A websérie 'As Caras da Restauração', produzida pelo WRI Brasil, reúne cinco vídeos com trajetórias de brasileiros que apostaram na restauração florestal como caminho para melhorar de vida. As histórias percorrem três dos seis biomas do país: Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica. Entre os protagonistas estão Silvany Lima, agricultora e líder de uma cooperativa de mulheres produtoras de suco de umbu no município de Pintadas (BA), na Caatinga; os primeiros agricultores do Espírito Santo autorizados a manejar a palma juçara, espécie em extinção no Brasil; e a família Soares, de Juruti (PA), que migrou da produção exclusiva de mandioca para um sistema agroflorestal diversificado com árvores frutíferas e outras plantas comestíveis. Lançada em inglês com áudio original em português, a série tem o objetivo de levar informações sobre o potencial socioeconômico da restauração florestal no Brasil ao público internacional.
Apesar da comprovada competitividade econômica da restauração florestal e de suas contribuições às metas climáticas globais e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), seus benefícios socioeconômicos ainda não eram amplamente disseminados para o público brasileiro e internacional. Ao mesmo tempo, o Brasil assumiu o compromisso de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de áreas e florestas degradadas até 2030 — meta que só pode ser alcançada por meio de uma diversidade de soluções e projetos em diferentes escalas. Era necessário mostrar, com rostos e histórias concretas, que a restauração florestal é também um caminho viável de geração de renda para agricultores familiares.
A série gerou visibilidade internacional para modelos brasileiros de restauração com impacto socioeconômico direto. O caso de Silvany Lima ilustra como a restauração da Caatinga por meio do umbu tornou-se fonte de renda concreta para mulheres agricultoras, além de fortalecer a identidade e a autonomia de uma cooperativa local.
➜ 5 vídeos com histórias reais de agricultores brasileiros
➜ 3 biomas representados: Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica
➜ 12 milhões de hectares (meta nacional de restauração até 2030 - Acordo de Paris)
➜ 350 milhões de hectares (meta global da Década da Restauração da ONU até 2030)
"Hoje em dia é um caminho para restaurar a floresta. Quem não tem um pé na sua propriedade, quer ter. Porque a gente que tem ele, tem um pé de dinheiro verde." — Silvany Lima, agricultora e líder de cooperativa de mulheres, Pintadas (BA)
➜ Comunicar a restauração por meio de histórias humanas e concretas é mais eficaz do que dados isolados. A websérie demonstrou que narrativas pessoais engajam o público e desmistificam a ideia de que restaurar é caro ou inviável para pequenos produtores.
➜ A diversidade de biomas e perfis de negócio representados demonstrou que a restauração florestal não é um modelo único, ela se adapta a diferentes realidades, escalas e objetivos econômicos.
➜ A produção bilíngue (inglês com áudio em português) foi uma estratégia inteligente para alcançar audiências internacionais sem perder a autenticidade das histórias locais.
➜ O protagonismo de mulheres agricultoras, como Silvany Lima, reforçou a dimensão de gênero e inclusão social da restauração florestal como política pública e modelo de negócio.
➜ A websérie tem caráter de comunicação e sensibilização, não de assistência técnica direta. Seu impacto depende da existência de políticas e programas complementares que transformem a inspiração em ação concreta no campo.
➜ O formato de vídeo, embora potente, pode ter alcance limitado em comunidades rurais com baixa conectividade — reduzindo o acesso justamente de quem mais poderia se beneficiar.
➜ O foco em casos de sucesso pode criar uma percepção idealizada da restauração, sem evidenciar os desafios, riscos e o tempo necessário para que os resultados se concretizem.
A websérie 'As Caras da Restauração' chega em momento estratégico: 2021 marcou o início da Década da Restauração das Nações Unidas, período que reúne esforços globais para restaurar 150 milhões de hectares de terras desmatadas e degradadas e avançar para 350 milhões de hectares até 2030. Seu legado está em humanizar a agenda da restauração florestal e demonstrar — com nomes, rostos e histórias reais — que agricultores familiares são protagonistas indispensáveis dessa transformação.
A iniciativa do WRI Brasil estabelece um modelo de comunicação replicável: cases com impacto socioeconômico documentado, apresentados de forma acessível e com projeção internacional.
"E é exatamente isso que estamos mostrando: as caras e as histórias de quem está fazendo, bem como os caminhos possíveis e seus benefícios econômicos, sociais e ambientais." — Miguel Calmon, consultor sênior do Programa de Florestas do WRI Brasil
