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Pragas

Texto - Pragas

Insetos-praga são responsáveis por danos à palma forrageira, destacando-se duas espécies: a cochonilha-de-escama, Diaspis echinocacti (Hemiptera: Diaspididae), e a cochonilha-do-carmim, Dactylopius opuntiae (Hemiptera: Dactylopiidae). Há ainda as pragas de importância secundária, a exemplo da lagarta Aricoris campestre (Lepidoptera: Riodinidae), que provocam danos mais ocasionais.

Na implantação de novas áreas de palma forrageira, é fundamental utilizar raquetes totalmente livres de cochonilhas, evitando a introdução de pragas na área de cultivo. As raquetes infestadas devem ser destinadas exclusivamente à alimentação animal, nunca à propagação de mudas.

Além disso, é importante não comercializar material vegetativo contaminado, a fim de impedir a disseminação da praga entre propriedades. Outra prática recomendada é o consórcio da palma forrageira com culturas como feijão, milho ou sorgo, ou ainda a manutenção da vegetação espontânea sob roço baixo, o que contribui para a preservação e aumento da população de inimigos naturais, auxiliando no equilíbrio biológico da área.

Foto: Tiago Costa Lima.

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Lagarta

Lagarta

As lagartas de Aricoris campestre (Lepidoptera: Riodinidae) apresentam coloração verde, cabeça escura e cerdas distribuídas ao longo do corpo. Elas demonstram preferência pelas brotações da palma-forrageira, em que os ínstares iniciais realizam raspagens nas raquetes, enquanto as lagartas mais desenvolvidas causam perfurações nos tecidos.

Atualmente, não existem produtos registrados para o controle dessa espécie em palma forrageira. Em áreas de pequena extensão recomenda-se a coleta manual, com a remoção das lagartas para reduzir os danos causados à cultura.

Foto: Tiago Costa Lima.

Cochonilha-do-carmim

Cochonilha-do-carmim

A cochonilha-do-carmim (Dactylopius opuntiae, Hemiptera: Dactylopiidae) é considerada a praga mais destrutiva da palma-forrageira, devido à sua elevada capacidade de infestação e dispersão, podendo levar à morte total do palmal. A praga se alimenta por sucção da seiva, o que provoca enfraquecimento progressivo da planta, que passa a apresentar coloração amarelada e redução da turgidez dos cladódios. Em infestações severas, a morte das plantas ocorre rapidamente, comprometendo toda a área cultivada.


Monitoramento: a presença da cochonilha-do-carmim pode ser reconhecida pela cera branca que recobre e protege o inseto e pela coloração vermelha liberada quando o inseto é esmagado. Recomenda-se realizar o monitoramento semanal da área cultivada, permitindo a detecção precoce da praga e a implementação imediata das medidas de controle, caso sejam observados focos de infestação.


Controle: devido ao alto poder destrutivo da cochonilha-do-carmim, recomenda-se substituir as variedades suscetíveis, como ‘Gigante’ e ‘Redonda’, por cultivares resistentes a D. opuntiae. Entre as opções mais indicadas estão as palmas-forrageiras ‘Orelha-de-elefante-mexicana’, ‘Miúda’ ou ‘Doce’, e ‘IPA Sertânia’ (também conhecida como ‘Baiana’ ou ‘Mão-de-moça’).

Foto: Guilherme Lima.

Cochonilha-de-escama

Cochonilha-de-escama

A cochonilha-de-escama (Diaspis echinocacti, Hemiptera: Diaspididae) é popularmente conhecida também como “piolho” ou “mofo”. Em casos de alta infestação, suas colônias podem recobrir completamente as raquetes da palma, resultando em prejuízos significativos à planta.


Monitoramento: a infestação de D. echinocacti na palma-forrageira ocorre de forma ascendente, iniciando-se nas partes inferiores da planta. A presença de um pó esbranquiçado sobre as raquetes indica a ocorrência de ninfas de primeiro e segundo ínstar, sinalizando o início de novas gerações e o consequente aumento populacional da praga. Nesse estágio, a adoção de medidas de controle apresenta maior eficiência na redução da infestação. A cochonilha-de-escama costuma ocorrer em reboleiras, ou seja, em focos localizados dentro da área cultivada. Por isso, a identificação precoce desses pontos de infestação é fundamental para que o produtor concentre as ações de controle apenas nas áreas afetadas, otimizando o uso de mão de obra e insumos e reduzindo os custos de manejo.


Controle: recomenda-se, preferencialmente, a utilização de óleos minerais a 2% ou óleos vegetais a 2% (como os de soja, nim, algodão ou mamona), podendo-se adicionar detergente neutro a 1,5%. A pulverização deve ser realizada até o ponto de escorrimento, garantindo a cobertura completa das raquetes. É importante destacar que as carapaças das cochonilhas mortas permanecem aderidas às raquetes, o que pode dificultar a avaliação visual imediata da eficácia do controle. Para verificar o resultado da aplicação, recomenda-se raspar levemente as raquetes. As cochonilhas mortas se desprendem facilmente e apresentam coloração escurecida na parte inferior, enquanto as vivas permanecem firmemente fixadas e apresentam coloração amarelada sob a carapaça.

Fotos: Rafaela Priscila Antonio.

Áudio

Prosa Rural - Manejo de pragas cochonilhas em palma forrageira

Prosa Rural - Manejo de pragas cochonilhas em palma forrageira

Nesse episódio do Prosa Rural, o pesquisador Marcone Chagas, da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte, a EMPARN, fala sobre as principais estratégias de manejo para o controle das principais espécies de cochonilhas-praga, a do carmim e a de escama, na cultura da palma forrageira.

Vídeos

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Multiplicação rápida de mudas de palma forrageira

Confira vídeo com o pesquisador Carlos Alberto Tuão Gava, que traz informações sobre esta técnica como alternativa eficiente para recuperar os palmais devastados em praticamente todos os estados nordestinos, primeiro pela infestação da praga da cochonilha-do-carmim e, depois, em consequência da seca.

Publicações

Publicação - Sistema de produção de palma-forrageira para o Estado da Paraíba

Sistema de produção de palma-forrageira para o Estado da Paraíba.

Sistema de produção de palma-forrageira para o Estado da Paraíba

Sistema de produção de palma-forrageira para o Estado da Paraíba

O objetivo desta publicação é apresentar informações dos sistemas de produção de palma forrageira considerando o Zarc, a aptidão dos solos, bem como apresentar recomendações de manejo para a cultura no estado da Paraíba.

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Publicado: 30/03/2026

Publicação - Cochonilha do carmim na palma forrageira

Cochonilha do carmim na palma forrageira.

Cochonilha do carmim na palma forrageira

Cochonilha do carmim na palma forrageira

A palma forrageira desponta como importante suporte forrageiro para a pecuária no Semiárido brasileiro, sendo capaz de produzir forragem de elevado valor nutritivo. A despeito de sua rusticidade, algumas variedades de palma são vulneráveis ao ataque de insetos-praga, com destaque à cochonilha-do-carmim, Dactylopius opuntiae. Essa praga constitui um fator limitante da produção das variedades Gigante (Opuntia fícus indica) e Redonda (Opuntia sp.) em todas as áreas de produção dessa cactácea.

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Publicado: 05/04/2026

Publicação - Cochonilha de escama na palma forrageira

Cochonilha de escama na palma forrageira.

Cochonilha de escama na palma forrageira

Cochonilha de escama na palma forrageira

A palma forrageira é um dos mais importantes suportes forrageiros para a pecuária do Semiárido. A despeito de sua rusticidade, essa cactácea pode ser atacada por insetos-praga, com destaque à cochonilha de escama ou simplesmente mofo da palma (Diaspis echinocacti) cujo ataque, quando em altas infestações, pode resultar em grandes perdas na produção e até na morte das plantas.

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Publicado: 05/04/2026