando-se a mandioca em pedaços pequenos (de 1 cm x 5 cm) e secando-os ao sol ou em estufa de ar forçado. Após a secagem, pode ser feita a moagem para obter-se a farinha integral.
A secagem pode ser feita em terreiros de cimento ou em bandejas inclinadas em ângulos de 25 a 30 graus. O teor final de umidade não deve ser superior a 14%. Dessa forma, a raspa de mandioca pode ser armazenada por longos períodos, acondicionada em sacos. O tempo médio de secagem é de 10 a 20 horas em bandejas e, em terreiro, duas vezes maior.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 220
Ano: 1998
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A raspa integral de mandioca pode substituir totalmente o milho ou outra fonte de energia para suínos em crescimento e terminação devendo-se, nesse caso, dar especial atenção ao nível de metionina e de energia da dieta. Para manter os níveis adequados de energia, deve ser feita suplementação com gordura, quando se utiliza raspa de mandioca em proporções elevadas. O emprego da raspa de mandioca na formulação com farelo de soja, premix, fosfato bicálcico, calcário calcítico e sal, ou com farelo de soja e núcleo é mais adequado do que o uso de concentrado comercial. Isso ocorre porque, substituindo-se o milho por raspa de mandioca, é necessário aumentar a proporção de concentrado para manter o suprimento de proteína e de aminoácidos em nível adequado, pois a raspa de mandioca possui menos proteína do que o milho. Nesse caso, está-se aumentando excessivamente o fornecimento de minerais e vitaminas contidos no concentrado, cujo excesso será desperdiçado. Empregando-se o farelo de soja e o núcleo ou o premix e os outros ingredientes, seus níveis podem ser mantidos na proporção adequada, pois são incluídos de forma independente.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 221
Ano: 1998
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A raspa residual de mandioca é obtida a partir da extração do amido em nível de indústria ou por peneiragem na fabricação da farinha de mesa. Apresenta alto teor de fibra (em média 12%) e de matéria mineral (6,63%), sendo baixo, por isso, seu teor de energia.
Não deve ser utilizada para suínos em crescimento, pois reduz seu desempenho mesmo em níveis baixos de inclusão. Para suínos em terminação, pode ser incluída em até 30% da dieta, desde que se suplemente com gordura para manter nível adequado de energia.
Quanto à formulação das rações, as recomendações são as mesmas indicadas para a raspa integral.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 224
Ano: 1998
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O teor de princípios tóxicos na parte aérea da mandioca (ramas e folhas) é bem mais alto do que nas raízes, sendo perigoso fornecê-la fresca aos suínos. Por isso, é necessário reduzir seu teor de toxidez, picando ramas e folhas e secando-as ao sol por dois ou três dias, até que o teor de umidade caia para mais ou menos 12%. Depois de seco, esse material deve ser moído, obtendo-se a farinha da parte aérea da mandioca, que pode ser adicionada à ração.
Deve-se levar em conta, também, que o teor de nutrientes, principalmente de fibra e proteína, é muito variável nesse produto, dependendo da idade da planta e da época da colheita. Por isso, é importante providenciar análises de laboratório de nutrição a fim de verificar os teores, principalmente de proteína e de fibra.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 225
Ano: 1998
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Os suínos têm necessidades definidas de vários nutrientes: carboidratos ou gorduras como fonte de energia, proteína/aminoácidos, vitaminas e minerais. Os três alimentos citados na pergunta podem suprir parte considerável da energia da dieta e pequena parte das proteínas, vitaminas e minerais, não constituindo, assim, alimento completo para suínos. Para que se torne completo, é necessário adicionar uma fonte de proteína (farelo de soja, grão de soja integral, farelo de canola, grão de guandu cozido) e as fontes de vitaminas e minerais necessárias (premix, fosfato, calcário calcítico, sal) ou núcleo (de vitaminas e minerais). Outra opção é utilizar um concentrado comercial, que pode suprir a proteína, vitaminas e minerais.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 228
Ano: 1998
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A maneira mais adequada de utilizar a forragem de soja (Glycine max) é na forma de feno moído. Independentemente do estágio de crescimento da planta, o nível de energia do feno da forragem de soja é baixo. No entanto, esse nível e o de outros nutrientes e sua digestibilidade diminuem com o envelhecimento da planta.
Dessa forma, o feno da forragem de soja é mais adequado para a alimentação de matrizes gestantes, que apresentam capacidade de consumo bem superior às suas necessidades e maior capacidade de aproveitamento da fibra do que os suínos em crescimento e terminação. Assim, o feno da forragem de soja pode ser utilizado na ração das matrizes gestantes, mas a quantidade de ração fornecida deve ser aumentada, de forma a manter um suprimento adequado de energia.
Quando se fornece feno de forragem de soja aos suínos em crescimento e terminação, é também necessário suplementar a dieta com ingredientes de alta energia, como soja integral tostada ou extrusada, óleo bruto de soja ou gordura animal, a fim de manter o nível mínimo de energia necessário e evitar queda de desempenho.
A forragem verde de soja também pode ser utilizada para matrizes em gestação.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 232
Ano: 1998
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Normalmente o soro de leite vem com alto conteúdo de sal, não sendo recomendado adicionar mais sal nem ao soro nem à ração fornecida com o soro.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 235
Ano: 1998
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Do ponto de vista da composição nutricional, o feno-de-rami contém até 20% de material inerte e não aproveitável pelo suíno, o que limita seu uso nas dietas por ser muito baixo seu valor nutritivo. Em climas tropicais, a alternativa mais viável para o uso de feno-de-rami na dieta de suínos é a inclusão de gordura ou óleo a fim de suprir a deficiência energética do rami. O alto conteúdo de cinzas desse alimento, porém, inviabiliza o uso de gorduras ou óleos pela excessiva formação de compostos não absorvíveis (formação de Ca-K), em nível intestinal. A inclusão do feno-de-rami nas dietas para leitões deve ser evitada.
Nas dietas para suínos em crescimento e terminação, a inclusão de até 20% de feno-de-rami pode oferecer possibilidade de equilíbrio nutricional desde que associada a ingredientes adequados.
Para fêmeas em gestação, o nível de inclusão nas dietas pode chegar a 45%, pois a essa categoria de animal podem ser fornecidas dietas com nível de energia mais baixo. Nesse caso, o consumo aumenta devendo ser calculados os demais nutrientes para consumo total diário.
Para fêmeas em lactação, a inclusão na dieta não é aconselhável porque essa categoria necessita da máxima densidade energética e nutricional possível na ração a fim de atender as exigências nutricionais para produção de leite.
A utilização do rami sob forma de pastagem é uma possibilidade para fêmeas em gestação, desde que o manejo da pastagem seja feito de modo adequado, impedindo que os animais destruam a plantação.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 249
Ano: 1998
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O conteúdo de nutrientes das folhas de leucena (Leucaena leucocephala) é muito variável conforme a variedade, o grau de maturação e o processamento utilizado. Por isso, é importante a análise de laboratório, principalmente quanto ao teor de fibra bruta e proteína, antes de utilizá-la nas formulações. A farinha de folhas de leucena é rica em vitamina A (caroteno), cálcio, potássio e proteína. As proporções de aminoácidos são bem balanceadas e a proteína é de alta qualidade. Com o amadurecimento da planta, aumenta muito o conteúdo de lignina.
A composição média da farinha de folhas de leucena é a seguinte: 29% de proteína bruta, 4,3% de extrato etéreo (gordura), 18,2% de fibra bruta, 2,36% de cálcio, 0,25% de fósforo total e aproximadamente 2.550 kcal de energia digestível por quilo.
Sendo um ingrediente rico em proteína, a farinha de folhas de leucena substitui parte do farelo de soja da dieta. O conteúdo médio de aminoácidos é o seguinte: 1,58% arginina, 0,59% histidina, 1,52% isoleucina, 2,28% leucina, 1,67% lisina, 0,49% metionina, 0,19% cistina, 1,49% fenilalanina, 1,21% tirosina, 1,25% treonina, 0,35% triptofano, 1,42% valina e 1,68% mimosina.
As folhas de leucena apresentam muitos fatores antinutricionais como: mimosina, taninos, saponinas, procianidinas, além de outros. Essas substâncias causam redução do crescimento, perda de apetite, bócio, queda ou arrepiamento dos pelos, salivação excessiva, descoordenação do passo, falha reprodutiva, erupções na pele e redução da digestibilidade.
Por esse motivo não é recomendado fornecer as folhas verdes ou murchas para os suínos. Deve-se fornecê-las na forma de farinha de folhas.
A toxidez pode ser parcialmente eliminada através da secagem ao sol ou em fornos (aquecimento máximo de 70 °C). A suplementação com sulfato ferroso (0,25%) ou sulfato de alumínio também reduz a toxidez, pois o ferro e o alumínio atuam impedindo a absorção da mimosina.
Para o fornecimento das sementes, deve-se fervê-las previamente em álcali por 30 minutos, o que reduz em mais de 70% o conteúdo de tanino.
A farinha de folhas de leucena pode ser incluída em até 5% da dieta de leitões de até 25 kg de peso vivo e até 15% da dieta de suínos em crescimento e terminação. Para fêmeas de reprodução, só pode ser fornecida até duas a quatro semanas antes da cobertura. Caso contrário, pode causar redução na taxa de concepção, redução no tamanho e peso da leitegada, aumento da mortalidade embrionária ou fetal.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 229
Ano: 1998
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O grão de adlay integral triturado é desaconselhável para adição nas rações de leitões.
Para suínos em crescimento a partir de 25 kg e em terminação, o nível de substituição do milho pode ser de 30%, não podendo ser direta, isto é, peso a peso, porque a concentração em nutrientes é diferente para cada cereal. É sempre necessário manter o nível nutricional adequado nas rações.
De maneira geral, para cada 12% de adlay adicionado à ração é preciso acrescentar 1% de gordura para substituir 12% do milho e 1% de farelo de soja na dieta.
Para suínos adultos, em especial fêmeas em gestação e reprodutores, a inclusão de adlay não tem limite, desde que mantido o equilíbrio nutricional das dietas. Essas categorias recebem ração controlada e portanto não há dificuldade em incluir nas dietas ingredientes com menor concentração energética. A inclusão depende do custo relativo dos ingredientes. Para matrizes em lactação, sua inclusão deve ser limitada a 20%, por sua baixa concentração em energia.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 242
Ano: 1998
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Não. A inclusão de capim-cameron nas dietas para suínos não é recomendável em função do alto teor de fibra que essa forrageira apresenta. Nenhuma categoria de suínos aproveita de forma adequada e suficiente este capim.
A digestibilidade dos nutrientes dessa forrageira é muito reduzida para suínos e sua densidade nutricional, útil e recomendada para ruminantes, é muito baixa para as exigências nutricionais dos suínos.
A inclusão dessa forrageira em dietas balanceadas para suínos é totalmente inapropriada tanto técnica como economicamente.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 243
Ano: 1998
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O soro de leite integral pode ser fornecido aos suínos nas diferentes fases, misturado à ração, nas quantidades indicadas nas tabelas abaixo e de acordo com o peso vivo do suíno.
Proporções diárias de ração (kg) e soro de leite integral (litros) para suínos em crescimento e terminação
Peso vivo suíno (kg) 100% ração 80% ração/20% soro 70% ração/30% soro ração soro ração soro 25-35(1) 1,50 1,20 4 1,05 7 35-45(1) 1,90 1,50 6 1,35 8 45-55(1) 2,20 1,75 7 1,55 10 55-65(2) 2,60 2,10 8 1,80 12 65-75(2) 2,90 2,30 9 2,05 13 75-85(2) 3,20 2,55 10 2,25 14 85-95(2) 3,50 2,80 11 2,45 15 (1) Número de dias de fornecimento: 15
(2) Número de dias de fornecimento: 12
Até 55 kg de peso vivo, a ração fornecida com soro deve conter no mínimo 15% de proteína, 0,82% de lisina, 0,70% de cálcio e 0,60% de fósforo total. Dos 55 kg de peso vivo até o abate, a ração deve conter 13% de proteína, 0,60% de lisina, 0,60% de cálcio e 0,50% de fósforo total.
O premix de vitaminas e microminerais deve ser aumentado na mesma proporção da substituição da ração por soro. Por exemplo, se o soro substitui 30% da dieta, o premix deve ser aumentado em 30%.
Proporções diárias de ração (kg) e soro de leite integral (litros) para matrizes em gestação
Dias de gestação 100% ração 75% ração/25% soro 50% ração/50% soro ração soro ração soro 1-90 2,00 1,50 7 1,00 14 91-105 2,50 1,90 9 1,25 18 106 2,50 2,00 7 1,50 14 107 2,50 2,10 6 1,75 11 108 2,50 2,20 4 2,00 7 109 2,50 2,30 3 2,25 4 110-114 2,50 2,40 2 2,40 2 A ração fornecida com soro até o 105° dia de gestação deve conter 12% de proteína, 0,43% de lisina, 1,0% de cálcio e 0,80% de fósforo total. Do 106° dia até o parto, deve ser fornecida ração com 13% de proteína, 0,47% de lisina, 0,75% de cálcio e 0,60% de fósforo.
O premix de vitaminas e microminerais deve ser aumentado na mesma proporção da substituição da ração por soro de leite, como indicado para animais em crescimento e terminação.
Outra forma de fornecimento é dar ambos, ração e soro, à vontade, em comedouros separados.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 234
Ano: 1998
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Sim, em determinadas regiões. É um alimento altamente digestível e por isso apresenta valor nutricional superior ao do milho seco. Porém, alguns cuidados, devem ser tomados tanto durante sua produção como durante sua utilização:
- A compactação deve ser bem feita a fim de garantir boa fermentação e evitar a deterioração do produto durante a armazenagem.
- A silagem e o concentrado devem ser misturados diariamente e não de um dia para o outro.
- Não se deve utilizar a silagem exposta ao ambiente de um dia para outro.
As vantagens da silagem de grão de milho em relação ao milho colhido seco são as seguintes:
- Geralmente, o custo de produção da silagem é menor, considerando-se os gastos com secagem, transporte, armazenagem e descontos do milho seco.
- A perda na armazenagem é menor, pois evita o ataque de ratos, carunchos e o desenvolvimento de micotoxinas.
- A digestibilidade da silagem de grão de milho é superior à digestibilidade do milho seco.
- Libera mais cedo a área para o cultivo de outras culturas.
Composição nutricional da silagem de grão de milho
Matéria seca (%) 65,43 Proteína bruta (%) 6,22 Energia digestível (kcal/kg) 2.854 Cálcio (%) 0,01 Fósforo total (%) 0,17 Lisina (%) 0,37 O consumo de ração com silagem de grão de milho deve ser superior ao de ração com milho seco, por conta de seu maior teor de umidade, devendo este maior consumo ser levado em consideração ao se fazer a mistura.
Essas informações, excetuando-se os valores da composição nutricional, são válidas também para a silagem de grãos de triticale.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 237
Ano: 1998
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Deve-se desverminar a matriz durante a gestação alguns dias (cinco a sete) antes do parto e antes de transferi-la para a maternidade.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 290
Ano: 1998
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Constatando-se parasitismo, recomenda-se a aplicação de antiparasitário. O número de aplicações depende do parecer do técnico responsável pela granja, podendo-se efetuar até quatro aplicações por ano, a fim de evitar a disseminação dos parasitos por todo o rebanho.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 291
Ano: 1998
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A saúde do rebanho depende da adequação às exigências do animal dos elementos que compõem o ecossistema, isto é, do produtor, das instalações, dos animais, da alimentação e da água, dos contaminantes e do manejo. O não atendimento dessas exigências pode levar a situações estressantes e ao consequente comportamento anormal.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 304
Ano: 1998
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Embora o cozimento da carne suína e o seu congelamento por uma semana possam destruir as formas larvais do parasito, recomenda-se não consumir a carne com “pipoca” pela possibilidade de o parasito ainda estar vivo.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 285
Ano: 1998
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Porque o parasitismo dos leitões está intimamente relacionado com a infecção parasitária da matriz e com as condições de manejo e de higiene da maternidade, isto é, se a matriz tiver parasitos e não for desverminada, os leitões também serão infectados pelos parasitos.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 288
Ano: 1998
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O combate é feito com aplicação de vermífugos de acordo com as recomendações do fabricante.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 286
Ano: 1998
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Apesar de existirem evidências de ocorrer infecções através da placenta, pode-se dizer que, na maioria das vezes, o leitão nasce sem parasitos.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 287
Ano: 1998
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Em criações com boas condições de higiene, não há necessidade de aplicar anti-helmínticos nos leitões até os dois ou três meses de idade, desde que as fêmeas tenham sido desverminadas antes do parto.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 289
Ano: 1998
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Considera-se correta e suficiente uma aplicação subcutânea ou intramuscular única de 200 mg de ferro dextrano entre o terceiro e o sétimo dia de vida do leitão. Alguns produtores obtêm bons resultados aplicando-o nas primeiras 24 horas de vida dos leitões.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 301
Ano: 1998
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As causas estão relacionadas a estímulos estressantes produzidos pelo meio ambiente ou por técnicas de manejo inadequadas que tornam o suíno incapaz de adaptar-se, isto é, de apresentar reações comportamentais normais. Nessas situações, os suínos podem apresentar vários tipos de comportamento anormal como vícios de sucção e canibalismo.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 303
Ano: 1998
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Não. É apenas crendice popular sem embasamento científico.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 308
Ano: 1998
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O canibalismo pode ser evitado adotando-se técnicas adequadas de criação, isto é, que preencham as exigências ambientais, nutricionais e de manejo dos animais, nas diferentes faixas etárias.
Em granjas onde ocorre canibalismo, é indispensável um exame minucioso para identificar e eliminar a causa. Para evitar o agravamento da situação, deve-se adotar os seguintes procedimentos:
- Retirar da baia os suínos com comportamento anormal (em geral o animal mais vigoroso é o que pratica o canibalismo).
- Retirar da baia os animais machucados e tratá-los.
- Colocar correntes ou pneus velhos dependurados na baia ou jogar palha ou talos fibrosos no chão para entreter os suínos.
- Disponibilizar espaço de acordo com a idade dos animais.
- Fornecer água limpa e fresca e ração à vontade.
- Verificar se a água e a ração estão fluindo no bebedouro e comedouro.
- Procurar a causa do comportamento anormal por meio de exame minucioso da granja.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 306
Ano: 1998
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Não, as matrizes não abortam com facilidade. As baixas percentagens de abortos esporádicos geralmente estão relacionadas a etiologias que não incluem agentes infecciosos. É considerado normal que até 1% das gestações terminem em aborto.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 310
Ano: 1998
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São várias as causas que levam as matrizes a mancar subitamente. Em geral, são lesões nos cascos. Quando a lesão atinge as partes do casco com os nervos sensitivos, a pressão do peso do animal sobre o casco lesado provoca dor e consequentemente o animal começa a mancar. Além de lesões graves nos cascos, artrites ou lesões nos músculos podem levar as matrizes a mancar subitamente.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 311
Ano: 1998
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Provavelmente trata-se de uma doença chamada torção do mesentério, em que o intestino faz um giro de 180 graus, provocando o estrangulamento das veias que drenam o intestino. A etiologia da doença ainda não é bem conhecida, mas há evidências de que o excesso de produção de gases no intestino, devido à ingestão de alimentos altamente fermentáveis, pode provocar seu deslocamento e consequente torção na base do mesentério.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 312
Ano: 1998
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Quando a morte súbita de leitões é esporádica, provavelmente trata-se de distúrbio não transmissível, como é o caso da úlcera gástrica ou da torsão do mesentério. Quando as mortes são frequentes, é necessário consultar um veterinário, pois existem várias doenças contagiosas que podem matar leitões em menos de 24 horas e devem ser imediatamente controladas.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 313
Ano: 1998
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Sim. É uma doença de origem bacteriana que causa graves transtornos reprodutivos como abortos e endometrites em fêmeas. No macho, provoca orquites, perda da libido e infertilidade. As matrizes infectadas pelo macho durante a cobertura sofrem aborto, em média aos 35 dias de gestação. Nesse caso, o único sinal de brucelose no rebanho é o grande número de matrizes retornando ao cio entre cinco e oito semanas após a cobertura.
Leitoas não gestantes podem desenvolver endometrite quando infectadas, muitas vezes não ocorrendo sintomas, apenas irregularidade no ciclo estral. Mais tarde, por ocasião da cobertura, podem apresentar baixa concepção. Os machos podem permanecer infectados por vários anos e os que apresentam infecção nos órgãos genitais são disseminadores da doença.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 324
Ano: 1998
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Em geral, os principais sinais clínicos relacionados com o aparelho urinário são o corrimento vulvar (mucoide, muco hemorrágico ou purulento) geralmente observado no final da micção, a presença de corrimento vulvar ressequido nos lábios vulvares ou na região da cauda. Os animais têm dificuldade para levantar-se, apresentam alterações no estado geral como inapetência, emagrecimento progressivo e anemia.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 315
Ano: 1998
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Considerando-se que a RAP é uma doença multifatorial, alguns itens de manejo e ambiente devem ser considerados:
- Quando possível, adquirir animais de fontes reconhecidamente livres de RAP. O ideal é que a reposição dos reprodutores seja feita com animais do mesmo rebanho.
- Dentro do possível, manter o nível de reposição anual de matrizes abaixo de 30%. Dessa forma, pode-se tirar proveito do fato conhecido de que a imunidade aumenta com a idade.
- Prestar assistência aos partos e dispensar os cuidados rotineiros aos recém-nascidos (especialmente relevante é a orientação à primeira mamada, para garantir adequada ingestão de colostro).
- Conservar os diversos ambientes da criação, especialmente a maternidade e a creche, secos, ventilados e aquecidos.
- Fornecer aos animais ração balanceada.
- Evitar a superlotação e a mistura de lotes heterogéneos.
- Evitar o contato dos suínos com outros animais domésticos e silvestres.
- Seguir rigidamente as recomendações de limpeza e desinfecção.
- Adotar o sistema “todos dentro todos fora” para todas as fases de criação.
Dependendo do laboratório produtor de vacinas, os programas de vacinação recomendados variam de duas aplicações apenas nas matrizes (aos 70 e 90 dias de gestação) a programas mais complexos (nos quais, além das fêmeas, são vacinados também os leitões, em geral aos dez e 30 dias de vida).
Antes, porém, de implantar um programa de vacinação em determinado rebanho, deve-se determinar a importância da doença para esse rebanho.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 318
Ano: 1998
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É uma doença crônica infecciosa, muito contagiosa. Caracteriza-se clinicamente por tosse seca, facilmente observada quando os animais são forçados a se movimentar. Em alguns casos, aparece corrimento nasal mucoso, posteriormente observam-se animais com pouco desenvolvimento, pelos arrepiados e sem brilho, sendo comum a desuniformidade de peso entre os leitões. O quadro clínico do rebanho é influenciado pela presença de outras infecções respiratórias e pelas condições ambientais e de manejo. Essa doença é causada pelo Mycoplasma hyopneumonia, geralmente ocorrendo complicações secundárias causadas por Pasteurella multocida tipo A.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 319
Ano: 1998
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É impossível estabelecer uma regra geral para todos os rebanhos infectados. A forma de tratamento depende principalmente do tamanho do rebanho, do sistema de produção adotado, da finalidade da criação, do nível de infecção e das condições ambientais a que os suínos estão sujeitos. Se o rebanho estiver infectado, torna-se difícil eliminar o agente dos animais. Manter boas condições ambientais, evitar a superpopulação e a mistura de lotes no crescimento e na terminação, adotar manejo adequado e programas de limpeza e desinfecção podem prevenir a manifestação da doença.
O programa típico de vacinação recomendado pelos fabricantes nacionais inclui a vacinação das leitoas e matrizes duas vezes, no terço final da gestação. Os leitões devem ser vacinados com quatro semanas de idade, repetindo-se a vacinação três semanas mais tarde. Os machos devem ser vacinados a cada seis meses.
A erradicação da doença só é possível pela eliminação do rebanho e a repopulação com animais não infectados. O tratamento de animais doentes evita a mortalidade mas não impede a infecção.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 323
Ano: 1998
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O açúcar mascavo, assim como o açúcar branco podem ser incluídos na ração de desmame para leitões. Até os 42 dias de idade, porém, os níveis de inclusão não devem ultrapassar os 3% da dieta, para não provocar diarreia. Após esse período, os níveis podem ser aumentados gradativamente até chegar a 15% da dieta.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 257
Ano: 1998
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Não. Do ponto de vista sanitário, seu uso é desaconselhável.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 256
Ano: 1998
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A tabela abaixo apresenta alguns parâmetros importantes para assegurar a potabilidade e palatabilidade da água.
Materiais flutuantes Ausentes Óleos e graxas ausentes Gosto e odor ausentes Cloro máximo de 0,5 ppm de cloro livre Coliformes ausentes PH 6,4 a 8,0 Dureza máximo de 110 ppm Nitrato máximo de 20 ppm Fósforo máximo de 0,1 ppm Cálcio máximo de 600 ppm Ferro máximo de 25 ppm Alumínio máximo de 0,05 ppm Sódio máximo de 50 ppm Capítulo: Água
Número da Pergunta: 258
Ano: 1998
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A fonte de água apropriada é a que fornece água potável. A definição universal para água potável é que ela deve ser inodora, incolor, límpida e que não apresente substâncias minerais dissolvidas ou qualquer substância de origem orgânica.
Águas superficiais ou de rio geralmente são inadequadas para abastecer as granjas de suínos. Se o uso desse tipo de água for inevitável, é imprescindível o controle rigoroso de sua qualidade por meio de análises diárias e de indicadores biológicos.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 259
Ano: 1998
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Tradicionalmente a água é fornecida aos suínos em bebedouros de diversos tipos e modelos, dependendo da fase de desenvolvimento do animal. No arraçoamento de machos castrados, a partir de 60 kg de peso vivo, em sistema de alimentação restrita, é possível fornecer água no próprio comedouro. Usando-se comedouros especiais, retira-se a água no momento de fornecer a ração. Consumida a dieta, o comedouro é imediatamente reabastecido com água, que fica o dia todo à disposição do animal. O mesmo método é utilizado para matrizes em gestação mantidas lado a lado, em celas individuais. Neste último caso, o sistema justifica-se pela economia que oferece ao dispensar bebedouros individuais. Esse método, entretanto, exige a troca frequente da água para manter sua qualidade.O uso de água corrente não é recomendável, pelo desperdício que acarreta. Se esta prática, porém, for adotada a fim de oferecer água fresca nos períodos de temperatura elevada, é imprescindível que não seja canalizada para as esterqueiras, para evitar a diluição excessiva do adubo/esterco e o consequente aumento no custo de sua distribuição. O excesso de água corrente pode ser melhor aproveitado canalizando-o para açudes com peixes.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 260
Ano: 1998
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As recomendações a seguir se aplicam a situações de manejo em que é feita a manutenção e revisão periódica da capacidade de vazão. Para evitar entupimentos nos filtros internos dos bebedouros, é necessário que haja também um sistema de filtros na saída dos depósitos de água.
Nas maternidades com sistema de celas parideiras individuais, cada leitegada tem à disposição um bebedouro adequado para essa fase, independentemente de as leitegadas serem criadas em conjunto ou isoladamente.
Número recomendável de bebedouros por baia em função do tamanho dos grupos formados
Número de leitões/grupo Número de bebedouros/grupo Menos de dez suínos 1 De onze a 16 suínos 2 De 17 a 21 suínos 3 No crescimento e terminação à base de alimentação líquida, recomenda-se um bebedouro para cada doze suínos, independente do tamanho dos grupos.
Nas baias com mais de um bebedouro, recomenda-se que a distância entre eles não seja muito grande, conforme mostrado abaixo, a fim de evitar que um ou outro seja pouco usado em consequência do comportamento gregário característico dos animais:
Distância entre bebedouros nas diferentes fases do suíno
Fase do suíno Distância entre bebedouros (cm) Leitões recém-desmamados 0,30 25 kg a 50 kg 0,46 50 kg a 100 kg 0,91 Cachaços e matrizes 0,91 Capítulo: Água
Número da Pergunta: 262
Ano: 1998
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A inclusão da batata crua inibe o consumo, deprime a taxa de crescimento e a eficiência de uso da dieta, e aumenta a exigência diária de proteína suplementar originária de outros alimentos. Isso significa que a batata crua não é recomendada como ração de suínos. Mas pode ser adicionada cozida à ração de qualquer categoria de suíno e em qualquer nível, desde que se mantenha o nível nutricional da dieta. O valor da energia digestível da batata inglesa cozida varia de 3.750 kcal/kg a 3.950 kcal/kg de matéria seca.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 247
Ano: 1998
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O resíduo de cervejaria apresenta composição variável, pois depende dos cereais empregados no preparo da cerveja e de sua composição. A composição química aproximada do resíduo de cervejaria, em valores expressos na base da matéria natural (15,95% de matéria seca), é a seguinte:
Componentes Análise Proteína bruta (%) 4,45 Fibra bruta (%) 5,55 Extrato etéreo (gordura) (%) 0,94 Cinza (%) 4,09 Cálcio (%) 0,04 Fósforo (%) 0,09 Energia digestível (suínos) (kcal/kg) 809 Energia metabolizável (suínos) (kcal/kg) 787 A seguir, são apresentadas duas sugestões de fórmulas de ração com resíduo de cervejaria. O ideal, porém, é procurar um técnico para fazer a análise do material de que se dispõe, de modo a garantir uma formulação mais adequada e econômica.
Ingrediente (kg) Crescimento Terminação Milho 65,20 69,70 Farelo de soja 29,00 25,50 Calcário 2,70 2,40 Fosfato bicálcico 2,80 2,10 Núcleo com vitaminas e minerais 0,30 0,30 Total 100,00 100,00 Quantidade de resíduo de cervejaria 2 kg de resíduo para
1 kg de ração2 kg de resíduo para
1 kg de raçãoO consumo mínimo de ração seca por animal/dia deve ser de 1,8 kg na fase de crescimento e de 2,3 kg na fase de terminação. Com esses níveis de consumo de ração seca, o consumo de resíduo de cervejaria é livre.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 248
Ano: 1998
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O aguapé (Eichoornia crassipes) cresce nas regiões entre a latitude 32°N e 32°S, em lagoas de tratamento final dos refluxos orgânicos, produzindo grande volume de matéria verde.
De acordo com as análises feitas no laboratório de nutrição animal da Embrapa Suínos e Aves, a farinha-de-feno de aguapé obtida pela secagem e moagem da planta apresenta a seguinte composição nutricional média: 89,5% de matéria seca, 16,1% de proteína bruta, 19,9% de fibra bruta, 16,41% de cinza, 1,31% de cálcio e 0,61% de fósforo. Esse produto ainda pode apresentar alto conteúdo de ferro, sódio e potássio, dependendo do local onde é cultivado e da quantidade de solo que permanece na raiz por ocasião da colheita.
Em função do alto conteúdo de cinzas e de fibra bruta, a farinha de feno de aguapé apresenta baixo conteúdo de energia. De acordo com determinações feitas na Embrapa Suínos e Aves, a farinha de feno de aguapé contém 1.122 kcal de energia digestível e 1.067 kcal de energia metabolizável por quilo.
Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 251
Ano: 1998
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O valor nutricional da cama-de-frango é muito variável e depende de vários fatores, entre os quais estão:
- O tipo e a quantidade de material usado para cama-de-frango.
- O tempo de uso da cama-de-frango (lotes de frangos de corte ou de poedeiras que usou a mesma cama).
- A categoria de ave criada: para cada categoria de ave, há um tipo específico de ração, com concentração diferenciada de nutrientes, que gera resíduos (cama) também diferenciados.
- O tipo e o manejo dos comedouros usados na produção avícola: comedouros tubulares mal regulados geram perdas muito grandes que enriquecem o valor nutritivo da cama-de-frango.
- O processamento da cama-de-frango: a utilização de algum sistema de peneiramento a fim de separar o material seco fibroso para sua reutilização nos aviários, resulta em resíduo fino de maior valor nutricional.
Em função da grande variabilidade da cama-de-frango, é indispensável submeter esse material à análise laboratorial a fim de determinar a concentração de nutrientes como os teores de PB, FB, Ca e P. Um ponto importante é que grande parte (ao redor de 60%) da PB, pode estar sob a forma de ácido úrico, cujo aproveitamento pelo suíno é muito reduzido.
Na tabela abaixo, estão expressos alguns valores da concentração em nutrientes resultantes de análises de cama-de-frango realizadas pela Embrapa Suínos e Aves.
Componentes Análise Matéria seca (%) 57,3 Energia: digestível (kcal/kg) 2.011 metabolizável (kcal/kg) 1.728 Proteína bruta (%) 14,3 Extrato etéreo (%) 0,4 Fibra bruta (%) 16,7 Matéria mineral (%) 13,7 Cálcio (%) 1,7 Fósforo total (%) M Cobre (mg/kg) 94,4 Ferro (mg/kg) 1.202,7 Manganês (mg/kg) 239,7 Zinco (mg/kg) 220,4 Capítulo: Alimentos Alternativos
Número da Pergunta: 254
Ano: 1998
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A matriz em lactação é a categoria de suíno que mais necessita de água para ter uma produção adequada de leite e manter seu metabolismo fisiológico em condições ótimas. A água é importante para os suínos, em especial para as matrizes em lactação, por estar envolvida em várias funções fisiológicas necessárias à máxima produção. Entre essas funções estão a regulação da temperatura corporal, o transporte de nutrientes, a excreção de metabólitos, a atuação nos processos metabólicos, a lubrificação e a produção de leite.
Os suínos obtêm água de três fontes:
- A água ingerida.
- A água contida nos alimentos.
- A água metabólica, originada via catabolismo dos carboidratos, gorduras e proteínas.
As perdas de água pela matriz em lactação ocorrem de cinco maneiras:
- Pela respiração.
- Pela evaporação através da pele.
- Pelas fezes.
- Pela urina, através dos rins.
- Pelo leite, através da glândula mamária.
Após o parto, a matriz entra em estado de catabolismo metabólico, provocado pela demanda de nutrientes para a síntese do leite. Nesse estado fisiológico, a necessidade de excreção de ureia, originada da degradação de proteínas usadas para fins energéticos, provoca um aumento na exigência em água para permitir a concentração adequada de urina.
Em situações normais, quanto maior o número de leitões maior é a produção de leite e dessa forma maior é a exigência em nutrientes e, portanto, maior o consumo de ração. Para todas as categorias de suínos, existe proporcionalidade entre ingestão de matéria seca e a necessidade de água pelo organismo.
Em ambiente normal (22 °C), a matriz em lactação precisa de 15 litros de água mais 1,5 litros para cada leitão que amamenta. Dessa forma, a matriz com dez leitões tem uma exigência estimada de 30 litros de água em ambiente termoneutro.
Em ambiente quente (35 °C), a exigência estimada é de 25 litros mais 1,8 litros para cada leitão que amamenta. Nesse caso, a exigência estimada para uma matriz com dez leitões é de 43 litros de água ao dia.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 266
Ano: 1998
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A água potável para suínos pode ter até 0,5 ppm de cloro livre e isso significa que, nessas condições, podem consumir cloro.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 268
Ano: 1998
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O reservatório deve ser dimensionado para estocar água por um período de cinco dias, com base na seguinte equação:
CR = (0,48 STA + F + M) x 0,075
Em que: CR = capacidade do reservatório, em m3;
STA = número de suínos terminados por ano;
F = número de fêmeas do rebanho;
M = número de machos do rebanho.
Por exemplo, para um sistema de produção de 24 matrizes com um macho e estimando-se 504 suínos terminados por ano, teremos:
CR = (0,48 x STA + F + M ) x 0,075
CR = (0,48 x 504 + 24 + 1) x 0,075
CR = 20,02 m3
Ou seja, deve-se projetar o reservatório com capacidade para 20 m3 de água.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 265
Ano: 1998
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A lâmina de água nas instalações propicia ambiente favorável em épocas de calor, reduz a emissão de gases, controla a infestação de moscas e proporciona animais mais limpos. Sob o enfoque do conforto ambiental dos animais, sua utilização é vantajosa, mas aumenta consideravelmente o volume de dejetos. A diluição excessiva das excretas, por outro lado, reduz consideravelmente seu valor fertilizante e encarece sua distribuição mesmo quando o manejo do chorume é feito de maneira adequada. Em algumas propriedades pequenas e médias, dependendo da topografia, a utilização desse sistema não é o mais econômico, em função exatamente do custo do manejo adequado dos dejetos. Em propriedades que usam sistemas de irrigação, a distribuição do chorume dessa forma pode ser viável e até vantajosa.
O uso da lâmina d’água deve ficar limitado às fases de crescimento e terminação, não sendo indicado seu uso nas demais, visto estar associado a lesões nos cascos.
A água também pode ser um veículo de disseminação de infecções, em caso de surtos de doenças, o que constitui um risco.
É necessário que o método da lâmina d’água seja pesquisado conjuntamente em situações em que foram usadas todas as alternativas mais viáveis economicamente visando o conforto térmico. Pelos motivos acima considerados, a lâmina d’água certamente não é a primeira nem a única e muito menos a solução definitiva para a questão do conforto ambiental dos suínos.
Capítulo: Água
Número da Pergunta: 269
Ano: 1998
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O produtor de suínos deve procurar um médico veterinário familiarizado com as doenças prevalecentes na região, para o estabelecimento de um programa de vacinação adequado a cada caso. A indicação de vendedores de produtos não é a mais aconselhável por ser, geralmente, orientada por motivos comerciais, podendo influenciar negativamente os índices técnicos e econômicos da granja.
Granjas de suínos isoladas de outros rebanhos e com trânsito mínimo de visitantes, de veículos e outros animais, com instalações de quarentena e que adotam programas de limpeza e desinfecção eficientes, teoricamente não necessitam de programas de vacinação muito abrangentes. Para criações abertas, constantemente expostas a fontes de contaminação externas como visitantes, caminhões de ração que servem a várias granjas e reprodutores oriundos de diferentes fornecedores, recomenda-se um programa de vacinação mais amplo.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 276
Ano: 1998
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Sim. A Embrapa Suínos e Aves dispõe de listagem com a descrição completa das análises realizadas e respectivos custos bem como de um Centro de Diagnóstico em Saúde Animal – Cedisa, que realiza vários tipos de exames.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 278
Ano: 1998
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O nível de ocorrência e a intensidade de uma doença num rebanho não dependem somente das características de virulência do agente causador da doença, mas também das condições do hospedeiro e dos fatores ambientais. Quando os fatores ambientais agem sobre o suíno de forma negativa, aumentam as probabilidades de ocorrência e de intensidade de doença nas criações.
Capítulo: Sanidade
Número da Pergunta: 279
Ano: 1998