Resultado de pesquisa
Exibindo 463 resultados encontrados
-
-
A websérie 'As Caras da Restauração', produzida pelo WRI Brasil, reúne cinco vídeos com trajetórias de brasileiros que apostaram na restauração florestal como caminho para melhorar de vida. As histórias percorrem três dos seis biomas do país: Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica. Entre os protagonistas estão Silvany Lima, agricultora e líder de uma cooperativa de mulheres produtoras de suco de umbu no município de Pintadas (BA), na Caatinga; os primeiros agricultores do Espírito Santo autorizados a manejar a palma juçara, espécie em extinção no Brasil; e a família Soares, de Juruti (PA), que migrou da produção exclusiva de mandioca para um sistema agroflorestal diversificado com árvores frutíferas e outras plantas comestíveis. Lançada em inglês com áudio original em português, a série tem o objetivo de levar informações sobre o potencial socioeconômico da restauração florestal no Brasil ao público internacional.
-
Apesar da comprovada competitividade econômica da restauração florestal e de suas contribuições às metas climáticas globais e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), seus benefícios socioeconômicos ainda não eram amplamente disseminados para o público brasileiro e internacional. Ao mesmo tempo, o Brasil assumiu o compromisso de restaurar e reflorestar 12 milhões de hectares de áreas e florestas degradadas até 2030 — meta que só pode ser alcançada por meio de uma diversidade de soluções e projetos em diferentes escalas. Era necessário mostrar, com rostos e histórias concretas, que a restauração florestal é também um caminho viável de geração de renda para agricultores familiares.
-
A série gerou visibilidade internacional para modelos brasileiros de restauração com impacto socioeconômico direto. O caso de Silvany Lima ilustra como a restauração da Caatinga por meio do umbu tornou-se fonte de renda concreta para mulheres agricultoras, além de fortalecer a identidade e a autonomia de uma cooperativa local.
➜ 5 vídeos com histórias reais de agricultores brasileiros
➜ 3 biomas representados: Amazônia, Caatinga e Mata Atlântica
➜ 12 milhões de hectares (meta nacional de restauração até 2030 - Acordo de Paris)
➜ 350 milhões de hectares (meta global da Década da Restauração da ONU até 2030)
"Hoje em dia é um caminho para restaurar a floresta. Quem não tem um pé na sua propriedade, quer ter. Porque a gente que tem ele, tem um pé de dinheiro verde." — Silvany Lima, agricultora e líder de cooperativa de mulheres, Pintadas (BA)
-
A websérie 'As Caras da Restauração' chega em momento estratégico: 2021 marcou o início da Década da Restauração das Nações Unidas, período que reúne esforços globais para restaurar 150 milhões de hectares de terras desmatadas e degradadas e avançar para 350 milhões de hectares até 2030. Seu legado está em humanizar a agenda da restauração florestal e demonstrar — com nomes, rostos e histórias reais — que agricultores familiares são protagonistas indispensáveis dessa transformação.
A iniciativa do WRI Brasil estabelece um modelo de comunicação replicável: cases com impacto socioeconômico documentado, apresentados de forma acessível e com projeção internacional.
"E é exatamente isso que estamos mostrando: as caras e as histórias de quem está fazendo, bem como os caminhos possíveis e seus benefícios econômicos, sociais e ambientais." — Miguel Calmon, consultor sênior do Programa de Florestas do WRI Brasil
-
Na comunidade rural Juliana, em Igrapiúna (BA), Jovan Nascimento, conhecido como Branco, é agricultor familiar e cultiva cacau, banana e abacaxi em sua propriedade. Em 2012, a área foi selecionada para integrar o projeto Carbono Neutro Pratigi, conduzido pela Organização de Conservação da Terra (OCT) . A iniciativa tem como modelo central a restauração de nascentes degradadas em propriedades da agricultura familiar, com os produtores sendo remunerados pelos serviços ambientais prestados, beneficiando pessoas físicas, jurídicas e eventos que compensam emissões de carbono.
-
Antes do projeto, a nascente na propriedade de Jovan estava quase completamente seca, cercada por uma extensa área de pastagem degradada. Além do desafio ambiental, havia uma barreira cultural significativa: os vizinhos temiam que a adesão ao projeto significasse perda da propriedade. A desconfiança inicial foi uma das maiores dificuldades para que Jovan aceitasse participar da iniciativa.
"No começo os meus vizinhos na comunidade acharam que tudo isso era uma loucura e que eu perderia a terra. Bruna e Rogério me explicaram o projeto e dei liberdade para mapearem a minha terra." — Jovan Nascimento, agricultor familiar
-
A nascente foi recuperada e hoje abastece toda a irrigação da roça de cacau. O plantio seguiu distribuição técnica: 80% das mudas em seções de recobrimento e 20% em seções de diversidade, além de mudas de cacau para composição de Sistema Agroflorestal (SAF).
➜ 1.797 mudas plantadas de espécies nativas
➜ 32 espécies nativas diferentes utilizadas
➜ 300 toneladas de CO² a neutralizar ao longo de 30 anos
➜ 30 anos: horizonte do projeto de compensação de carbono
"O que no começo era loucura para muitos, hoje eu tenho água para irrigar toda minha roça de cacau." — Jovan Nascimento
-
➜ Assistência técnica presencial e continuada foi decisiva para vencer a resistência inicial. A equipe da OCT (Bruna Sobral e Rogério Ribeiro) visitou a área, mapeou a propriedade e explicou o projeto com transparência.
➜ O modelo de Pagamento por Serviços Ambientais tornou a participação atrativa, mostrando que conservar e gerar renda não são objetivos opostos.
➜ A combinação de espécies nativas com culturas produtivas (cacau em SAF) garantiu tanto a restauração ecológica quanto a viabilidade econômica da propriedade.
➜ A confiança construída individualmente com o produtor foi o ponto de virada, sem essa relação, a adesão não teria acontecido.
-
Jovan Nascimento expressa o desejo de continuar contribuindo para que seus filhos e netos possam conhecer e conservar a floresta. Sua propriedade tornou-se uma prova viva de que pequenas propriedades rurais podem ser protagonistas da restauração ambiental sem abrir mão da produção. O caso representa um modelo replicável para outras comunidades do entorno, com potencial de efeito demonstrativo importante, convertendo o ceticismo inicial dos vizinhos em possíveis novas adesões ao projeto.
"Quero continuar fazendo a minha parte para possibilitar que meus filhos e netos conheçam e conservem a floresta." — Jovan Nascimento
-
O Assentamento Dois Riachões, em Ibirapitanga (BA), é formado por cerca de 40 famílias e tornou-se referência estadual em agricultura sustentável e agroindústria comunitária. Ao longo de 14 anos de parceria com a Organização de Conservação da Terra, a comunidade desenvolveu um modelo integrado que combina restauração florestal, educação ambiental, certificação orgânica participativa e Pagamento por Serviços Ambientais (PSA). A OCT atua com assistência técnica contínua e suporte estratégico, sendo pioneira na implementação do PSA nos municípios baianos há mais de uma década.
-
A Mata Atlântica, um dos biomas mais ricos do planeta, perdeu cerca de 88% de sua cobertura original, restando apenas 12% dos mais de 1,3 milhão de km² que ocupava originalmente em 17 estados. A região de Ibirapitanga insere-se neste cenário crítico. As famílias do assentamento enfrentavam o desafio de gerar renda a partir da terra sem comprometer os recursos naturais disponíveis, num contexto em que ainda predominava a visão de que produção agrícola e conservação ambiental são atividades incompatíveis.
-
A restauração de ecossistemas é entendida como
A restauração de ecossistemas é entendida como “o processo de deter e reverter a degradação, resultando em serviços ecossistêmicos melhorados e biodiversidade recuperada” de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Essa é a definição que norteia as ações da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Década da Restauração de Ecossistemas.
A ONU reconhece ainda que a restauração de ecossistemas abrange um amplo conjunto de práticas, cuja adoção vai depender das condições locais e dos objetivos da restauração pretendida. É essencial o reconhecimento de que a restauração pode ser um processo complexo e exigir conceitos e diretrizes claras para a escolha adequada das melhores estratégias e técnicas.
Confira nas páginas a seguir os princípios e conceitos, legislação e políticas públicas relacionadas à restauração.
Encontrado na página: Restauração
-
Em setembro de 2020, em parceria com a organização internacional One Tree Planted, foram plantadas as 10.131 mudas na área de 4 hectares. Desde então, a OCT mantém monitoramento rigoroso para garantir a manutenção e o crescimento saudável da nova floresta. A comunidade também desenvolve produção de cacau de alta qualidade com manejo agroecológico.
➜ 10.131 mudas de espécies nativas e frutíferas plantadas
➜ 4 hectares de área em restauração florestal ativa
➜ 14 anos de parceria contínua com assistência técnica da OCT
➜ Referência estadual em agricultura sustentável e agroindústria comunitária
Encontrado na página: Restauração
-
O Assentamento Dois Riachões representa uma demonstração concreta de que a conservação ambiental e a produção agrícola são pilares complementares de um modelo econômico próspero e regenerativo. A trajetória da comunidade oferece um referencial replicável para outros assentamentos da Mata Atlântica baiana e do Brasil, especialmente no que diz respeito à integração entre PSA, agroecologia e agroindústria comunitária. O legado é também institucional: a OCT consolida, com este case, sua expertise como articuladora de soluções integradas para a agricultura familiar. As ações implementadas na comunidade demonstram de forma tangível que conservação ambiental e produção agrícola não são excludentes, mas sim pilares de um modelo econômico próspero e regenerativo para o campo
Encontrado na página: Restauração
-
A definição das estratégias e técnicas
A definição das estratégias e técnicas a serem adotadas vai depender basicamente do grau de degradação da área e de sua capacidade de auto recuperação.
A partir desse diagnóstico, as estratégias e técnicas escolhidas vão definir a intensidade da intervenção do processo de restauração: da baixa intensidade, como é o caso da condução da regeneração natural, ao mais alto grau de intervenção, que seriam os plantios em área total.
Encontrado na página: Estratégias e técnicas
-
Monitor da Recuperação MapBiomas
O Monitor da Recuperação é uma plataforma para visualização e monitoramento de áreas com obrigação ou compromisso de recuperação da vegetação. Seu objetivo é auxiliar no monitoramento da dinâmica da cobertura vegetal em áreas com compromisso de recuperação ambiental, incluindo polígonos embargados por desmatamento e polígonos provenientes do Observatório da Restauração, bem como de outras áreas com compromisso de recomposição florestal.
-
-
Rede de Sementes do Xingu: Como Manejar Sementes Florestais?
Com os saberes de agricultores familiares e povos indígenas podem ser encontrados variados caminhos para transformar frutos em sementes. A essência dessas inovações que marcam a Rede de Sementes do Xingu está associada com a diversidade socioambiental e cultural dos coletores de sementes. A riqueza de criatividade é traduzida - neste terceiro vídeo que faz parte de uma série de cinco curtas que compõem a cartilha "Coletar, manejar e armazenar as experiências da Rede de Sementes do Xingu" - a partir das técnicas de manejo em continua transformação e aprimoramento. Esses conhecimentos e tecnologias são indicadores do importante valor social e cultural das sementes do Xingu.
Encontrado na página: Semeadura
-
Coleta e Manejo de Sementes
Curso de Coleta e Manejo de Sementes Florestais Nativas do Cerrado, realizado pelo Projeto Semeando o Bioma Cerrado, da Rede de Sementes do Cerrado.
Encontrado na página: Semeadura
