A palma forrageira é uma cultura essencial para a pecuária do Semiárido brasileiro, especialmente no Nordeste, devido à sua elevada resistência à seca, alta capacidade de produção de biomassa e de armazenamento de água. Contudo, a planta é suscetível a diversas doenças que podem comprometer seu desenvolvimento e produtividade.
A seguir, são descritas as principais doenças fúngicas e bacterianas da palma que ocorrem na região semiárida e as medidas de manejo recomendadas.
Doença
Doença.
Foto: Tiago Costa Lima.
Doenças fúngicas
A palma forrageira é uma cultura essencial para a pecuária do Semiárido brasileiro, especialmente no Nordeste, devido à sua elevada resistência à seca, alta capacidade de produção de biomassa e de armazenamento de água. Contudo, a planta é suscetível a diversas doenças que podem comprometer seu desenvolvimento e produtividade.
A seguir, são descritas as principais doenças fúngicas e bacterianas da palma que ocorrem na região semiárida e as medidas de manejo recomendadas.
Podridão de Macrophomina
A podridão de Macropomina, causada por Macrophomina phaseolina, é uma importante doença da palma forrageira, podendo reduzir significativamente a produtividade das plantas. Os sintomas iniciam-se com manchas cloróticas na superfície externa e áreas verde-escuras na parte interna das raquetes. Com a evolução da doença, ocorre rachadura do tecido devido à podridão semi-aquosa, que escurece e evolui para perfurações.
Manejo: recomenda-se utilizar raquetes sadias, evitar o estresse hídrico e realizar manejo adequado do solo.
Foto: Tadeu Vinhas Voltolini.
Podridão escamosa
Causada pelo fungo Scytalidium lignicola, essa doença ocorre geralmente a partir do ponto de inserção das raquetes. As lesões são inicialmente secas, rachadas e de coloração marrom, tornando-se mais escuras à medida que o fungo produz suas estruturas de frutificação. A doença pode levar à morte da raquete ou da planta. É favorecida por alta umidade, solos compactados e condições de estresse.
Manejo: é indicado o uso de material propagativo sadio, remoção e destruição das partes afetadas e evitar excesso de umidade no solo.
Foto: Tadeu Vinhas Voltolini.
Mancha de alternária
A mancha de alternaria, causada por Alternaria tenuis, manifesta-se por meio de manchas pardo-escuras nas raquetes, de formato circular ou elíptico, frequentemente com halo amarelado. Com a evolução da doença, as lesões coalescem, formando áreas necrosadas extensas e, em alguns casos, perfurações devido à queda do tecido necrosado.
Manejo: é indicado remover raquetes doentes, adotar espaçamento adequado para melhor aeração, utilizar variedades resistentes e realizar adubação equilibrada.
Foto: David Sergio Santana de Andrade.
Gomose
A gomose, causada por Dothiorella ribis, desenvolve-se principalmente em plantas feridas e sob condições de alta umidade. Provoca lesões do tipo cancro nas raquetes, levando ao seu ressecamento e declínio da planta. Há exsudação de goma de coloração inicialmente amarelada, que posteriormente se torna escura e sólida. O fungo sobrevive em raquetes infectadas e restos culturais.
Manejo: é recomendado evitar ferimentos nas raquetes, eliminar partes infectadas, realizar adubação equilibrada e utilizar material de propagação sadio.
Foto: Tadeu Vinhas Voltolini.
Podridão negra
A podridão negra é causada por Lasiodiplodia theobromae. As lesões ocorrem geralmente no ponto de inserção das raquetes, apresentando inicialmente coloração marrom que evolui para tons escuros e aspecto seco. A infecção pode causar o tombamento das plantas e morte das raquetes, reduzindo significativamente a produtividade. A doença é favorecida por estresse hídrico seguido de períodos úmidos.
Manejo: recomenda-se o uso de material propagativo sadio, preparo adequado do solo, remoção de tecidos doentes e prevenção de ferimentos nas plantas.
Foto: Tiago Costa Lima.
Podridão-de-fusário
A podridão-de-fusário, causada pelo fungo Fusarium solani, é favorecida por solos mal drenados, com alta umidade e acidez elevada. O patógeno pode sobreviver no solo e em restos de plantas contaminadas. A disseminação ocorre principalmente por meio de material propagativo infectado. Os sintomas incluem podridão mole na base das raquetes e podridão radicular de coloração marrom-avermelhada, que compromete o desenvolvimento da planta. Com o avanço da doença, observa-se murcha progressiva e apodrecimento basal, com necrose generalizada e desintegração dos tecidos.
Manejo: recomenda-se utilizar raquetes-sementes sadias, evitar o plantio em períodos chuvosos e escolher locais com boa drenagem.
Foto: Rafaela Priscila Antonio.
Doenças bacterianas
As doenças bacterianas são menos frequentes, mas podem causar perdas severas em condições de alta umidade e calor, principalmente quando há ferimentos nas raquetes.
Podridão-mole
A podridão-mole, causada por Pectobacterium carotovorum subsp. carotovorum, é favorecida por alta umidade e presença de ferimentos. A bactéria é disseminada por respingos de chuva, ferramentas e material de plantio contaminado. Os sintomas incluem áreas encharcadas e escuras com exsudato mucilaginoso e odor fétido. A podridão progride rapidamente, levando ao colapso total do tecido afetado.
Manejo: recomenda-se evitar irrigação excessiva, evitar o plantio em períodos chuvosos e em áreas sujeitas a encharcamento, desinfetar ferramentas de corte, eliminar plantas doentes e utilizar material propagativo sadio.
Foto: Rafaela Priscila Antonio.
Publicações
Sistema de produção de palma-forrageira para o Estado da Paraíba
Sistema de produção de palma-forrageira para o Estado da Paraíba
O objetivo desta publicação é apresentar informações dos sistemas de produção de palma forrageira considerando o Zarc, a aptidão dos solos, bem como apresentar recomendações de manejo para a cultura no estado da Paraíba.
Publicado: 30/03/2026