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ManejeBem e Organização de Conservação da Terra (OCT)

Fortalecimento das Cadeias Produtivas no Baixo Sul da Bahia

Publicador de Conteúdos e Mídias

A experiência

Desde 2020, a ManejeBem e a OCT fortalecem a agricultura familiar no Baixo Sul da Bahia por meio de um modelo de Ater híbrida, que une práticas presenciais e ferramentas digitais para apoiar mais de 2.000 produtores em cadeias como cacau, cupuaçu e guaraná. A iniciativa integra produção, conservação e melhoria de renda, aliando tecnologia e saber local. A estratégia combina coleta de dados via aplicativos, monitoramento remoto e acesso a conteúdos técnicos, permitindo acompanhar resultados em tempo real e personalizar o atendimento. Com metodologias adaptadas às realidades locais, o modelo estimula a troca de informações, a construção coletiva das soluções e a adoção de boas práticas agrícolas de forma contínua e eficiente.

Desafio

Em grande parte do Brasil, agricultores familiares ainda recebem assistência técnica com baixa frequência, o que dificulta o acompanhamento contínuo das suas práticas e limita o avanço rumo a sistemas produtivos mais sustentáveis e eficientes. Além disso, a coleta de dados estruturados, fundamentais para orientar o planejamento, a gestão e a tomada de decisão, ainda é realizada de forma limitada ou dispersa. Diante desse cenário, o desafio foi conceber e implementar uma estrutura de assistência técnica híbrida, combinando presença em campo com interação digital, capaz de fortalecer o vínculo com os produtores, aumentar a regularidade dos atendimentos e viabilizar a coleta e análise inteligente de dados em tempo real. A proposta buscou transformar a assistência técnica em uma ferramenta estratégica para promover inovação, sustentabilidade e fortalecimento das cadeias produtivas.

Resultados alcançados
  • Avanços sustentáveis ​​e inovação para o fortalecimento da agricultura familiar.
  • Aumento de cinco vezes na capacidade de trabalho dos técnicos de campo.​
  • Crescimento de 27% no nível de sustentabilidade das unidades produtivas.​
  • Elevação de 21% na produtividade média dos produtores atendidos.​
  • Aumento médio de 28% na renda familiar dos agricultores no projeto Cacau Digital.​
  • Benefício direto para cerca de 2.000 produtores rurais, com diagnósticos precisos, acompanhamento contínuo e avanços na governança territorial e cooperativismo.​
  • Fortalecimento das comunidades e impacto sustentável no Baixo Sul da Bahia.
Principais lições
  • Integração e protagonismo local para efetividade;
  • A presença digital, quando combinada com o contato presencial, traz efetivação real da assistência técnica, criando laços e confiança;
  • Dados estruturados são instrumentos de empoderamento e decisão estratégica tanto para produtores quanto para organizações e parceiros;
  • A construção de metodologias com atores locais fortalece a pertinência e a autonomia das soluções.
Limites identificados
  • A infraestrutura de internet rural ainda é uma limitação em alguns territórios, restringindo o alcance em tempo real;
  • Há desafios para a continuidade financeira dos serviços técnicos quando não há projetos financiados em andamento;
  • A alfabetização digital dos agricultores precisa ser trabalhada continuamente para apropriação integral das ferramentas.
Perspectivas e legado
  • A iniciativa abre caminho para uma governança rural baseada em dados e protagonismo do produtor.
  • Com metodologias consolidadas, a parceria seguirá ampliando territórios e cadeias, fortalecendo cooperativas e sistemas agroflorestais.
  • O legado é um modelo replicável de assistência técnica híbrida que democratiza o acesso à tecnologia, gera renda, preserva a floresta e eleva o potencial sustentável da agricultura familiar brasileira.